terça-feira, 25 de abril de 2017

Os feirantes mais antigos do Bairro Jardim São Luiz, quiçá de São Paulo, na ativa!

Uma homenagem justa!

Uma matrícula da Prefeitura de São Paulo, datada de 1959, dava autorização para comercializar nas feiras livres da cidade ao casal Rosa e Agostinho Teixeira e que permanecem por 58 anos na ativa!!!
MATRÍCULA DE 1959


Houve um tempo de adaptação antes desta data, quando as feiras eram ainda na antiga Rua 2, hoje Rua Satulnino do Oliveira e se prolongava até o início “escadão” da igreja São Luiz Gonzaga. Eram tempos difíceis para os pioneiros que ousaram enfrentar as adversidades do local, mas nunca esmoreceram, haja visto que hoje o bairro (não o distrito!) Jardim São Luiz têm uma população de mais de 100 mil habitantes, onde muitos são descendentes daqueles que fizeram parte dessa “dinastia de desbravadores”.


Dona Rosa e seu Agostinho Teixeira, portugueses de origem, vieram jovens para o Brasil e labutaram com afinco de “sol a sol” em uma das chácaras que havia no bairro aonde chegaram em 1950 e pode-se dizer que foram os últimos a conseguir com plantio próprio de hortaliças levar adiante um ideal passado às novas gerações.

Continuam na lida diária com as bancas de verduras as quartas feiras e domingos no Jardim São Luiz. Os feirantes sabem desses dois símbolos e chamam a nonagenária de Rosinha. 
DONA ROSA NA LIDA!

Ela foi o baluarte para a continuação da feira livre na atual Rua Arraial dos Couros quando havia uma corrente que queria deslocar a feira para a Rua Paulo Lemore, na entrada do Jardim Celeste.

Muitos foram para a Câmara Municipal de São Paulo com abaixo assinado de mais de 1500 assinaturas para que a feira permanecesse onde antes era o “Feirão Coberto” idealizado pelo Prefeito Faria Lima.

Deu resultado e a grande conquista da população partiu de Dona Rosa, pessoa franzina, mas um verdadeiro gigante e a melhor representação desse momento, dando entrevistas naquele momento, mesmo que fosse de pouca conversa, preferindo o trabalho como regra!

São ambos exemplos de perseverança e além do carinho merecido que recebem da população deveriam ser homenageados com todos os louvores possíveis em reconhecimento pela história jardinense!

O adeus de seu Agostinho Teixeira

Esse material foi exposto nas redes sociais em 05 de abril de 2017, requerendo uma homenagem ao casal pela honradez e em trabalho contínuo nas feiras livres paulistanas.

Infelizmente não é mais possível homenagear seu Agostinho Teixeira, um baluarte pelo crescimento do bairro Jardim São Luiz, deixando seu nome gravado como um dos grandes responsáveis pelas construções das igrejas antigas e da atual da Paróquia São Luiz Gonzaga. Seu Agostinho partiu para a eternidade em 13 de abril de 2017, na “Quinta-feira Santa”, no dia da Instituição da Eucaristia por Cristo, sendo assim “homenageado” pelos Céus!

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O atraso educacional começa em suas secretarias escolares arcaicas!

Qual o modelo a seguir, quando não há exemplo algum dos “modeladores”?

Hoje fui a uma escola estadual requerer o histórico de minha filha. Parece que as reformas educacionais precisam começar pelas secretarias, pois o sistema é antigo com registros de alunos em livros surrados e amarelados com folhas se desfazendo, nada informatizado!
Quando você requer algum documento há o modelo de “sempre estar faltando algo”, para dificultar e prolongar o tempo de procura naquele sistema sem vontade alguma.
Dá um tédio ver toda aquela “burro-cracia”!
A sala de atendimento ao público (pais, alunos) parece àqueles escritórios contábeis do século passado como pilhas e pilhas de livros escriturários que devem estar ali empoeirados há muito tempo, sem função alguma nas mesas onde se esconde algo ou demonstra inabilidade do setor em promover com eficiência qualquer demanda exigida!
Foi-se o tempo da enganação, mas depois de muita conversa, disseram-me que o prontuário da aluna havia sido retirado de lugar e, então ganhei um papel escrito à mão de quem iria fazer “este favor” de procurar o histórico que requeri.
Saí da escola sem resolver nada, deixando para trás o atraso demonstrado em mesas surradas e desgastadas por pilhas de papéis onde se esconde alguém a mastigar bolachas sem se importar muito com o “importuno requerente intruso” que se encosta no balcão com uma grade de ferro à frente do rosto tal qual uma prisão onde pelo visto nada será mudado, pois interessa este atraso de nada mudar para nada funcionar!!!
Detalhe: não resolvi nada e voltei para casa sem nada para voltar outro dia sem previsão também de nada!!!


quinta-feira, 6 de abril de 2017

REGRA DE OURO DE TODAS AS RELIGIÕES: “Amai-vos Uns aos Outros”!

Tolerar ou viver em harmonia com as diferenças?

Quando temos divergências de pensamento ou acreditamos estarmos mais próximos da verdade, pode estar nesse ponto o nosso engano.

Quando não controlamos o nosso intimo e afloramos toda nossa fúria em um julgamento daquilo que pouco se conhece, contribuímos para desavenças e até uma imaturidade de julgamento e critica dos quais não pactuam como as crenças vigorantes!

Quando provocamos acinte com situações embaraçosas e divergências, sabemos de antemão que forças contrárias podem reagir em ação e reação do momento acalorado!
Quando a ira traz a discórdia ao ambiente e uma atmosfera de conflito, rompendo a unidade promovendo cismas

FAZEMOS CITAÇÕES DO EVANGELHO DO NOVO TESTAMENTO DE JESUS, POR TERMOS FAMILIARIDADE DO ESTUDO COM A DOUTRINA, NÃO DISCRIMINANDO OUTRAS DOUTRINAS, SABENDO DE SUAS IMPORTÂNCIAS NO SEIO DESTE “RELIGAR” A TERRA COM O CÉU!

"Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar".Tiago 1:19

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”. Efésios 4:1-3.

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”. Colossenses 3:12 - 14.

“Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos”. 2 Coríntios 11:19.

