quinta-feira, 2 de setembro de 2021

A Fábrica de Bicicletas Monark S. A. em Chácara Santo Antônio, região de Santo Amaro.

MONARK, DA SUÉCIA PARA O BRASIL

Esta crônica constituí os tramites de como foi construída a planta de produção da empresa Bicicletas Monark e seus primeiros colaboradores da implantação da empresa em São Paulo. Não nos atemos nos modelos dos produtos produzidos, pois para isso há excelentes matérias sobre esse assunto.

A origem da Monark vem da pequena Aldeia de Hunnestad, perto de Varberg, no sul do Condado de Halland, na Suécia. Lá, um jovem de 25 anos, Birger Svensson, em 1908, começou através de uma pequena loja, onde a Monark originou-se, montando e vendendo bicicletas. Conforme o tempo foi passando a demanda foi crescendo e evoluiu para uma empresa de fabricação de peças para fabricação de bicicletas. 

Matriz da Monark. Crédito: ref. na imagem

Antes da Segunda Guerra Mundial, havia planos para a exportação para a Noruega, Finlândia e os países bálticos. Muitos destes planos foram alterados com a destruição de cidades inteiras e a dificuldade de reconstrução da Europa devido ao conflito bélico ocorrido pela Segunda Guerra Mundial.

Deste modo a matriz sueca da Monark optou por implantar  uma fábrica no Brasil em 1948 e outra planta na Colômbia em 1951.


PRESIDENTE DA MONARK STIG ANRING: JORNAL DO BROOKLIN 27 OUT A 02 NOV 1973

Assim nasceram a Fábrica de Bicicletas Monark S. A.[1] em São Paulo, no Brasil com gerência do sueco Stig Einar Anring e a Monark Columbia S. A., sendo o gerente de operações o engenheiro Ake Holmberg.

O Grupo Monark foi um dos primeiros participantes europeus no desenvolvimento industrial do Brasil com uma fábrica de montagem em instalações fabris alugadas no bairro Bela Vista, de peças de bicicletas importadas da Suécia, modelo conhecido como CKDCompletely Knock-Down ou Complete Knock-Down[2], conjuntos de partes criadas geralmente pela fábrica matriz ou pelo seu centro de produção para exportação e posterior montagem nos países receptores destes kits, geralmente fábricas menores ou com produção reduzida.


ANÚNCIO MONARK NO LARGO 13 DE MAIO, EM SANTO AMARO, SÃO PAULO

 Em 1952 foi construída sua própria fábrica também em São Paulo, à Rua Engenheiro Mesquita Sampaio, 782 e Rua Antônio de Oliveira no bairro da Chácara Santo Antônio, região de Santo Amaro. 


PLANTA INDUSTRIAL EM SÃO PAULO


MONARK: ANTES E HOJE!!!

O início da produção na América do Sul também afetou as operações em Varberg, na Suécia, pois aumentou a produção para abastecer as novas fábricas com equipamentos e peças inteiras ou semifabricadas. A compra de tubos era feita pelo departamento da Suécia. As primeiras peças foram fabricadas já acabadas e embaladas para não sofrer danos durante o longo transporte marítimo. Algumas máquinas, equipamentos e produtos semiacabados passaram a ser exportados para o Brasil, desembarcados no porto de Santos e transportadas por rodovia para iniciar a montagem na fábrica de São Paulo.

 IMPLANTAÇÃO DAS ATIVIDADES FABRIS

O “staff”[3] da empresa era todo sueco para implantar o projeto inicial, com nomes que fizeram parte dessa história como Erik Gustafsson, Folke Carlsson, Jonh Erik “Jonne” Andersson transferidos para o departamento de exportação.

O investimento inicial para construção da fábrica foi financiado principalmente com empréstimos suecos. A produção anual em 1952 era de 35.000 bicicletas, aumentando para 60.000 no ano seguinte.

