quinta-feira, 31 de agosto de 2023

O “Padre-Bispo Joel Ivo Catapan”, da Paróquia São Luiz Gonzaga, Bairro Jardim São Luiz, São Paulo

Quem sabia que o Jardim São Luiz foi o início sacerdotal de um padre que mais tarde tornar-se-ia o bispo auxiliar de São Paulo, Dom Joel Ivo Catapan?

Joel Ivo Catapan nasceu no Estado do Paraná em 17 de junho de 1927 na cidade de Teixeira Soares.

O município de Teixeira Soares foi se formando em volta da estação ferroviária inaugurada a 1º de janeiro de 1900, e foi-se desenvolvendo como um arraial, que se tornou município, vivendo de serrarias, erva-mate, pecuária e a agricultura. A igreja foi construída com fundos oferecidos pelo próprio Teixeira Soares, engenheiro diretor e acionista da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande. O município recebeu o nome de Teixeira Soares, em homenagem ao engenheiro mineiro Dr. João Teixeira Soares. Foi criado através da Lei Estadual nº 1696, de 26 de março de 1917, e instalado em 14 de julho do mesmo ano, desmembrado de Palmeira.

Foi ordenado sacerdote  em 19 de março de 1953, pertencendo aos Missionários do Verbo Divino (Societas Verbi Divini, S.V.D.), Congregação do Verbo Divino, conhecida também por Verbitas, congregação religiosa católica.

Foi incumbido de formar a Paróquia de São Luiz Gonzaga, no Jardim São Luiz, São Paulo, para onde veio em 1960, ano em que a capela foi elevada a paróquia, até a chegada do novo padre Edmundo da Mata!


Inauguração da Panificadora São Luiz, (hoje não existe mais) na Rua Geraldo Fraga de Oliveira, (antiga Rua 1) quando o proprietário Tertuliano Dias de Oliveira havia adquirido maquinário de ponta para fabricação de pães e outros derivados, na década de 1960, nas bençãos do padre Joel 

No dia 11 de dezembro de 1974, o papa Paulo VI nomeou-o padre Joel Ivo, bispo auxiliar de São Paulo, e titular da Macriana Minor, sede da igreja católica na Tunísia, titular desta de 12 de dezembro de 1974 a 1º maio de 1999. 

(*Macriana Menor é o nome de uma diocese da igreja primitiva relacionado ao catolicismo na Tunísia, sendo sede suprimida da sede da Igreja Católica titular)

Recebeu a ordenação episcopal no dia 25 de janeiro de 1975, em São Paulo, das mãos de dom Paulo Evaristo Arns, OFM, dom Benedito de Ulhôa Vieira e dom José Thurler.

Dom Joel Catapan, SVD, foi empossado em 04 de março de 1975 escolhendo como lema para sua pastoral “Que tenham vida” (Ut vitam habeant).

Em sua formação constava o doutorado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, fez especialização em Cristologia, ciência que estuda a missão de Jesus Cristo como filho de Deus e salvador do mundo.

Foi coordenador da Pastoral da Juventude e da Comissão de Pastoral do Regional Sul 1 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e membro da comissão episcopal do Regional responsável pelo exame e aprovação de textos litúrgicos.

Ao ser nomeado bispo auxiliar da Arquidiocese de São Paulo, Dom Joel assumiu a Região Episcopal de Santana, na Zona Norte de São Paulo.

Tomou-se coordenador da Pastoral da Juventude e da Comissão de Pastoral Vocacional do Regional Sul 1 da CNBB; foi membro da Comissão Episcopal para exame e aprovação de textos litúrgicos. Esteve à frente do Instituto de Pastoral Vocacional, (IPV) organizado em São Paulo no ano de 1989, de onde foi apelidado de “O Bispo das Vocações”, sendo o IPV oficializado em 1993.

Teve seu passamento terreno em 1º de maio de 1999, acontecido em São Paulo e sepultado em Ponta Grossa, no Paraná.



