segunda-feira, 29 de abril de 2019

O LOCAL DO TEMPLO E OS SAMARITANOS

OS CONCEITOS DO "RELIGARE COM D' US"



Um monte, em hebraico Moriah significa várias coisas: Respeito, temor, luz ou ainda “Meu guia é Deus”. Samuel II 18

Gad foi naquele dia ter com Davi e disse-lhe: vai levanta um altar ao Senhor na eira de Areuna, Jabuseu. Davi foi conforme Gad lhe tinha dito por ordem do Senhor. Tendo Areuna levantado os olhos viu que vinham para ele o rei e seus servos. Adiantando-se fez ao rei uma profunda reverência, prostrado o rosto em terra disse: que motivo há para que o rei meu senhor venha a casa do seu servo? Davi respondeu-lhe: Para comprar a tua eira, para edificar nela um altar ao Senhor para que cesse a mortandade que grassa no povo.
Arreuna disse a Davi: Tome-a o rei meu senhor e sacrifique como bem lhe parecer; eis aqui estão bois para o holocausto, um carro e apetrechos de bois para a lenha. O rei Areuna deu todas essas coisas ao rei; e Areuna disse ao rei: O Senhor teu Deus receba o teu voto. O rei respondeu-lhe e disse: Eu não posso receber o que tu me ofereces, mas comprar-te-ei pelo que vale e não oferecerei ao Senhor meu Deus holocaustos que me não custem nada. Comprou pois Davi a eira e os bois por cinquenta siclos de prata. Davi edificou ali um altar ao senhor e ofereceu holocaustos e hóstias pacíficas; e o Senhor aplacou-se com a terra e cessou o flagelo que assolava Israel.

Local onde Abraão ofereceu o filho em sacrifício, Isaac.
Cinquenta siclos de prata = meio quilo de prata = 600 Shekels

O monte Moriah hoje abriga o “Haran-Esh-Sharif” = nobre santuário com as mesquitas “Al- Aqsa” (A Remota) e a “Cúpula da Rocha”

Os cristãos reivindicam “Al-Aqsa” como sendo a igreja de santa Maria erguida pelos cruzados. Os judeus a conhecem como “Escola do rei Salomão”. Os mulçumanos dizem que a construíram no século X para marcar de onde Maomé tomou “impulso para o céu”, situa-se longe do monte do templo.
“A Cúpula da Rocha” a mesquita de Omar foi erguida em 688 d.C por Abdul Malik Ibn Marwan em comemoração a ascensão de Maomé em seu cavalo Alado Burak.
Abaixo da rocha da mesquita de Omar encontra-se o Muro das Lamentações, parte do templo construído por Salomão.

Novo altar, na “Eira de Areuna”, foi erigido em outubro de 538 a.C saídos do cativeiro babilônico, onde 50.000 pessoas, 8136 cavalos, camelos, mulas, jumentos carregados de mercadorias, vasos e objetos do templo devolvidos pelo rei persa Ciro. Novamente o culto ao Senhor tinha seu centro em Sião, na “Montanha Sagrada”, primeiro passo para a reconstrução do templo. Havia atrito entre os israelitas que permaneceram no lugar e os recém-libertos e o povo de Samaria e Edom. Era mais hostil que amigo. Dois anos passaram-se para reativar a construção do templo e logo os samaritanos, povo descendentes da mistura da gente de Sargão II quando tomou a cidade quase 200 anos antes achavam que deviam tomar parte na construção e uso do templo. Zorobabel e Josuá, que haviam conduzido seu povo da Babilônia opuseram-se e por pressão política interrompeu-se o trabalho que pelo edito de Ciro através de novo rei persa Dario em 516 a.C finalizou-se a obra que veio a ser conhecida como templo de Zorobabel.


SAMARITANOS

Dois montes situam-se a uns 50 Km de Jerusalém. A esquerda está o monte Garizim, a direita o monte Hebal, mais alto,rochoso e descalvado. Entre ambos há o vale de Siquém onde Abraão construiu um altar a Deus em nome da Terra Prometida ao seu povo. De Garizim ou Hebal via-se vasta área.

Jacó comprou terra nesta região e cavou poço profundo próximo a Garizim, denominado mais tarde por João como “Fonte de Jacó” e lugar célebre do diálogo entre Jesus e a samaritana. Moisés orienta Josué para levar o povo liberto do Egito para Hebal e lá eregir um altar. Metade do povo ficou no Hebal outra em Garizim. Depois da separação das dez tribos estas voltaram a adorar bezerros, quando os assírios conquistaram a região em 740 a.C os mesmos adoravam outros deuses e foram incorporados a região e houve casamentos dos dois povos. Houve adorações a falsos deuses da nação opressora ao mesmo tempo louvavam a Deus por meio de sacerdotes que foram levados cativos e libertos para este fim. (II Reis 17 - 24...)

-  Os samaritanos aceitavam como escritura os primeiros cinco livros de Moisés, o Pentateuco apenas.
-  Erigiram um templo no monte Garizim em contraste com o de Jerusalém.
-  A páscoa, até hoje é celebrada no monte Garizim.