Nas instalações da fábrica em São Paulo, havia treze grandes galpões de produção conectados, adaptados para todos os conjuntos de montagem, organizados de forma que a produção fosse desenvolvida com planejamento eficiente. A soldagem do quadro era feita em correias transportadoras, sendo os quadros lixados e preparados para pintura pelo processo  eletrostático, sendo as peças pintadas por spray.  

 DIVERSIFICAÇÃO DE PRODUTOS: MOTOCICLETAS

A Monark sueca desde 1927 possuía uma linha de motocicletas de 250 a ou 600 cilindradas, inclusive durante a Segunda Guerra, na década de 1940 e depois optou para produzir motos, com motores de próximo de 100 cilindradas. No Brasil optou por um modelo prático e de custo acessível, pois as motocicletas eram importadas e evidentemente caras.  A primeira motocicleta fabricada no Brasil foi montada em 1951, pela Monark, com motor inglês BSA de 125 cilindradas. Depois a fábrica lançou modelos maiores e um ciclomotor, nomeada por Monareta, equipado com motor NSU alemão. A Monark depois firmou compromisso com a empresa fabricante das motocicletas JAWA[4] ganhando os direitos de distribuição, com modelo comercializado na década de 1950, com baixa cilindrada foram produzidas no Brasil, mercado à época ainda incipiente nesse ramo.

GRANDE PRODUÇÃO INTERNA

Deste modo a cidade de São Paulo na década de 1950 assumia para si a condição de industrial, e a Monark absorvia uma diversificada mão de obra que se deslocava do interior com trabalhadores imigrantes vindos de toda parte do mundo, como  japoneses, alemães, romenos, poloneses e italianos e brasileiros  que assumiram a responsabilidade de cooperação para a produção de bicicletas no Brasil. A força de trabalho em 1953 era de cerca de 600 funcionários.

Em 1958 a empresa já empregava 1450 funcionários em uma área efetiva de 26.000 metros quadrados. Com capacidade para produzir 14.000 bicicletas, 400 motocicletas e 500 ciclomotores por mês, gerenciada em  São Paulo pelo administrador sueco Stig Einar Anring. Assim como na manufatura sueca, a maioria dos componentes das bicicletas à época já eram produzidas na fábrica de São Paulo.

A fábrica no Brasil funcionou até 1979, quando foi repassada para consolidar as operações na Suécia através de ações entre a Monark AB (sueca)[5] e a Dyon BV (holandesa), com representação no Brasil pelas Bicicletas Monark S.A. e Monark Comércio de Máquinas e Administração Ltda, sendo seus gerentes à época Stig Einar Anring e Inge Ljunggrenn.

Em 2008 a sede da empresa transferiu sua sede para a cidade de Indaiatuba, São Paulo, à rua Francisco Lanzi Tancler, 130 - Distrito Industrial Domingos Giomi, SP, para onde foram destinadas suas atividades industriais.

RESQUÍCIOS DE UM PASSADO: MONARK/SÃO PAULO











 

Referência:

Material disponibilizado por Angel Maria Beñarán Ariztela, espanhol, técnico de projetos à época da implantação da Monark, que nos disponibilizou preciosas informações, além de contato por e-mail para que pudéssemos desenvolver esta crônica.

 

Links disponibilizados para ampliar o leque de informações a respeito da empresa Monark:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Monark

https://www.facebook.com/pg/MuseudaBicicletaCP/photos/

https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/46368/CHARLY%20CALDEIRA.pdf?sequence=1&isAllowed=y

https://monaretas.wordpress.com/2017/05/06/monark-crescent-mixte/

https://sites.google.com/site/tudodeumpoucomotos/a-historia-da-motos/historia-das-motocicletas-no-bra

https://engrenarjr.com.br/blog/historia-da-motocicleta

https://www.facebook.com/307265619672340/posts/a-monark-produziu-no-brasil-a-motocicleta-chamada-centrum-que-tinha-um-motor-bsa/1156350164763877/

https://monaretas.wordpress.com/2017/05/09/a-monark-das-motos/

https://monaretas.wordpress.com/2017/05/20/ciclomotores-monark-crescent-suecos/

https://autoesporte.globo.com/motos/noticia/2017/08/mahindra-compra-fabricantes-de-motocicletas-jawa-e-bsa.ghtml

http://www.escoladebicicleta.com.br/historiabicicletaBrasilA.html

História do Monark (original sueco) https://www.cykelaffaren.se/page/monark

A Fábrica Silenciosa da Monark: Como o Império da Bicicleta Brasileira Desapareceu

https://www.youtube.com/watch?v=LGhgDTiqc3k (acesso 24-02-2026)