“Portanto, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”. Mateus 7:12 (Sermão da Montanha)

“Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5: 44

"Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê". 1 João 4:20

Citamos também outros preceitos dignos de louvor saindo de Livros Sagrados de outras religiões onde é aplicada a Regra de Ouro.

Todas as religiões possuem a grande missão de ofertar o tratamento mais digno possível de respeito em busca da harmonia entre todos os povos sem sectarismo, fundamentalismos, ou discórdias que levem ao preconceito em todos os sentidos.

Zoroastrismo (Cerca de 660 - 583 a.C.)
Um caráter só é bom quando não faz a outros aquilo que não é bom para ele mesmo. − Dadistan-i-Dinik 94:5

Budismo (Cerca de 563 - 483 a.C.)
Não atormentes o próximo com aquilo que te aflige. − Udana-Varga 5:18

Confucionismo (Cerca de 551 - 479 a.C.)
"Não faça aos outros o que você não quer que façam a você" Analectos 12.2 e 15.24

Hinduísmo (Cerca de 300 a.C.)
"Este é o supremo dever: não faças aos outros o que poderia causar dor se te fosse feito a ti" Mahabharata 5:15:17.

Judaísmo (Cerca de 200 d.C.)
O que é odioso para ti, não o faças ao próximo. Esta é a lei toda, o resto é comentário. − Talmude, Shabbat 31ª

Islamismo (Cerca de 570 - 632 d.C.)
Nenhum de nós é crente até que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo. – Sunnah

As várias religiões de berço africano que foram difundidas no Brasil tem no seu fundamento o mesmo preceito de caridade ao próximo e seguem as raízes que saíram da África.

A Regra de Ouro tem no seio desta questão o efeito da ética da reciprocidade no tratamento ao semelhante como a si próprio, sendo um compromisso com os outros.

O QUE DEVERIA UNIR!

Religare: Com todas as maneiras existentes para os homens comunicarem-se parece que aquilo que deveria unir em irmandade é o que mais os afastam por dogmas elaboradas por uma ordem de algum preceito observado ao longo do tempo.

TOLERÂNCIA?

Tolerar: Sofrer o que não deveríamos permitir ou o que não nos atrevemos a impedir.
Vemos muito em voga na atualidade debates, encontros, ou outras designações para criar mesas que parecem estar no controle dos estudos sobre o tema que sempre aparece como força da divisão entre religiões: “Intolerância Religiosa”.

Não entraremos no cerne da questão que sempre se encontrarem contendores a altura do tema. Apenas colocamos que o termo “intolerância” é por si algo que distância aquilo que deveria ter aproximação, pois todas determinam a caridade ao próximo e o amor ao mesmo!

Não é necessário que as religiões que possuam maior número de adeptos se sobressaia sobre as demais e seja aqueles que devem “tolerar” o irmão de outro preceito.

Tolerar irmãos não, mas amá-los como a Regra de Ouro”!

VERBOS

Os verbos possuem conotações próprias e devem ser escolhidos para que o “sujeito da oração” esteja próximo de suas pretensões humanas!

Suportai-vos: Ter sobre si. Aguentar. Estar à prova de.

Aceitai-vos:(latim accepto, -are, aceitar, receber)Receber o que é oferecido. Estar conforme com. Receber com agrado.

Ofertai-vos: Dar como oferta. Oferecer.

(Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 2008-2013, consultado em 30-03-2017)


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Bancos, o maior símbolo capitalista!

Bancar é um jogo, onde quem banca nunca perde!

Falam os especialistas e estudiosos que o maior símbolo do capitalismo é a cidade, a estrutura urbana. Por muito tempo pensei ser, mas hoje penso que esse símbolo maior é o banco, não o de sentar, mas o do acúmulo financeiro!

Banco não produz nada, movimenta seu parco dinheiro para financiar alguém e recebe algum beneficio por isso!

É agiotagem legalizada, a usura perfeita, não há pecado, somente lucro!

Não há no mundo nada mais rentável do que um banco, nada!

 Uma vez um empresário industrial, disse que se fosse mais novo não iria mais construir indústrias, mas fundar bancos, pois era muito mais rentável!

Quando um correntista tem um saldo bancário é o banco que lhe impõe limites de saque de sua conta! O limite de saque de uma conta é o dinheiro disponível do dono desse fundo, que é o correntista que sustenta o banco, não é o banco que tem que impor limites, o limite é o saldo que há na conta!!! Se há $1000,00 reais na conta esse é o limite de saque, se há $10.000,00 esse é o limite, pois o banco não banca dinheiro extra de quem não tem dinheiro sem cobrar juros!

As máquinas estão programadas para controlar aquilo que te pertence.

O banco só empresta para quem tenha algo para hipotecar, nunca empresta dinheiro para quem não tem dinheiro!!!

sábado, 25 de março de 2017

Ansiedade!

Será que ansioso é:

Quando você sai atrasado e culpa todo mundo do seu atraso?
Quando o farol do semáforo abre e você toca a mão na buzina no “milionésimo” instante da abertura?
Quando a fila do supermercado ou banco não anda com a velocidade que você queria?
Quando você vai para porta de saída do ônibus atrapalhar todos que descem antes de você?
Quando você quer respostas imediatas para os seus problemas cotidianos?
Quando você, em sua pressa no trabalho, não retira do caminho aquilo que atrasa teu desempenho?
Quando o lugar que você toma café ou almoça não te atende de imediato e você se zanga?
Quando teu serviço atrasa porque você não avisou que faltava material?
Quando tudo ao seu redor parece conspirar contra você e que és o único certo na sua avaliação?
Quando você não colabora para o serviço andar com mais rapidez?
Quando você quer a “comidinha quentinha no prato”, mas nem coloca o prato na mesa?
Quando você acha que todos à sua volta têm que te servir?
Quando você interfere em conversa alheia, mas que não foi chamado para opinar?
Quando você só quer falar, mas não quer escutar?
Quando a escola de seu filho faz reunião e a mesma nunca termina?
Quando você vai ao culto religioso e ele parece não ter fim?
Quando você tem pressa com os outros, mas não se apressa consigo mesmo para servir os outros?
Quando você pensa que o único que trabalha nesta vida é você?
Quando você é o único certo e os a sua volta não entendem nada e estão sempre errados?
Quando tua pressa é bem maior que o tempo necessário para se concretizar um objetivo?
Quando esperar causa-te grande angústia desnecessária em saber logo a resposta?
Quando “o ansioso a sua volta” são os outros?
Quando você precisa ir ao médico, mas não vai, porque doentes são os outros?
Quando o único culpado do que acontece com você pode ser você mesmo?
Quando tudo parece conspirar contra você?