Um grande diálogo: João 4 - 7/30

Fatigado da viagem da Judeia para a Galileia, sentou-se a beira do poço de Jacó. Veio uma samaritana tirar água:
Jesus: Dá-me de beber.
Samaritana: Como sendo tu judeu me pedes de beber a mim que sou samaritana.
Jesus: Se tu conhecera o dom de Deus, e quem te diz: Dá-me de beber. Tu certamente lhe pedirí-as e Ele te daria de uma água viva.
Samaritana: Senhor, tu não tens com que a tirar e o poço é fundo; donde tens, pois, essa água viva?  É tu por ventura mais que Jacó, que nos deu este poço do qual ele mesmo bebeu, os seus filhos e gados?
Jesus: Todo aquele que bebe desta água, tornará a ter sede, mas o que beber a água que Eu lhe der virá a ser nele uma fonte de água que salte para a vida eterna.
Samaritana: Senhor, dá-me desta água, para eu não ter mais sede, nem vir aqui tirá-la.
Jesus: Vai, chama teu marido e vem cá.
Samaritana: Não tenho marido.
Jesus: Dissestes bem, não tenho marido. Porque tivestes cinco maridos e o que tens, não é teu marido; isto disseste com verdade.
Samaritana: Senhor, vejo que és profeta. Nossos pais adoraram sobre este monte, e vós dizeis que em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar.
Jesus: Mulher, crê-me que é chegada a hora, em que não adorareis o pai nem neste monte (Garizim) nem em Jerusalém. Vós adorais o que não conheceis, nós
adoramos o que conhecemos porque dos judeu é que vem a salvação (Ironia). Mas vem a hora, e já chegou em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em Espírito e verdade, porque é destes adoradores que o Pai deseja.
Samaritana: Eu sei que deve vir o Messias, que se chama Cristo, quando pois ele vier, nos anunciará todas as coisas.
Jesus: Sou Eu que falo contigo.

Assim os adoradores do monte Garizim acreditaram no testemunho daquela mulher e diziam acreditar no Salvador do mundo.

 I Reis 16-23/26

 No ano 31 de Asa, rei de Judá, reinou Amri sobre Israel, durante 12 anos; em Tersa reinou seis anos. Comprou o monte da Samaria a Somer por dois talentos de prata. Cobriu-o de edifícios e deu à cidade que tinha edificado o nome de Samaria, do nome de Somer dono do monte. Amri, porém, fez o mal diante do Senhor e cometeu mais crimes que todos os seus predecessores.

Reinou em seu lugar Acab seu filho que tomou por mulher Jezabel, filha de Etbaal, rei dos Sidônios. Acab por influência de sua mulher serviu a Baal edificando na Samaria o templo de Baal. Prosseguiu em seu proceder irritando o Senhor mais que todos os reis de Israel, que o tinham precedido.

Durante seu reinado Hiel de Betel fundou a cidade de Jericó. Baal era considerado Deus da chuva, preconizado por Elias, o profeta, a Acab que viria dias de seca sobre a terra mostrando a incapacidade de Baal.

O reino de Israel depois de Siquém e Tersa, teve uma capital que podia rivalizar com Jerusalém: Samaria. Numa altitude de 200 m com planície cingida de montanhas, era quase inexpugnável. Em 722 a.C. foi destruída por Sargon tomada por Alexandre, destruída por João Hircano foi dada a Herodes, O Grande, pelo imperador romano Augusto que a reconstruiu. Dando o nome de Sebastes.

Em 854 a.C. a Samaria foi sitiada pelos Sírios e libertada pelos Israelitas, Heteus e Egípcios.
...dentro de 65 anos até Efraim deixara de ser povo e nem Samaria será capital de Efraim, nem o filho de Romélia soberano da Samaria (Is 7:8-9).

Estes anos devem ser contados até a vinda dos novos povos que formaram os Samaritanos (II Reis 17:24) e não até a queda de Samaria, que se verificou cerca de vinte anos após a profecia, em 722 a.C. (II Reis 17:5-6). Os Samaritanos vieram durante o reinado de Assaradon (681-668 a.C.).

“No meu primeiro reinado, sitiei e conquistei a Samaria” (II Reis 17:6). O rei Sargão II (Assíria) governou de 721 a 705 a.C.; Israel, o reino do norte, caiu pois no ano 721 a.C.

“E o rei dos Assírios mandou vir gente da Babilônia, e de Kutha, e de Ava, e de Emat, e de Sefarvaim, e pô-los nas cidades da Samaria em lugar dos filhos de Israel, e eles possuíram a Samaria e habitaram nas suas cidades” (II Reis 17:24).

OBJETIVO: Destruir o caráter racial, destruindo também a vontade de resistência. O Crescente Fértil foi todo resolvido, os povos mesclados com grande variação de raças e cultos. A Samaria tornou-se heterogênea e Samaritano passou a ser sinônimo de injúria e repulsa, foram desprezados pelos judeus. “Porque os Judeus não (se) comunicam com os Samaritanos” (João 4:9).