[1] Em documento pesquisado (fonte de artigo sueco) não consta que a empresa iniciou suas atividades com a referência Monark Indústria e Comércio Ltda, nem como Monark Comércio de Máquinas e Administração Ltda, detentora da Monark Sul exportadora Ltda, como às vezes mencionadas em artigos de terceiros, referências posteriores ao fato histórico, esta última como parte da Dyon Veículos Ltda.

[3] Staff é um termo inglês que significa "pessoal", no sentido de equipe ou funcionários. O termo é utilizado para designar as pessoas que pertencem ao grupo de trabalho de uma organização particular.

[4] Jawa, empresa fundada em 1929 em Praga, antiga Tchecoslováquia.

[5] Sede: 13 Hallands län S-432 82 Varberg, TARIC: nº 8963(Pauta Integrada das Comunidades Europeias) - Referência anterior: Monark Crescent / Nova referência: Cycleurope Sverige AB

 (https://eur-lex.europa.eu/LexUriServ/LexUriServ.do?uri=OJ:C:2003:092:0005:0005:PT:PDF )

 

 

 

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

O “BONDE MINAS GERAIS”, PREFIXO 2003, DE SANTO AMARO/SP

Um bonde, dois nomes: De Ypiranga a Minas Gerais

 O bonde[1] (tram) que recebeu o prefixo 2003, que serviu durante muito tempo na Linha de Santo Amaro, foi inaugurado pela The São Paulo Tramway Light and Power Co. Ltd.tendo sido encomendado originalmente da  fabricante americana Saint Louis Car Company, em 1906, como carro de luxo “Ypiranga”, para ser usado em festejos, recepções e inaugurações.

Carro Ypiranga destinado a Cerimônias e Datas Especiais-1911

Primeiramente o bonde Ypiranga fazia o trajeto pela Ponte Grande, (hoje Ponte das Bandeiras) sobre o Rio Tietê, no lugar conhecido por Floresta, ligação da Av. Tiradentes, com a Rua Voluntários da Pátria, caminho para alcançar Santana.

Na cabeceira da ponte, vê-se um dos primeiros bondes da concessionária Light and Power desse meio de transporte. Crédito: AHSP

 Em 1917, foi todo reformado sendo adaptado para entrar na linha que servia a Vila de Santo Amaro em 1921, substituindo  a Companhia Carris de Ferro de São Paulo em Santo Amaro, que fora inaugurada em 25 de janeiro de 1885, com locomotivas a vapor alemãs (Krauss) que possuía uma linha sinuosa que não deve ser confundida com a linha elétrica mais direta construída em 1913, pois a primeira possuía truque para bitola entre rodas de 1050 milímetros sendo as dos bondes para bitolas de 1435 milímetros. (tramway[2])



Pintado anteriormente de azul e nomeado "Ypiranga," o carro foi abençoado pelo Cardeal Arcoverde em 1906 e numerado com o prefixo 2003 e colocado em serviço na linha de Santo Amaro, em 1921, partindo de Santo Amaro até a Praça João Mendes, em São Paulo, trajeto feito até o ano de 1952.

Os motorneiros da linha de Santo Amaro à São Paulo deram-lhe o nome de Minas Gerais em alusão ao encouraçado da marinha brasileira que possuía esse nome, por ser de estrutura forte e ter grande porte.

 

 A FABRICANTE AMERICANA "SAINT LOUIS CAR COMPANY" DO BONDE YPIRANGA OU MINAS GERAIS

A empresa foi formada em abril de 1887 para fabricar e vender bondes e outros tipos de material circulante de “ferrovias de rua”, os bondes.