(Uma imagem vale mais que mil palavras, por esse motivo foi idealizado o projeto-identidade denominado "A Fotografia como Concepção Histórica")


terça-feira, 15 de agosto de 2023

O Engenho de Ferro no Distrito Jardim São Luiz, o dia de Nossa Senhora da Assunção, a Penhinha e o Jardim Ibirapuera/SP

As expedições a procura de riquezas em solo americano, estavam a disputar as duas potências Ibéricas, Portugal com Leão e Castela (Espanha)

D. Francisco de Souza (então governador geral do Brasil) estava em São Paulo pela segunda vez. Da primeira, em 1598, se transferira da Bahia para cá, "a visitar - escreve Pedro Taques - as minas de ouro e ferro, descobertas por Afonso Sardinha". Referindo-se "Capitania de São Paulo" ou "Piratininga", onde, em Ibira Suiaba acabava D. Francisco de descobrir também o ouro, escreve em 1610 em sua Relação da Província do Brasil o Padre Jácome Monteiro: "Há mais nesta terra, grandes minas de ferro e montaram muito, por haver grande saca dele para o Paraguai e mais partes do Peru".
(Genealogia Paulistana, 9 vols., São Paulo, 1903-1905, I, 31; Jácome Monteiro, apud S. Leite, HCJB, VIII, 395.)
Antes do Rei de Portugal oficializar a Primeira Usina de fabricação de ferro, já se estabilizara a prospecção de solo a procura do minério de ferro para fabricação de utensílios básicos em solo de Ibirapuera, em São Paulo
A Primeira Usina de Ferro das Américas, datada de 1606/7, situado no Morro da Barra em Santo Amaro/SP
O local de “Borapoeira”, ou Ibirapuera referenciado em 1605, anterior à fábrica de ferro datada de 1607 nos assentos de Martin Rodrigues Tenório:
“O engenho de Ferro começou a fundir quinta-feira a 16 de agosto de 1607 ao qual possuíram por nome Nossa Senhora de Agosto que é a Assunção Bendita e seu dia 15 do dito mês”.
“O local do engenho de Ibirapuera, Santo Amaro, foi sempre mencionado pelos historiadores de maneira pouco precisa, com exceção de Eschwege, que o visitou em 1820 e descreveu suas ruínas na sua celebre obra “Pluto Brasiliensis”, com segue:
“Indubitavelmente, foi na província de São Paulo, nas vizinhanças da cidade de S. Paulo, que se descobriu pela primeira vez no Brasil o minério de ferro.
Este minério argiloso apresentava-se em buxos, numa rocha quartzosa. Como consequência desta descoberta, foi construída, há mais de 200 anos, uma pequena fábrica de ferro com forno de refino, a uma distância de 2 léguas de S. Paulo, rumo sul do oeste, na freguesia de Santo Amaro, à beira de um pequeno afluente navegável do Rio Pinheiros.
Das ruínas desta pequena fábrica ainda se pode ver a vala da roda, o lugar da oficina, os restos de um açude e um monte de pesada escória de ferro.
Como o minério de ferro, que somente contém 35 a 40% de ferro, não se prestasse a fabricação de um produto aproveitável, nos pequenos fornos de refino, a fábrica pouca duração teve. Tanto mais que o minério mais rico do Morro de Araçoiaba, na vizinhança de Sorocaba, pouco depois descoberto, oferecia maiores vantagens.
A situação, desta pequena fábrica era conveniente porque, as margens do rio vizinho, estavam cobertas de espessas matas, podendo ser o carvão transportado por via fluvial até a fábrica e, por esta mesma via, os produtos escoados até a Serra de Cubatão, e para o interior até o rio Tietê”.
Com base nesta excelente documentação histórica e na informação verbal do Prof. Luiz Sala, do Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, o autor em janeiro de 1967, realizou uma investigação detalhada desse histórico engenho siderúrgico, junto ao Salto do Ribeirão Penhinha, pouco acima de sua confluência no rio Pinheiros. Além do encontro de grande quantidade de escória e de resíduos de ferro no local, de grande valor histórico, também, nessa ocasião, o Engenheiro Teodoro Knecht, que prosseguiu as pesquisas, revelou a existência de uma galeria contemporânea e subordinada ao empreendimento, com mais de 50 metros de extensão, aberta com a esperança de se encontrar, em profundidade, minério de ferro mais rico que o extraído à superfície, que é limonita altamente silicosa ou canga de ferro da formação geológica terciária de São Paulo.
A redescoberta das ruínas do engenho siderúrgico de Ibirapuera (Santo Amaro) foi amplamente descrita e documentada nas edições do Diário de São Paulo de 5 e 6 de janeiro de 1967, em reportagem do Eng. Manoel Rodrigues Ferreira, estudioso e versado na história da metalurgia de ferro de São Paulo, amplamente tratada no livro de sua autoria – A Causa do Subdesenvolvimento do Brasil - , editado em 1963, que constitui excelente trabalho sobre o presente assunto”. Em 1970 houve por parte do Arquivo Histórico Municipal de São Paulo procurar vestígios da Usina de Ferro do Ibirapuera, por iniciativa do Professor e diretor do Arquivo, Eduardo Nascimento, (na foto, de paletó) que foi acompanhado de Manolo de Almeida Dias, da empresa Curtume Dias.
Hoje há duas referências nominais aqui expostas que são bairros dentro do Jardim São Luiz: os bairros Penhinha e Jardim Ibirapuera!