Os Samaritanos aceitavam os preceitos da Torá, mas não os outros escritos e nem frequentam o Templo de Jerusalém, o Monte Gerizim (Perto de Siquém na Samaria) é o seu único e legítimo lugar de culto. O Taeb (aquele que volta) é o seu Messias que não é descendente de Davi, mas um novo Moisés, revelador da verdade.

FESTAS JUDAICAS E CRISTIANISMO

Representações da partilha entre os homens: Origens


Todo país agrícola depende das benesses de Deus: a chuva, o sol, os ventos. Por isso a natureza foi composta de estações as quais davam ao homem condição de preparar a terra, semear na época de cada variedade e depois aguardar o crescimento para recolher o fruto de seu trabalho. O homem seguiu algumas regras para manter-se nas condições ideais de vida. Alguns povos denominam o planeta Terra de mãe que distribui as graças aos filhos e geram o seu sustento não foi diferente esta condição para o povo escolhido de Deus, propagadores dos feitos do Criador Universal. Está assim o povo de Israel ligado a agricultura e pastoreio de pequenos animais e unindo isto a sua epopeia como nação religiosa sacrificada pelas potências que a cercavam aludiu certas passagens de seu cativeiro as suas comemorações do ideal de liberdade.
Em I Reis 17, Elias prediz a seca e fome e Israel pereceria, pois era baseada na agricultura.

1a Festividade: Dos pães ázimos (Matzá) Pão da aflição ocorre de 15 a 21 de Nisan (ou Abib – mês de março começo abril): Partida da residência do faraó (Remessés) denominada pelo povo israelita de “Sucot” (hoje talvez a cidade de Tell-El-Maskhuta a 25 Km de Ismília, as margens do Canal de Suez) inumerável multidão (consta-se aproximadamente  600 mil, fora crianças) em marcha além de prisioneiros, outros que em 1225/1215 (reinado do faraó Menefta) buscariam a Terra Prometida numa marcha épica que duraria 40 anos.

O fermento que leveda a massa era considerado início de corrupção. Também a pressa era tanta que não houve tempo de um preparo mais aprimorado e a massa feita foi cozida em cinzas quentes (Ex. 12:39) do de 15 ao dia 21 comereis os ázimos (Ex. 12:17-20). A hóstia consagrada (ázimo) na Eucaristia representa o corpo de Jesus Cristo que foi entregue em holocausto para a salvação dos homens.

2a Festa de Pentecostes: Após o dia 16 de Nisan (começo de abril) o povo hebreu contava 49 dias (7 semanas) computados do ano lunar (29,5 dias) recaindo em 6 de Sivan (fim de maio) era Festa das Semanas – Pentecostes – Celebrava a lei transmitida por Deus no Monte Sinai (Ex. 19; Levítico 23:15).

Honrarás a Deus com a oblação voluntária da tua mão, a qual oferecerás segundo a benção do Senhor Teu Deus (Deuteronômio 16:9) recordar-te-ás que foste escravo no Egito. Contarás 7 semanas desde o dia em que puseres a foice na Seara.

Descida do Espírito Santo sobre os apóstolos: quando se completaram os dias do Pentecostes, estavam todos juntos no mesmo lugar; e de repente veio do céu um estrondo como de vento que soprava impetuoso, encheu toda a casa que estavam sentados. Apareceram-lhes repartidas umas como línguas de fogo e pousou sobre cada um deles. Foram todos cheios do Espírito Santo e começaram a falar várias línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falasse (Atos 2:1-4).

3a Tabernáculos: Quando tiveres recolhido os teus frutos da eira e do lagar, celebrarás também durante sete dias a solenidade dos tabernáculos (barracas) (Deut.16:13) o Senhor Teu Deus te abençoará em todos os teus frutos em todo o trabalho das tuas mãos e viverás alegre (Deut. 16:15) ocorria sempre no mês de Tisri (ou Etanim) início de outubro (outono em Israel) entre 15 e 21. Não haveria obra alguma servil (Levítico 23:33-36) as tendas recordam os tempos difíceis onde não haviam casas fixas, eram temporárias e cobertas com folhagens.

No último dia da festa (o sétimo) era solene e chamado “O Grande Dia” nesse dia levava-se ao Templo pela última vez, em procissão a água tirada da piscina de Siloé que era depois derramada pelos sacerdotes sobre o altar dos holocaustos.

Jesus fixa-se neste último dia em pregação (João 7:37-39). “O que crê em mim, como diz a escritura, do seu seio correrão rios de água viva”, clara referência ao Espírito recebido todos os que cressem N’Ele.

A Páscoa do Senhor (Ex.12 = 1a Páscoa)

Em Ex. 11:4 adverte o Senhor JHVH que Ele mesmo passará pelo Egito ferindo a terra opressora de morte. O cordeiro escolhido no 10o dia será macho sem defeito, no 14o tomar-se-ia um cabrito que seria imolado a tarde e marcaria com sangue as ombreiras e verga da porta. Do cordeiro comer-se-ia assado no fogo com pães ázimos e alfaces bravas. Assim será preparado o culto perpétuo, dia solene do Senhor que arrebatou os primogênitos do Egito evitando as casas marcadas.

