sábado, 14 de janeiro de 2017

Datas comemorativas e intervenções em Santo Amaro


 Há uma data real de fundação da "Villa de Santo Amaro"?

Anterior à civilização européia, todas as regiões possuíam nomes indígenas e muitas assim permaneceram por "preguiça" do agrimensor Real, que tinha incumbência de denominações oficiais. Assim permaneceu o campo de Ibirapuera ou Virapuera, do tupi ibi-ra-quera, denominação para "árvore velha". Da aldeia dos índios guaianases, à beira do rio Jeribatiba (Jerivá: palmeira que produz cocos e tiba: abundância), na localidade de Ebirapoêra (outra interpretação encontrada como "mata grande") foi fundada Santo Amaro, na aldeia de Caá-ubi, irmão do cacique Tibiriçá, que cedeu também sua aldeia para ali fundar o Colégio que deu origem a São Paulo. Havia semelhança no modelo de ocupação destas duas localidades protegidas contra ataques repentinos e com a proximidade das águas de sustentações das aldeias.
Havia também o Caminho do Peabiru, que em tupi-guarani tinha o significado: "Caminho Amassado Sem Ervas" (Pe=caminho, abiru=gramado amassado), que ligava o Pacífico ao Atlântico atravessando a Serra do Mar até Cusco no Peru, nos Andes Incas, "Terra D'El Dourado", cobiça de ibéricos, que possuíam o "Auto de Posse" das Terras. Para os descendentes guaranis, era o caminho de busca da Terra Sem Mal, caminho que levava ao céu. Pode ter sido, porém, um caminho de comércio para o povo inca, abrangendo mais de 3000 quilômetros.
O atual bairro de Santo Amaro recebeu muitos nomes ao longo do tempo, além dos dois acima, era ainda identificado também por Jeribatiba, Santo Amaro de Virapuera, e finalmente com o nome atual de Santo Amaro. O caminho da aldeia dos índios guaianases à beira do rio Jeribatiba, na aldeia do cacique Caá-ubi foi fundada a cidade de Santo Amaro, ligando-se à Trilha do Ouro e Prata Inca, do litoral pela Serra do Mar ou como era conhecido pelos portugueses, na parte mais baixa, como Serra do Facão.

O primeiro registro de terras na região data de 12 de agosto de 1560: duas léguas de terras na margem esquerda do rio (atual Rio Pinheiros) então chamado de Jeribatiba, doadas aos padres jesuítas. Data-se desta época a denominação Santo Amaro, homenagem dos jesuítas que trouxeram de Portugal uma imagem do Santo, embora se confira segunda hipótese da doação da imagem por parte do casal João Paes e Suzana Rodrigues para a Capela Nossa Senhora da Assunção de Ibirapuera, ambos vindos com o capitão maior da esquadra de exploração, que se dirigiu em direção ao Rio da Prata, de onde a embocadura escoava riquezas da América espanhola, Martim Afonso de Souza, para lavrar terras recebidas em sesmaria, primeiros latifúndios da terra, cujo documento original encontra-se hoje no Arquivo Nacional, em aldeamento dos naturais e caminho dos guaranis.
O padre José de Anchieta pode até ter estado na  missa "oficial" na aldeia que ficou conhecida como Santo Amaro (santo cristão, do século 6º, também denominado Mauro, é considerado protetor dos agricultores, carroceiros e carregadores) em 15 de janeiro de 1560, dia e mês em que se faz comemoração deste abade beneditino. O hoje santo jesuíta Padre José de Anchieta só se ordenou sacerdote alguns anos depois, portanto não poderia fazer os ritos oficiais da consagração eucarística!

