sexta-feira, 29 de agosto de 2025

O Clube Banespa na Chácara São João no Brooklin “Paulista”/SP: Decretado de Utilidade Pública em 29 de agosto de 2025

Clube Banespa, síntese de sua história

Fomos atrás da história do Clube Banespa, que pertencia ao Banco do Estado de São Paulo, (que tinha sua sede no Edifício Altino Arantes, atual Farol Santander, na Praça Antônio Prado, São Paulo) e deparamo-nos com a família Von Hutschler, dona da Chácara São João, que deu origem ao Clube Banespa e o senhor Nicoláo Von Hutschler, que foi diretor gerente da Companhia Antarctica.
Na antiga parada de bonde Petrópolis, na antiga Avenida Rodrigues Alves, atualmente denominada Vereador José Diniz, localizava-se a Chácara São João, propriedade de Walter Nicolaus Herbert Max Joan Von Hutschler, que alugava a área para o Clube do Banco do Estado de São Paulo, BANESPA, pelo valor mensal de 400 mil réis no início da década de 1930.
Em 12 de março de 1930 subscreviam a Ata de Fundação do “Esporte Clube Banespa” empossando sua primeira diretoria, no salão nobre da sede do banco, em São Paulo
Foi eleita uma Diretoria Provisória, com mandato de um ano, empossando: Presidente – Decio Pacheco Silveira, Vice-Presidente – Mário Morandi, 1º Secretário – Roberto Peak Rodrigues, 2º Secretário – Cassio Toledo Leite, 1º Tesoureiro – Francisco Pereira de Andrade, 2º Tesoureiro – José Cunto Leone.
Como o clube não tinha sede própria , alugava o campo do Esporte Clube Estrela, no Canindé, São Paulo, para as atividades esportivas.
O interesse do Banespa pela área era grande, culminando com a transação entre o proprietário da Chácara São João, Walter von Hütschler e os diretores do Banco do Estado de São Paulo, realizada no dia 23 de janeiro de 1936 e a escritura foi passada em 12 de junho de 1937.
Uma área de 60 mil metros quadrados na Avenida Santo Amaro, Brooklin, na zona sul de São Paulo permutada por imóveis do banco no centro da cidade de São Paulo. Iniciava-se deste modo o “Esporte Clube Banespa” com um grande número de associados com equipes de várias modalidades esportivas.
GLÓRIAS. (O Estado de S. Paulo de 03 de abril de 2024 - Fabio Grellet)
“Nas décadas de 1980 e 1990, a equipe profissional de vôlei do Esporte Clube Banespa contou com ídolos como Montanaro, Xandó e Amauri, da geração que conquistou a medalha de prata nas Olimpíadas de Los Angeles-1984, e Marcelo Negrão, Tande, Giovane e Maurício Lima, da geração de ouro em Barcelona-1992.
O Banespa foi cinco vezes campeão brasileiro, seis vezes sul-americano e duas vezes vice-campeão mundial. A equipe de futebol de salão também fez sucesso – foi duas vezes campeã brasileira. Atualmente o clube não tem equipes profissionais, mas é sede das escolinhas de futebol dos ex-jogadores Rivellino e Zetti”.
Proprietários da fazenda São João/Walter Von Hutschler
A família Von Hutschler, de origem alemã, aportou no Brasil para trabalhar no ramo cervejeiro, sendo responsável da produção da cerveja Bavaria de Henrique Stupakoff & Companhia, no início da década de 1900. Depois colaboraram na criação da Companhia Antarctica Paulista, fundada em 9 de fevereiro de 1891, na cidade de São Paulo. A Companhia Antarctica foi formada por seu presidente, conde Asdrubal Augusto do Nascimento e seus colaboradores diretos, Adam von Bülow , Nicoláo von Hütschler e Oscar A. do Nascimento.
Nicoláo Von Hutschler, tornou-se diretor gerente da Companhia Antarctica, mas veio a falecer em 11 de março de 1916, e sua esposa Hanny e parte da família retornou para a Alemanha. Fotos do clube e suas glórias (Registro MTb 42767/SP)


















NOTÍCIA VINCULADA NA MÍDIA EM 29 DE AGOSTO DE 2025 SOBRE DECRETO DE UTILIDADE PÚBLICA -

Nota:

Que se preserve seu patrimônio e seu acervo esportivo para que seja sempre lembrado como uma entidade que sempre esteve presente em muitas competições nacionais e internacionais!


