quinta-feira, 2 de julho de 2009

NOBILIARQUIA DOS NOMES ALEMÃES NO BRASIL

NOBILIARQUIA DOS NOMES ALEMÃES NO BRASIL

História de um momento delicado na Europa

O Império Austríaco (em alemão Kaisertum Österreich) foi fundado em 1804 em reação à criação do Primeiro Império Francês por Napoleão I. O primeiro imperador da Áustria foi Francisco I, (Franz I) o qual detinha até então o título de Sacro-Imperador Romano, abdicado quando o Império foi absolvido na reorganização da Alemanha de 1806. No processo de manter o seu título imperial, ele elevou a Áustria de um arquiducado para um império e daí a Áustria tornou-se totalmente independente de qualquer vínculo com a Alemanha. Após tentativas falhadas de reforma constitucional, o Império Austríaco foi transformado no Império Austro-Húngaro em 1867 sob Francisco José I da Áustria, o qual concedeu estatuto igual aos territórios húngaros.
De 1814 a 1815, a Áustria estava entre os vitoriosos contra Napoleão e as pretenções da França no continente. O congresso de paz se reuniu em Viena, regido pelo príncipe Metternich, que dirigia sua diplomacia desde 1809. Matternich tentou efetivar um equilíbrio europeu durável e evitar o retorno das idéias revolucionárias: a Santa Aliança de 1815 entre a Áustria, a Rússia e a Prússia estava disso encarregada. O tratado de Viena restabeleceu o poder da Áustria na Alemanha e na Península Itálica, onde criou-se o Reino Lombardo-Vêneto, confiado aos Habsburgos. O Sacro Império não foi restabelecido, mas criou-se uma Confederação Germânica que reunia os Estados alemães presidida pela Austría.
Depois da revolução de 1848, a Áustria teve que enfrentar levantes na Itália e na Hungria. Outorgou-se uma Constituição em abril de 1848 aos países hereditários e um regime parlamentar foi instalado na Hungria. Os direitos senhoriais e a servidão foram abolidos pela Assembléia austríaca, que também elaborou um projeto de Constituição que dava os mesmos direitos a todas as nacionalidades.
A monarquia viu-se ameaçada. Em Frankfurt, o Parlamento falava em unificar os países de língua alemã, incluindo-se a Áustria, e a Hungria parecia caminhar rumo à independência. Mas a radicalização da revolução de Viena a partir de maio dividiu os partidários das mudanças. Em outubro, o exército restaurou a ordem antiga pela força mas o imperador, já Fernando I, se vê obrigado a abdicar em favor do sobrinho Francisco José I. Na Itália, o marechal Radetzky restabeleceu o domínio austríaco. O marechal Windischgrätz atacou a Boêmia, entrou em Viena em outubro de 1848 e depois, ajudado pela Rússia, submeteu a Hungria a uma feroz repressão e ali instalou um regime de ocupação militar até 1852.
No Sacro Império Romano-Germânico e territórios que estiveram sob a sua jurisdição e que formaram-se em estados nacionais, no futuro Império Austro-Húngaro, Império Alemão, utilizavam a seguinte relação de autoridade:
Imperador [Kaiser]
Rei [König]
Arquiduque [Erzherzog] (utilizado no Sacro Império Romano-Germânico e depois utilizado para titular os herdeiros do trono austríaco)
Grão-Duque [Großherzog/ Grossherzog]
Duque [Herzog]
Grão-Príncipe [Großfürst/ Grossfürst]
Príncipe-eleitor ou Eleitor [Kurfürst]
Príncipe (Monarca) [Fürst]
Margrave [Markgraf] correspondente a [Marquês]
Landgrave [Landgraf]
Burgrave [Burggraf]
Rhinegrave [Rhiengraf]
Vildgrave [Wildgraf]
Altgrave [Altgraf]
Raugrave [Raugraf]
Conde [Graf]
Barão [Freiherr]
Cavaleiro [Edler]
Para cada título existiam formas diferentes de tratar o herdeiro. Por exemplo, os filhos dos Imperadores eram chamados necessariamente de Príncipes (Prinz). Porém, os Imperadores da Áustria, em referência ao seu passado como Arquiduques, intitulavam os seus filhos por Arquiduques (Erzherzog). Alguns filhos de Reis eram chamados de Príncipes (Prinz), como na Prússia. Outros eram denominados Duques, como em Württemberg e na Baviera. Os filhos de Grão-Duques poderiam ser intitulados por Erb/groß/herzog (algo como Grão-Duque-Herdeiro), Erbprinz, ou simplesmente Prinz. Os filhos dos Príncipes (Monarcas), os Fürst, eram chamados de Erbprinz ou Prinz. Filhos de Margraves, Landgraves, Burgraves, Vildgraves, Altgraves e Raugraves poderiam ser chamados de Condes (Graf) ou Erb-+ o título (por ex.: Erblandgraf). Os filhos dos Condes eram também tratados por Condes, como os filhos dos Barões, que eram também denominados Barões.

Muitos nomes estrangeiros foram alterados no Brasil por falta de um processo alfandengário que interpretava conforme a locução ouvida, interferindo numa identidade imutável, onde os valores estão ligados as culturas dos respectivos direitos de cidadania e que a ninguém é referendado mudar.

IMIGRAÇÃO E AS CONSORTES EUROPÉIAS DE DOM PEDRO I

IMIGRAÇÃO E AS CONSORTES EUROPÉIAS DE DOM PEDRO I

Maria Leopoldina: Primeira esposa de Dom Pedro I era arquiduquesa da Áustria

Pedro de Alcântara aproximou-se dos impérios fortalecidos através do seu casamento em 1817 com Maria Leopoldina Josefa Carolina de Habsburgo, nascida em Viena a 22 de Janeiro de 1797 , falecendo no Rio de Janeiro em 11 de Dezembro de 1826. Era arquiduquesa da Áustria, primeira imperatriz-consorte do Brasil e rainha-consorte de Portugal durante oito dias,em 1826. Pertencia à casa de Habsburgo, que fortaleceu O Império Austro-Hungaro. Cresceu no castelo de Schönbrunn,O Palácio de Schönbrunn, em alemão, Schloss Schönbrunn, conhecido também como o Palácio de Versalhes de Viena, é um dos principais monumentos históricos e culturais da Áustria e ali permaneceu até a data de seu casamento com D. Pedro de Alcântara em 1817.
Seu pai era Francisco II , nascido em Florença, na Itália em1758, sendo coroado Imperador da Áustria em 1792, além de Imperador do Sacro Império Romano Germânico. Em 1806, quando Napoleão pôs fim ao Sacro Império Romano Germânico, passou a ser somente Francisco I da Áustria, acrescida da Hungria e Boêmia.
A mãe de Maria Leopoldina era Maria Teresa da Sicília ou de Bourbon-Nápoles, princesa das Duas Sicílias, de um ramo da Casa de Bourbon, pois era filha do rei Ferdinando I (1751-1825) e de sua esposa Maria Luísa (1745-1792).
Francisco II era sogro de Napoleão, após este se casar com sua filha Maria Luísa, irmã de Maria Leopoldina, em 1810 dando-lhe o neto François Charles Joseph Bonaparte, a quem por direito deveria caber o titulo de Napoleão II. Mesmo assim Francisco I da Áustria aliou-se à Inglaterra e à Rússia contra seu genro, que unidos, derrotaram Napoleão em 1814, recuperando grande parte dos territórios após o Congresso de Viena em 1815.
O nome completo da Arquiduquesa, que viria a ser a primeira imperatriz do Brasil, era Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena, como informa o seu biógrafo e grande estudioso de sua vida, Carlos H. Oberacker Jr, na obra "A Imperateriz Leopoldina: Sua Vida e Sua Época.". Vê-se a exclusão do nome Maria!

