A “DAMA DA MÚSICA CAIPIRA”
Inezita Barroso teve
vida prolífera em várias áreas, tendo sido graduada em Biblioteconomia da
Universidade de São Paulo anterior a se tornar cantora profissional, e a isso
somou-se a de atriz, instrumentista, folclorista, professora, apresentadora de
rádio e televisão brasileira.
Inezita Barroso, que até então dava aulas de violão e piano em sua residência, alugou uma grande casa na Avenida Santo Amaro, no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, e ali abriu um conservatório musical. O conservatório fundado pela Rainha da Música de Raiz, que durou pouco tempo, mas em seu lugar a cantora e folclorista acabou montando seu restaurante de comida caseira e tipicamente brasileira, que recebeu o nome "Casa da Inezita".
No cardápio, havia pratos com
nomes típicos da roça e rincões do Brasil: Camarão à Iemanjá, bife à Curupira, arroz
à Negrinho do Pastoreio, baião à Lampião, “frango à Triângulo Mineiro, paçoca à
Rachel de Queiroz, enfim uma gama grande da culinária brasileira. Por vezes Inezita
Barroso dividia a cozinha com o cozinheiro. Todos esses sabores ainda eram “regados”
com sucos que eram comuns no Norte do país, como graviola, mangaba cupuaçu.
Possivelmente Inezita Barroso esteve presente no "Museu Folclórico de Santo Amaro", nas dependências do Mercado Velho, em palestra sobre folclore paulista chamado Primeiros Passos, pois seu conhecimento era vasto nessa matéria do saber popular, tanto que foi agraciada como Doutora Honoris Causa em Folclore e Arte Digital, em Portugal, pela Universidade de Lisboa.
Inezita Barroso e Jacob do Bandolim. Sem data.
Fonte - IMS
A “Rainha do Folclore Brasileiro”, teve aulas de danças típicas com o folclorista piracicabano Alceu Maynard Araújo, no Parque da Água Branca, em São Paulo, tornando-se amiga daquele grande estudioso do nosso Folclore, autor da clássica obra intitulada "Folclore Nacional" e publicada em 1964.
Inezita Barroso, foi a primeira grande cantora da música "Romaria", composição de Renato Teixeira, verdadeiro hino caipira da Música Brasileira e eternizou também a valsa "Lampião de Gás"!O restaurante "Casa da Inezita" fez muito sucesso, vivendo sempre cheio, mas acabou tomando muito tempo de Inezita, de modo que logo surgiu um dilema: ser cantora ou dona de restaurante?
Decidiu pela primeira opção, e entre 1980 e 2015 apresentou o programa Viola, Minha Viola da TV Cultura. Sua trajetória foi de grande sucesso, pois sempre dizia:
“Uma coisa sem raiz voa, o vento leva e desaparece.”
Sua história prevalece como um marco no Brasil, pois Inezita Barroso manteve sua trajetória tradicionalista de raízes profundas!
O MUSEU FOLCLÓRICO DE SANTO AMARO
No Mercado Municipal de Santo Amaro onde se promoviam um grande afluxo de comércio, na década de 1960 tornou-se Depósito Municipal da Divisão de Parques e Jardins incorporando após a sede do “Grupo de Escoteiro 9 de Julho” e depois acolheu o acervo do “Museu Folclórico” , seguido pelo “Centro de Atividades de Comunicação e Expressão”, CACE, e, na atualidade abriga a “Casa de Cultura Manoel Cardoso de Mendonça” situada na atual Praça Praça Doutor Francisco Ferreira Lopes, 434.
O QUE FOI FEITO DO MUSEU FOLCLÓRICO DE SANTO AMARO?
Bibliografia:
Pereira, Arley. Inezita Barroso:
a história de uma brasileira, São Paulo, Editora 34, 2013
https://pt.wikipedia.org/wiki/Inezita_Barroso
https://integralismo.org.br/personalidades/inezita-barroso-in-memoriam/
https://www.sescsp.org.br/editorial/relicario-inezita-barroso/
Vide texto correlato:
O FOLCLORE
EM SANTO AMARO/SP e o PROFESSOR ALCEU MAYNARD ARAÚJO (22 DE AGOSTO: DIA DO
FOLCLORE)
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2020/08/o-folclore-em-santo-amarosp-e-professor.html
Créditos fotográficos da cantora,
IMS e as do museu disponibilizadas ao autor da crônica por anônimo!








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