“Anseio” em saber se há outros questionamentos e várias respostas, será que estou doente?!!!

Nomes aos Bois!

As terras da Amazônia agradecem a Deus!

Por que alguém recebe um título do Greenpeace com o nome de “Motosserra de Ouro”?

O Ministério atual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, que tem nome do caldo Maggi, não sei se há relação do dito cujo com o tablete, vem em rede nacional “proteger os interesses do Brasil” em relação à Operação Carne Fraca.

O buraco é mais em baixo, pois o ministro que é (i)responsável pelo setor produtivo de alimento faz parte de um grupo seleto de bilionários que detém glebas enormes de terras para seus agronegócios onde detém também o título de “Rei da Soja”!

Os negócios do Mato Grosso, (que o ministro governou e de onde recebeu esses "merecidos apelidos) estado que antes desses latifundiários possuía um “mato fechado”, é hoje só pasto e soja, incentivado apenas pelo lucro, nunca pelos interesses do país.

Isso de proteger os interesses da Nação é “história pra boi dormir”, pois ele lidera um desmatamento desenfreado da pecuária destes “senhores das terras” que detém a maior área de pastagem do mundo abrangendo 170 milhões de hectares! (1 hectare =10.000 metros quadrados, é tanta terra que os dígitos não cabem na calculadora)

O que realmente preocupa o ministro e sua comitiva é a perda do dinheiro do mercado externo de grandes consumidores internacionais que em 2016 embarcou para o exterior quase 16 bilhões de dólares, só sendo superado pelo extrativismo de minério da Vale, da Embraer, Petrobrás e “Companhia Eletromecânica Celma” (maior empresa de manutenção de equipamentos aeronáuticos do país).

Isso tudo foi resultado desse próprio ministério dirigido por esse senhor que colocou em cargos do setor políticos partidários, onde deveriam prevalecer técnicos de formação e deu esse resultado.

Alguém “abriu o bico” e falou da trama da pecuária e do abate irregular! O consumidor do mercado externo freou as importações, falta o brasileiro “boicotar” essa carne também, pois liberaram o que não serve para o mercado externo para o consumo interno deste “lixo descartável”!

Isso vai reduzir, um pouco e por um tempo, o impacto do avanço incontrolável dos “bois e seus donos” pelas terras da Amazônia, última fronteira a ser conquistada por esses grileiros!

Deus é realmente brasileiro, ao trazer a luz tanta podridão e que ele nos ouça e proteja-nos desta camarilha toda  que detêm o poder, sem exceção!


AMÉM!!!

sexta-feira, 24 de março de 2017

A morte faz parte da vida!

A quem importa mais pelo momento da dor da morte?

Velório é uma coisa de “morrer”, pois vejamos:


Vemos pessoas que não “vemos” há quase meio século!


As pessoas assustam-se, pois esperavam encontrar você ainda com 20 anos e você idem!


A primeira resposta é: “Quanto tempo, né” ?

Descobrimos que o nosso amigo de infância tem hoje um exército a sua volta, esposa, (às vezes esposas) filhos, netos e netas, bisnetos e bisnetas, enteados e enteadas, enfim uma família cheia, na acepção da palavra!


O falecido consegue reunir todo mundo, é quando aqueles que não se vê, vêem-se!


O falecido queria fazer uma grande festa ao completar 100 anos, muito pouca gente compareceu, mas no velório encheu de gente!


Muitos confortavam a inconfortável dor por no máximo 5 minutos com os familiares mais próximos e depois começava a recordar do passado “passado” e jogar piadas para “alegrar" o ambiente!

(Charge da internet)

O falecido às vezes ficava até sozinho e fora do recinto cheio de gente, acredito que pensava: "Antes só do que mal acompanhado"!


Velório é zum-zum-zum interminável não há o mais o choro das carpideiras e o moribundo é o menos importante nesse instante solene!

Todos querem ganhar as glórias da eternidade, mas ninguém quer ir embora daqui com muitos dizendo a frase: “Morreu? Antes ele do que eu”!

Enfim, velório é o maior ponto de encontro social, sem distinção, e um dia seremos nós o ator principal desse momento!

Ah ia esquecendo: na missa de 7º dia comparece meia dúzia de gatos pingados, afinal é dia de semana e temos de cuidar da vida antes de morrer, quando teremos também nosso réquiem!!!


Amém!


segunda-feira, 20 de março de 2017

O GADO BOVINO “COLONIZOU” A AMÉRICA

Um Brasil de Quatro Patas

Colombo embarcou em segunda viagem à  América, em 1493, com as primeiras cabeças de gado das Ilhas Canárias, provenientes do Norte da Espanha e introduziu-as no litoral da “Ilha Hispaniola”, que atualmente faz parte da República Dominicana e Haiti.

As primeiras cabeças de gado bovino, denominado de “crioulo”, foram introduzidas no Nordeste do Brasil por Tomé de Sousa[1], sendo seus maiores centros de irradiação os atuais estados de Pernambuco e Bahia, vindas diretamente da ilha de Cabo Verde[2].

Essa expansão ampliou-se depois para os atuais estados da Paraíba e Rio Grande do Norte e em fazendas do Maranhão. Deste modo foram sendo tomadas por apropriação das terras indígenas dos tapuias, ocupadas pelo gado em expansão.

Há também o conceito de ter sido Martim Afonso de Sousa quem primeiro trouxe bovinos para a capitania de São Vicente em 1534, da qual era donatário, proveniente da Ilha da Madeira e de Cabo Verde.  

O gado crioulo formou grandes rebanhos e os enormes de latifúndios para pastagem, originárias das grandes extensões das capitanias hereditárias, depois as sesmarias.