(José de Anchieta chegou ao Brasil em 1553, com apenas 19 anos de idade, chegando a Casa da Bahia e logo depois transferido para a Capitania de São Vicente. Após sua ordenação ocorrida em junho de 1566, foi nomeado superior em 1567, cargo que manteve até 1577)
 
Em 15 de janeiro de 1686 a capela de Ibirapuera foi elevada à categoria de Freguesia de Santo Amaro pelo segundo (embora o primeiro D. Frei Manoel Pereira, dominicano, confirmado por Bula de 22 de novembro de 1676, nunca assumiu) Bispo do Rio de Janeiro, Dom José de Barros Alarcão, secular que assumiu a mitra em de 19 de agosto de 1680 (embora conste a posse em 1681) até 06 de abril de 1700. Em de 06 de setembro de 1746 foi criada a Diocese de São Paulo, representando com a criação do bispado paulista, maior autonomia eclesiástica. O primeiro bispo foi Dom Bernardo Rodrigues Nogueira, que veio de Portugal em 1695 para tomar posse do bispado. Para que ele subisse a Serra do Mar, foi melhorado o Caminho do Cubatão, que as Sesmarias antigas chamavam Caminho do Padre José, por mando tê-la aberto, ou consertado, o Venerável Padre José de Anchieta, que entrava nos sertões atravessando o Geribatiba (Rio Pinheiros), indo para as terras de Bututan, de Afonso Sardinha, avizinhadas com as terras de Carapicuíba, saindo em direção a Piratininga.
Assim o bispo Dom Bernardo Rodrigues Nogueira fez primeiro contato com São Paulo entrando por Santo Amaro, em direção a cidade de Paulista, representando a Igreja até novembro de 1748.
No dia 10 de julho de 1832, por decreto da Regência, Santo Amaro tornou-se independente com instituição própria instalando os trabalhos em 07 de abril de 1833 com a elevação para Vila de Santo Amaro (para ser elevada à condição de Vila deveria providenciar Cadeia, que em 1837 foi aprovada pela Câmara Municipal com imposto de quinhentos réis ao ano para a construção da mesma, além de instituir Forca, Pelourinho, e Igreja), empossando Francisco Antônio das Chagas, pai de Paulo Francisco Emílio de Sales, o poeta Paulo Eiró, também conhecido como professor Chico Doce, através de um eleitorado paroquial, sendo deste modo empossado o primeiro presidente da Comarca de Santo Amaro junto com mais sete vereadores. A primeira sessão da Câmara de Santo Amaro ocorreu no dia 6 de maio de 1833. Em lei provincial de 1835, instituíram-se cargos de prefeito e subprefeitos, sendo nomeado o primeiro prefeito de Santo Amaro o capitão Manuel José Moraes, em 04 de março de 1835. Era tio-avô de Prudente de Morais, primeiro presidente civil do Brasil República. O cartório do bairro de Santo Amaro possui os primeiros livros datados de 1832, arquivado o registro da transcrição da Lei Áurea, assinada no Rio de Janeiro, e a transcrição realizada em São Paulo, arquivada no 29º Registro Civil da Capital, no bairro Santo Amaro.
Em 14 de novembro de 1886, Dom Pedro 2º, Imperador do Brasil, e a Imperatriz Tereza Cristina estiveram na cidade de São Paulo e na cidade de Santo Amaro, para conhecerem a "Companhia de Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro", idealizada pelo engenheiro alemão, naturalizado, Georg Albrecht Hermann Kuhlmann, inaugurada em 14 de março de 1886 para o transporte de cargas, em uma época em que Santo Amaro supria a Capital de São Paulo com aproximadamente 25 toneladas de produtos agrícolas por ano, seguindo o plano de estrutura de abastecimento da cidade de São Paulo. Dom Pedro 2º e a Imperatriz tomaram o comboio ricamente adornado para a ocasião, ostentando o brasão Imperial. Custou tão digna presença, aproximados 1:158$000 de réis, causando um rombo aos cofres públicos, quantia que fora emprestada por ilustres financistas santamarenses.
Deste modo Santo Amaro foi administrada, por um século, como Cidade, com autonomia de decisão até 22 de fevereiro de 1935, quando houve nomeação por parte da pasta da Justiça do governo Getúlio Vargas, nomeando em 16 de agosto de 1933, interventor federal, um governador biônico, Armando de Salles Oliveira, genro de Júlio de Mesquita, dono do jornal O Estado de São Paulo, anexando Santo Amaro à Cidade de São Paulo, transformando assim parte de uma história de Independência Administrativa.