Esta passagem preservou-se também a gloriosa travessia do Mar Vermelho em direção à Terra Prometida (2a Páscoa) atualmente o povo judeu comemora Pessach ao anoitecer (a 1a estrela visível) com ceia, orações e cânticos. Esta ceia recebe o nome “Seder”(repasto pascal) significa “ordem” pois há um ritual próprio na “Queara” (prato especial) os alimentos são dispostos e a cerimônia inicia-se com a leitura da “Agadá”.

Relato da escravidão e libertação do povo.

O primeiro alimento é o “Karpás”, geralmente um tipo de salsichas molhadas em água e sal. Em seguida serve-se o “Matzá” pão ázimo junto com o “Morór”, erva amarga (hoje alface romana ou escarola) simbolismo da amargurada escravidão depois alimenta-se de Beitsá, ovo cozido, lembrando as oferendas levadas ao Templo e simbolizando a roda da vida. O “Zerôa” (osso com pouca carne) são dispostos na queara mas não é consumido. Lembrava o cordeiro consumido em família no Templo de Jerusalém.

O último alimento é o “Charosset” massa composta de maçã, pêra e nozes moídas e hoje acrescenta-se amêndoas e um pouco de vinho. Lembra-se a argila do tijolo que os judeus produziam no Egito. Ainda consomem chocolate casher sem leite.

Para o cristianismo a Páscoa denota a passagem da vida velha para uma nova vida, vencendo Cristo a morte carnal e ressuscitando (Páscoa definitiva) a semana do Domingo de Páscoa é antecedido pelo de ramos quando Cristo entra em Jerusalém, cidade do Templo, dos Saduceus, Fariseus, Escribas, Doutores e Lei Romana.

O Tríduo Pascal (festa eclesiástica com duração de 3 dias) iniciado na Quinta-feira com vigília representando a entrega do cordeiro que seria imolado (Eucaristia – Lucas 22:20) na Sexta-feira temos a condenação sumária do Filho de Deus sem direito de defesa, sem as garantias humanas do Direito Penal.

Desde o meio-dia (Sexta hora) e 15 h (hora nona) trevas percorreram toda a Terra. Completa-se com a páscoa do Senhor ressuscitado.

No Novo Testamento a Páscoa é a ressurreição de Jesus e a vitória do amor (ágape) que combate o pecado. É a maior Solenidade Litúrgia (Gr. Leitourgia = Forma que aprovou a igreja para celebrar os ofícios divinos).

TRÍDUO PASCAL

Quinta-feira Santa: A ceia do Senhor com seus apóstolos que humildemente serve-os à mesa, lavando-lhes os pés (João 13) em sinal de serviço. Institui-se a Eucaristia representada pelo pão e vinho e o chamamento para o novo sacerdócio em Cristo.
Neste dia há adoração eucarística, dia do Parasceve = dia da preparação da Páscoa.

Sexta-feira: Paixão de Jesus Cristo. A igreja celebra a adoração eucarística com solenes leituras da Paixão (diapedese = suor de sangue). Culmina com a procissão do Senhor morto (Filho do homem).

Sábado: vigília pascal: o fogo e a água são abençoados, um Círio Pascal (vela branca, grande) para representar a luz do mundo que é Jesus e que veio para iluminar a vida dos homens. Os cinco marcos de incenso incrustados na cruz da vela representam as cinco chagas do Filho de Deus.

Domingo de Páscoa: representa o Novo Tempo, a ressurreição do Senhor, a passagem (Páscoa) da morte (vida omissa do velho homem) para a vida (encontrada nos que necessitam) em Jesus Cristo.

quarta-feira, 3 de abril de 2019

As Teses de Pesquisa das Academias

HÁ O DIREITO AO PROJETO A COMUNIDADE COLABORADORA?

As academias, e outros centros independentes, montam grupos de pesquisa de determinado interesse de estudos para teses, anotam e fotografavam, entrevistam pessoas de conhecimentos cotidianos locais, buscam objetos para delinear o estudo de uma realidade e ilustrar suas dissertações, ganhando reconhecimento pelo conhecimento adquirido, e assim recebem a titularidade merecida no campo pesquisado.

Esse material rico em informações catalogadas, quando o autor(a) recebem o louvor das bancas de grandes mestres acadêmicos vão para as prateleiras das bibliotecas dessas instituições e jamais retornam para a comunidade para mostrarem os resultados, tanto à obra quanto o seu autor(a), ficando restrito apenas a um grupo seleto!

Nota:

OS ESTUDOS DO METRÔ SÃO DE SUA PROPRIEDADE!

Colaboramos com as pesquisas arqueológicas e históricas em Santo Amaro, São Paulo, do Metrô, linha 5, Lilás, sem remuneração alguma, mas não nos foi concedido o direito ao menos de estudar toda a gama de informação contida no dossiê, recebendo apenas uma lacônica resposta que o material “era exclusividade do Metrô”!