O SANTUÁRIO DE PIRAPORA TROCOU EM 2025 SEU "ALTAR COM DEDICAÇÃO" POR OUTRO NOVO NAS FESTIVIDADES DOS 300 ANOS DE BOM JESUS POR QUÊ?

FESTIVIDADES DOS 300 ANOS DE BOM JESUS E O RITO DE DEDICAÇÃO DE ALTAR

Fomos aos festejos dos 300 anos do aparecimento da imagem de Bom Jesus de Pirapora. Houve várias celebrações como representantes da mais alta honraria pública e eclesiástica, que estiveram presentes para marcar o grande momento religioso, com celebração de Dom Arnaldo Carvalheiro, bispo Diocesano de Jundiaí.


Uma coisa quase que despercebida, mas de cunho importante foi a troca de altar antigo por outro, pois em 05 de agosto de 2025, havia no Santuário o altar antigo que por muito tempo serviu para todas as celebrações, e evidentemente tinha sido consagrado para servir como o altar de muitas celebrações religiosas!

Em todo esses momentos das festividades, estivemos presentes, pois ficamos na cidade do dia 04 ao dia 07 de agosto de 2025. Tínhamos um trabalho a realizar e reparamos que no dia 06 de agosto de 2025, dia maior das festividades o altar do Santuário havia sido trocado o antigo altar de granito preto por outro altar novo de mármore branco!
Ficou a indagação:
Por que houve a troca de um altar consagrado por outro, pois não soubemos de ter havido o rito de “dedicação” do novo altar?
(Reg. MTb 42767/SP)

COMO REALIZA-SE A DEDICAÇÃO DE ALTAR RELIGIOSO CRISTÃO
A Santa Missa Pontifical, com os ritos de dedicação de um altar religioso católico é presidida por um bispo. Esse rito é reservado unicamente ao bispo ou a quem ele delegar essa celebração.
Terminada a homilia, dá-se início ao rito de dedicação do altar.
O rito de dedicação do altar inicia-se com a invocação dos Santos, que após o cântico, é colocado no altar a relíquia de um santo da Igreja.
Um altar católico deve conter em seu centro a “pedra d’ara”, consagrada pelo Bispo e incrustada com relíquias de santos mártires, e ainda lembrar a pessoa de Cristo e do seu sacrifício, o altar deve conter cinco cruzes que representam as Cinco Chagas de Jesus.
Na última ceia Jesus pôs-se à mesa com os Apóstolos. “Tomou o pão e, dando graças, partiu-o e deu-o aos seus discípulos, dizendo: ‘Tomai, todos e bebei: este é o cálice do meu sangue. Fazei isto em memória de mim’” (Lc 22:14).
Quando a construção de uma igreja termina, a celebração que marca sua vida tem o nome de “dedicação”, que pode ser traduzida como consagração, sagração ou inauguração.
O rito realizado pelo bispo acontece com a aspersão da água benta, as unções do altar e das paredes no edifício, a incensação, a deposição das relíquias no altar, a iluminação e, é claro, o rito da Palavra e da Eucaristia.
A água aspergida é um clamor para que todo local seja purificado, lavado por Deus tanto as paredes quanto cada fiel que participar. As unções do altar e das paredes ungem aquela mesa que será usada para o sacrifício eucarístico, a unção ainda exala aquele belo e agradável odor do qual todos somos chamados a exalar, o odor de Cristo (2Cor 2:15). O incenso, a fumaça que sobe aos céus são as nossas orações, nossos pedidos elevados ao Pai.
Ao mesmo tempo, o rito da dedicação tem um significado eclesial muito eloquente, lembrando que somos nós mesmos os templos vivos de Deus e que cada pessoa batizada é como se fosse uma pedra viva na edificação do templo espiritual do Deus vivo (1 Pd 2:5).
Após a oração de dedicação e consagração, o bispo ungi o altar com o Santo Óleo do Crisma, e ainda, o incenso, e terminando o rito, há o revestimento e iluminação, mostrando a Luz do Mundo, Cristo. O altar é revestido com três toalhas de linho, para recordar o corpo de Cristo sepultado. Assim, o altar da Missa é identificado com o Cristo imolado, sepultado e glorificado.
A dedicação de altar e igreja, normalmente, é inseparável, sendo que a do altar tem precedência, e devem ocorrer apenas uma vez, exceto se houver uma reestruturação ou reforma profunda na igreja ou no altar: “Neste caso, pode se proceder a um novo rito de dedicação, a critério do bispo”.

(Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, que celebrou missa em Pirapora em 28-07-2025, no altar preto antigo de granito)
O Arcebispo lembra, ainda, que o altar a ser dedicado “deve ser novo, ou profundamente reformado, ainda não usado para a celebração. Não se faz a dedicação de um altar já em uso”.
O Tempo Comum é o período mais indicado para realizar-se uma dedicação, a fim de também permitir que se celebre, consequentemente, os aniversários de outras festividades religiosas.
“Ite, missa est”!

sábado, 23 de agosto de 2025

23 de Agosto: Dia de Santa Rosa de Lima, O Anjo dos Andes

NO JARDIM SÃO LUIZ, SÃO PAULO, UMA PARÓQUIA EM SUA HOMENAGEM

Santa Rosa de Lima, foi registrada Isabel Flores y Oliva, nasceu em Lima, Peru, em 1586. Aquela criança nascera em abril, na festa de Santa Catarina de Sena. A 25 de Maio fora batizada pelo padre Antônio Polanco, na igreja de S. Sebastião, e recebera o nome de Isabel, para agradar a avó, Isabel de Herrera, mãe de Maria Oliva.
Era a décima filha de treze filhos da família Flores de Oliva, nobre espanhola, transferida para o Peru.
A sua ama, Mariana, deu-lhe o nome de Rosa, pela beleza semelhante a flor.
Rosa conheceu a pobreza por falência nos negócios paternos. Trabalhou, arduamente, como doméstica, na horta e como bordadeira, fazendo entregas aproveitava para levar a Palavra de Cristo nas casas dos seus fregueses.
Aos vinte e três anos, recebeu o hábito religioso da Ordem Terceira Dominicana, seu modelo de vida foi Santa Catarina de Sena.
Em 1668, Rosa de Lima foi beatificada pelo Papa Clemente IX e canonizada três anos depois.
Rosa faleceu depois de renovar seus Votos religiosos, repetindo várias vezes: “Jesus, permanecei comigo!”. Transcorria o dia 23 de agosto de 1617.
A festa litúrgica acontece em 23 de agosto. A devoção a Santa Rosa de Lima propagou-se rapidamente nos países latino-americanos, sendo venerada pelos fiéis como Padroeira dos Jardineiros e dos Floristas.
Em 29 de outubro de 2006 a Paróquia São João Batista, bairro Jardim São João, no distrito do Jardim São Luiz, Diocese de Campo Limpo, São Paulo, foi consagrada a Santa Rosa de Lima!
 











sexta-feira, 22 de agosto de 2025

22 DE AGOSTO DIA DO FOLCLORE: ALCEU MAYNARD ARAÚJO, UM DOS MAIS DESTACADOS FOLCLORISTAS BRASILEIROS

QUEM FOI ALCEU MAYNARD ARAÚJO "Folclore é o que perdura no imaginário popular"!

O professor Alceu Maynard Araújo com Mário de Andrade realizou importante trabalho na Prefeitura Municipal de São Paulo, em seu Departamento de Cultura. Foi um dos mais destacados folcloristas brasileiros. Alceu Maynard fundou com Mário de Andrade os Clubes de Menores Operários da Divisão de Educação e Recreio do Departamento de Cultura, da Prefeitura Municipal de São Paulo.