Dizem as "más e boas línguas" que, além de retaliação, a inauguração do Aeroporto de Congonhas, em 1934, foi uma das razões pelas quais o decreto estadual número 6983, de 22 de fevereiro de 1935, determinou a extinção do município de Santo Amaro, incorporando-o ao município de São Paulo. Previu-se geração de renda com a construção do novo Campo de Aviação (Congonhas) entregue definitivamente à cidade de São Paulo em abril de 1936, substituindo o Campo de Marte, que havia sido alvo de ataque aéreo em 1932, pois seus pilotos haviam sido convocados para integrar o Movimento Constitucionalista, juntamente com outros aviadores militares que haviam aderido à causa, além de Santo Amaro possuir o represamento da Guarapiranga para moderna hidroelétrica Usina de Cubatão, também conhecida como Usina da Serra ou Henry Borden, inaugurada em 10 de outubro de 1926, com construção Subterrânea, considerada marco de engenharia, devido ao túnel de adução ter sido escavado em rocha, protegido naturalmente contra bombardeios de aviação na Serra do Mar, que a Revolução de 32 não conseguiu destruir e parar o parque industrial.
Havia necessidade e interesse político em antecipar a anexação de Santo Amaro, mas, isto são conjeturas carentes de provas!...

Afinal, quando comemoramos nossa "Cidade de Santo Amaro"?


Vide:
JESUÍTAS: OS HOMENS DE PRETO CHEGAM AO BRASIL
http://carlosfatorelli27013.blogspot.com.br/2013/01/jesuitas-os-homens-de-preto-chegam-ao.html

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

AVENIDA PAULISTA INAUGURADA EM 8 DE DEZEMBRO DE 1891: 125 ANOS

A mais Paulista das avenidas!

O local escolhido foi o ponto mais alto da Mata do Caaguaçu[1]. “O Viaduto do Chá, aberto ao trânsito em 1893, ainda era novidade e a avenida Paulista, novinha em folha, uma atração turística. Para alcançá-la, empreendia-se a excursão em bonde a tração animal, ou vulgarmente chamados “bondes de burro”, que subiam a ladeira da Consolação, até o portão do cemitério, com um par de bestas apenas”. (A. de Almeida Prado)

A Avenida Paulista foi construída pelo engenheiro uruguaio, formado em agronomia na Alemanha, Joaquim Eugênio de Lima, casado com a paulista Margarida Joaquina Álvares de Toledo Lima, fixando residência em São Paulo. A avenida foi concebida para ser como as avenidas das metrópoles europeias:  larga, plana e moderna.

A Avenida Paulista possuía 28 metros de largura (alargada na década de 1970 para 48 metros) e 2.800 metros de comprimento e está localizada em platô a 847 metros de altitude.


A Paulista foi a primeira via pública asfaltada do Estado de São Paulo, em 1909, com material importado da Alemanha.

Os palacetes tornaram-se um símbolo do poder dos barões do café da produção em São Paulo e mais tarde ganhou a residência do maior empresário do país, o conde Francisco Matarazzo.

Em 1895 foi construída a primeira casa, pertencente a Von Bullow[2].


Em 1905, foi erguida a residência de Joaquim Franco de Mello, única construção remanescente deste período ainda impera com sua beleza na avenida.

De 1927 a 1930 a Paulista recebeu o nome de Avenida Carlos de Campos, em homenagem ao ex-governador de São Paulo, mas o nome já estava consolidado como Avenida Paulista, como prenunciou seu idealizador: “Será Paulista em homenagem aos paulistas.”



Em 1892 inaugurou-se o Parque Villon[3] ou Parque Tenente Siqueira Campos (Esplanada do Trianon). Em 1916, parte do terreno do parque passou a abrigar o Belvedere, inaugurado pelo então prefeito Washington Luís. O local foi planejado por Ramos de Azevedo e abrigava um restaurante, sendo ponto de encontro da alta sociedade da época. Demolido deu espaço ao Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand inaugurado em 1968.


A conhecida “Casa das Rosas” foi construída em 1935 pelos escritórios de arquitetura Severo Villares e foi residência de Lúcia Ramos de Azevedo, filha de Ramos de Azevedo casada com Ernesto Dias de Castro. O local abriga hoje o Espaço Haroldo de Campos de Poesia e Literatura.

A Paulista hoje é um ponto turístico da capital e o pólo financeiro da Capital resultante do deslocamento destes, provenientes do triângulo administrativo da cidade velha de São Paulo.


















