terça-feira, 15 de julho de 2025

Três Anos do Passamento Terreno do "Bita" (Padre Edmundo da Mata/Paróquia São Luiz Gonzaga/SP): 15 de julho de 2025

 QUEM TENHA OUVIDOS, QUE OUÇA!

Hoje não sabia o que escrever,
havia muita coisa a ver,
uma vida não pode ser resumida,
apenas em um só momento!
Qual seria o ponto de partida,
fiquei em pensamento:
Poderia tudo ser colocado em um dia?
Claro que não,
afinal se dinheiro a ti não devemos,
ao menos temos a obrigação!
E veio-me a mente,
como a um filme de repente,
cada instante crente,
daquele Deus único somente,
por Quem muito se fez e construiu,
e feito está, o que foi feito,
e você serviu, enquanto serviu,
e foi bem aceito,
fostes em frente, de peito aberto!
Enfrentastes todos os caminhos,
se foi errado ou certo,
sempre foi um grande momento,
uns fáceis outros de espinhos,
e bem atento ao movimento,
arregaçastes as mangas,
sem chorar as perdidas pitangas,
nem ao leite derramado,
com uns ao teu lado,
que lhe devem "ainda" favor,
homens da mesma túnica de juramento,
que blasfemaram a palavra amor,
enganaram sua confiança,
dessa lembrança, um tormento,
pois pouca era a esperança,
de ganhar a liberdade,
de gente que livrastes da prisão,
deu-lhe abrigo, fazendo aliança,
e essa é a verdade:
Recebestes de paga a traição!
Olhastes distante, de lado,
não caistes, ficastes calado,
dentro de si amargurado!
Não se ouviu um pranto,
de quem se doou tanto!
Um dia vieram administrar a fonte,
uns de boa intenção,
mas no meio havia algum não,
víboras saquearam o sagrado,
o tanto quanto se podia ser levado!
O que te podemos falar,
é que o impeto guerreiro foi descansar,
xingastes o que se teve que xingar,
e amastes o que teve que se amar!
Fique aqui escrito,
o que a ti devemos,
pois nada ouvem os moucos,
e o tanto quanto podemos,
toda a merecida gratidão,
e que se escute a voz de poucos:
Fica em paz, aqui plantastes tua missão! FOTOS MOMENTOS DE UMA VIDA

























































A Merenda Escolar e a Bolsa Educação de Quem Nunca Teve!

....novos tempos!!! 

O sustento era somente o de casa, voltava da escola com a barriga a roncar, batendo no rosto o vento, um uniforme de linho, azul-marinho, mas só pra lembrar, não havia tanta esmola de dar algo sem labutar, e era em casa que se tinha o sustento, o melhor alimento:
Ovos do galinheiro, omeletes com cebolinha, salsinha, coentro, tudo dentro da panela, mandioca, pimentão, cenoura, couve, milho, pois pouco era o dinheiro, e tudo tirado do chão, se dava pro filho sem muita prosa e de quebra uma suco de limão rosa...uma delícia azeda, amora de montão!
Arroz e feijão, que bem se entenda, tinha que comprar a granel na "venda" do seu João, marcado na caderneta de papel, e nada era lançado fora, ou desperdiçado.
Não havia, como hoje, muita regalia, e até acho essa coisa engraçada, ter muita coisa enlatada, salgadinhos com gosto de nada, só de sal, que pode fazer mal, o doce era de mamão verde, abóbora...um dia ganhei um chocolate que virou pirulito, não comi, chupei para durar mais, dormi e sonhei com essa pura ilusão!
O pai tinha "trabalho e renda" não tinha bolsa disso e daquilo, o dinheiro dava e a mãe se virava, a música a noite era de grilo ou de um rádio cheio de chiado, que pouco se entendia o que era falado!
O terreno da casa não foi invadido não, foi pago suado, tim tim por tim, dizia os velhos pra mim! Nosso teto era de madeira, um barracão de primeira, um poço no terreiro, água igual de mina, daquelas descida de colina, um colosso, seu moço!
O banheiro de latrina era do lado de fora, perigoso e mal cheiroso, não tão bonito como agora e a cozinha tinha um fogão a lenha e o piso um vermelhão, uma santa ao lado, Nossa Senhora da Penha, ou seria a da Senhora da Conceição, é que me confundo com tanta santa no mundo!
"Alumiava" a noite a luz de candeeiro e a volta da mesa o rapaz e o velho, que por respeito falava primeiro, trocando um monte de trololó, ninguém ficava só!
...fome nunca passamos, pois trabalho era a solução e não tivemos nunca depressão e hoje aqui "escrivinho" tanta recordação, que na verdade isso tudo é saudade, de um tempo "bão", que não volta mais não!!!

quarta-feira, 9 de julho de 2025

A Revolução de 1932 e a Estátua de Ibrahim Nobre do Parque do Ibirapuera...sumiu!!!


Ibrahim Nobre é considerado o herói e o "tribuno" da Revolução Constitucionalista de 1932, e hoje, 09 DE jULHO DE 2025, prestaram-te a homenagem merecida, que até fui ver onde estas!