Vide complemento em:

A FÁBRICA DE FERRONO MORRO DA BARRA DE SANTO AMARO – SÉCULO XVII – UMA INDAGAÇÃO

Ref.

FELICÍSSIMO Jr., Jesuíno. História as Siderurgia de São Paulo, Seus Personagens, Seus Feitos. São Paulo, 1969. Edição Especial. Publicação com Recursos do Fundo de Pesquisas do Instituto Geográfico e Geológico. Oficinas de Rothschild-Loureiro Ltda.

HOLLANDA, Sergio Buarque de. História Geral da Civilização Brasileira, Vol.6 - II. O Brasil Monárquico

Salazar, José Monteiro - Araçoiaba & Ipanema - ED. 1997 - págs.31

terça-feira, 25 de julho de 2023

Divisão de interesses do lado da direita e da esquerda...no meio o povo!

O que é fascismo?
É quando a direita manda!
O que é socialismo?
E quando a esquerda manda!
Não entendi nada.
Isso não é para entender.
Então por que inventaram isso?
Para enganar o povo.
Quem faz isso?
Políticos!
Dividem para quê?
Para controlarem o poder!
Eles trabalham com o quê?
Com tudo...para eles mesmos.
Também trabalho para mim mesmo.
Essa é a solução!
Eu mesmo faço: Vou em frente!
Então vamos trabalhar!!!

quinta-feira, 20 de julho de 2023

Santos=Dumont: 150 anos do nascimento da Velha Águia, 20 de julho de 1873

Eterna Velha Águia, que destes asas aos homens!

Andastes esses tempos por todo São Paulo, fostes exposição na Pinacoteca, também na Casa Brasileira, parastes em Santana/Campo de Marte , na Praça de Bagatelle, foste uma herma no Aeroporto de Congonhas, andastes até de metrô na cidade com a emancipação que vosso pai deu-te, e até o sobrinho do teu amigo Amadeu Saraiva, o Roland, mostrou-me coisas suas, e fostes até na Rua Cleveland, na casa de teu irmão, és realmente a maior das Velhas Águias Voadora, mesmo que os americanos do norte achem que eles que “voaram primeiro”, a maior fake News de todos os tempos, não dando o braço a torcer para os americanos do sul.
És o pai e a mãe geradora dessa grande invenção, e que Ícaro tentou criar essa liberdade. A Grécia mitológica e todos os cantos do mundo sabem de toda verdade dos céus: Fostes tu que conseguistes o feito, e pertencerás sempre ao cume da Glória do Olimpo!!!
Parabéns
pelo teu aniversário!













quarta-feira, 19 de julho de 2023

O Celular de Minha Tia

Fui ontem na casa de minha tia dar aula de celular, (não que eu entenda disso) ela gosta do telefone fixo, mas a "sobrinhada" achou que ela tinha que ter um celular.

Ela xinga toda hora o celular de “essa porcaria”, pois ela queria ver a foto da prima dela que foi enviada no zap, mas não sabia onde estava no zap, aliás, ela nem sabia que existia “esse tal de zap”!!!