FRANCISCO II TORNOU-SE SOGRO TANTO DE NAPOLEÃO BONAPARTE IMPERADOR DA FRANÇA COMO DE DOM PEDRO I, IMPERADOR DO BRASIL!


Amélia de Leuchtenberg: Segunda esposa de Dom Pedro I era filha do enteado de Napoleão Bonaparte.

Após a morte de sua primeira esposa, a arquiduquesa austríaca Maria Leopoldina, em dezembro de 1826, D. Pedro I do Brasil mandou buscar na Europa uma segunda esposa. O marquês de Barbacena passou meses procurando uma princesa na Europa.A convenção matrimonial de 30 de maio de 1829 foi ratificada em 30 de junho, em Munique, pela mãe e tutora da noiva, a duquesa de Leuchtenberg. Em 30 de julho daquele ano, foi confirmado, no Brasil, o tratado do casamento de Sua Majestade e Amélia de Leuchtenberg.
Amélia Augusta Eugênia Napoleona de Beauharnais, nascida em Milão a 31 de julho de 1812 falecendo em Lisboa em 26 de janeiro de 1876, era princesa de Leuchtenberg, foi a segunda esposa de D. Pedro I.

Era a quarta filha do general Eugênio de Beauharnais, enteado de Napoleão Bonaparte, 1° duque de Leuchtenberg e sua esposa, a princesa Augusta da Baviera.
Era Eugênio filho da Viscondessa Marie Josephe Rose de Tascher de la Pagerie, ou simplesmente Josefina de Beauharnais e seu primeiro marido, o visconde Alexandre de Beauharnais, que tornou-se depois filho adotivo de Napoleão Bonaparte, que o fez vice-rei da Itália..
A mãe de Amélia, Augusta da Baviera era filha do rei Maximiliano I, José da Baviera e da princesa Augusta Guilhermina de Hesse-Darmstadt. Entre os irmãos de Amélia estavam Josefina de Leuchtenberg, rainha consorte de Óscar I da Suécia, e Augusto de Beauharnais, príncipe consorte de D. Maria II, a brasileira Maria da Glória, rainha de Portugal, filha de Dom Pedro I.
Amélia de Leuchtenberg passou a sua infância e parte de sua juventude em Munique. Ela foi oficialmente apresentada à corte da Baviera no Natal de 1828, aos dezesseis anos.

O GENERAL EUGÊNIO DE BEAUHARNAIS, ERA ENTEADO DE NAPOLEÃO BONAPARTE, E TORNOU-SE SOGRO DE DOM PEDRO I, IMPERADOR DO BRASIL!



IMPERANTES IMPÉRIOS IMPERAM!...

A interpretação fica na conta de quem pesquisar!

PRIMEIRAS COLÔNIAS ALEMÃS NO BRASIL E A MILITARIZAÇÃO DO SUL

PRIMEIRAS COLÔNIAS ALEMÃS NO BRASIL E A MILITARIZAÇÃO DO SUL

A conjuntura do início do século dezoito, quando a França Napoleônica com pretensões imperiais foram derrotadas na batalha de Waterloo, pela Santa Aliança em 1815, a Europa se reorganizava com os vencedores exigindo seu butim aos derrotados. A Espanha sentiu a grande derrota, estava esfacelada, sem exércitos regulares e sem esquadra destruída pela Batalha Naval de Trafalgar em 21 de outubro de em 1805 na costa espanhola, quando enfrentou os ingleses do Almirante Nelson. A América espanhola nesta época com seus vice-reinos tornam-se independentes da Espanha que não possuía mais o poder do passado.

Portugal exige por parte da "Junta Provisional do Supremo Governo do Reino" a volta de Dom João VI, pois pelo Levante Liberal do Porto em 1820, exige o fim do protetorado inglês que assumiu após a derrota da França de Napoleão; além disso, há a exigência de recolonização do Brasil. Contra vontade a Corte portuguesa instalada no Vice Reino, no Rio de Janeiro, é obrigada a retornar em 1821. Dom João deixa no Brasil seu filho natural de Queluz, Portugal, Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon; primeiro imperador Pedro I do Brasil e durante sete dias no ano de 1826, Pedro VI de Portugal. Tudo concorria para a independência da America Ibérica, e assim sucedeu em todas elas após a derrota de Napoleão. Alem disto outro fato concorria para haver este intercambio as consortes do Imperador eram integrantes da Casa de Áustria e Baviera, com ligações de laços ao Sacro Império Romano Germânico.
A imigração alemã para o Brasil foi quase toda voltada para o povoamento da região sul, com o objetivo de ocupar terras ameaçadas pelos vizinhos espanhóis, de equilibrar a economia no sul do país, além da intenção de conseguir soldados para o Corpo de Estrangeiros, pois com a proclamação da independência, o Brasil perdeu parte de sua força militar formada por portugueses que seguiram para Portugal, assim eram necessárias providências urgentes de segurança da nova Pátria.

As terras do sul da América, anteriormente pertencentes à Espanha, precisavam ser militarizadas rapidamente pois as fronteiras no Prata sempre foram tensas e de conflitos, exigindo estratégias de proteção militar da fronteira do país. José Bonifácio, ministro do Reino e dos Negócios Estrangeiros e do representante da Província de São Pedro do Rio Grande, José Feliciano Fernandes Pinheiro, Visconde de São Leopoldo, pretendiam organizar uma linha de colônias germânicas desde Porto Alegre, precisamente na Colônia Alemã de São Leopoldo (1824), seguindo para o litoral próximo a Desterro, na Ilha de Santa Catarina indo para fronteira com o Paraná sendo provável atingir a Província de São Paulo, por ser estratégico o porto de Santos, responsável pelas relações comerciais e navegação do incipiente país.
A imigração alemã no Brasil foi o movimento imigratório intensificado a partir do século 19 para várias regiões do Brasil. As causas deste processo podem ser encontradas nos freqüentes problemas sociais que ocorriam na Europa e a farta disponibilidade de terras no Brasil.

O Governo fixado no Reino do Brasil, aproximou-se dos alemães para a causa brasileira de conseguir colonos e uma força militar que havia ociosa após as Guerras Napoleônicas, devido a afinidade com a família da imperatriz e pelo fato de a Alemanha não ser um país unificado e, ainda, não possuir colônias ultramarinas, afastando a possibilidade de uma reivindicação de autonomia dos germânicos em território brasílico, o que deveriam tomar cuidados específicos com pretensões nítidas de interesses anteriores a separação de Portugal, tanto por parte da Inglaterra, como as antigas forças de França e aliada desta a Espanha que sempre tiveram pretensões pelo território, além de sempre tirarem proveito em momentos oportunos do Brasil.Georg Anton Alouysius Von Schäffer ou Jorge Antônio Schäffer era um militar alemão que tornou-se recrutador de militares e colonos para o Brasil que após viajar à Europa, retornou Brasil com quatro famílias, perfazendo vinte pessoas recebendo de Dom João VI uma concessão de terras de 4356 hectares para fazer uma pequena colônia na experimental em 1818, com o nome de Frankental, colônia fundada perto da Colônia de Leopoldina, na Bahia. Ainda com a presença de Dom João VI, prevendo reestruturação política e geográfica da Europa faz as primeiras tentativas de colonizar o Brasil, autorizando em 1818 a fixação de 165 famílias alemãs, em Ilhéus, Capitania da Bahia, para cultivar fumo, cacau e cereais, seguida de uma segunda leva em 1819 para São Jorge, cerca de 200 famílias alemãs são instaladas no norte da Capitania da Bahia. Parece ter havido um projeto inicial de colonização planejada.