 Há muito que se escrever e ainda postar uma gama enorme de imagens, mas  fica ao critério de cada um adensar esta história de 125 anos desta importante avenida paulistana de grande transformações urbanísticas!

Vide:




[1] Caaguaçu: do tupi caa=mato e guaçu=grande, ou seja, o local era coberto por densa vegetação, separando as tribos guaianases do lado de Piratininga e do Ibirapuera do início da colonização.

[2] Residência von Büllow, na Paulista; por tempos, a torre do palacete foi o local mais alto da avenida e pertencia ao empresário dinamarquês Adam Ditrik von Büllow, acionista da Companhia Antártica Paulista.

[3] Sobrenome do paisagista francês Paul Villon que juntamente com o inglês Barry Parker, projetaram o parque.

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Um dia minha mãe partiu!

As guerreiras sobrevivem para sempre!
Hoje faz dois anos que uma das pioneiras do bairro Jardim São Luiz, região de Santo Amaro, em São Paulo, Elza dos Santos Fatorelli, partiu.
Poderíamos dizer que a saudade ficou, mas acredito que mais que tudo ficou o exemplo. Na década de 1950 só a garra de mulheres e homens conseguiriam lutar para construir o bairro Jardim São Luiz, uns morador aqui outro ali, casinhas de gente como a gente. Não havia nada, absolutamente nada, nenhum mercado, nenhuma farmácia, nem ônibus e se quisesse transporte teria que ir até onde hoje é o Terminal João Dias, muito barro para amassar, mata fechada, cobras para todos os lugares, mas era ali que íamos viver e lutar.
Toda mãe tem grande parcela na formação dos filhos e não podem deixar a “peteca cair”. O dinheiro era pouco, não circulava com tanta facilidade e os parcos recursos tinham que sustentar a casa de mês a mês e tinha que dar para o gasto. Em muitas casas haviam hortas para plantas diversas, verduras, legumes, alguma fruta e era tudo orgânico não havia veneno e tudo estercado com restos de talos de tudo que não virava alimento.
Quem era a cozinheira? Toda santa mãe, não havia enlatados disso e daquilo, era tudo na raça, cozer todas sabiam e coser as roupas também sabiam. O pai estava na labuta diária e a Ministra da Economia era a mãe e fora isso tinha que trazer água no sarilho, 35 metros cavados bem fundo na terra, encher as tinas e os baldes que eram os chuveiros pendurados numa roldana e de água fria fizesse calor ou frio, os braços dela tinham músculos, eram toras de força, era sua academia diária...
A mãe não batia cartão em empresas, mas trabalhava desde quando o sol nascia até quando ele descansava no horizonte e a noite ainda fazia o preparo do jantar e acendia as lamparinas de querosene ao redor da casa, luz elétrica nem pensar.

Nunca vi minha mãe reclamar de trabalho e pela manhã fazia o café bem cedinho, fumegante exalando o aroma pela madrugada, para meu pai sair pedalando pela vida indo de bicicleta pelas margens do Rio Pinheiros trabalhar no centro de São Paulo. Depois me preparava para ir para a escola e dizia que era “para eu ser gente”, não sei se consegui, mas se não, não foi culpa de minha mãe.
Quando meu pai “foi para o Céu” ela assumiu o papel de homem também e era forte, firme, eu que o diga das pancadas que tomei e nenhuma foi perdida e ainda era uma administradora de primeira, uma advogada sem diploma, um rábula.
Domingo era sagrado, todos se arrumavam para ir à missa agradecer a Deus o pouco que tinham, e mesmo pouco, tínhamos um lar, se não tão bonito quanto os de hoje era um barracão de madeira muito bem feito e aconchegante. Era também o dia de festa e de um prato especial saído das criações costumeiras do terreiro da casa, frangos, galinhas, patos, leitões, alguém iria para panela fervente.
Enfim era assim minha mãe, nunca vi um lamento, nada que ela transmitisse fraqueza e foi o braço direito de meu pai e minha maior Educadora, uma rocha inquebrantável.

Muita coisa poderia ser falada, mas acho que isso recorda um pouco de sua imagem, deixou frutos... sua benção, descanse em paz mãe!

terça-feira, 11 de outubro de 2016

“MONUMENTO A AMIZADE SÍRIO LIBANESA”, EM SÃO PAULO, SUMINDO AOS POUCOS!