Nos anos seguintes, a empresa construiu automóveis, incluindo o American Mors, o Skelton e o Standard Six. A divisão St. Louis Aircraft Corporation da empresa fez parceria com a empresa Huttig Sash and Door em 1917 para produzir aeronaves.

Durante as duas guerras mundiais, a empresa fabricou planadores, barcos e gôndolas dirigíveis.

Desenho do bonde idealizado pela Saint Louis Car Company/EUA

A Saint Louis Car Company foi chefiada por Edwin B. Meissner, Sr., que faleceu aos 71 anos em 12 de setembro de 1956. Seu filho Edwin B. Meissner Jr. o sucedeu como presidente da empresa.

Em 1960, a Saint Louis Car Company foi adquirida pela General Steel Industries, diversificando a fabricação não apenas de bondes, mas outros sistemas de transporte como o metrô de Paris, na França.  Em 1964, a empresa concluiu um pedido de 430 vagões para o metrô da cidade de Nova York.

A St. Louis Car continuou seus negócios até 1968 e finalmente parou de operar em 1974.

No catálogo da empresa Saint Louis Car Company, do bonde que circulou por Santo Amaro, estava classificado com o número de ordem 591, datado de 23 de agosto de 1905, mostrando um carro de salão duplo elaborado com janelas em arco. 



 A OFICINA DE REFORMAS DE BONDES “TRAJANO DE MEDEIROS E COMPANHIA”

Muitas das adaptações feitas em bondes da Light and Power eram feitas no Rio de Janeiro nas oficinas da Trajano de Medeiros e Companhia, do engenheiro civil  Trajano Saboia Viriato de Medeiros que já trabalhava para Estrada de Ferro Central do Brasil e a partir de 1903 já fazia o material rodante da Estrada de Ferro Sorocabana. Devido a demanda montou uma sucursal em São Paulo que fazia construção e reconstrução de carros de passageiros em madeira e metálicos e vagões até o final da década de 1960, quando a desativação deste meio de transporte em todo o Brasil ocorreu, sendo substituído por ônibus com motores a explosão alimentados por hidrocarbonetos (Diesel, gasolina). Permaneceu as oficinas da Trajano de Medeiros em manutenções da Rede Ferroviária Federal até 1974, sendo desativada em definitivo em 1994.

O bonde Minas Gerais, ganhou nova pintura, na década de 1940 quando findado o contrato de concessão entre Light and Power e governo, tornando-se a   partir de 10 de outubro de 1946 a Companhia Municipal de Transportes Coletivos, CMTC.




OBSERVAÇÕES:

Crônica sujeita a revisão sem prévio aviso. Aceita-se informações sobre o único bonde com tais características, ou seja, um carro de luxo cerimonial transformado para passageiros.


Outras crônicas do sistema de transporte em Santo Amaro, acesse o link:

ÍNDICE: SISTEMAS DE TRANSPORTE EM SANTO AMARO PAULISTA

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2021/08/indice-sistemas-de-transporte-em-santo.html

 

 

BIBILIOGRAFIA:

História do Transporte Coletivo em São Paulo Waldemar Corrêa Stiel (USP/Mac Grawhill – 1977)

Tramways in Brazil Allen Morrison (Bonde Press 1989)

A TRIBUNA  nº 1627

Acervo Fundação Energia e Saneamento

RODRIGUEZ, Helio Suêvo “A Formação das Estradas de Ferro no Rio De Janeiro: O Resgate da sua Memória”, Editora Memória do Trem – 2004, p. 26 a 28

Museu dos Transportes Públicos, Av. Cruzeiro do Sul, 780, São Paulo

Boletim Histórico 1986-Eletropaulo



[1] A  palavra  bonde  surgiu  em 1879,  sua  origem  se  deve ao fato de que na época a passagem custava  200 Reis,  mas  não  existiam moedas ou cédulas deste valor em circulação.  Em vista disso, a empresa  teve  a ideia de emitir pequenos bilhetes, em cartelas com cinco unidades, ao preço de mil reis, cédula  que circulava  em grande quantidade. Os  bilhetes  impressos  nos  Estados  Unidos,  foram  chamados  pela população  de  Bonds  (Bônus).