Após a independência do Brasil, foi nomeado "Agent d'Affaires Politiques" por para angariar soldados e colonos na Europa. Recrutar mercenários na Europa era proibido pelos países da Santa Aliança lideradas pela Inglaterra, e o fato do Brasil ser denunciado por Portugal como um simples território rebelde tornou a missão do major Schäffer ainda mais difícil por deixar a impressão de militarização. No início, seu recrutamento buscava, principalmente, soldados e poucos colonos, mas, à medida que a situação do Brasil foi estabilizando-se, o número de soldados enviados foi diminuindo e o de colonos aumentando. Schäffer também buscava contratar pessoas de profissões que dessem uma base à comunidade, como médicos e pastores. Em quatro anos, de 1824 a 1828, o major Schäffer conseguiu trazer para o Brasil mais de seis mil pessoas, pelo menos metade eram rapazes solteiros e soldados.
Contratados do major Schaeffer mercenários eram trazidos da Alemanha, para formar o "Corpo de Tropas Estrangeiras", no Exército Brasileiro, imediatamente após a proclamação da Independência, através do médico Anton Von Schaeffer, chegado no Brasil em 1821 e nomeado major da Guarda Imperial, pelo imperador D. Pedro I. Formaram dois batalhões de caçadores e dois de granadeiros. Os contratados, dois tenentes engenheiros,foram incorporados ao Exército Brasileiro, por não haver uma unidade de engenharia no Corpo de Tropas Estrangeiras: os tenentes Halfeld e Koeler, que foram, respectivamente, fundadores de Juiz de Fora e de Petrópolis.
A segunda expedição de colonos trazida pelo major Schaeffer, foram enviados para o Rio Grande do Sul, instalados onde hoje são as cidades de São Leopoldo, Novo Hamburgo e outras, em 25 de julho de 1824, com 39 imigrantes alemães a então desativada Real Feitoria do Linho Cânhamo, localizada à margem esquerda do Rio dos Sinos, dando início à Colônia de São Leopoldo.
A imigração alemã de colonização e uso da terra no Brasil pode ser classificada em duas categorias de acordo com o método aplicado e objetivos propostos:

1- imigração de parceria e
2- imigração baseada na pequena propriedade.

A imigração de parceria utilizava-se do método do “endividamento” e era voltada para o Sudeste brasileiro, principalmente São Paulo, considerando a existência, naquela província, de grandes latifundiários; visava à resolução do problema decorrente da extinção paulatina da escravidão relacionado à falta de mão de obra no cultivo do café, que a partir de meados do século XIX passa a ser o principal produto de exportação do Brasil.
A imigração baseada na pequena propriedade era composta por colonos livres e foi dirigida principalmente ao Sul do Brasil; tinha entre seus objetivos, povoar e militarizar a região, além de desenvolver uma agricultura voltada ao abastecimento do mercado interno.

Estes desbravadores tiveram muitas dificuldades, pois enfrentaram o descaso das autoridades em relação a sua situação. As terras a eles cedidas não eram muito boas para o cultivo, lugares sem estrutura e situadas no interior de matas virgens.
O Governo Imperial para incentivar os imigrantes a virem para estas terras faziam promessas de que receberiam 50 hectares de terra, com vacas, bois e cavalos; auxílio de um franco por pessoa no primeiro ano; isenção de impostos e serviços nos primeiros dez anos; liberação do serviço militar; nacionalização imediata e liberdade de culto. De todas essas promessas, somente a liberação de terras foram cumpridas, deixando os colonos a mercê da sorte.

As pretensões do Império Brasileiro e a militarização do sul confirmaram-se com a guerra da Cisplatina ou como dizem os catelhanos, Guerra del Brasil. Localizada na entrada do estuário do Rio da Prata, a Província Oriental era uma área estratégica, pois quem a controlava tinha grande domínio sobre a navegação em todo o rio, acesso aos rios Paraná e Paraguai, e via de transporte da prata andina. Foi um conflito ocorrido entre o Império do Brasil e a Províncias Unidas do Rio da Prata, no período de 1825 a 1828, pela posse da Província Cisplatina, a região da atual República Oriental do Uruguai. Foi o primeiro de quatro conflitos armados internacionais que o Brasil lutou pela supremacia sul-americana. Tendo o segundo sido a Guerra do Prata, o terceiro a Questão Uruguaiana e o último a Guerra do Paraguai. Juntas, integram o conjunto das Questões Platinas, na História das Relações Internacionais do Brasil.

******************

“Ao Brasil interessava ambos: soldados para reforçar o Exército brasileiro e colonos para iniciar uma nova economia com base na mão de obra familiar livre.”, in Flores, Hilda Agnes Hübner, Imigração Alemã 180 anos, História e Cultura

“A conquista da terra nas colônias não foi como as da terra de trigo nos Estados Unidos e Argentina, no século XIX. Essa conquista, difícil e lenta, fez do colono alemão o pioneiro do desbravamento”, diz Jean Roche no livro A colonização Alemã e o Rio Grande do Sul I, cap. I, pág. 51.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

AS TRANSFORMAÇÕES DA EUROPA E DA AMÉRICA DEVERAM-SE AS GUERRAS NAPOLEÔNICAS.

AS TRANSFORMAÇÕES DA EUROPA E DA AMÉRICA DEVERAM-SE AS GUERRAS NAPOLEÔNICAS.