Onde está o poder público municipal?

A Metrópole é um campo enorme de experiências, e suas transformações são tão significativas que por vezes esquecemos o que se esconde nos recônditos de seu interior. Há por toda parte objetos fotografados com o olhar que passam despercebidos de nosso cotidiano e estão pontuando algum acontecimento de um povo, de uma nação. O que dizem esses monumentos são propriedades de um tempo que foram edificados como uma marca representativa de parte da história.

Esses monumentos espalhados pela cidade de São Paulo são obras de arte denominadas infungíveis, ou seja, objeto de único exemplar., que são captadas por objetivas, fotografados em ângulos variados ou até em fotos repetitivas. Em certos momentos, por vezes nos deparamos, ao comparar imagens, com alguns “sumiços”!

OS MONUMENTOS E AS RELAÇÕES COM A POPULAÇÃO

Pode haver gerações que irão contestar obras edificadas da cidade como marco histórico e isto é próprio da natureza humana, e assim deve ser para que o diálogo flua no contexto de cada tempo, naquele espaço.

Esses personagens representados viveram em épocas diferentes e agiram conforme esses momentos, como hoje agimos em nossa contemporaneidade concordando ou não das circunstâncias apresentadas. Por vezes nos indignamos por ações corporativas onde indivíduos agem pela ação do barbarismo que em palavras querem mudar algo que não sabem o quê em ações de determinada ideologia, mas não construindo o que falta fazer, mas destruindo o que foi idealizado anteriormente!

Não precisamos concordar com as coisas, mas devemos ao menos entender o motivo do exposto e dialogar naquilo que se denomina civilização!
Essas ações acontecem em todos os recantos da cidade, mas observando algumas obras vemos que as mesmas estão desprotegidas das intempéries, mas muito mais destrutivas são as ações humanas que danificam os monumentos feitos com ligas metálicas de bronze ou latão ou algo que possa reverter em lucro imediato da venda de objetos retirados dos monumentos, comercializados em algum ferro velho.

Há muitos monumentos cercados, e distancia ainda mais o diálogo entre a obra e a população, assim como há antigas praças, também cercadas, que perdem a função de praça, tornado-se parques!

"MONUMENTO A AMIZADE SÍRIO LIBANESA"
O “Monumento a Amizade Sírio Libanesa” foi uma doação em 1922 à cidade de São Paulo pela comunidade destes países e está situado na região da Rua 25 de Março, na Praça Ragueb Chohfi, em São Paulo, local de comércio intenso da colônia destes povos. 

Foi edificado pelo escultor italiano Ettore Ximenes (1855-1926) o mesmo autor do Monumento à Independência do Brasil, localizado no Memorial do Ipiranga, São Paulo.
Será que este "Monumento a Amizade Sírio Libanesa" está sendo restaurado em alguma oficina municipal em sua plenitude, ou está sendo dilapidado aos poucos e sendo vendido em algum ferro velho para alimentar um industria lucrativa de material ligas metálicas?

Há uma omissão patente do poder público quanto à preservação do patrimônio paulistano! Quem são os “bárbaros vândalos”?

JOGO DOS 7 ERROS:(click na foto para ampliar)


QUEM PODERÁ DECIFRAR O DESAPARECIMENTO DESTAS PEÇAS DO MONUMENTO EM SÃO PAULO, COMPARANDO AS DUAS FOTOS DE 2014 E 2016?



Obs.:
*Não há nesta explanação destes fatos nenhuma vinculo com questões ideológica, política ou religiosa, ou por ações que acontecem em nível nacional ou internacional.


segunda-feira, 3 de outubro de 2016

SAÚDE SOCIEDADE ANÔNIMA EM SÃO PAULO: DAS COOPERATIVAS ÀS ORGANIZAÇÕES SOCIAIS

Saúde não é custo, é benefício!

Ouve-se, alardeando com grande ênfase, que as prioridades da administração pública estarão voltadas para saúde, educação e moradia. Evidente que isso é o grande gargalo social a se resolver em todo o Brasil, não precisa falar constantemente para o povo que “vive isso na carne”, tem que resolver!

