quarta-feira, 8 de abril de 2015

Thiago Batista da Luz Mendes: Intendente de Santo Amaro, SP

A Vila de Santo Amaro e sua gente

Thiago Batista da Luz Mendes nasceu em Santo Amaro em 25 de julho de 1862. Era filho do tenente Honório Amaro Antonio Luz e de dona Margarida Zillig, esta descendentes dos primeiros colonos alemães que vieram para Santo Amaro em 1829 para fundar a Colônia Paulista.


Thiago Luz foi eleito vereador municipal em 1887 e mais tarde tornou Intendente da região da Vila de Santo Amaro por longos 12 anos, cargo esse que valeria ao prefeito, somente extinto em 1930, no advento do golpe de Estado da época, quando se instituíram interventores federais.

Participou ainda do Conselho da Intendência, com outros santamarenses ilustres, deixando o legislativo no ano de 1898. 

A família do Capitão Thiago Luz residia na Rua Direita de Santo Amaro, no Estado de São Paulo, que unia o Largo 13 de Maio, ao Jardim Público que com o advento da República recebeu o nome do primeiro presidente do Brasil, Praça Floriano Peixoto.

Sendo probo em suas ações e adepto republicano foi-lhe outorgado a patente de Capitão da Guarda Nacional[1].

Em sua gestão foi iniciado a construção do Mercado Municipal de Santo Amaro, para receber os produtos agrícolas produzidos pelos colonos locais e também o Hospital de Caridade Nossa Senhora da Conceição, fundado em 1895 depois por sua influência alterado para Santa Casa de Misericórdia da Vila de Santo Amaro, quando presidia a Câmara Municipal da Vila de Santo Amaro o Tenente Coronel Carlos da Silva Araújo.

Thiago Luz faleceu em Santo Amaro, em 14 de setembro de 1914, deixando o legado de boa administração pública exemplo que deveria ser seguido por administradores futuros.

A Antiga Rua Direita em Santo Amaro tornou-se a atual Rua Capitão Thiago Luz e foi oficializada pelo Decreto Municipal nº 34.049, de 23 de março de 1994.


Vide:
A Construção de um Mercado Municipal na Vila de Santo Amaro

Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, São Paulo


Ref.
REVISTA INTERLAGOS: julho 1965 (foto recortada)








[1] Os membros da Guarda Nacional eram recrutados entre os cidadãos eleitores (homens bons, com renda financeira grande) e seus filhos, com renda anual superior a 200 mil réis nas grandes cidades, e 100 mil réis nas demais regiões, esses indivíduos não exerciam profissionalmente a atividade militar, mas, depois de qualificados como guardas nacionais, passavam a fazer parte do serviço ordinário ou da reserva da instituição. A Guarda Nacional tinha forte base municipal e altíssimo grau de politização. http://pt.wikipedia.org/wiki/Guarda_Nacional_%28Brasil%29

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