 Interessante isso, então comecei a matutar, que minha tia tem muita razão, pois as gerações, W, X; Y; Z ou a letra que for que vieram depois, dela falam:

"Mandei um zap e você não viu"! (Chamá-la de "você" nem pensar, "senhora" é o termo)

Ela fica irritada, pois no tempo dela, andava-se de carroça, hoje anda-se de metrô, falavam-se no portão ou cartas escritas à mão, hoje enviam mensagens e/ou telefonam, se precisa marcar consulta médica “no posto de saúde”, dizem:

A senhora tem que entrar na internet www.@ pqp, na "Unidade Básica de Saúde" perto de sua “residência”! 

(Acho que ela fica pensando: Eu tenho é casa!!!)

O pouco dinheiro suado na lida da vida era tirado do fundo do coxão, hoje é tirado do pix!

Quando vão ao “Super Mercado”, usam cartão no crédito ou débito, isso é coisa impensável para os das gerações passadas:

Se tem dinheiro compra, se não tem, não se compra!

No “armazém” era tudo a granel, meio quilo de feijão, meio litro de leite, café moído na hora, hoje é tudo ensacado, um "saco" de problemas para quem tem 92 anos...

Tem outra coisa:

Com ela não tem mimimi, é papo direto, se gostou, gostou, se não, para ela a vida continua do jeito dela! 

As vezes vou lá só pra conversar e sempre “peço a benção” e ela responde: 

-Deus que te abençoe...Tem alguma fofoca? (Dando um sorriso "maroto"!) 

-Respondo: 

-Tia agora não pode mais falar fofoqueiro(a), tem que tomar cuidado com o que se fala!

-Então como que é que tem que falar?

Só pra sacanear digo que para fofoqueiro(a) tem que dizer:

-“Detentor (a) da Informação Alheia”!!!

Ela responde:

-Isso é muito difícil, tá tudo uma merda, que nem o celular!!! 

-Tia, não pode dizer palavrão, e dou risada!

A resposta está na ponta da língua dela:

-“Depois eu rezo”!!!

quinta-feira, 13 de julho de 2023

A oferta de jornal pela editora e o jornaleiro “Batista” do Jardim São Luiz/SP

O telefone fixo (atualmente uma raridade) tocou, atendi:

Pois não! (falo isso, mas até hoje não entendi a expressão)

_Somos do Jornal a “Folha Folheada” (jornal fictício)

_Temos uma proposta imperdível.

Não obrigado

_O senhor recebe o jornal um ano e paga meio.

Não obrigado

_Você terá a facilidade de receber em casa todos os dias.

Não obrigado

_Terá as primeiras informações diariamente.

Não obrigado

__O preço é o melhor que existe.

Não obrigado

_Então assina o jornal digital.

Não obrigado

_Por que não?

Porque adquiro jornal, há muito tempo, sempre do mesmo jornaleiro, que já vendeu muito jornal nas vacas gordas, hoje a banca dele não vende quase nada, sou um dos poucos que ainda compra o jornal e ele me espera religiosamente eu ir à banca dele, pois lá existem mais uns 2 ou 3 da velha guarda, que fala tudo quanto e besteira, e a gente ri e brinca, e xinga e zomba um do time do outro, e diz bom dia pra gurizada que passa indo pra escola, isso tomando um cafezinho que o dono da banca faz questão de fazer em sua casa e trazer pra esses caras que se encontram religiosamente em sua banca e ele fica feliz por nós estarmos ali por uma meia hora jogando conversa fora, e no outro dia a cena se repete, falando “mentiras verdadeiras”...essa felicidade do convívio sem interesses particulares, não tem preço que pague!!!

_Mas o senhor vai economizar muito.

Pode até ser, mas o que eu recebo do jornaleiro tem muito valor...alô, alô?

Desligou!!!

Deixe-me ir buscar o jornal no meu amigo jornaleiro...já estou atrasado!!!


(Parece ser apenas uma historinha, mas não é, isso é real, meu amigo jornaleiro chama-se Batista {e sua esposa dona Maria}...e acha que vai fechar a banca...)

A “Igreja Verde” de Nossa Senhora do Sabará, na Vila Arriete/São Paulo

 "Ora e Labora"...

Um grupo de abnegados “arregaçaram as mangas” e resolveram edificar a Igreja Nossa Senhora do Sabará, na antiga Estrada de Pedreira, atual Avenida Nossa Senhora do Sabará.