Quanto a São Paulo, vamos nos ater na saúde e um alerta aos administradores públicos que chegam ao poder:
Comecem a questionar esses contratos com as Organizações Sociais, Associações, ou o nome que se quiser dar e saber o quanto do montante de verba é direcionado para a saúde vai realmente e quanto cabe de serviço prestado por essas instituições como prestadoras de serviço terceirizado da Prefeitura. Alegarão que essa verba é federal do Sistema Único de Saúde(SUS), enfim, não importa a quem busca por socorro médico se a verba é municipal, estadual ou federal, se é dinheiro público, o que é imperativo é que precisa reverter em beneficio ao “público”.
Há algum tempo esses recursos eram administrados por sistema de cooperativas que deixou a desejar e hoje também é terceirizado por meia dúzia de entidades recebendo um bom dinheiro por prestar um serviço da mesma qualidade das cooperativas, ou seja, ruim.
Onde está o erro do sistema de saúde: nos modelos que inventaram para administrar a saúde, como Cooperativas ou Organizações Sociais, ou nos gestores que fiscalizam mal, ou não fiscalizam esse dinheiro aplicado e não exige serviço de qualidade? Essas entidades administradoras de saúde em São Paulo oferecem placebos inócuos como remédios e pronto-atendimentos de vários nomes e siglas, que não fornecem qualidade de serviço para o paciente (que é realmente “paciente”).
  
Essas empresas terceirizadas da saúde querem mais é preencherem planilhas no fim do mês para fazer jus ao beneficio orçamentário, gastam o menor valor e se beneficiam com o maior valor financeiro que lhes cabe como parte contábil positiva de lucro.
Se há inverdades neste assunto que essas associações mostrem as planilhas, algo negado aos conselheiros de unidades de saúde, que se doam como voluntários!!!
Vejam mais em:
                                                                                      
IMPLANTAÇÃO DO SISTEMA DE SAÚDE NO JARDIM SÃO LUIZ: SUS, UBS, AMA, AME e PSF

SAÚDE S/A


quinta-feira, 29 de setembro de 2016

VOTO OBRIGATÓRIO E DESOBEDIÊNCIA CIVIL

Gosto muito do Brasil, mas não sou chauvinista.

Amo suas belezas naturais, seus rios, suas matas, suas praias, toda sua exuberância natural da fauna e da flora e as pessoas fundidas num cadinho efervescente de miscigenação.

Gosto de suas cidades, por causa da diversidade popular que nela habita e muito nos ensina. Jamais dilapidei um patrimônio público, pois aos cidadãos pertence.

Estamos dentro do Estado de direito e a democracia gatinha ainda como um bebê, mas vai crescer, um dia, e sem dúvida, em nome da “Res Publica” vai andar por si.

Em nome dessa liberdade democrática, sem libertinagem, temos o direito inalienável do voto facultativo quando assim exigir as imposições daqueles que devem ser os gestores destas coisas públicas e se nenhum deles satisfizer nossas prerrogativas comuns podermos isentarmo-nos de escolher qualquer um para nos representar, tendo nisso o “direito ao voto facultativo” e não sermos forçados a ir votar por obrigação, coisa imperativa.

O ato de escolher “não escolher” recebe o ultimato imediato, perdendo com essa nossa postura, alguns direitos básicos de cidadão, que vive e arca com todos os tributos exigidos pelo Estado, e devido as suas convicções recebemos sanções aplicadas por um Tribunal, como acontece com quem  é réu.

Qual é o crime que praticamos quando a política fraudulento não nos satisfaz e nossa escolha é não pactuar com as estruturas dos partidos políticos sem programa algum para governar o país, optar-se pelo voto facultativo ao invés de um voto obrigatório[1] ditatorial?

Hoje, se faço essa escolha, sou colocado à margem e “apátrida”, tendo que me justificar no Tribunal Regional Eleitoral, onde o funcionário da repartição vai expedir um boleto com um valor monetário para pagar no banco determinado e voltar depois a essa mesma repartição governamental para eles que governam o sistema, darem baixa na “minha desobediência civil”, considerado um pária da sociedade pela opção da recusa em escolher um “político patriótico” elencado abaixo:

Patriótico é quem se esconde atrás da imunidade parlamentar para saquear o país enchendo sua “algibeira” de dinheiro escuso!

Patriótico é quem rasga a Constituição, que o próprio poder fez, na cara do povo!