O AÇÚCAR E SUA RELAÇÃO COM O GADO BOVINO

O açúcar era originário da Índia, sendo distribuído pelo Mediterrâneo por Veneza. Depois a produção açucareira foi sendo introduzida nas ilhas do Atlântico, cujo monopólio tornou-se da Holanda, que juntamente com a Inglaterra detinha privilégios para realizar o comércio externo das colônias. A América passou a ser a grande produtora de açúcar, ocupando o primeiro plano da produção colonial. (Prado, p.44)
 A ocupação da terra em grandes propriedades deu-se através da instalação das capitanias hereditárias, onde os donatários estavam obrigados a distribuir terras para o povoamento e iniciar a econômica da colônia. Dava-se o nome de sesmarias às terras assim distribuídas. Com as sesmarias a Coroa portuguesa pretendia atrair pessoas de recursos financeiros das camadas dominantes, chamados de "homens bons". O engenho era parte da fabricação de açúcar completada com a lavoura de subsistência local e que depois foram ocupadas pela mão de obra proveniente da escravidão africana.

Na maioria dos engenhos instalaram-se os trapiches[3] movidos pela tração animal, no caso os bois, além de utilizá-los para transporte de cargas em geral, resultando a pecuária que demandava a necessidade de fonte alimentar como leite, carne[4], além do couro e foi a impulsão da exploração das colônias, que além das terras dos canaviais, separou-se parte das mesmas para o gado, criando-se os grandes pastos que se vêem atualmente por todo o Brasil. Essa expansão ampliou-se depois para os atuais estados da Paraíba e Rio Grande do Norte e em fazendas do Maranhão. Deste modo foram sendo tomadas por apropriação das terras indígenas dos tapuias da região, ocupadas pelo gado em expansão.

Situação atual

A população contada por “cabeças humanas” no Brasil soma hoje aproximadamente 200 milhões de habitantes o mesmo da população bovina em expansão constante, se já não foram ultrapassados estas cifras com desmatamentos para pastos através da Amazônia com novas manadas em grande escala de emissões de gás metano na atmosfera. Como mitigar estes efeitos?

Referências:
Prado Jr, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1981

A origem do bovino da raça pé-duro




[1] Tomé de Sousa (1549-1553) foi o primeiro governador-geral do Brasil, vindo toda administração de funcionários e também os primeiros jesuítas.

[2] “Oficialmente, a chegada de cavalos no Brasil só foi registrada em 1549. Naquele ano, Tomé de Souza (primeiro governador-geral) mandou vir alguns animais, de Cabo Verde para a Bahia, na caravela Galga. Assim, nos primeiros anos da Colônia, a sua criação (junto com o gado bovino) foi iniciada formalmente e seria fundamental para a formação do Brasil”.
(Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo / Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Brasília:CNA,2004.
http://www.cepea.esalq.usp.br/en/documentos/texto/estudo-do-complexo-do-agronegocio-do-cavalo-resumo-coletanea-estudos-gleba.aspx)

[3] Não confundir com pontes feitas de madeira. Um trapiche é uma máquina destinada a moer a cana de açúcar com um conjunto de ao menos dois cilindros, um recipiente, e um braço destinado a fazer rodar os cilindros e que eram fabricadas de madeira.

[4] “A carne que produz, além de pouca, é de má qualidade.” (Prado, p. 68) – Isso no século 18!

sábado, 18 de fevereiro de 2017

O Homem Cordial

QUANDO O GOVERNANTE RESPEITA O POVO, O POVO RESPEITA O GOVERNANTE!

Pensar é inerente ao livre arbítrio e este direito de liberdade está escrito em muitas constituições de vários povos da Terra, pois todos são iguais perante a lei! Será?

Será que faz parte de um modelo que foi exportado para o Brasil Colônia?
Será que os primeiros coronéis daqui são resquícios dos bárbaros da Metrópole?
Será que as ações de violência saíram das fileiras dos primeiros desbravadores do Brasil?
Será que o abandono da Metrópole pela “nova terra” deixou-nos embrutecidos?
Será que esses largados foram condenados de Portugal que os mandou ao exílio perpetuo?
Será que esses homens largados a própria sorte lutaram ao extremo para sobreviver?
Será que esses homens aprisionaram índias e delas tiveram os primeiros filhos?
Será que o Rei limpou a praça do meretrício e ajudou a miscigenar o Brasil?
Será que os filhos mameluco, que não era nem branco e nem índio, foram às primeiras crianças abandonadas no Brasil?
Será que os estupros aconteciam sem uma condenação do agressor tanto nas aldeias quanto nas senzalas?
Será que os casebres de agora não são vestígios desses filhos abandonado no mato?
Será que a Igreja, proprietária do cartório da época, não tinha ciência dessas arbitrariedades?
Será que no Brasil age-se por impulso sem medir as consequências?
Será que a ordem de Portugal era enviar primeiramente o “bang-bang” e depois as leis regentes?
Será que antes a vara das leis não chegou o cacete e o pelourinho?
Será que Ordenações Manuelinas (1521 A 1603) e depois filipinas aceitavam todo tipo de extravagância dos súditos?
Será que o doce do açúcar foi o amargo dos dois povos subjugados?
Será que a burocracia pública está enraizada no Brasil desde os primórdios de seu “Achamento”?
Será que o capitão mor tinha direito sobre a vida e a morte de tudo ao seu mando?
Será que os senhores do poder de hoje não são frutos dessa meretriz e desse bárbaro que receberam as “honras” de mando?
Será que o sangue da matança indiscriminada de indígenas e o sofrimento do algoz contra os negros não está no cerne das agruras atuais?
Será que sendo o último país a terminar com a escravidão, não conseguiu ainda se libertar completamente dessa mancha no solo do Brasil?
Será que ao pagar alto preço aos senhores donos de escravos para não perder dinheiro com a compra anterior a Lei Áurea, não liberou o suborno do poder?
Será que esses filhos cativos tiveram também a mesma sorte do mameluco abandonado?
Será que a história do Brasil, mal contada por sinal, nunca se libertará desses “bandos estupradores” de todo gênero?
Será que o Estado brasileiro quer manter a tutela e o paternalismo do povo para melhor administrar suas influências?
Será que o sangue derramado de inocentes paira sobre a “Ordem e Progresso” e por isso não consegue nenhuma e nem outra coisa?
Será que Brasil é uma Terra manchada de sangue desde seu “Achamento”?
Será que esta mancha é eterna e passará para todas as gerações esse fardo de agruras?
Será que somos uma amálgama mal formada fundida em um cadinho, uma mistura que precisa ser forjada ainda?
Será que o homem cordial brasileiro é aquele que sorri, abraça, beija, mas também mata?
Será???