Alceu Maynard Araújo nasceu na cidade de Piracicaba em 21 de dezembro de 1913. Sua família mudou para a cidade de Botucatu, onde Alceu tornou-se professor primário e começou a se interessar pelo rico folclore do interior paulista. Veio para a capital paulista, para residir e trabalhar na Associação Cristã de Moços e estudar na Escola Superior de Educação Física de São Paulo e na Escola de Sociologia e Política de São Paulo onde estudou etnografia e sociologia que o transformaria em um dos mais importantes especialistas em folclore da história das ciências sociais no Brasil.
Tornou-se membro da Comissão Nacional de Folclore em São Paulo, em 1948; técnico de Administração do setor de Pesquisas sociais do Instituto de Administração da Faculdade de Ciências Econômicas e Administrativa da Universidade de São Paulo; assistente do antropólogo professor Emílio Willems; membro fundador da Sociedade de História e Folclore de Taubaté; do Conselho Superior do Centro de Pesquisas Folclóricas Mário de Andrade, da Comissão Nacional de Folclore e criador da "Página Folclórica" do "Correio Paulistano". Em 1949 tomou parte no Segundo Congresso Nacional de Folclore e, em 1950, obteve o primeiro prêmio no Quinto Concurso de Monografias de Folclore. Seu trabalho "Alguns Ritos Mágicos: Abusões, Feitiçaria e Medicina Popular".
Ingressou na Academia Paulista de Letras, deixando vasta obra de grande relevância de artigos acadêmicos, prosa, poesia, artigos da cultura popular brasileira.
Obras do professor Alceu Maynard Araújo
de Prata, 1931, Caminhos Apenas, 1939, Seis Lendas Amazônicas, 1943, Acampamento Ajuricaba, 1946, Cururu, 1946, Danças e Ritos Populares de Taubaté, 1948, Folias de Reis de Cunha, 1949, Rondas Infantis de Cananéia, 1952, Documentário Folclórico Paulista, 1952, Instrumentos Musicais e Implementos, 1954, Literatura de Cordel, 1955, Canta Brasil, 1957, Ciclo Agrícola, calendário religioso e magias ligadas às plantações, 1957, Cem melodias folclóricas, 1957, Poranduba Paulista, 1958, Alguns Ritos Mágicos, 1958, Folclore do Mar, 1958, A Congada Nasceu em Roncesvales, 1959, Medicina Rústica, 1961, Brasil – Paisagens e Costumes, 1962, Novo Dicionário Brasileiro (Verbetes de folclore) Melhoramentos, 1962, Folclore Nacional, 1964, Escorço de Folclore de uma Comunidade, 1962, Discursos de Posse na Academia Paulista de Letras, 1965, Artesanato e Desenvolvimento – “Ocaso cearense” – José Arthur Rios”, 1970, Pentateuco Nordestino, 1971 e Cultura Popular Brasileira, 1971.
O Professor Alceu Maynard Araújo faleceu na Capital Paulista em 23 de fevereiro de 1974 e seu legado ficou para sempre.
Fotos de alguns lugares que detém suas tradições vivas





















sábado, 16 de agosto de 2025

15 de agosto, dia da Assunção de Nossa Senhora e a relação com a Fundição de Ferro de Santo Amaro/SP

 
Um dia a ser lembrado pelas "tradições e contradições" de Santo Amaro/SP

O DOGMA:

Embora a Assunção tenha sido definida em tempos relativamente recentes é uma festa religiosa celebrada em 15 de agosto. É um dogma proclamado pelo Papa Pio XII em 1950, que afirma que Maria, ao final de sua vida terrena, foi levada aos Céus, sem passar pela morte física.
Sobre a Assunção de Maria aos Céus há relatos desde o século IV. A mais antiga narrativa é o chamado Liber Requiei Mariae ("O Livro do Repouso de Maria"), que sobrevive intacto apenas em uma tradução etíope. As versões mais antigas foram preservadas em diversos manuscritos em siríaco dos séculos V e VI.
A FUNDIÇÃO DE FERRO DE 1607 DE NOSSA SENHORA DE AGOSTO:
“O engenho de Ferro de Santo Amaro ao qual possuía por nome Nossa Senhora de Agosto que é a Assunção Bendita e seu dia 15 do dito mês”.
A FÁBRICA DE FERRO NO MORRO DA BARRA DE SANTO AMARO – SÉCULO XVII – UMA INDAGAÇÃO
Ao descortinar a história, nos aproximamos de uma citação a um rio denominado Geribatiba, o atual Rio Pinheiros, que por certo não possui nenhuma semelhança ao Rio Jurubatuba, com sua nascente na Serra do Paranapiacaba. O Rio Pinheiros teve sua sinuosidade alterada, contornando a margem de Santo Amaro que, diga-se também, é a mais antiga vila do planalto, anterior até a São Paulo de Piratininga. À beira do rio, a madeira, combustível básico das forjas, e o minério a céu aberto, eram transportados rapidamente do litoral de Santos, com vilas prósperas, construídas às margens de rios ou litorâneas.
Assim as forjas, que hoje denominaríamos fábricas, estavam situadas nas terras de Afonso Sardinha (Titulado de Fundador da Siderurgia Brasileira) que, embora fixado em Santos, possuía lá seus interesses no planalto e aqui tinha morada em Ubatá, atual Butantã.
Uma gleba de terra naquele tempo incluía léguas e léguas de distância, até perder-se de vista. Abrangia o “Borapoeira”, tornando-se depois Ibirapuera e que, devido à devoção portuguesa a Santo Amaro, já deu muitas histórias maravilhosas, nascidas da fé erigindo muitas igrejas e capelas. Havia uma capela de Santo Amaro de Ibirapuera referenciada em 1605, anterior a fábrica de ferro datada de 1607 nos assentos de Martin Rodrigues Tenório:
“O engenho de Ferro começou a fundir quinta-feira a 16 de agosto de 1607 ao qual possuíram por nome Nossa Senhora de Agosto que é a Assunção Bendita e seu dia 15 do dito mês”.