[2] A  palavra TRAMWAY em  inglês  designa uma linha férrea urbana, onde os trilhos (carris de ferro) estão assentados na via pública (ruas), rente ao piso, sem saliências, podendo  outros veículos passarem sobre os mesmos com facilidade,  principalmente nos cruzamentos. Uma linha de Tramway destina-se exclusivamente ao trafego de TRAMS (Bondes). Portanto em inglês  TRAMWAY é o nome da via férrea (trilhos) e nunca do veículo (Tram=bonde).

.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

ÍNDICE: SISTEMAS DE TRANSPORTE EM SANTO AMARO PAULISTA

 Locomoção santamarense

No princípio da história humana o transporte de cargas era feito sobre o lombo de animais, permitindo menor duração das jornadas. ao desenvolvimento da roda tornou mais eficiente o transporte através da introdução de veículos atrelados a animais domesticados.

Santo Amaro era grande produtor de carvão a lenha que abastecia São Paulo, anteriormente transportado por carroças e a partir de 1886 através da linha de trens Klauss que percorria 19 quilômetros do centro de Santo Amaro, até a Liberdade (Estação São Joaquim)

Até a Revolução Industrial na segunda metade do século 19 os meios de  transporte (aquático também) era lento e caro e o cavalo era usado para viagens mais longas.

Um grande número de invenções modificou o modo pelo qual se fazia transporte de cargas. A invenção da máquina a vapor contribuiu enormemente para o desenvolvimento do transporte ferroviário substituindo o sistema de tração animal.  

Com o desenvolvimento do motor à combustão interna proporcionou o advento de veículos motorizados entre o final do século 19 e início do 20. As primeiras rodovias foram construídas no século XIX dando mais qualidade as vias de transporte terrestres, tendo como consequência a diminuição dos transportes ferroviários (e hidroviários também). As grandes cidades foram equipadas com o sistema “tramway”, ou seja veículos motorizados que circulavam no perímetro urbano, onde potência era transmitida através da energia elétrica.

No Brasil, o Direito ao Transporte foi elencado nos Direitos Sociais através da Emenda Constitucional n.º 90, de 15 de setembro de 2015.

 

A Primeira Ferrovia de Santo Amaro Paulistana em 1886

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2019/02/a-primeira-ferrovia-de-santo-amaro.html

 

“Santo Amaro Sobre Trilhos: do trem a vapor, ao bonde e ao metrô”

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2015/01/santo-amaro-sobre-trilhos-do-trem-vapor.html

 

QUANDO OS BONDES CHEGARAM A SANTO AMARO: 7 de julho de 1913

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2013/04/quando-os-bondes-chegaram-santo-amaro-5.html

 

METRÔ DE SANTO AMARO APÓS 47 ANOS, ENFIM, COM MUITO CUSTO $ !!!

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2010/10/metro-de-santo-amaro-apos-47-anos-enfim.html

 

METRÔ DE SANTO AMARO NO SÉCULO 20 E O INTERESSE DO FUTEBOL NO SÉCULO 21

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2010/07/metro-de-santo-amaro-e-o-interesse-do_9768.html

 

50 ANOS DA ÚLTIMA VIAGEM DOS BONDES DE SANTO AMARO / SÃO PAULO : 27 de março de 1968

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2018/03/50-anos-da-ultima-viagem-dos-bondes-de.html

 

BONDES DE SANTO AMARO/SP: O “METRÔ” DE NOSSOS ANTEPASSADOS!