Vide:

A Arqueologia em Santo Amaro

O Moleiro de Sans-Souci, o Rei da Prússia e os Juízes de Berlim

O RESPEITO AO DIREITO
 Frederico II, rei da Prússia, (1712-1786) passou para a história como um homem de conhecimento vasto, amigo de intelectuais que frequentavam seu castelo de verão em Postdam, nos arredores de Berlim. 

O luxuoso castelo estava encravado na encosta de uma colina, e ao lugar deu-se o nome de Sem-Preocupação. (Sans-Souci).
O rei resolveu construir um refúgio para promover encontros com intelectuais, e também para degustar finas iguarias, beber e caçar.

Havia na vizinhança um moinho e seu dono, ficou conhecido como o Moleiro de Sans-Souci, nos versos de François Andrieux.
Diante do propósito de ampliar sua propriedade, o rei Frederico II envia emissários para intermediar a compra do local do moinho. O moleiro de Sans-Souci, era vendedor de farinha e as todas insistentes do monarca para comprar-lhe o moinho foram infrutíferas. O moleiro recusou-se vender e era nisso resoluto, pois o local possuía valor sentimental já que ele fora criado ali e seus familiares pertenciam aquele lugar, sendo berço e moradia de seus filhos.

Inconformado com a recusa do moleiro, o próprio rei dirige-se até Sans-Souci, na tentativa de intimidar ao moleiro, disse-lhe:

“Você bem sabe que, mesmo que não me venda a terra, eu, como rei, poderia tomá-la sem nada lhe pagar”.

Nesse instante o moleiro retrucou ao rei:
“O senhor! Tomar-me o moinho”?
“Isso seria verdade se não houvesse juízes em Berlim”.


Nesse instante, relatam os livros de teoria do respeito ao Direito, o rei recuou e deixou o moleiro em paz, pois sua resistência às pretensões injustas do monarca foi possuir confiança na Justiça, que não se vergam aos interesses dos poderosos!

Obs.:
IMAGENS EXTRAÍDAS DA WIKIPÉDIA

Por que se fecham empresas neste Brasil "sem educação"?

Como entender a voz da massa trabalhadora, o peão, a boca de porco e o facão, que é transmitida pela rádio peão?

Hoje as empresas de veículos são apenas montadoras e uma gama de peças é produzida no Brasil e outra parte vem de outros países.
Por exemplo: módulos eletrônicos, o cérebro dos veículos, na maioria das vezes é importado, mas há rolamentos russos, mecanismos de direção de várias partes da Europa e o restante como as estruturas de aço são estampadas no Brasil.
Quando a demanda cai as empresas estrangeiras se ajustam ao mercado de consumo e começam a enxugar todo o sistema.
Há empresas multinacionais que devido a uma conjuntura desfavorável começam a “cortar o cafezinho” para sinalizar aos seus colaboradores que o “facão” vai começar a degolar funcionários.
Para não alardear de imediato as demissões, começam a dar férias coletivas ou mandam para casa os que já estão no período de férias e aos poucos vai demitindo um contingente de “peões” que não são necessários de imediato a produção e depois cortam encomendas nas empresas que são fornecedores de peças.
A cadeia produtiva é muito grande e quando há um corte de 2.500 funcionários num total de 4.000 começa o desespero do fechamento, mas nesse momento as tramitações entre o "staff" já está acontecendo há muito tempo e a reversão é impossível.
Começa o alerta do desemprego e chegam as informações pela “rádio peão” aos sindicatos das classes. Então os governantes começam a desesperarem-se, pois onde se dispensam 4.000 pessoas que vivem dos seus salários, há também atrás dessa “massa trabalhadora” ao menos 20.000 pessoas que fazem parte de uma estrutura familiar.

Como irá ser recolocada toda essa mão de obra em atividade produtiva, novamente em postos de trabalho?
Não há retorno, a empresa de matriz estrangeira já decidiu que irá parar suas atividades e começa esvaziando todo seu complexo e as melhores máquinas já foram remanejadas ou vendidas só ficando no “piso da fábrica” equipamentos obsoletos, sucatas e um prédio enorme sem serventia alguma, o que forçosamente será vendido para imobiliárias e destruído para empreendimentos residenciais que fará parte da indenização de seus antigos empregados.
Essa é uma “conjuntura normal” dentro dessa anormalidade, nem se cogita a falência de grandes empresas, pois se isso acontecer haverá processos arrolados na justiça por muitos anos, sem uma decisão rápida.
O complexo de manufatura da cidade de São Paulo foi todo desativado desta maneira, e agora se expande os tentáculos nas cidades que cresceram com essas empresas que não compensa mais para as empresas ficarem arcando com os autos impostos locais e buscam amenizar as perdas com benefícios fiscais de outros locais em países que forneçam isenções fiscais para que se ergam uma nova planta industrial com novos modelos na competição globalizada e não o modelo viciado de não mudanças.
Os tempos são outros e novas possibilidades competitivas exigem modernização com custos menores e mais eficiência, não mais com “peões” apertando botões verdes e vermelhos, mas com gente especializada comandando uma estrutura robotizada de grande eficiência, entendendo quando e como produzir no sistema internacionalizado, com estrutura "kanban, just in time", e outros instrumentos de administração de produção, e não mais as “bocas de porco” de oficinas de remendos corretivos das correrias do imediatismo.
O Brasil se tornou inviável e obsoleto para produzir manufaturados e sem estrutura educacional para crescimento como um todo!