Vide:

Holanda, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Brasília. Editora Universidade de Brasília, 1963, 4ª Edição.


sábado, 4 de fevereiro de 2017

A Saga Grassmann (Graßmann): Pioneirismo em Santo Amaro / São Paulo

Preâmbulo sobre a família Graßmann[1]

Heinrich Grassmann veio para o Brasil no ano de 1880 com 13 anos de idade

Esta crônica foi revisada, sendo que originalmente foi publicada no site da São Paulo Turismo, denominada “São Paulo Minha Cidade” em 01/12/2010.

Por força de estudos sabemos que há outras vertentes da família Grassmann no tempo da colonização ocorrida no Brasil, que imigraram  em direção ao sul do país. Focamos na corrente familiar dos Grassmann  que se desenvolveram na região de Santo Amaro, São Paulo, onde  fixaram-se, colocando o conhecimento na área metalúrgica abrindo a indústria desse ramo na região. 


Há muito que acrescentar nesta crônica ficando livre para comentários oportunos e críticas que serão bem vindas, pois uma genealogia tão extensa requer uma dose intensa em pesquisa.  

VIDE QUADRO ABAIXO DA EMPRESA GRASSMANN COM CAPITAL ABERTA EM 1917


A SAGA GRASSMANN

A história dos grandes homens está sempre relacionada com seus feitos idealizados pela estrutura familiar duradoura, onde o patriarca torna-se presente na formação dos filhos, e que os antigos denominavam de "berço", o rígido sistema de "torcer o pepino" antes de "maduro", observando a criança de perto pela suavidade materna, mas nunca conivente com o incorreto.

O marco da imigração alemã foi iniciado no século XIX, mais precisamente na Colônia Paulista, datada de 1829, em Santo Amaro, que de 1832 a 1935, tornou-se Município independente da Cidade de São Paulo.

A família unida preservou os preceitos da honradez e dignidade ao trabalho, dando continuidade ao nome Grassmann, aonde muitos desses primeiros colonos vieram da cidade de Manubach.

Henrique Jacob Grassmann (1867/1941) era natural de Horde e aqui contraiu matrimônio com a senhora Luise (Jasper) Grassmann (1864/1922) formando uma família numerosa com os filhos citados abaixo:

Heinrich (Henrique 1891/1956), cônjuge Clara Peggau (1892/1986)

Lina (1893/1955) cônjuge Wilhelm Henschel (nasc***/1974)

Margarete (Margarida 1895/1967) cônjuge Bruno Hochheim (nasc***/1985)

Charlotte (Carlota 1896/fal.***) cônjuge Heinrich Franke(nasc***/1944)-2º cônjuge Gottfried Bracher(nasc***/1974)

Frederico (1897/1976) cônjuge Vitalina Roschel Klein (1898/1976)

Olga (1899/1998) cônjuge Alberto Luttenschlager Junior(1898/fal.***)

Klara(1901/1904)

Frieda(nasc***/1904)

*Paulo (1905/1993)  cônjuge Anna Maria Helene Rostin (1907/1997)

Luiz, apelidado de Lut (1907/1979) cônjuge Barbara Nyari (??)


*Paulo Grassmann participou como um comerciante ativo no ramo de panificação tornando-se um dos proprietários da "Padaria Allemã" no Largo 13, em Santo Amaro. Foi casado com Anna Maria Helene Rostin, tendo dois filhos, Waldemar Paulo Grassmann (1928/2007) e Ilse Anna Grassmann, casada com Hermann Klasing.que dirigiu o Colégio Humbodt por longo tempo.

(vide abaixo em Comentários Gerais, o de Roberto Guilger)

(Famílias Brasileiras de Origem Germânica. Volume VIII. p.96; 97;98)

Luiz (Lutti) Grassmann, um capítulo a mais

Luiz Grassmann nasceu em 19 de setembro de 1907 no “Município de Santo Amaro”, em São Paulo. (Santo Amaro teve independência administrativa de 1832 a 1935, quando se tornou um bairro do Município de São Paulo)
O jovem Luiz resolveu seguir para Santa Catarina, em Blumenau, terra da avó Luise onde se fixou por algum tempo. Buscando alternativas voltou para São Paulo onde se tornou sócio de um porto de areia na Chácara Santo Antônio com dois empresários portugueses, José e João Costa.

A areia era extraída com muito trabalho e esforço com bateias manejadas manualmente que eram colocadas no convés do batelão[2] e depois descarregadas na margem do Rio Pinheiros, que já passava pela retificação em seu curso nos seus anteriores 42 quilômetros de várzea sinuosa, ficando apenas com 25 quilômetros.

A empresa Giroflex, tradicional fabricante de móveis de escritório adquiriu área dos Grassmann, próximo a Marginal sentido Centro de São Paulo.

Assim família deslocou-se para a Vila Prel, na Estrada de Itapecerica, para uma chácara de 11 alqueires, em 1940, próximo a bifurcação da Estrada do Campo Limpo e que foi adquirido de “João Doutor”, tradicional morador do bairro Jardim São Luiz, onde foram implantadas as primeiras Olarias Grassmann. Permaneceram neste local até 1963.

Neste tempo Santo Amaro expandia seu pólo industrial, e em 1942 foi fundada a “Sociedade Eletro Mercantil Paulista - SEMP[3]” fabricante de rádios e “eletrolas” na Avenida João Dias, 2476.

Em sua ampliação entre 1958 e 1959, o fornecimento de tijolos da empresa foram adquiridos da olaria instalada na Vila Prel de Luiz Grassmann, fornecendo também os pontaletes da construção das pontes em arco da empresa canadense “The São Paulo Tramway Light And Power Company Limited”, ou simplesmente Light, em 1941.

Com a demanda aumentando foi adquirido um caminhão para as entregas mais pesadas, sempre com a colaboração da esposa e filhos, que às vezes davam suas fugidinhas para defender o Benfica, time da várzea paulistana, campeões na categoria em 1952 e 1954.