Depois da queda de Napoleão Bonaparte houve uma reorganização das monarquias européias dando origem à formação da Confederação Alemã. Tal confederação consistia em uma região formada por 38 Estados independentes comprometidos a defenderem a soberania das monarquias dos estados participantes. Dentro desse aglomerado de monarquias, Áustria e Prússia sobressaiam-se como as mais influentes nações da Confederação criada. O Tratado Secreto de Tilsit, 7 de Julho de 1807, entre a França de Napoleão e a Rússia estabelece abolir Dinastia de Bragança da Casa Real Portuguesa. Os representantes da França e de Espanha em Lisboa entregaram ao Príncipe-Regente de Portugal, em 12 de agosto de 1807, as determinações de Napoleão: Portugal teria que aderir ao bloqueio continental, fechar os seus portos à navegação britânica, declarar guerra aos ingleses, sequestrar os seus bens em Portugal e deter todos os cidadãos ingleses residentes no país. O Império português era intimado a dar resposta até ao dia 01 de setembro de 1807.
Dom Rodrigo de Sousa Coutinho defendia que se fizesse resistência a coligação contra a França e a Espanha, aquartelando de prontidão setenta mil homens com verbas custeadas de 40 milhões de cruzados, ou a favor de uma retirada estratégica caso Portugal não tivesse sorte nas armas, então "passasse a família Real para o Brasil".
As tropas francesas comandadas por Jean-Andoche Junot já estavam se aproximando de Lisboa quando D. João e a Corte portuguesa bateram-se em retirada rumo ao Brasil. Uma multidão de lisboetas acompanhou o carregamento da gigantesca carga da família real. Sob o comando de Napoleão Bonaparte, a França empreendia imensa campanha militar de expansão na Europa.
Assim foi colocado em prática com apoio inglês que promoveu a retirada enviando seu comandante Langsdorf para proteger a esquadra portuguesa, que saiu do porto de Lisboa em 29 de novembro de 1807, comandada pelo vice-almirante Manuel da Cunha Souto Maior.
As embarcações chegaram à costa da Bahia a 18 de janeiro de 1808 e, no dia 22, os habitantes de Salvador já puderam avistar os navios da esquadra. Às quatro horas da tarde do dia 22, após os navios estarem fundeados, o conde da Ponte, governador da capitania da Bahia à época, foi a bordo do navio Príncipe Real. No dia seguinte, fizeram o mesmo os membros da Câmara com comitiva real saindo às cinco horas da tarde do dia 24, em uma grande solenidade.A esquadra partiu de Salvador rumo ao Rio de Janeiro, onde chegou no dia 8 de março, desembarcando no cais do Largo do Paço, hoje, Praça XV de Novembro. Trazia entre 10 mil e 15 mil pessoas: fidalgos, funcionários públicos, militares e eclesiásticos, além da Rainha D. Maria I e do Príncipe-Regente D. João, com sua esposa, D. Carlota Joaquina, seus filhos, D. Pedro, então com nove anos de idade, D. Miguel e as cinco Princesas. Na fuga, trouxeram a metade do dinheiro circulante no Reino, algo como 22 milhões de libras, o que é um montante elevado mesmo para padrões atuais. D. Maria I havia sido declarada louca, razão pela qual D. João era o Príncipe-Regente – ele passaria a ser D. João VI após a morte da mãe.
A primeira medida tomada logo após a chegada da corte ao Brasil, foi declarar guerra à França, com a ocupação da Guiana Francesa em 1809, por influência inglesa, atacando também a região da Bacia do Rio da Prata, chamada de Banda Oriental, onde atualmente é o Uruguai, possessão espanhola. Os conflitos se sucederam e os gastos militares absorviam os recursos do Erário. Houve a abertura dos portos às “nações amigas”, a rigor, uma atitude forçada de legalização do imenso contrabando que havia entre a Colônia e a Inglaterra, com a conseqüente arrecadação de impostos. O País deixou de ser vice-reino e passou ser a sede da monarquia luso-brasileira, recebendo em curto espaço de tempo várias melhorias: Jardim Botânico, Biblioteca, tipografia e primeiro jornal, uma companhia de seguros, fábrica de pólvora e a Escola Real de Ciências, Artes e Ofícios.
Napoleão Bonaparte foi o general francês que mais obteve sucesso nas guerras da Revolução, tendo conquistado grandes porções da Itália e forçado os austríacos à paz. Em 1799, retornou do Egito e em 9 de Novembro (18 de Brumário) subjugou o governo, substituindo-o pelo seu Consulado, do qual tornou-se o primeiro Cônsul. Em 2 de Dezembro de 1804, depois duma tentativa de assassinato, ele coroou-se imperador. Em 1805, Napoleão planejou invadir a Grã-Bretanha, mas a recém-criada aliança entre britânicos, russos e austríacos, com a Terceira Coalizão forçou-o a direcionar a atenção para o continente, quando ao mesmo tempo ele tinha falhado em desviar a Armada Superior Britânica para longe do Canal da Mancha, ocasionando uma decisiva derrota francesa na batalha de Trafalgar em 21 de Outubro, e colocando um fim em suas esperanças de invadir a Grã-Bretanha. Em 2 de Dezembro de 1805, Napoleão derrotou o exército austro-russo, numericamente superior, em Austerlitz, forçando a Áustria desistir da coalizão e levando à fragmentação do Sacro Império Romano Germânico. A Confederação do Reno foi constituída por Napoleão Bonaparte em 12 de Julho de 1805, no contexto da Terceira Coligação contra a França, através do Tratado de Preesburg. Era integrada por dezesseis estados alemães, reunidos por Napoleão após este haver derrotado o Sacro Imperador Francisco II e Alexandre I da Rússia na Batalha de Austerlitz. Perdurou até 1813, logo após a fracassada campanha militar de Napoleão contra o Império Russo. A maioria de seus membros mudou de lado após a Batalha das Nações, quando ficou claro que Napoleão perderia a Sexta Coligação.
Em 1806, a Quarta coalizão foi formada; em 14 de Outubro Napoleão derrotou os prussianos na Batalha de Jena-Auerstedt, marchando através da Alemanha e derrotando os russos em 14 de Junho de 1807 em Friedland. Os Tratados de Tilsit dividiram a Europa entre França e Rússia e criaram o Ducado de Varsóvia.
Em 12 de junho de 1812, Napoleão invadiu a Rússia com sua Grande Armée de aproximadamente 700.000 soldados. Após as vitórias em Smolensk e Borodino, Napoleão ocupou Moscou, apenas para encontrá-la queimada pelo exército russo em retirada. Assim, ele foi forçado a bater com seu exército em retirada. Na volta seu exército foi arrasado pelos cossacos e sofreu de doenças, fome e com o rigoroso inverno russo. Apenas 20.000 soldados sobreviveram a essa campanha. Em 1813, começou o declínio de Napoleão, sendo derrotado pelo Exército das Sete Nações na Batalha de Leipzig em outubro de 1813. Ele foi forçado a abdicar depois da Campanha dos Seis Dias e a ocupação de Paris. Sob o Tratado de Fontainebleau ele foi exilado na Ilha de Elba. Retornou à França em 1° de março de 1815 e convocou um exército leal, mas foi compreensivelmente derrotado por forças britânicas e prussianas na Batalha de Waterloo em 18 de junho de 1815.

Desde então a Europa não poderia ser a mesma, no retalho de suas etnias começava a maior emigração de povos cansados de tantas guerras e injustiças, trouxeram suas esperanças para América de oportunidades e terras livres disponíveis, e deste modo recomeça os mesmos erros do cercamento.

Quem não revive a história está fadado em repetí-la!

CONSEQÜÊNCIA DAS LEVAS HUMANAS DA EUROPA PARA A AMÉRICA

CONSEQÜÊNCIA DAS LEVAS HUMANAS DA EUROPA PARA A AMÉRICA

A velha Europa já não possuía mais terras comunais, as quais todos usufruíam seu beneficio e que foram confiscadas pela soberania através dos “cercamentos” para pastagens com cercas de retenção, expulsando os agricultores que de repente vêem-se despojados de produção agrícola por falta de terras. Deste modo um excedente de trabalhadores estavam disponíveis e podiam a qualquer momento causar conturbações e malefícios que provocaria revoltas e incontroláveis explosões da massa oprimida em toda parte. Entre os anos de 1846 e 1848, uma seqüência de péssimas colheitas provocou uma crise econômica responsável pela elevação súbita do preço dos alimentos. Além disso, a queda no consumo dos produtos industrializados motivou a demissão de operários nos centros urbanos. A economia capitalista européia estagnava-se dando origem aos protestos e culminando com a chamada “Primavera dos Povos”.

Até 1914, de modo predominante, a Europa era agrícola, pré-industrial e pré-burguesa, com suas sociedades civis profundamente radicadas em economias de agricultura baseada no trabalho prolongado, pequena manufatura de bens de consumo com incipiente comércio. Reconhecidamente, o capitalismo industrial e suas formações de classe, em particular a burguesia e o proletariado fabril, começam com as precárias condições impostas pela revolução industrial, mas não estavam em condições de desafiar ou suplantar as tenazes estruturas econômicas e classistas do feroz sistema do capitalismo. Poucos controlavam o continente europeu e é desnecessário dizer, poucos eram pequenos proprietários. Havia legiões de camponeses que arrendavam a terra ou trabalhavam por parceria, ou ainda eram trabalhadores rurais sem terra. Dessa forma, estavam nas garras de grandes proprietários, que capitalizavam sobre o excedente do trabalho rural, proveniente do crescimento populacional e simultânea desestabilização do campo, para impor seu controle explorador sobre a economia agrária.
Além disso, ao ampliar a participação da nobreza de posse das terras produtivas há insurgências acentuavam não só a submissão resignada do camponês explorado na Europa, mas também a determinação e capacidade dos grandes latifundiários e seus aliados políticos em reprimir rebeliões populares. O quadro abaixo mostra a realidade da Europa na posse das terras (1 acre corresponde a 4046 m2):

1- Inglaterra, 1873: 2500 indivíduos, cada um com propriedades de pelo menos 2 mil acres, 40% da terra na Inglaterra e Gales;

2- 3500 indivíduos com propriedades de pelo menos10 mil acres cada, detinham 66% das terras na Escócia

3- sete mil pessoas monopolizavam 80% de todas as terras de propriedade particular no Reino Unido

4- 2,2 milhões de trabalhadores rurais masculinos forneciam à elite agrária inglesa um apoio eleitoral vital e seguro.