Eram pessoas que já haviam feito coisas representativas na região entre eles: Antonio Bocchiglieri, Carlos Sgarbi, Dilermani Bezerra Bastos, Antônio Coutinho de Carvalho, Nilo de Souza Carvalho[1], este último empresário proprietário das lojas de varejo “Modas A Exposição Cliper S/A” e tantos outros colaboradores na empreitada na construção da igreja.

Foi pela força divina que esta comissão foi agraciada por um terreno doado por Nilo de Souza Carvalho, data considerada como fundação é 11 de fevereiro de 1958, sendo iniciada a preparação das obras em abril de 1959.

O projeto ficou a cargo do escritório dos arquitetos Edoardo Rosso e Yoshimasa Kimashi, que depois desse projeto assumiram no final da década de 1960 o projeto da Catedral Metropolitana de Londrina, com arquitetura bem semelhante a “Igreja Verde” de Nossa Senhora do Sabará, em São Paulo.


Frontispício da Catedral Metropolitana de Londrina, Paraná (foto internet)

Quando já estava respaldo das paredes da igreja Nossa Senhora do Sabará houve a sugestão de que o telhado receberia a cor verde da esperança, edificada com o templo, a casa paroquial e salão para atividades sociais. Uma torre completou toda a arquitetura moderna.

Frontispício da Paróquia Nossa Senhora do Sabará, São Paulo

Para que houvesse celebrações religiosas a empresa Móveis Pascoal Bianco ficou responsável pela composição dos bancos. Todo este esforço teve o apoio do Conego Celan Martinho.

A Paróquia Nossa Senhora do Sabará, está localizada na atual Avenida Nossa Senhora do Sabará, 3212, Vila Arriete, São Paulo, pertencente a Diocese de Santo Amaro, São Paulo.

 

 

 

 

 

Referências:

https://dicionarioderuas.prefeitura.sp.gov.br/historia-da-rua/rua-nilo-de-souza-carvalho

https://diocesedesantoamaro.org.br/paroquias-da-diocese-de-santo-amaro/paroquia-nossa-senhora-de-sabara/

https://biografiasdopsc.blogspot.com/2011/08/nilo-de-souza-carvalho.html

Revista Acrópole fev 1958

 

 

Vide também:

Antonio Bocchiglieri, “O Plantador de Vilas” na região de Santo Amaro

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2013/10/antonio-bocchiglieri-o-plantador-de.html


[1] Nilo de Souza Carvalho nasceu na cidade de Ipu, Ceará, em 18 de novembro de 1888. Radicou-se em São Paulo desde 1921, quando funda as lojas Garbo em sociedade com João Ribeiro, na esquina da Rua São Bento com a Praça Patriarca, e criou a Camisaria Capital, que transformou-se depois numa grande cadeia de lojas de varejo, com o nome de Modas A Exposição Cliper S/A; da qual exerceu o cargo de presidente até o ano de 1972. Era Comendador da Ordem do Santo Sepulcro. Recebeu a Medalha Anchieta em 1971, que lhe foi concedida pela Câmara Municipal de São Paulo, como reconhecimento da edilidade paulistana, pelos relevantes serviços prestados pelo eminente cearense à coletividade paulistana. Em 1963 foi eleito o Lojista do Ano do Brasil. Foi presidente da Sociedade Nacional dos Emigrantes, e fundador do Patronato Souza Carvalho da cidade de Itú. Doou o terreno e fez parte da comissão que construiu a Igreja Nossa Senhora do Sabará, na Vila Arriete, São Paulo. Faleceu em São Paulo em 23 de junho de 1974.

 

Não, simplesmente, não!

Não preciso de troféus, não os quero!

Não preciso de medalhas, não as quero!

Não preciso de diplomas, não os quero!

São necessito de aplausos,

nem as luzes da ribalta!

Não subo em palcos para aplausos.

Não quero estar onde não quero!

Não quero bajulações de interesses!

Não preciso de falsos regalos, não obrigado!

Não sou obrigado a nada!

As roupas de gala, sufocam-me,

essas falsas aparências!

Visto-me, não para ser visto!

Não tenho preço de compra,

quem se vende não tem valor algum.

Meu anonimato é minha glória!

A mentira é a carapuça dos incompetentes!

Do ostracismo feito por ordinários, rio,

do desprezo que me amputam;

dando-me a paz dessas ausências.

Basta-me o simples, simplesmente!!!