Time do BENFICA de 1952: Grassmann, apelidado de Duca, 2º da direita para a esquerda em pé, era o center-half  (volante) (Crédito: Ema Caratin)

Do matrimônio de Luiz Grassmann com Barbara Nyari resultou em cinco filhos:

Rodolfo Grassmann
Frederico Grassmann
Carlota Grassmann
Alberto Grassmann
Stefano Grassmann

(Famílias Brasileiras de Origem Germânica. Volume VIII. p.98; 99)

Os filhos Frederico, Rodolfo e Alberto Grassmann seguiram no ramo do pai dando continuidade às olarias. Esta vertente da família Grassmann deslocou-se para o Bairro da Lagoa, em Itapecerica da Serra, onde seu filho Frederico Grassmann e esposa Bárbara criaram oito filhos, sendo pioneiros na região. Luiz Grassmann manteve sempre a esperança como meta, partindo da vida com a obrigação cumprida em 13 de novembro de 1979.



 Pesqueiro Grassmann que o progresso destruiu no Bairro da Lagoa

Nota sobre o bairro Chácara Lagoa e o Rodanel

Onde está a beleza do progresso?
Afinal será necessário destruir para construir?
Em Itapecerica da Serra há o bairro Lagoa onde havia há uns dez anos um belo “lago pesqueiro” que pertencia a família Grassmann...e de repente chegou o “progresso” cortou tudo ao meio e “dentro da Lagoa do pesqueiro’ edificaram colunas do Rodanel e transformou completamente o lugar e de um lago bonito, ganhou-se uma vegetação secundária!
Doença também pode progredir!

Fotos abaixo: antes e depois





REQUIPE, UMA EMPRESA GRASSMANN

Paulo Grassmann participou como comerciante ativo no ramo de panificação tornando-se proprietário da "Padaria Allemã" no Largo 13, em Santo Amaro. Foi casado com Anna Maria Helene Rostin, tendo dois filhos, Waldemar Paulo Grassmann e Ilse Anna Grassmann.

Walter Grassmann foi proprietário do posto de gasolina Texaco que havia na Avenida João Dias em sociedade com  Agostinho Teixeira. 



POSTO DE GASOLINA TEXACO: ONTEM E HOJE

Waldemar Paulo Grassmann criou a empresa Requipe Transportes Ltda em sociedade  com  Luiz Carlos Russo Pereira e Olívia Fuhr firmada em 24 de outubro de 1967. Sua especialidade estava voltada para o transporte rodoviário de carga a empresa inicialmente estava localizada na Avenida João Dias, nº 1934. Hoje responde pela atuação deste seguimento a empresa “Lomar Transportes” de prestação de serviços no mesmo seguimento, situando-se à Rua José Abrantes,100, Santo Amaro, Jardim Internacional, São Paulo.

Frederico Grassmann, outro exemplo de pioneirismo

Muitos foram “santamarenses da gema” como Frederico Grassmann, nascido em Santo Amaro, em 09 de novembro de 1897.

A família Grassmann fixou-se inicialmente à Rua Belchior de Pontes, onde Frederico Grassmann casou-se com Vitalina Roschel Klein, (nasc. Parelheiros em 19 de novembro de 1898) formando nova família, dando continuidade a tradição com nomes respeitáveis de ambos, com os filhos:

Nair (1922) cônjuge Mariano Simonini
Walter (1931)
Edith (1932/1934)
Wilma(1939) cônjuge Werner E.G. Figge

Em 1931, fixaram-se num local aprazível, após o Rio Pinheiros, à época ainda pouco explorado, rodeado por Mata Atlântica exuberante, que continha a vazante das cheias de épocas chuvosas



Ponte João Dias final da década de 30, finalizada por vota de 1941: Pontaletes fornecidos por Luiz Grassmann. Crédito fotos: Ema Caratin

Tudo era convidativo, sendo o local um verdadeiro mirante a perder-se no horizonte com toda vista da Cidade de São Paulo, recebendo o lugar o nome de Jardim Mirante, pois dava uma visão de boa parte do Planalto Paulista. Neste local, entre as atuais Ruas Vitalina Grassmann e Tomás de Souza, o senhor Frederico Grassmann adquiriu área nas imediações de uma nascente de águas cristalinas, que ficou conhecida como "mina" pelos poucos moradores da região. O riacho era ladeado por árvores frondosas que formavam sombras com suas copas Assim a família criou um pomar como uma enorme mangueira, tombando deliciosamente suas folhagens próximas ao riacho, e na época de dezembro fazia a alegria da gurizada, com seus frutos em início de amadurecimento. Era um verdadeiro bosque, um oásis em forma de pequeno vale, todo gramado, cortado por este riacho que deslizava suavemente ao encontro ao Rio Pinheiros.

Neste local, a família Grassmann criava animais para consumo próprio, como patos, galinhas marrecos, vacas. A comida era farta e saborosa, pois, inspirada na culinária alemã, era preparada em fogão a lenha, o que dava um sabor peculiar aos alimentos graças às mãos habilidosas de Vitalina Grassmann.

UMA ESCOLA TEUTÔNICA EM SANTO AMARO

Além de ajudarem nos afazeres da casa, os filhos do casal também se dedicavam aos estudos, frequentando a “Deutsche Schule de Santo Amaro”, mais tarde denominado Colégio Humboldt[4], que se localizava em terreno de aproximadamente 1700 metros quadrados, doado por Henrique Grassmann, sendo fundado em 2 de abril 1916, conforme relatado, na baixada da Rua da Matriz, na Rua Rio Branco, em Santo Amaro.

As aulas iniciaram-se em 01 de maio de 1916 e desenvolveu-se rapidamente  contando no início com 41 alunos, a maioria descendentes de alemães.  Com a Primeira Guerra Mundial (de 1914 a 1918) em andamento, em 1917 com a Alemanha evolvida no conflito, o Colégio foi fechado, sendo reaberto em 1921, reiniciando com 15 alunos. Em 1927, o número de alunos havia subido para 60.

Pela localização da escola nas proximidades da Rua Rio Branco, em Santo Amaro, a escola passou a ser denominada, por algum tempo, de Barão do Rio Branco, por força de decreto de Getúlio Vargas, presidente do Brasil, convocando que as instituições que tivessem algum vínculo com o Eixo (Japão, Alemanha e Itália) na Segunda Guerra Mundial (de 1939 a 1945) não poderiam ostentar nomes originários da língua desses país. Assim em 1942 a escola fechou novamente e foi somente reativada a partir de 1951, assumindo suas funções educacionais plenas a partir de 1957. 