A implantação da forja foi a passos lentos, pois parte do equipamento perdeu-se na viagem marítima, talvez provindo da metrópole portuguesa ou de seus consórcios com holandeses ou ingleses. Citava-se que Diogo de Quadros era provedor das minas, tinha poucas posses e ia devagar com o projeto, mas acabá-lo era importante, pois ali havia muito metal de ferro.
O equipamento era composto de dois malhos de 175 quilos, duas argolas de mesmo peso, duas chapas cada de 30 quilos e duas de 60 quilos. Tudo perfazendo a soma de investimento de 36 mil réis.
Não havia mão de obra especializada, e era tudo lento, demorando quase dois anos para sua implantação. A produção tornou-se dispendiosa, o ferro era produzido a custo de 4 mil réis o quintal, quando valia só a metade. Queixava-se Diogo de Quadros da baixa produtividade dos “índios maramomís” na produção de carvão e o serviço não se desenvolvia como “Sua Majestade” pretendia, perdendo seus reais quintos, imposto da produção efetiva.
Novos sócios alavancaram o empreendimento, como o próprio marquês das minas, Dom Francisco de Souza e o seu filho mais velho, Dom Antônio de Souza.
Compete aos magnânimos estudiosos da arqueologia histórica encontrar no Morro da Barra,(onde hoje construíram grande empreendimento para o metrô paulistano da linha 5) referência a barragem natural contra os ventos locais, estudar está lacuna histórica e que foi o início da prospecção da rica mineraria brasileira.
Considerações sobre a Primeira Usina de Ferro das Américas em Santo Amaro
Pesquisando anais historiográficos de Santo Amaro, há tempos nos deparamos com documentos que ora anexamos, com citação sobre a Primeira Usina de Ferro das Américas, datada de 1606/7, situado no Morro da Barra em Santo Amaro. Houve por bem requerer na década de 1970 ao Conselho do Patrimônio Histórico do Município de São Paulo o tombamento histórico ao referido sítio.
Em documento da época refere-se a 3(três) fotos de agosto de 1936, as quais não foram localizadas, talvez perdidas nos recônditos de algum arquivo estadual ou municipal!


quarta-feira, 13 de agosto de 2025

Leis, leis, leis, criadas por imposições: 13 de agosto, inventaram que é a data das tradições do bairro Santo Amaro/SP

13 de agosto, quais são as tradições do bairro Santo Amaro/SP

13 de agosto: pela Lei Municipal 15.871 de 17 de outubro de 2013, instituiu-se o Dia das Tradições de Santo Amaro, sem nenhum embasamento histórico!
Poderiam informar-nos os egrégios cidadãos e autoridades representantes municipais que defendem a causa referida, o que se comemora nos anais registrados neste dia 13 de agosto, no bairro de Santo Amaro/SP, e quais são as "tradições decantadas" locais, COM EXCEÇÕES DAS DUAS ROMARIAS Â PIRAPORA?

...a mentira contada mil vezes não se torna verdade, é apenas uma mentira insistente!
Toda data relevante deve ter um motivo importante para a ser relembrada na historiografia de quaisquer localidades.
Celebrar datas quando o motivo é verdadeiro, concordamos plenamente, mas quando são interesses pessoais e políticos de alguns, não; e este caso denota essa manipulação que não se sustenta dentro da historiografia, como tantas outras no bairro Santo Amaro/SP!
(Reg. MTb 42767/SP)