Meu canto eu canto...quando quero...

e com quem me faz bem...estar!

segunda-feira, 3 de julho de 2023

Padre Frederico Datller, o padre austríaco da Paróquia São Luiz Gonzaga, Jardim São Luiz/SP

Padre Frederico Datller nasceu em Heindenreichstein, Áustria, em 18 de março de 1914. Entrou para a Congregação do Verbo Divino em 1931, tende sido ordenado sacerdote em 29 de outubro de 1939.

Embarcou no Almirante Alexandrino, para o Brasil em 1940, ano quando formou-se em Teologia na Universidade Gregoriana, em Roma.

A Segunda Guerra Mundial já estava em seu início com a Invasão da Polonia em setembro de 1939, pela Alemanha. Houve então a convocação ao alistamento no Exército alemão, mas Frederico Datller  havia partido para a Áustria, onde celebrou missa em Heindenreichstein, sua terra natal, na festa de São Pedro e São Paulo, em 29 de junho de 1940, onde estava a Casa Central da Congregação Verbo Divino, fica na Áustria, chama-se São Gabriel. Logo a Alemanha iria entrar na Áustria anexando seu território as pretensões bélicas.

Em 12 de setembro de 1940 Frederico Datller embarcou com um amigo e quatro irmãs beneditinas de Berlim para Moscou indo de trem depois para Mandjura e de lá para Coréia e depois Japão. Em 25 de janeiro de 1941, embarcou em Yokohama no navio Buenos Aires Maru, para o Brasil, desembarcando em 10 de março no Rio de Janeiro depois de 42 dias viagem.

Começava assim o trabalho religioso primeiramente em Iguape, São Paulo, e depois foi para Constantina, Rio Grande do Sul. Depois fixou-se em São Paulo tornando-se professor pela Congregação a partir de 1945.

Em 27 novembro de 1952 formou-se no bacharelado pela Pontifícia Comissão Bíblica sediada no Vaticano e no ano seguinte recebia a licenciatura. Em junho de 1953 votou ao Brasil, pelo navio Giulio Cesare.

Em 1954 exerceu a atividade de sua formação com professor de Exegese, (análise, interpretação ou explicação detalhada de uma obra, um texto, uma palavra ou expressão) em Santo Amaro, na Chácara Santo Antônio, em sua Congregação Verbo Divino, situada na rua de mesmo nome, onde se concentra a unidade estudantil Pueri Domus, desde 1973.

A Congregação Israelita Paulista e alguns amigos ligados a igreja, colaboraram com a viagem tão aguardada para Israel, afinal para quem pretendia decifrar os caminhos cristãos precisava olhar a geografia e a história “in loco” da Terra Santa. Tornou-se um viajante contumaz na  busca de conhecimento universal.

Padre Frederico teve participação efetivo junto aos vicentinos do Jardim São Luiz, que exerciam boa influência no campo da filantropia, trabalho social de relevância comunitária.


 Era uma sumidade de conhecimento teológico, histórico e geográfico. Foi celebrante por bom tempo nas missas da Paróquia São Luiz Gonzaga, no Jardim São Luiz, colaborando com o padre Edmundo nas missas dominicais matutinas, vindo sempre religiosamente sem faltar com seu compromisso costumeiro. 

Escreveu 19 livros em sua maioria estudos de cunho bíblico e em sua aposentadoria foi acolhido na Casa do Beato José Freinadmetz.

Seu passamento terreno ocorreu em 11 de julho de 1996, a quem o povo jardinense tinha grande estima.

 

 

Ref.

Missionários do Verbo Divino

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mission%C3%A1rios_do_Verbo_Divino

José (Giuseppe) Freinademetz

https://pt.wikipedia.org/wiki/Josef_Freinademetz

Sociedade do Verbo Divino (latim: Societas Verbi Divini)

https://en.wikipedia.org/wiki/Society_of_the_Divine_Word

http://cljconstantina.blogspot.com/2013/08/paroquia-sao-jose-de-constantina.html

https://pueridomus.com.br/pt/quem-somos/

domingo, 25 de junho de 2023

Por que se fala tanto em esquerda e direita?

A divisão política surgiu na Revolução Francesa (1789) onde a aristocracia, chamados girondinos, sentava-se à direita e os profissionais liberais, os jacobinos, sentavam-se à esquerda do orador da Assembleia.