5- na Alemanha em 1907: 5,5 milhões de propriedades eram individuais entre 2,5 a 50 acres, cobrindo 39 milhões de acres aráveis, 286 mil propriedades estavam acima de 50 acres, com 3 mil indivíduos ainda detinham 15% de toda superfície cultivada da Alemanha

6- no Império Austro-Húngaro 24 famílias detinham 250 mil acres cada.

7- Itália, 60% da população se concentrava na agricultura, gerando 50% do PIB; 80% não possuíam terras e 54% eram diarista eventuais.


8- na Bohemia, 500 propriedades somavam 3,7 milhões de acres;

9- Na Silésia, (entre Polônia, rep. Checa e Alemanha)12 proprietários possuíam 20% das terras cultiváveis;

10- na Moravia, outros 12 possuíam 11%;

11-na Baixa Áustria 12 proprietários possuíam 9% das terras aráveis;

12- na Rússia, entre 1861 a 1914, 10% da nobreza possuía propriedades acima de 2700acres, ou 75% de todas as terras aráveis da Rússia européia, e 155 magnatas que possuíam 270 mil acres cada.

13- França em 1906: pequenas propriedades entre 2,5 25 acres constituíam 75% de todas as propriedades acima de 2700 acres, mas cobriam 23% do total de terras aráveis; propriedades entre 100 e 400 acres cobriam 40 a 50% de todas as terras aráveis e 17 mil proprietários acima de 500 acres ocupavam 15% de todas terras;

Por toda a Europa a grande maioria dos proprietários de terras era nobre ou fidalga. Totalmente à parte o fato de exercer uma influência gravitacional sobre proprietários rurais não-nobres, essa velha elite tinha muito a uni-la, além de um modo de produção e uma fonte de riqueza comum. Os proprietários titulados de cada país tinham criação, educação, estilo de vida, mentalidade, código de conduta e convicções políticas em comum.
No campo, mandavam não somente nos trabalhadores, rendeiros e camponeses, com também nos ferreiros, artesãos, lojistas, profissionais e clérigos. Local e regionalmente, ocupavam as principais posições sociais, culturais e filantrópicas e monopolizavam, controlavam ou tinham grande peso na sociedade política, também ou e especial nos centros urbanos.

Mas havia uma mudança nas estruturas destes reinos, burgos protegidos, com os movimentos revolucionários que exigiam isonomia e participação daquilo que fora criado por uma massa de infelizes que foram deixados as margens das decisões. Evidente que a formação das defesas destes poderosos, criou-se um aparato de defesa instituindo os estados nacionais, e maior diferença entre soberanos e vilões, os primeiros guetos de controle dos que detinham a força militarizada. As carnificinas dos desarmados mancharam o solo que estes agricultores tanto cultivaram para manter as regalias das fortalezas; eram os “pagani”, os afastados que viviam longe das paredes da muralha do reino, pagãos dos direitos de proteção e privilégios dos governantes. Mesmo assim a propriedade não pertencia a quem produzia o que deveria estar orientada para o bem comum tornaram-se propriedades privadas, ou do soberano ou dos nobres suseranos com uma relação de vassalagem entre um grupo que vivia em redor da nobreza.
Do outro lado do Atlântico havia uma terra imensa ainda a explorar, esperando ser habitada por quem houvesse interesse a vir para os “quinto dos infernos”, em alusão ao tributo da derrama promovido pela coroa dona destas terras devolutas que saquearam do que havia no solo como riqueza, enchendo cargueiros de riquezas além de ter promovido latifúndios de capitanias hereditárias. Ninguém queria deixar o legado de sua terra natal para se aventurar por uma terra desprovida da civilização européia, mesmo não sendo a ideal de civilização, era parte do legado romano, expulsando bárbaros visigodos, godos e suevos até as margens fora do Mediterrâneo, na Península Ibérica. Poucos aventureiros dotados do interesse em pesquisa, por um lúmen próprio do caráter cientifico se prontificaram a atravessar o impetuoso oceano aberto do Atlântico, diferente daquele mar aprisionado no meio da velha Europa conturbada, o Mediterrâneo, testemunha desta civilização de reinóis.


Parte deste texto foi extraído do “MANUAL DE CONTRA HISTÓRIA NA ANTI-MODERNIDADE” do professor Eduardo Antonio Bonzatto.

terça-feira, 30 de junho de 2009

PARQUES PÚBLICOS NA ORLA DA REPRESA GUARAPIRANGA

Parques Públicos Na Orla da Represa Guarapiranga

Resolvemos neste último fim de semana formar um raciocínio sobre o que está havendo na região do Extremo Sul de São Paulo, mais precisamente na orla da Represa Guarapiranga, pois há por parte de determinados setores um reconhecimento urgente de preservação dos mananciais.
Saímos como ponto de partida da estação CPTM Santo Amaro, confluência com a linha cinco, do metrô Capão Redondo. Neste ponto encontra-se o marco zero do Rio Pinheiros de onde foi construído o canal de alimentação que passa pela ponte da Estrada do Guarapiranga, ligando-se com a Represa, sendo referência, os fundos do Clube Atlético Indiano, de muita tradição, fundado em 1930. Desta origem segue o que se denominou chamar de Barragem, ou popularmente Paredão, ou seja, uma barreira de contenção das águas da Represa, prevenção da Capela do Socorro.

Neste início da orla, em 1927 amerissaram intrépidos pilotos da Primeira Travessia do Atlântico, nas pessoas Francesco De Pinedo, italiano, natural de Nápoles e João Ribeiro de Barros, brasileiro, natural da cidade de “Jahú”, e onde se erigiu um Monumento, para perpetuar a história e em homenagem ao fato, e que por longos quase 60 anos permaneceu um marco intocável. Foi “seqüestrado” em 1987 pelo Governo Municipal, e transferido para a Praça Nossa Senhora do Brasil, próximo ao “Parque Adolpho Bloch”, homem de grande importância histórica ao país pelo que representou no campo midiático, localizado na região dos Jardins. Esta Praça faz parte de um complexo histórico representado pela Igreja Nossa Senhora do Brasil, de grande beleza arquitetônica, mas o “Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico” não representa vínculo algum neste espaço, que nada tem haver com o momento histórico e com a Represa Guarapiranga.

Seguindo pelas Avenidas De Pinedo e João de Barros, que também se seqüestrou o Ribeiro, será construído o primeiro parque da orla da Represa Guarapiranga, com nome de “Parque Barragem”, que muito bem caberia Travessia do Atlântico. Esta orla no passado também já possuiu o galhardo nome de “Riviera Paulista”. Este parque será inserido na história da Capela do Socorro, e de todos que de alguma maneira fazem parte desta região de Santo Amaro, São Paulo. Partindo deste ponto até a esquina da Avenida Robert Kennedy, que também, um dia, chamou-se Avenida Atlântica, ligada ao fato da travessia citada, teremos aproximadamente 90 mil metros quadrados previsto investimento na ordem de 1,5 milhões de reais.