quinta-feira, 28 de março de 2019

A Roupa do Monge...

ou..."O Japonês Agricultor" 

Lá pelos lados do Paranapanema, quase Paraná, a produção agrícola tem grande força. Certa feita um japonês entrou em uma revenda de caminhões todo sujo de terra vermelha, da cabeça aos pés, ficou parado na loja sem ser atendido e por conta encaminhou-se a um dos vendedores e disse:

“Vocês têm “caminhon” Mercedes”?

O vendedor vendo “o japonês tipo matuto” com menosprezo resolveu brincar e “falar” que não tinha, mas que o japonês poderia ir procurar noutra cidade que lá trabalhava um amigo de uma loja concorrente da sua e “lá tinha Mercedes”!

O japonês agradeceu a indicação com um “sayonara” sorridente e saiu.

Depois de algumas horas toca o telefone na primeira loja e o “vendedor gozador” atende:

Alô, quem fala?

Aqui é o vendedor seu amigo, queria agradecer por ter indicado o japonês que estava cheio de terra.

Como assim?

Ele falou que você me indicou quando ele foi ai ver um caminhão.

E daí?

Estou lhe oferecendo um churrasco pela indicação.

Por quê?

Porque ele pediu para ver “um caminhão Mercedes” e então comprou quatro com pagamento a vista!!!

Han?


“Arigato” por você me indicar...foi assim que o japa agradeceu, quando foi para sua fazenda! Espero você para o churrasco!

domingo, 24 de março de 2019

A tela “Independência ou Morte”: Uma ficção com ressalvas como documento histórico!

OS ACONTECIMENTOS HISTÓRICOS DA INDEPENDÊNCIA


Em 1822 o imperador do Brasil dom Pedro I, veio para a Província de São Paulo com sua comitiva do Rio de Janeiro onde partiu a 14 de agosto, pela Estrada Real, entrando na topografia de São Paulo de 800 metros acima do nível do mar, chegando a Freguesia da Penha de França em 24 de agosto, após 634 km, seu último pouso antes de entrar em São Paulo. Viera para apaziguar divergências entre os membros da junta do governo provisório, conservadores e liberais, que desde o ano anterior dirigiam os destinos da Província de São Paulo, que resultou na eclosão, no dia 23 de maio de 1822, de revolta que ficou conhecida como Bernarda de Francisco Ignácio.
Em 5 de setembro, foi à Santos a fim de inspecionar as fortalezas e visitar pessoas da família de José Bonifácio, seu ministro de Estado. Teria saído de Santos em torno das 5 horas da manhã com a comitiva, montada em muares, de regresso a São Paulo, no sábado, por volta das 16 horas, dia 7 de setembro de 1822, quando D. Pedro e a comitiva se encontravam no alto de colina próxima do riacho do Ipiranga, quando recebe intimação de Portugal.
O Príncipe teria saído de Santos em torno das 5 horas da manhã. Em média, a comitiva, teria andado pouco mais que 6 km por hora em movimento montada em muares. Após proclamar a independência do Brasil, no dia 10 de setembro de 1822, deixou a Capital, partindo para o Rio de Janeiro!
O QUADRO DA INDEPENDÊNCIA E SUAS INCONGRUÊNCIAS
A tela “Independência ou Morte” ficou conhecida como “O Grito do Ipiranga” foi feita pelo artista Pedro Américo (1843-1905) em Florença, na Itália, a partir de 1886 e concluída em 1888, portanto 66 anos depois da independência do Brasil. Foi a Família Real que encomendou a obra. A ideia era ressaltar o poder monárquico do recém-instaurado império. Houve atraso da construção do edifício do Museu do Ipiranga (hoje Museu Paulista da USP), que foi inaugurado em 7 de setembro de 1895, quase seis anos depois da proclamação da República.
Foi uma cena produzida pela imaginação do pintor, longe até do Brasil, pois à época estava na Itália e lá foi produzida a tela.
O próprio autor da obra reconheceu que seria impossível fazer uma relação entre a pintura e o episódio. Não apenas porque havia uma grande diferença de tempo entre o fato e o retratado na tela, mas também porque não seria possível reconstituir minuciosamente o acontecido, faltavam dados do fato.
O imenso painel pintado por Pedro Américo, tem 7,60 metros de comprimento por 4,15 metros de altura. Entre sua concepção e seu acabamento, perpassam uma série de interesses políticos, que se relacionam ao declínio da monarquia brasileira e até aos ideais republicanos do pintor, embora este fosse protegido de D. Pedro II.
Foi evocada a história sendo inventada e teatralizada, de modo que a perpetuar a memória no imaginário popular. Dom Pedro foi colocado como mito fundador do novo país na obra deixando de ser um simples governante para tornar-se o herói e líder, cavalgando em um cavalo garboso, com uniforme de gala e comandando um batalhão elegante que respondem ao brado memorável de forma unívoca, vigorosa e harmoniosa e representam, junto com alguns camponeses que assistem a cena, representando o povo.