A Revolução Francesa foi um período que durou uma década (1789-1799) e representou um marco político e social para a história da França transmitindo o lema Liberdade, Igualdade e Fraternidade.

A Constituição de 1791 previa um projeto para unificar as unidades de pesos e medidas na França e isso de início já gerou revolta enorme entre os camponeses, pois cada região francesa tinha sua própria unidade de medida, ninguém, por menos que detenha, quer perder as regalias.

Os grupos que reivindicavam mudanças: deposição do rei e direitos universais!

QUEM ERAM OS GIRONDINOS

Os Girondinos faziam parte um grupo político moderado durante o processo da Revolução Francesa. Seus integrantes faziam parte da burguesia francesa. Eram assim chamados, pois faziam parte do partido político conhecido como Gironda. Liderados por Jacques Pierre Brissot, os Girondinos compunham o Terceiro Estado, junto com os Jacobinos e os Cordeliers.

Os Girondinos defenderam, durante o processo da Revolução Francesa, a instalação de uma monarquia constitucional na França, após a queda do absolutismo. Portanto eram contrários ao radicalismo defendido pelos jacobinos.

Eram também favoráveis a liberdade das atividades econômicas, sem grandes intervenções do governo.

Defensores de um sistema republicano moderado, os girondinos em 1795, implantaram o sistema de voto censitário (baseado em rendas) na França.

QUEM ERAM OS JACOBINOS

Os jacobinos faziam parte de uma organização política, criada em 1789 na França durante o processo da Revolução Francesa. No princípio tinham uma posição moderada sobre os encaminhamentos revolucionários, porém, com a liderança de Robespierre, passaram a ter posições radicais. Pequenos comerciantes e profissionais liberais eram as principais camadas sociais que compunham este grupo. Jacobinos eram os representantes da média burguesia (professores, médicos).

Entre 1792 e 1794, os jacobinos lideraram o processo revolucionário na França, período que ficou conhecido como "Terror". Foi uma época em que ocorreram muitos assassinatos de opositores políticos, principalmente de monarquistas e girondinos (grupo composto pela alta burguesia francesa).

Robespierre, principal líder dos jacobinos, era defensor da violência como forma de defender a revolução. Ele tinha como principal objetivo a transformação da França numa república, baseada nos princípios de igualdade e virtude. Os primeiros representantes da esquerda detinham as atividades comerciais do burgo, portanto faziam parte da burguesia. 

QUEM ERAM OS CORDELIERS

Existia um 3º grupo, o Clube dos Cordeliers ou Sociedade dos Amigos dos Direitos do Homem e do Cidadão era uma popular sociedade política, fundada em 27 de Abril de 1790, durante o período da Revolução Francesa, e com sede no antigo refeitório do Convento dos Cordeliers de Paris. Tinha em sua composição representantes da população mais pobre dos subúrbios de Paris e, inclusive mulheres, apenas formalmente.

O clube se propunha igualmente a ajudar os indigentes: contrariamente aos Jacobinos, a entrada neste clube é livre. Pode-se entrar no clube sem pagamento de cotas.

OS “BUCHAS DE CANHÃO”: POVO

Muitos dessa estrutura que formava os interesses de cada grupo estavam ao Sans-culotte ("sem calção") formado de artesãos, trabalhadores e até pequenos proprietários de oficinas artesanais. Alguns sans-culotte também poderiam emergir das camadas mais prósperas dos serviços e profissões artesanais da época, com condições de se elevar como mestre no seu ofício ou de se transformar num pequeno patrão. (atuais microempresários)

Pode se dizer que os sans-culottes eram uma camada popular urbana que atuou principalmente em Paris durante a Revolução Francesa. Eles pertenciam a um movimento heterogêneo, povão mesmo, sem liderança política em sua formação, mas eram, em geral, compostos por populações subalternas, que incluíam os artesãos, trabalhadores especializados, lojistas, dentre outros, que foram fortemente ativos durante o processo revolucionário, usados por ambos os lados.

 

HOJE OS PODERES MISTURAM-SE PARA PROTEGEREM-SE ENTRE SI 

Segundo Montesquieu (1689-1755), a separação dos três poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário, era um mecanismo importante para evitar o abuso do poder.