Atualmente, o Colégio Humboldt encontra-se em modernas instalações na Avenida Engenheiro Alberto Kuhlmann, nº 525, Interlagos, São Paulo.As crianças, desde o início são alfabetizadas em português e alemão, recebendo informações das duas culturas.

FORJARIA GRASSMANN

Seguindo uma das tradições alemãs da fabricação de aço de qualidade próximo ao acesso da antiga Estrada do Morumbi, Frederico Grassmann, em conjunto com seu irmão Henrique e o cunhado Bruno Hochheim, idealizaram a Forjaria Grassmann.

A indústria especializou-se na fabricação de ferramentas com o mais fino aço, gravado com a letra "G", maiúscula de "Grassmann", que se tornou sinônimo de qualidade. Eram foices, facões, enxadas, aros de rodas e uma gama de outras peças em metal.

O setor de forjaria era completado com enormes foles que insuflavam ar em fornos rústicos, alimentados por carvão vegetal, com o aço sendo moldado em bigornas com golpes precisos em peças úteis para a agricultura, isto nos caminhos do Morumbi, na atual Avenida Giovanni Gronchi, na esquina dos encontros das avenidas João Dias e Itapecerica da Serra, acesso ao interior paulista, na zona do extremo sul da capital.

Associado a isto se fazia manutenções gerais, sendo um complemento das atividades de ferreiro, onde a marcenaria atuava na manutenção de carroças e aranhas, que faziam trajeto de São Paulo a Santo Amaro, indo para o interior, como Itapecerica da Serra, Embu (hoje acrescido da palavra “Artes”), Cotia e outras regiões.


Onde antes estava a citada empresa, mais tarde foi implantado a Companhia de Acumuladores Prestolite, para fabricação de baterias com finalidade automotiva, área adquirida da família Grassmann em 1947. Mais tarde este local acolheu uma escola de equitação, embora a área ficasse por algum tempo fechada para descontaminação dos produtos pesados como chumbo e ácidos usados na antiga fábrica.

Hoje há no local o super mercado Carrefour que ocupa toda área que um dia pertenceu a Forjaria Grassmann!

Santo Amaro fez parte da vida de vários imigrantes e seus descendentes, como Frederico Grassmann, que andava pelas ruas com seu Ford Bigode do Largo da Matriz e depois acessando a Avenida João Dias, dirigindo-se à Penhinha, da pequena capela branca de Nossa Senhora da Penha, testemunha de uma época que não suportou o "progresso" de São Paulo, sendo a mesma demolida em maio de 1973, além do "Curtume Dias", e na atualidade na proximidade deste local situa-se o terminal de ônibus João Dias e da linha cinco do metrô, deste “interior” de São Paulo e de seu modo caipira de ser.

Frederico Grassmann teve seu passamento em 02 de julho de 1976, aos 78 anos de idade e que, justamente, tornou-se logradouro de rua que anteriormente era designada pela numeração de "Rua 44", oficializou-se como "Rua Frederico Grassmann" pelo decreto número 14.958 de 03 de março de 1978.

As histórias dos subúrbios paulistanos são feitas destes heróis eternos!

Nota:


Há de se ater que existiam duas pessoas com o nome Frederico Grassmann: o primeiro era filho de Heinrich Jacob Grassmann e nasceu em 09/11/1897 em Santo Amaro e fixou-se próximo a Avenida João Dias no Jardim Mirante, no atual distrito Jardim São Luiz, onde deu continuidade ao setor de metalurgia. 
O segundo Frederico Grassmann seguiu no ramo do pai, Luiz Grassmann dando continuidade às olarias da família. Esta vertente da família Grassmann deslocou-se para o Bairro da Lagoa, em Itapecerica da Serra. Este era sobrinho do primeiro!

Fontes:
1)    Depoimento em 10 de julho de 2004 de Nair Grassmann, filha de Frederico Grassmann

      2)    Matéria de “A Tribuna”  de  30 março 1941: Passamento de Henrique Grassmann

      3)    Fouquet, Birgit, et al. Famílias Brasileiras de Origem Germânica. Volume VIII. São Leopoldo:          Oikos. São Paulo: Instituto Martius Staden, 2011

      4)     Luiz Grassmann, um capítulo a mais: Depoimento concedido em 21 de abril de 2006, por seu filho, Frederico Grassmann, no bairro da Lagoa, Itapecerica da Serra.

Outros textos:

FREGUESIA DE SANTO AMARO E A COLÔNIA PAULISTA, NÚCLEO COLONIAL IMPERIAL


Zona Carvoeira de Santo Amaro



180 anos de Imigração Alemã em Santo Amaro, São Paulo

Roberto Guilger no Facebook Botinas Amarelas sobre a Padaria Allemã


Inicialmente foi também venda de secos e molhados de meu Bisavô Pedro Gilger ( depois Guilger) - quando saiu de Colônia Alemã ( da época) ( das terras de seu pai o alemão Johannes Gilcher) montou este comércio para viver. Foi ai que nascemos e vivemos em Santo Amaro até os dias de hoje, Grande parte de minha Família ainda moram e vivem nestas regiões. 30 de janeiro de 2017

Segue abaixo alguns comentários do site São Paulo minha Cidade: História publicada em 01/12/2010

Publicado em 09/12/2011 
Carlos, meu pai, o Sr. José Estevão, trabalhou durante 2 anos na SERRALHERIA PIRATININGA, com o Sr. Waldemar Paulo Grassmann, era na Avenida João Dias, 3608. Meu pai, sempre falava desse senhor, dizia que era muito boa gente. Meu pai trabalhava como Servente Geral. O Sr. Waldemar Grassmann gostava muito do café que o meu pai preparava. Meu pai, já falecido, falava muito bem dele. Anos depois, meu pai abriu seu comércio aqui no Jardim São Luís, o bar e mercearia São José. Enviado por ROSARIA - rosariaestevao@hotmail.com