Seguindo à frente já na Avenida Robert Kennedy teremos o segundo parque com a denominação “Parque Praia de São Paulo”, que terá limites em frente de grandes clubes náuticos e outros afins, como o São Paulo Athletic Clube (SPAC), São Paulo Yatch Clube(SPYC), Yatch Clube de Santo Amaro (YCSA), Marina Atlântica, Golf Center Interlagos, em frente ao clube Centro Associativo Fazenda Estadual, CAFE, na altura do n.º 2447 da Avenida Robert Kennedy, atualmente desativado. Um pouco mais à frente temos o Club ADC, Marina Silvestre, Bombeiros Interlagos, com larga experiência em salvamento de submersão, pois próximo à base há o que, costumeiramente, os banhistas de fins de semana chamam de Prainha, que carece de cuidados especiais, a Guarapiranga Beach Paulistana. Segue mais a frente o Clube Desportivo Municipal (alterado atualmente para “Comunitário” por autoridades municipais) de Iatismo (CDMI). Tudo isto está demarcado em área física de 18 mil metros quadrados de parque inteiramente arborizado, com orçamento próximo de um milhão de reais.

Nas proximidades deste, um pouco adiante na Avenida Robert Kennedy, teremos o terceiro parque com o nome “Parque Castelo”, área de extrema beleza e preservação onde encontramos o Clube de Campo Castelo, sendo seus limites na outra margem com o campo de futebol do Barcelona Capela, e abrangerá 87 mil metros quadrados, também orçados próximo de um milhão de reais.

Após este, teremos o quarto parque previsto para 538 mil metros quadrado, o maior deles, com investimento na ordem de 5,4 milhões de reais, denominado “Parque Nove de Julho”,onde se estruturarão quadras diversas, ciclovias, campos de futebol, pistas, enfim, uma série de complementos que deverão ser disponibilizados ao lazer diário da população, pois há um número grande de bairros adjacentes a todos estes empreendimentos que serão idealizados.

O quinto e último é o “Parque São José”, com 95 mil metros quadrados, embora tenha dimensões semelhantes aos dois primeiros terá investimento maior, na ordem de 5,7 milhões de reais, pois será constituído de uma infra-estrutura reforçada de equipamentos por estar próximo das confluências das Avenidas Robert Kennedy e Senador Teotônio Vilela, onde há grande contingente populacional, tendo como ponto de referência de localização, atrás da Universidade de Santo Amaro, UNISA, unidade Interlagos, próximo a cidade Dutra, onde do outro lado segue-se em direção ao “Autódromo José Carlos Pace”, comumente chamado de Interlagos, em homenagem a um dos grandes pilotos brasileiros, entre tantos, onde se destacam curvas marcantes como a Curva "S" do Senna, do lendário e inesquecível piloto Ayrton Senna, sem esquecer-se dos irmãos Fittipaldi, que muitas alegrias trouxeram ao esporte automobilístico, juntamente com Nelson Piquet, e outros tantos excelentes pilotos brasileiros!

Assim pela expansão da cidade de São Paulo sobre a Periferia do Extremo Sul de São Paulo, há necessidade de uma infra-estrutura compatível ao local, pois estamos dentro de um manancial necessário ao bem estar da vida humana, e que a população merece, sendo necessária sua “preservação” deste investimento próximo dos quase 15 milhões de reais vindos dos governos Estadual, Municipal e do Banco Mundial.

Há de se resgatar, também, o Monumento Seqüestrado que faz parte desta história, dos Heróis da Primeira Travessia do Atlântico, a obra denominada “Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico”, homenageando o feito dos heróicos aviadores, que foi erigida na Represa do Guarapiranga, um marco para engrandecer mais ainda os novos parques municipais. Quem sabe as alegrias dos fins de semana sejam ainda completadas com hidroaviões, da família Çukurs, proprietária do lendário Seabee, que muito encantou sobrevoando as águas represadas e na superfície barcos deslizando nas águas límpidas da Guarapiranga. Sonhar faz parte do show da vida!

segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Estado Monárquico Democrático Nacional" ou "Desgoverno no Brasil"

"Estado Monárquico Democrático Nacional"

Do "JORNAL O IDIOTA",

Notícias: Como deixar um povo escravizado:

AOS AMIGOS DO REI TUDO, AOS INIMIGOS DO REI, A LEI!

Constantemente o poder proclama a idéia de um plano diretor para implantar o desenvolvimento da cidade de São Paulo, a qual está nas mãos dos “loteadores” das 31 subprefeituras que fazem aconchavos políticos, barganhando entre si as suas vontades para não darem a população condições elementares, que infelizmente ainda não se organiza como força para exigir seu quinhão ao poder, uma lei física natural de ação e reação.

Além disto, a região do extremo sul esta sendo atacada pelo setor imobiliário ganancioso de construções de alto padrão empurrando uma população desprovida do mínimo necessário de subsistência. Os controladores de massa querem pessoas submissas, que são vilipendiadas todos os dias, além de venderem a idéia que a cidade São Paulo necessita de água, para consumo, mas que esconde outro interesse da água represada para movimentar rotores de turbinas geradoras de energia elétrica em São Paulo, a Usina Henry Borden, de propriedade da Empresa Metropolitana de Águias e Energia S.A., que não gera sua capacidade, pois as águas do Rio Pinheiros estão poluídas e nunca foi digno de limpeza por sua importância, ligação da represa do Guarapiranga ao Rio Tietê, podendo controlar cheias de ambos os lados, mas que já consumiu milhares de dólares de verbas mundiais sem nunca mostrar resultado positivo; fora isto, mataram suas margens com concreto, idéias obsoletas dos incapazes administradores do passado e do presente, que fazem parte, todos, de um mesmo esquema de controle.
Polis é a cidade que deveria gerar um movimento vivo de várias somatórias para bom funcionamento, devendo-se saber cuidarem dos benefícios de todos para ter o bem estar social da urbe, não somente uma oligarquia que controlam o poder urbano. Escondem em segredo as mentiras, onde os eleitos para legislar enchem a “burra da algibeira” sujando a democracia.
O país não necessita de políticos usurpadores, vadios, que pouco, ou nada se interessam pelos guetos periféricos, vereança mancomunada com o legislador incapacitado para exercer a função que se submeteu no sufrágio, abandonando-os a sua própria sorte.
As oligarquias precisam gerar energia de sustentação da cidade de São Paulo, o poder público lacaio usam as prefeituras barganhando seus interesses. São monárquicos déspotas controladores que sabem trocar migalhas para um grupo dominarem bases políticas de periferia, diretórios de controle que preparam o campo de atuação destes representantes que ao invés de legislar usam a pobreza do povo para usufruir-se dela, denominando estas áreas de curral eleitoral. Em tempos de eleições, e o Brasil infelizmente faz a festa de gastos desnecessários de dois em dois anos, verdadeiras fortunas são consumidas em nome da democracia, que serão depuradas em mandatos vitalícios de vereadores, deputados, eternos em colocações administrativas. Prometem telhas de amianto para cobrir barraco, ou jogam cascalho dizendo ser asfalto, ou oferecem troféus em campos de futebol em campeonatos regados a cachaça e que será descontado do eleitor na próxima gestão.
Vereador tem que legislar em nome da cidade, não montar estruturas de desvios e desmandos. Essa monarquia dificilmente se desestrutura na sua essência porque o “beija mão do rei” é sempre exigido e constante. A culpa da bajulação evidente é do súdito que se vende por pouca coisa dando continuidade ao estado de pobreza física e intelectual. Lotearam as prefeituras com militantes que pouco tem haver com cada região, aliás, não a conhecem, além de não possuírem formação administrativa, os barões são empossados por serem amigos do “rei monárquico democrático”, cancro da sociedade, esta por sua vez quer somente direitos constituídos de liberdade, igualdade e fraternidade, base democrática real.
O meio ambiente não suporta sua destruição e esta cobrando urgências imediatas, a ocupação desordenada do urbano que deve ser analisado tanto o “aglomerado subnormal”, termo usado por instituto de estatísticas, como também mansões que também usam o mesmo espaço.
A população chega sempre primeiro que o poder ordinário, onde este último não possui um plano de uso de solo eficaz para a cidade, com os detritos de ambos correndo para os rios, e a sede humana será saciada com água de fossa. Ao Estado interessa esse estado de coisas para melhor controlar através da “monarquia democrática”, culpando sempre o súdito dos desmandos de suas incapacidades administrativas, que querem se perpetuar no trono e usufruírem do rico banquete da Nação, cantando “patrioticamente” o hino com a mão no coração; desgovernos falsos e hipócritas!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

HISTORIADOR : REGULAMENTAÇÃO da PROFISSÃO no BRASIL

REGULAMENTAÇÃO da PROFISSÃO de HISTORIADOR

Em depoimento à revista VEJA, de 21 de abril de 1999, o “brasilianista” e professor Stuart Schwartz, comentou que o governo brasileiro dá preferência a pesquisadores estrangeiros na abertura de arquivos históricos e até oferecem postos de mando nessas instituições, para direção de programa de estudos, nítida desvalorização aos pesquisadores brasileiros.