Algumas situações expostas no quadro que foram criadas como sentido "poético" pelo autor:

A comitiva que acompanhava o príncipe regente D. Pedro não era muito grande como representado.
Nem Dom Pedro e nem a comitiva estavam vestidos com os uniformes de gala, mas sim roupas mais grosseiras de algodão para enfrentar a longa jornada.
D. Pedro estava montado em uma mula, muito usado para grandes viagens.
A famosa Casa do Grito colocada na tela como um dos símbolos do Dia da Independência, não existia. Seu primeiro registro é de 1884, ou seja, 62 anos depois.
O grito da Independência não aconteceu de fato às margens do Ipiranga como consta no quadro. D. Pedro estaria em cima de uma colina sofrendo dores de um "mal gástrico" (crise de diarreia), dos excessos alimentares em Santos.
O quadro mostra homens simples e carros de bois. O povo não participou do ato.
Pedro Américo se retratou na cena empunhando um guarda chuva e usando cartola, evidentemente que não fazia parte desse momento histórico.

sexta-feira, 22 de março de 2019

O SABICHÃO E O TAREFEIRO

Cada dia aprendemos...
Pensamos que sabemos, mas não é bem assim...
temos que entender que cada um tem seu carisma...
e cada dia tem seu cuidado...
e a vida é um eterno aprendizado...
como diz a música:

“Você diz que sabe muito,
lagartixa sabe mais,
ela sobe na parede,
coisa que você não faz”!

Nesse compasso vi um diálogo entre um sabichão e um tarefeiro:
O tarefeiro estava na labuta suando mais que bica de chafariz,
Limpando o terreiro com aquela paciência de chinês zen...

No ínterim passa o sabichão e sem conhecer o tarefeiro retruca:
“Se fosse eu, faria assim e assado”!

O tarefeiro estendeu o cabo da inchada e ofereceu ao sabichão...
Este ficou parado sem saber o que fazer e recusou a empreita...
O tarefeiro voltou na labuta, mas o sabichão continuou a tagarelar...

O tarefeiro limpou o suor da testa e disse em voz tranquila:

“Você que chegou agora para criticar,
deveria ter chegado antes de fazer!
Assinado:
Aquele que fez, quando ninguém sabia fazer”!

O sabichão ficou vermelho como um peru e saiu a passos largos,
sem olhar para trás.


O tarefeiro apenas continuou seu trabalho como sempre!!!

sábado, 16 de março de 2019

Santo Amaro Foi Seu Legado! Alexandre Moreira Neto? Presente!

Alexandre Moreira Neto: BOTINA AMARELA DESDE 21 DE OUTUBRO DE 1941
Os cavaleiros usam armaduras para enfrentarem a vida e assim caminham nos campos como um guerreiro enfrentado moinhos de vento, enfrentado as sombras, enfrentando a si mesmo. Caminham combatendo, sabendo que a vida é um momento rápido, apenas isso, um tempo determinado, um prêmio, onde se escreve a história, onde se planta uma semente na terra que amamos, pois por ela temos orgulho, pertencimento e identidade!
Sabemos que não temos unanimidade, e tem que ser assim mesmo, para sabermos redefinir questões, analisar posições e voltar atrás quando preciso for, pois a verdade pode ser o fato de apenas um instante momentâneo, podendo variar ao longo do tempo.
Deste “torrão caipira”, chamado de Santo Amaro, Alexandre Moreira Neto foi sempre grande defensor, pisando forte pra preservar o legado botinas amarelas, para preservar toda tradição advinda desde os tempos iniciados no desbravamento e ocupação do espaço que se tornou referência de luta constante para a preservação da memória.
Afinal como se faz uma biografia, se a escrita não consegue determinar a dimensão do real e de quem “escreveu” em vida um legado, por vezes superando o sujeito histórico e que de repente se torna objeto a ser estudado e determinado pela dimensão da obra.
Não há como mensurar uma pessoa, pois cada qual tem uma medida e nenhum missivista sabe expor com fidelidade as honras merecidas em poucas letras.
Santamarense não tem medida, tem orgulho de ser e pertencer em Santo Amaro.
Alexandre Moreira Neto representou por muito tempo esse fervor por esse “torrão” e foi um entusiasta de tudo quanto acontecia nesta “terra amarela”, de caipiras de várias nacionalidades, conhecendo cada canto, cada rua, cada praça, os riachos hoje encobertos pelo progresso, enfim o lugar das paragens dos Botinas Amarelas. Seus “causos” faziam parte de eventos promovidos, juntamente com outros tantos ilustres conhecedores de Santo Amaro que transmitiam toda oralidade local.
Em Santo Amaro seu pai Cesar Moreira, que era conhecido pela alcunha de Carioca, “assentou praça” nos idos da década de 1920, constituindo família com a senhora Horacina Borba Cyrino, advindo deste matrimônio os filhos Gilberto, Hélio, Alexandre, Cesar, Maria Eugenia e Eliane. Os filhos trabalhavam com seu pai no escritório de despachos de documentos em Santo Amaro. Até esta datada atual manteve Alexandre Moreira Neto seu escritório de advocacia à Rua Desembargador Bandeira de Melo, juntamente com Maria Aparecida de Almeida Camilo.
Alexandre Moreira Neto teve como âncora firme sua esposa, Lúcia da Silva Moreira que estava sempre presente em todos os eventos sociais locais. Seu filho Cesar da Silva Moreira é o representante de seu legado santamarense. Seu mais proeminente momento, e que repercutiu por vários anos, é ter cavalgado com a romaria de Pirapora de Bom Jesus, com os amigos que dela faziam parte, participando ativamente nas comissões da mesma. Comendas, medalhas várias, inclusive a das Forças de Paz da ONU e de tantas outras honrarias fazem parte de seu cabedal.
Por muito tempo escreveu sua coluna enaltecendo o legado antigo dos Botinas Amarelas, espaço esse aberto para essa finalidade na Gazeta de Santo Amaro, de seu amigo Armando da Silva Prado Neto e também concedido pelos atuais jornalistas que detém a marca deste jornal.
A entidade reconhecida como depositária da história local, Cetrasa, Centro das Tradições de Santo Amaro, situado à Rua Alceu Maynard de Araújo, 32, Vila Cruzeiro, foi edificada na década de 1990, que por muito tempo foi presidida por Alexandre Moreira, hoje à frente da instituição temos com presidente, José Carlos Bruno, que dará continuidade a esse espaço de relevante valor, sendo que mantém o Troféu Botina Amarela, concedido aos mais representativos e que tenham distinção na região.