Patriótico é quem promete cumprir o estado de direito e não o faz!

Patriótico é o Ministério que constrói “pontes” inacabadas que sai do nada a lugar nenhum!

Patriótico é quem se apodera ilicitamente do público em beneficio do privado!
    
Patriótico é quem canta o Hino do Brasil em plenos pulmões em datas especiais, mas usa do silêncio para pactuar a desonestidade dentro do Palácio!
Patriótico é presidir a Câmara e fazer conchavos para beneficiar grupos ou classes!
Patriótico é quem te ilude com um “santinho” em boca de urna, e faz depois tua vida um inferno por alguns anos.

Patriótico é quem em tempos de campanha beija criança e lhe rouba a educação, ou abraça os mais velhos e lhes rouba a saúde!

Não se “pleiteia” implantar nenhuma outra “ordem” política e nem liderar cruzadas de quaisquer ideais, crenças, ideologias e não se espera seguidores, pois quem tem outro modelo com um sistema de obediência cega, quer assumir, um dia, o poder, algo abominável naqueles de consciência livre.

Tenho o direito de não escolher ninguém desses indivíduos “patrióticos” nas urnas eletrônicas, que também se fossem invioláveis teriam sido implantadas pela maioria dos países que usam urnas em eleições!

Não quero ter esse contraditório “direito obrigatório” de escolha, quero que tenhamos outros bens maiores, e quando se sentir que se expurgaram esses “patrióticos” atuais, irei exercer o meu livre arbítrio de “dever cívico”, que é votar pelos direitos civis, inclusive com o direito ao voto facultativo!



[1] *De 236 países em que há eleições, apenas 31 deles o voto é obrigatório, 13% do total, e o Brasil é um deles que obriga a população votar.


quinta-feira, 22 de setembro de 2016

A repulsa do povo aos políticos no Brasil, o voto obrigatório e o facultativo

Por que tanta repulsa do povo aos políticos?
 Nossas ações estão pautadas em pesquisa por força de nossa atividade profissional, e como estamos em épocas de eleições temos que olhar o passado para entender o presente.

UM MOMENTO NO PASSADO: 1913

A VOZ DO TRABALHADOR-ORGAM DA CONFEDERAÇÃO OPERARIA BRAZILEIRA
ANO VI, Nº 33, RIO DE JANEIRO – BRAZIL -15 DE JUNHO DE 1913

Trabalhador, não votes voluntariamente, nem vendas o teu voto, porque terás vendido tua própria consciência.
E em qualquer dos casos, irás levar um homem que vive do teu suor, à maior opulência ainda, porquanto o que neles existe é o interesse de comprar, construir ou alugar um belo edifício; possuir automóveis e muitos criados, passar o verão em Petrópolis e passear à Europa, enquanto tu vives num pardieiro anti-higiênico, pagando um aluguel desproposital, vezes há em que nem dinheiro tens para o bonde e quando adoeces, ou algum dos teus entes queridos,ficas com muitas dívidas, que te custarão inúmeros sacrifícios, ou então a enfermaria de um hospital. Vais fazê-los gozar o duplo do que já infamemente gozam à nossa custa.
Pesa a tua consciência. Repele o voto num gesto de dignidade.

Não queiras este nem aquele para presidente da república, senador, deputado ou intendente.
Todos eles formam um só corpo...Socialistas, parlamentares, republicanos, monarquistas, hermistas ou civilistas, vivem a fazer-nos promessas, que nunca cumprem,e a obsequiar-nos com balas e patas de cavalo quando pedimos um pouco de pão e de descanso. Organiza-te sem política. A organização é que deve ser o teu partido. Autor:Ângelo Vitor

O MOMENTO PRESENTE:2016

UMA ENQUETE A VEREADOR DE SÃO PAULO
 De 236 países em que há eleições, apenas 31 deles o voto é obrigatório, 13% do total, e o Brasil é um deles.
Teremos aproximadamente 8.880.000 eleitores na cidade de São Paulo que escolherão o prefeito e os vereadores e estão inscritos 1.313 candidaturas para a Câmara Municipal, pleiteando 55 vagas para vereadores da Capital.
Os candidatos do sexo masculino são dois terços do total dos que disputam uma vaga na Câmara Municipal da São Paulo, totalizando 903 homens e 410 mulheres.
A disputa será acirrada, pois teremos 1313 candidatos disputando cada voto dos 8.880.000 cidadãos, ou seja, uma proporção de 1 postulante ao cargo de vereador para cada 6763 votos!
Evidente que para entrar nessa concorrência há de se ter, ao menos, dependendo do partido, 5 vezes este montante, cada vereador, para ficar na rabeira de provável suplente.