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2018/04/bondes-de-santo-amarosp-o-metro-de.html

 

Bondes de São Paulo à Santo Amaro: O Passado no Presente

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2013/04/bondes-de-sao-paulo-santo-amaro-o.html

 

Transporte sobre trilhos em Santo Amaro e a Malha Viária

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2012/04/transporte-sobre-trilhos-em-santo-amaro.html

 

O Belo Antonio de Santo Amaro

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2012/04/o-belo-antonio-de-santo-amaro.html

 

Os Ônibus de Emílio Guerra, a Viação Colúmbia e a Empresa São Luiz Viação Ltda

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2015/10/os-onibus-de-emilio-guerra-viacao.html

 

Os meios de transporte que existiram (e existem) na Região de Santo Amaro - São Paulo

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2019/08/os-meios-de-transporte-que-existiram-e.html


O “BONDE MINAS GERAIS”, PREFIXO 2003, DE SANTO AMARO/SP

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2021/08/o-bonde-minas-gerais-prefixo-2003-de.html 

terça-feira, 6 de julho de 2021

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA OS AVIÕES SEABEE E P-47 THUNDERBOLT: REPUBLIC AVIATION CORPORATION (05)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS PARA OS AVIÕES SEABEE E P-47 THUNDERBOLT: REPUBLIC AVIATION CORPORATION (05)

https://en.wikipedia.org/wiki/Amphibious_aircraft

https://en.wikipedia.org/wiki/Republic_RC-3_Seabee

https://pt.wikipedia.org/wiki/Certifica%C3%A7%C3%A3o_de_aeronaves

https://en.wikipedia.org/wiki/Alexander_P._de_Seversky

http://linkgeorgia.com/2011/05/detailed-biography-of-michael-gregor.html

https://alfauno.com.br/index.php/glossario-tecnico/

http://rsbals.weebly.com/asas.html

http://www.aviacaoexperimental.pro.br/aero/tecnica/motoresfranklin/os_motores_franklin.htm

http://www.seabee.info/seabee_people.htm

https://hangarmma.com.br/blog/partes-estruturais-de-uma-asa-de-aviao/

http://www.ahimtb.org.br/FAMM2GM.htm

 

OBSERVAÇÃO:

O prefixo aeronáutico utilizado nos Estados Unidos é N.

O CAÇA DA 2ª GUERRA P-47 THUNDERBOLT/SENTA PÚA: REPUBLIC AVIATION CORPORATION (04)

P-47 Thunderbolt

A Força Aérea Americana(USAAF) recusou-se a dar qualquer dinheiro para o desenvolvimento do novo XP-47B, então a Republic Aviation Corporation pagou pela construção do primeiro protótipo, reutilizando a cabine do P-43. Quando o protótipo estava pronto para o teste, pesava mais de 5700 kg, excedendo de 410 kgo limite do Exército para o novo projeto de caça e muito mais do que qualquer caça monomotor já desenvolvido.

Ele também podia transportar apenas 298 galões de combustível, 17 galões a menos do que o necessário, mas o Exército estava geralmente satisfeito com seu desempenho, alcançando velocidades de 412 mph (663 km/h) a 25.800 pés (7.900 m) e ignorou esses problemas.
A entrada dos EUA na guerra em dezembro de 1941 aumentou rapidamente a necessidade do XP-47B. Em junho de 1942, o Exército recebeu seus primeiros P-47Bs. Eles logo fizeram um pedido que exigia que a Republic Aviation quadruplicasse o tamanho de sua fábrica e construísse três novas pistas na fábrica de Farmingdale, em Nova York, o que era inviável e, em novembro de 1942, o Exército autorizou a construção de uma nova fábrica adjacente ao aeroporto de Evansville, Indiana.

Ao longo da guerra, o P-47 passaria por um desenvolvimento constante. A versão final do P-47 seria o P-47N, uma versão de longo alcance com asas e fuselagem mais longas e maior capacidade de combustível. O P-47N foi projetado para escoltar os B-29 em longas missões ao Japão, o que nunca aconteceu. A produção de todas as versões terminou em novembro de 1945. A Republic ficou em 24º lugar entre as corporações dos Estados Unidos em valor de contratos de produção em tempo de guerra.