Como todas as regulamentações que aguardam votação do Congresso Nacional, onde os interessados ficam passivos aos seus interesses sem ação direta sobre os congressistas, que deveriam dispor sobre categorias profissionais, muitas vezes sem nada entender da atividade, não tramitam e não aprovam a regulamentação.

Algumas propostas anunciadas estão relacionadas a profissões que não requerem formação acadêmica, simplesmente habilidade especifica para exercer a profissão e estão em vias de regulamentação. Urge exigir que agilizem também a profissão de historiador com apoio dos maiores eméritos desse seguimento, mestres e doutores, que representam as maiores universidades do país.
As dificuldades da regulamentação estão relacionadas ao controle político das instituições, por interesses escusos que bloqueiam a legalização da profissão de historiador, que estão à frente dos interesses da história nacional.

O caminho a trilhar é árduo por aqueles que possuem a abnegação de buscar a “extração arqueológica” para exumar o cadáver e instituir uma nova história.
Por este motivo a profissão de historiador não sai do papel, pois se for regulamentada, deve-se rever todos os vínculos políticos em departamentos históricos, institutos, museus, que são ocupados por grau de parentesco ou de reservas militares onde os subordinados não os chamam pelo nome, mas pela divisa das patentes, coronel, capitão.
As secretarias são rateadas entre os membros deste corporativismo dos partidos, ora com uma secretaria ora com outra que segue o séqüito de deputados e vereadores num loteamento caracteristicamente instituído na estrutura administrativa.
Se for regulamentada a profissão de historiador o modelo vigente sofre um golpe em sua estrutura vitalícia, que pouco ou nada tem haver com a formação do historiador, passando a exercer sua real profissão e sem o enquadramento somente como “professor de história”.
Interessa ao regime, conservar o “status quo” diminuindo a real importância do profissional para que a economia privada em parcerias subsidiadas passe ao controle da atividade empresarial, tanto as estruturas como o sistema da rede de ensino público. (Lei de Diretrizes Básicas da Educação, nº. 9394/96)
Mudar este modelo somente com a regulamentação da profissão de historiador com representação de historiadores e não práticos na atividade do “achar”. História é compromisso de investigação da historiografia, com critério, por um resultado que não seja a manipulação de governantes interessados em fazer parte do registro histórico e usá-lo para interesses pessoais e políticos.

Outro detalhe importante que causa indignação é ver um emérito professor acadêmico, historiador pelas suas qualidades, dirigir-se a um balcão onde há um digníssimo representante muito bem adestrado, liberando este ou aquele documento e prestes a chamar a atenção como um desembargador, humilhando de modo suntuoso o pesquisador. “Saber servir” deve ser doação e não uma obrigação de um holerite.
Estes departamentos não devem estar vinculados à posse, mas sim aos interesses da história. Quando se trunca a pesquisa histórica, não abrindo determinado arquivo, dá-se entender que ele está sendo depurado para vir à tona o que somente interessa ao poder.
Como todas as democracias, que devem ser liberais, a documentação histórica deve ser analisada e pesquisada em busca do real acontecimento daquele momento histórico, com imparcialidade, sem decompor-se por interesses políticos partidários de loteamento de gabinetes.
O historiador não deve se subordinar a cargo público, num nítido “cala a boca” com vultosa proposta financeira por parte do poder, pois ao se submeter a estes caprichos, será um subalterno, tornando-se mero agente dos interesses de governo, com intenção única e exclusiva de manobras políticas em detrimento de interesses dos fatos históricos.

Urge exigir de egrégios parlamentares, pela salutar crítica histórica, sem medo do passado em prol do presente, que regulamentem a profissão de historiador; além de evitar custos abusivos quando se requer imagens de documentos onde os custos anteriores eram R$ 5,00 por imagem em pesquisa no Arquivo Histórico Municipal "Washington Luís" e atualmente abusam do poder de legislar aumentando em 1000% este valor. Veja abaixo resposta do Arquivo através de e-mail em 10 de junho de 2009:

“O custo para a reprodução depende da utilização que o senhor irá fazer das imagens, se for para publicação etc. a tabela é progressiva. Para utilização apenas acadêmica a tabela sofreu reajuste em 20/12/08 conforme decreto municipal e custa R$ 50,00 por imagem.
Primeiramente é necessária a identificação das plantas, para fotografar não é preciso agendar, esse serviço não é realizado aos Sábados.”

Exigir providências pelo salutar conhecimento histórico é o mínimo que deve ser feito no País!

LADRA A SARNA CONSTITUÍDA

Ladra a Sarna Constituída

ou o 2º Capítulo de “SÊNIOR SARNA”: O PARASITÁRIO DO CORPO

O líder da matilha vozeira em alto brado para obrigar o levante dos comparsas, articulando a desordem para melhor manipular onde deveria haver ordem para progresso comum. Calhordas não faltam a ladrar sujeira dentro do calhando, que transborda pelo ladrão, escorrendo pelas bordas do vaso a secreta imundice de caráter sigiloso, que se pretende segredar.

Ladra-se da instituição, em público onde deve haver probidade. Esconde-se uma matilha de feroz voracidade. Deve-se promover uma investigação com autoridade mesmo que o sarnento continue a ladrar. Culpar o passado da instituição quando a Sarna faz parte da Casa onde mora de longa data, escrevendo o “modus vivendi” a La Carte, faz-se injustiça consigo mesmo, pois se promoveu em causa própria desde tempos imemoráveis quando recebeu proteção aquartelada em presidir o que não foi seu o mérito, embora respeite-se as leis ordinárias.

Há muito ladra atos secretos de ribamar ao sertão em direção a floresta, ele reside em todos os lugares fixando residência e influência em quadrilhas bem articuladas, onde o Supremo não consegue ser supremo para desbaratar o “modus operandi” deste império que nunca respeita a isonomia nem a constituinte condição do direito à cidadania.

Sobra parlatório, e, quando acuado, ladra, ladra atirando vitupérios em nome da instituição que o protege com imunidade da imundice de tanta Sarna.
Possui o direito democrático da defesa, como qualquer infrator, para que fale, fale, fale sem parar e realmente querendo falir as instituições. Depois de ser verboso, seus amigos o abraçam, cumprimentando-o por defender a causa de encontrar a culpa em outrem através de seu vomitório.

Reina pela obrigação de defender-se, sujando a Casa que constitui seus recursos alimentares, defecando seu esterco pelo hall do plenário. Defender-se do que não há defesa, pelos fatos constituídos, nesta rede de associação de ajuda mútua entre os pares que se esforçam acobertar este “Estado de coisas”; que quando sublinhados as sombras escondidas dos segredos descobertos por comissários que inquirem o crime, ele ladra no discurso: Eu nego, nego, nego e não há culpa nisto, mas há nos paradigmas instituídos!