Publicado em 06/02/2012
Muito bom! Felizmente a história da família se mantém e é lembrada. Creio que, Henrique Grassmann era irmão do meu bisavô, Daniel Roberto e mais uma irmã (Maria?). Quando imigraram da Alemanha, antes de Santo Amaro, Henrique e Daniel, filhos do 1º Henrique Grassmann moraram em São Simão, no interior do Estado de São Paulo. Contemporâneo de Frederico, meu avô Oswaldo (1902-1974) e seus sete irmãos. Enviado por Durval Grassmann Pinto - dgrassmann@uol.com.br

Publicado em 15/05/2012 
Eu sou neta do Frederico e Vitalina Grassmann, filha da Wilma Grassmann. Não te conheço, mas fiquei orgulhosa com as palavras elogiando o meu avô. Enviado por Deise Figge Manz - deise.manz@gmail.com

*Helga Grassmann referências do face Botinas Amarelas, em 13 de janeiro de 2016 Guilherme Negraes Jr.
Amigos, fiquei emocionado com a repercussão das fotos que postei ontem da família Grassmann e Klasing. Isso mostra que muita gente se interessa por nossa história, isso é bom, pois um povo sem memória não tem futuro...
Escrevi para a Helga contando sobre o site do Botinas Amarelas e enviei o texto sobre a Forjaria Grassmann, que ela não conhecia, ficou de enviar para sua mãe que mora ainda no Brooklin Velho. Mandou ainda mais 4 fotos e alguns comentários sobre elas, que vai abaixo:
Obrigada, não conhecia ainda.
Certamente vou mostrar para minha mãe, mas minha avó também registrou a história da forjaria (na atual Vila das Belezas) em alemão. O Henrique (um dos fundadores) casado com Louise era pai do meu avô e ferreiro. Meu avô ainda tinha um irmão mais velho chamado Henrique, que deve ter trabalhado na forjaria também, além dos irmãos citados Fritz, Olga (avó do Alberto Luttenschlager, que você talvez conheça), Carlota (Lottchen), Margarida (Gretchen), Luiz (Lutti, avô dos Grassmann de Itapecerica, Material de Construção Bairro da Lagoa). Só faltou meu avô Paulo na lista, duas outras irmãs morreram de difteria ainda crianças. Anexo duas fotos de Fritz (Frederico), Vitalina e Nair em 1927 e uma foto que não tem identificação, mas estimo ser da forjaria pelos detalhes. Ainda uma foto do clã com identificações e uma mais antiga sem. Quem estava na idade escolar na foto de 1918 deve ter frequentado a escola.

*Contato por e-mail com descendente Graßmann na Alemanha

de:
 "Helmut Graßmann"
para:
 cafatorelli@gmail.com
data:
 19 de dezembro de 2012 12:35
assunto:
 Forjas :: Grassmann: Santo Amaro bahnbrechenden ;veröffentlicht im Sao Paulo minha cidade am 01.12.2010

Hallo, Herr Carlos Fatorelli
Durch Zufall habe ich diese Seite gelesen.
 Der Großvater von Fritz, Heinrich Graßmann ist am  09.01.1841 in Manubach/Deutschland geboren. Hier sind auch die Wurzeln der Familie Graßmann. Ein Bruder v. Heinrich wanderte  1856 n St.Catarina Blumenau aus. Heinrich wanderte l mit seinen Kindern, unter anderem auch der Vater von Fritz ,Heinrich Grassmann, geb. 05.10.1867 in den Jahre 1882/1883 nach Brasilien aus.
 Der älteste Graßmann, Vorname Melchior, den ich ermitteln konnte, wurde um 1620 in Manubach geboren.
 Ich bin ein Nachkomme der Manubacher Linie und  betreibe aktiv Ahnenforschung.
 Ich bin stolz, dass die Grassmänner in Brasilien viel erreicht haben.
 Es war mir einfach mal ein Anliegen, mich zu Ihrem Artikel zu äußern.
 Viele Grüße aus Deutschland, und für das bevorstehende Weihnachtsfest alles Gute und ein gesundes neues Jahr 2013

Transliteração: Favor revisar o exposto pelos versados no vernáculo

Olá, Sr. Carlos Fatorelli
Por acaso, li esta página.
O Avô de Fritz Heinrich Graßmann nasceu em 09.01.1841 em Manubach,Alemanha. Aqui estão as raízes da família Graßmann. Um irmão v. Heinrich emigrou para St.Catarina Blumenau em 1856.
Entre outras coisas, o pai de Fritz, emigrou com um de seus filhos, Heinrich Graßmann, nascido em 05.10.1867 e no ano de 1882/1883 Heinrich veio para o Brasil.
O homem mais antigo dos Graßmann, primeiro nome Melchior, encontrei que nasceu por volta de 1620, em Manubach.
Eu sou um descendente da linha da genealogia Manubacher.
Estou orgulhoso de que os Graßmann no Brasil tenham conseguido sucesso.
Foi-me apenas um interesse em ver seu artigo.
Muitos cumprimentos da Alemanha e para o próximo Natal felicidades e um ano novo saudável de 2013




[1] ß, denominado de eszett ou scharfes S  é uma letra do alfabeto gótico. (eszett no idioma alemão significa "s-z"). É utilizada unicamente na língua alemã. Com a reforma ortográfica da língua alemã  em 1996, o ß (eszett ) desapareceu convertendo-se em ss, como em Schloß, transformado em Schloss (castelo) e bißchen, que se tornou bisschen (pouquinho).  
Ref. https://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%9F  (acesso em 03-02-2017)

[2] Batelão é uma embarcação de fundo chato, com pequeno calado (1,20m) própria para operação próxima às margens e em águas rasas de rios, lagos e lagoas, equipada com motor de propulsão ou não, utilizada para transporte de materiais provenientes de dragagem.

[3] SEMP Rádio e Televisão: FINAL DE UM MARCO INDUSTRIAL EM SANTO AMARO/SÃO PAULO


[4] HUMBOLDT
O encontro de um grupo de alemães, em 1916, na Padaria Lindau, no Largo 13 de Maio, deu início à ideia de fundar uma sociedade escolar alemã. Eles queriam oferecer uma escola aos seus filhos na qual pudessem aprender a ler e escrever em alemão, recebendo uma educação dentro dos moldes da Alemanha. Ainda no mesmo dia, designou-se uma diretoria provisória da sociedade.