DADOS TÉCNICOS (P-47D)

Tripulação: 1
Comprimento: 11 m
Envergadura: 12,42 m
Altura: 4,47 m
Área alar: 27,87 m²
Peso vazio: 4.536 kg
Peso cheio: 7.938 kg
Motor: 1× Pratt & Whitney R-2800-59 Double Wasp de 2.535 hp (1.890 kW)
Velocidade máxima: 697 km/h a 9.145 m
Alcance: 1.290 km
Teto operacional: 13.100 m
Armamento: 8× metralhadoras Browning M2 de 12,7 mm, 10x foguetes não-guiados de 127 mm, 1.134 kg de bombas



A Força Aérea Brasileira e o avião de caça P-47 Thunderbolt

Projetado em 1939, seu primeiro voo ocorreu em 1941. Fabricado em maior número que qualquer outro caça americano era oposto ao conceito de "caças pequenos e ágeis". O P-47 mostrou ser um excelente avião de escolta de longas distâncias para os bombardeiros B-24 e B-17 e um ótimo e temido caça-bombardeiro graças ao seu devastador poder de fogo.


A versão "D", utilizada pelo Brasil, teve o maior número fabricado (12.602 unidades) que qualquer caça na história. No total foram fabricados 15.660 P-47.

A grande resistência do P-47 tornou-se lendária: muitos aviões retornaram às suas bases duramente castigados, mas trazendo seu piloto a salvo. Seu peso (mais de 7 toneladas) era igual ao de um bimotor de transporte, o Douglas C-47.

O P-47 não ligava para a economia, seu compromisso era dar segurança a seus pilotos. O poder de fogo de 8 metralhadoras "Ponto 50" era de 7.200 tiros por minuto ainda podendo transportar 6 foguetes e tanque suplementar.

O avião da FAB, Força Aérea Brasileira, e pertencia ao primeiro grupo de caça e foi cedido em comodato à Fundação Santos Dumont representando o B-5 que foi pilotado pelo 2º.Tenente Fernando Rocha em 75 missões.


Seu esquadrão era o famoso "Senta a Púa" (FOTOS MUSEU DA TAM/SÃO CARLOS/SP)

País de origem: EUA
Ano de fabricação: 1943

Especificações
Motor: Pratt & Whitney
Características: Radial, 18 cilindros - 2.000 HP

Dimensões
Comprimento: 11,00 m
Envergadura: 12,40 m

Capacidades
Peso vazio: 4.853 Kg
Peso completo: 8.800 Kg
Lugares: 1

Performance
Velocidade de cruzeiro : 483 Km/h
Velocidade máxima: 690 Km/h

Ao final da guerra, os mais de 15000 exemplares do modelo fabricados totalizavam quase dois milhões de horas de vôo e, somente na Europa, destruíram mais de 11000 aeronaves no ar e no solo.

O modelo P-47 D, mais avançado, era equipado com um motor radial de 18 cilindros, Pratt & Whitney “Dloub Wasp” R-2800, que desenvolvia até 2535 hp, a maior potência disponível à época. Esta característica lhe permitia atingir uma velocidade máxima de 696 km/h em voo e mais de 800 km/h no mergulho, sua maior qualidade.

Equipado com oito metralhadoras Browning .50 e capaz de carregar 1100 kg em bombas, foguetes e outros armamentos, o P-47 tinha peso máximo de 7947 kg e alcance superior aos 3000 quilômetros quando equipado com tanques alijáveis.

Seu teto de serviço era de 12500 metros. De março de 1943 a agosto de 1945, os P-47 participaram de 546000 missões de combate, destruíram mais de 11000 aeronaves inimigas, 9000 locomotivas e 6000 veículos de transporte e/ou blindados. Menos de 1% dos caças “inquebráveis” foi perdido em combate.

No Oceanos Pacífico, a escolta dos bombardeiros B-29 contraposições japonesas teve um papel preponderante para o êxito destas missões. O ponto forte do P-47 era sua velocidade de mergulho de grande altitude surpreendendo o inimigo de cima com uma só passada antes de, novamente, ganhar altura.