Seu passamento ocorreu em 09 de fevereiro de 2019. Que lhe seja concedido o lugar dos justos, pois até no sentido religioso, participava ativamente da Matriz de Santo Amaro.
MOMENTOS QUE HOJE FAZ PARTE DA HISTÓRIA 

SEDE DO CETRASA












segunda-feira, 11 de março de 2019

RIOS MORTOS, CONTAMINADOS E CANALIZADOS E AS INUNDAÇÕES EM SÃO PAULO!

Os rios e seus limites desrespeitados

São Paulo possue rios, ribeirões, riachos, lagoas, que fazem parte da formação hídrica num complexo de rede entre essas “veias” que correm para rios importantes e maiores como o Tamanduateí, Pinheiros e o Tietê que circundam a cidade de São Paulo.

Hoje toda essa malha hídrica esta canalizada, mas continuam agora debaixo da impermeabilização de asfalto e cimento, são invisíveis e tornaram-se malhas viárias onde por baixo escoam as águas pluviais. Antes esses rios transbordavam para suas várzeas, e tinham em seu ciclo de cheias intensificadas com maior ímpeto nos períodos chuvosos de transição de estações. Os três rios citados receberam concreto em suas margens na cidade de São Paulo, foram “aprisionados” e retificados, perderam suas várzeas e as matas ciliares e nestes locais o homem invadiu sem cerimônia e “plantou” sua civilização moderna. Em todo esse cenário foram avançando empreendimentos para essas áreas das antigas várzeas.

Só para se ter ideia o Rio Pinheiros que corria caudaloso com seus longos e sinuosos movimentos de 45 quilômetros ao encontro do Tietê, tornou-se uma reta de 27 quilômetros de esgoto a céu aberto proveniente anteriormente de esgotos industriais e hoje provenientes de prédios e residências ao longo de seu percurso! 

Todos esses rios moribundos, mortos de vida aquática, correm ainda como afluentes de outros rios maiores para onde escoa toda á água das chuvas! As inundações sempre ocorreram, havendo relatos antigos, sendo as maiores inundações em 1919, 1929, embora essa última, alguns a consideram de origem “criminosa” para apoderarem-se de áreas de represamento.

Evidentemente que a cidade não tinha toda essa complexa estrutura da atualidade, e as “águas de março” no ciclo das chuvas chegam com o ímpeto da natureza e “recupera” as várzeas dos rios onde hoje há moradias, lojas, indústrias que foram construídas nos aterros das várzeas dos rios e alagam o que antes pertenciam aos rios e deles foram “roubados”.  

Essas águas que invadem onde está o homem hoje e que não lhe pertence, simplesmente são “propriedades” dos rios que estão se apoderando apenas do que por direito é algo do ciclo natural das águas que fazem parte da cidade onde os cursos dos rios recebem toda intervenção humana. Esse “apoderamento” por parte do homem tem um preço e vemos que o custo é alto pela interferência que acarreta o ônus a ser pago da ocupação sem critério analítico!!!


Mapa hidrográfico do município de São Paulo: Fonte: Atlas Ambiental do Município de São Paulo, PMSP/SMVA/SEMPLA (2002)