O barulho do canil está incontrolável, infernizando a vida dos avizinhados que ouvem a ladra sem parar. Alimentar esses cães com ração de primeira custa por vezes a alimentação de muitos, para sustentar esses ladradores, que mostram os dentes querendo devorar quem os sustentam. A alcatéia esta alvoroçada querendo avançar, atacando a liberdade de todos ferozmente numa verdadeira revolução dos bichos, infectando a pandemia da Sarna que consome o que é sadio a sua volta.

Engana-se por algum tempo, não por todo tempo! E deste modo ladra-se ao vento, pois o lobo perde o pelo, mas não o costume...

segunda-feira, 18 de maio de 2009

IDIOTA

Idiota

“Só há duas coisas infinitas: o Universo e a Estupidez
Humana, mas não estou muito seguro da primeira.
Da segunda, pode-se observar como nos destruímos,
só para demonstrar quem pode mais.”
Albert Einstein

Como a semântica é transformada e chega às outras gerações com outro contexto diferente daquele que originou o termo. Vê-se que somos privados do direito de opinar em coisas que dizem respeito ao povo delegando a um grupo para decidir em seu nome, (veja neste blog o texto “POVO E SUA IDENTIDADE”) advogando por vezes contrário aos interesses de toda a coletividade. Aquele a quem denominamos “homem público” é quem recebe a representação pelo sufrágio, para suprir as aspirações populares, se torna assim “homem de Estado”.

Esta escolha acontece porque na Grécia, em determinado momento histórico, surgiu o conceito do governo do povo, ou democracia. Havia determinados grupos, possuidores de bens, que podiam escolher os seus representantes, mas muitos ficavam alijados de opinar, como por exemplo, escravos, mulheres e não proprietários. Resumindo: quem possuísse terras tinha direito de escolha, os demais, nem pensar nesta questão de Estado, não podiam opinar.

Nascia, deste modo, os “IDHIÓTIS”, o cidadão privado, que em Atenas era usado para se referir àquele que se apartasse da vida pública. O termo derivou-se de “ÍDHIOS”, palavra para designar “privado”. Assim, todo aquele que não representasse o magistrado, o juiz ou o soberano, era pessoa privada, ou sintetizando “IDHIÓTIS” ou pela mudança etimológica, “IDIÓTES”.

Todo aquele que não representasse a classe de domínio era idiota, a saber: soldado raso, na Grécia, um hoplita defensor de seu senhor, sem divisas em oposição ao oficial, de comando em batalhas, escritores de prosa em posição ao poeta helênico, o iletrado em oposição ao educado em “ginasium”, ou quem matasse a beleza da arte e sua perfeição. Veja que não sobra muito ao homem comum, ou melhor, nada, logo se enquadrava como idiota toda a massa em volta da Metrópole, os periféricos. Se recorrermos ao termo na atualidade, de grandes catedráticos vai-se ter sinônimos nada agradáveis, para os antigos apartados da vida das cidades gregas, e eles seriam chamados pejorativamente de estúpido, imbecil, ignorante e por aí afora.

Hoje, o que representa a leva dos apartados das decisões, que surgem nos gabinetes das cidades?

Fazemos parte de um sistema muito bem estruturado, que se movimenta como um grande organismo vivo e que aos poucos se criam tentáculos monstruosos, alcançando com suas garras as indefesas criaturas que dele fazem parte. Por vezes representam à modernidade e o capitalismo, abarcando para dentro de si toda estupidez imaginável. Movimenta-se de uma maneira em que não sentimos de relance seu impacto, mas as transformações sorrateiras atingem como os monstros mutantes, por mimetismo impressionante, tão veloz quanto aquilo que pretendem destruir à sua frente, onde nunca há obstáculos que contenham sua voracidade insaciável. Sentimos seus efeitos e de repente estamos dominados por uma rede bem tramada. A isto se dá o nome de ações do Estado.

Urbano, é o centro nervoso das decisões, é a transformação do meio em que tem sobre o homem moderno um controle imediato do tempo disponível para atingir um espaço onde provenha um beneficio numa cadeia incontrolável. O urbano é a vitrine de uma organização, e sua sede maior são as cidades, de onde advêm todas as regras a que está submetido o homem moderno: servir ao Estado.

Não interessa os dramas provenientes dessa estrutura viva, que exige acima de tudo a máxima eficiência. Os encantos financeiros do mercado definem como o “ponto final da história” tradicional, em que tudo deve estar submetido aos interesses manipulantes, manejado por um bem estar ilusório, iniciado no núcleo da célula urbana, onde se instala o “quartel general do staff moderno”, da economia de controle das bolsas de valores ou através de sistema financeiro de bancos centrais articulados por um banco mundial, que ramifica hidras captadoras de recursos.

Mamon, o deus da riqueza do homem, irá prover desta maneira todas suas necessidades não lhe faltando nada, providenciaria, deste modo, uma bênção maléfica, provendo deste modo uma felicidade tão procurada pela humanidade em curto período de sua história. Querem a todo custo demonstrar que isto resultaria a harmonia entre os povos, a “pax romana”, onde se amaria o deus monetário como se amou no deserto do Sinai, a pecúnia dos infortúnios.

As utopias do Estado, a grande desgraça dos homens, pois criaram este monstro incontrolável e insaciável, que tem sobre a humanidade todo controle vigiado das ações e isto se faz presente sempre.

O Estado se organizou no organismo vivo das cidades, centro nervoso das movimentações urbanas controlando o sistema e dele extraindo benefícios de interesses do Estado, motivo de sujeição incansável do movimento das massas, de certa maneira querendo controlar os passos do próximo para melhor manipular seus interesses.

Por vezes a luta humana parece representar a preservação e manutenção das espécies, mas o homem não faz mais parte da cadeia alimentar de outras espécies, mas é o homem o grande predador indomável que demonstra sua real intenção nas ações de seu movimento.

O Estado organizou-se para manter-se a si mesmo, como um imperador no centro do poder moderno que demonstra sua real força ao manter a ordem pretendida, por um poder somado aos outros três que já existem que forma o congresso, protegendo de maneira embrutecida todo regime pela força militar.

Esta força militar existe e é ditatorialmente perpetuada por gerações que vivem de ações violentas geradas pelo Estado, que por sua vez nunca fornece a segurança elementar a seus súditos e quando estes requerem seus benefícios são agredidos de maneira abrupta e eficiente. Quanto à ignorância do Estado não promove dignidade e bem estar social e muito bem poder-se-ia prover suas necessidades sem interferência deste monstro, mas não se faz porque o Estado promove o direito à propriedade, assim roubando o direito de usufruto comum. Como promove o saque nada mais justo distribuir parte do mesmo.

Está próxima o final da história anunciada pelos profetas econômicos, o mundo financeiro já deu uma balançada, não se destruiu por si próprio porque socorre extraindo o antídoto daqueles que pode fornecer capitalização ao sistema financeiro, socializando as perdas. O fim da história mal fadada até este momento, dará espaço ao vazio que o poder vem plantando de longa data e seu deus de barro irá desmoronar para as profundezas do caos.

Os apartados não merecem créditos, assim pensam as elites governantes, enquanto na soberana decisão usam de subterfúgios desviantes para beneficio próprio com os cofres erário publico, os aconchavos acontecem sem satisfação alguma, pois o povo escolheu a escória administrativa, que loteia gabinetes aos parias e hoplitas para garantias de segurança.

O povo recebe pão e circo em semana de cultura. Qual cultura? Aquela de interesse de um grupo, não o periférico, que necessita resolver outras necessidades como básico do sustento. Bolsa disto, ou daquilo, são meros paliativos enganosos do poder que manipulam marionetes idiotas!