A luta é acirrada, mas vale a pena pelo “subsídio” (que se pode entender como salário) de $ 15 mil reais por mês, com $ 143 mil reais de verba de gabinete e mais emendas parlamentares para projetos que são controlados para “beneficiar a população”. Para se ter uma idéia um vereador apenas no mandato de 2012/2016 arrebatou para as bases $7 milhões de reais! Nesse caso, talvez por ter assumido um cargo de secretaria necessitou maiores repasses, os outros foram agraciados com menos verbas.


Ao trabalho senhores egrégios representante do povo, ao trabalho, arregaçando as mangas, pois é o que a população da cidade aguarda!!!

Ficam as perguntas comparando os dois momentos:
 Por que tanta repulsa do povo aos políticos?
O voto deve ser obrigatório ou facultativo na democracia plena?


Com a resposta o povo-eleitor que terá que escolher o que fazer!

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Crônica da História Vivida: 171 ao seu dispor!

Muitos sinônimos para o mesmo velhaco[1]

Como conseguir provas contra bandidos, havendo ocultação de patrimônio, que aparece sempre em “nomes de laranjas”?

Artigo nº 171 do Código Penal Brasileiro:

“obter, para si ou para outrem, vantagem ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em erro, mediante artifício, ardil, ou qualquer outro meio fraudulento”.

O ARDILOSO[2]

Depois de muito tempo vejo novamente “perpetuando um filme” em esferas maiores, mas muito semelhante, de como ocultar bens e fazer-se vítima das circunstâncias.

Trabalhamos algum tempo com um “escroque”[3] que envolvia todo o círculo de relações à sua volta e se aproveitava da ingenuidade das pessoas que lhe forneciam dados particulares para promover os maiores estelionatos, levando familiares ao risco de perderem imóveis conseguidos com muito sacrifício e dados com garantias a bancos como caução de dívida deste “embusteiro”[4].

Não possuía nem uma agulha em seu nome, só que era dono de veículos de última geração, em bloco com um apartamento por andar no valor de 4 milhões em local nobre e outras propriedades.

Era um “empresário” falsário que pagava tudo em cartório e ainda se meteu em montar um partido para esconder suas falcatruas e se beneficiou muito deste feito.

A polícia federal fez "campana"[5] para prendê-lo e não conseguiu por as mãos nele, alguém o escondeu e muito bem, dando dissabores aos familiares que o tinha como o mais honesto dos homens!

Faliu empresas e saiu de santinho deixando todos que lhe serviam na amargura e sem pagar o INSS e outros débitos do Estado.

Anda ainda circulando nas esferas sociais e políticas, beneficiando-se de suas tramoias ao longo de sua existência. Vive assim do "método hedonista", em busca do prazer através das riquezas de fácil obtenção, enganando crédulos cidadãos com palavras fantasiosas, alardeando suas proezas na estrutura montada em volta de si, seguido sempre de bajuladores que vivem das migalhas financeiras lançadas a estes cães raivosos que defendem o indefensável de seu senhorio que engana até autoridades constituídas!

Qualquer semelhança com o exposto é apenas uma mera coincidência!
                                                        



[1] Velhaco: Indivíduo que se utiliza de artimanhas ou artifícios para ludibriar; sacana ou desonesto.

[2] Ardiloso: Indivíduo que visa iludir, enganar pela manha para conseguir o que pretende, manhoso, enganador, velhaco, espertalhão.

[3] Escroque: Indivíduo que se apodera de bens que pertencem a outra pessoa por meios ardilosos e/ou fraudulentos.

[4] Embusteiro: Impostor; que se utiliza de mentiras ardilosas, de embustes, geralmente com o intuito de enganar outras pessoas.

[5] Campana: Ficar de olho, observando, prestando atenção, guardando, monitorando, ficar de guarda.