Deixei o desfile de hoje (09-07-2025) passar e fui visitar-te no "Campo Santo", tua lápide está lá, e lembrei-me também de uma homenagem que te fizeram lá no Parque Iburapuera e fui lá...mas a obra em tua homenagem, do escultor Luis Morrone, sumiuuuuu!




Nobre Ibrahim
no desfile escutei o toque do clarim,
mas diz pra mim,
como vais embora assim,
pois estavas lá no jardim,
cercado de arbusto e capim!!!
Sumistes ali da frente,
que pensei que houve gente,
que de cabeça doente,
furtou-te de repente,
se aconteceu muito se sente,
Falaram que te guardaram somente,
será que alguém mente?
A placa do Martim Afonso, o da expedição,
situada no outro quarteirão,
foi embora sem explicação,
pensas que também não sumirias não?
Fostes nome até de batalhão,
daquela justa insurreição,
e no glorioso panteão,
depositado estais no chão,
por São Paulo e pela Nação,
defendias a constituição!!!
Agora no parque não estais mais não,
será que te colocaram na prisão?
e nas mãos o guilhão?
pois isso queriam ter ocasião,
será que foi alguém da administração?
ou foi roubo de ladrão?
Sumistes do Ibirapuera,
ali você...já era!

sexta-feira, 4 de julho de 2025

As Serrarias e Madeiras de Santo Amaro/SP entre os séculos 19 e 20

 ...o início dos hervais santamaenses, de força e conexão com o ambiente!

Anteriormente as toras de madeira vinham para o Brasil de fora para as ferrovias inglesas construídas no século 19 em São Paulo. Essa madeira, geralmente pinho de riga, era importada do País de Gales, ou da Alemanha que competiam com baixos preços, ou seja a madeira para dormentes de linha férrea ou combustível residencial.

Em São Paulo grandes volumes de madeira de Santo Amaro eram requisitadas para armações de telhados, como exemplo o Palácio dos Campos Elíseos, em São Paulo, sede do governo paulista, e estruturas das primeiras pontes da cidade, como as armações do primeiro Viaduto do Chá, ambos empreendimentos idealizados pelo mestre de obras, Johann Grundt, natural de Hamburgo, Alemanha, que veio para construir essas estruturas contratava as serrarias alemãs de Santo Amaro, na região de Parelheiros, em São Paulo.

Muitas vezes para facilitar o transporte atravessava-se em jangadas improvizadas pelas águas da represa Guarapiranga, que também teve toda armação de sua estrutura feita na década de 1920, em madeira local, sendo todo transporte feito por carroças!

Com a implantação da “Companhia Carris de Ferro São Paulo Santo Amaro” começou a ser usada a partir de sua implantação em 1886 em seu percurso por agricultores de Santo Amaro que exportavam seus produtos, e muita madeira que em sua maioria estava concentrada na década de 1880 em várias construções que ocorriam no espaço urbano de São Paulo.

Eram madeiras emparelhadas e mourões de escoramento de obras, sendo fornecidas por semana mais de 9000 toneladas , uma carga de 180 toneladas métricas, acrescida aproximadamente de 2000 toneladas de lenha, por ano, sendo uma média de 40 toneladas dor semana.

Facilitava desta maneira o transporte em geral, que incluía lenha e tábuas serradas, vendidas a construtores de casas e a fabricantes de móveis e feiras que se faziam primeiramente no Largo de São Francisco ou no Largo do Riachuelo, antigo Largo do Piques, que as sextas-feiras e aos sábados chegavam em torno de 300 carros de boi por semana, só do transporte de madeiras para construções na cidade de São Paulo, somados a 100 carros para lenha e 37 para pedras de cantaria, com 600 quilos de pedra em cada carro, dando um total de 22 toneladas por semana.

Para edificar as estruturas de sustentação e andaimes das muitas construções que ocorriam em São Paulo, foi contratado madeiramento proveniente de serrarias da Vila de Santo Amaro, como as da família Schunk de Parelheiros e da família Reinberg do Ambura (Anbaur=Cultivador), entre outras, pois era necessário madeiras de qualidade. aproximando o mestre de obras alemão Johann Grundt, com as serrarias alemãs de Santo Amaro, que forneciam madeiras em construções pela cidade de São Paulo.


Vide também:

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2023/12/o-mestre-de-obras-alemao-johann-grundt.html

quinta-feira, 3 de julho de 2025

Uma Escola Teutônica em Santo Amaro: Colégio Humboldt

A “Deutsche Schule de Santo Amaro”, mais tarde denominado Colégio Humboldt[*], que se localizava em terreno de aproximadamente 1700 metros quadrados, doado por Henrique Grassmann, sendo fundado em 2 de abril 1916, conforme relatado, na baixada da Rua da Matriz, na Rua Rio Branco, em Santo Amaro.



As aulas iniciaram-se em 01 de maio de 1916 e desenvolveu-se rapidamente contando no início com 41 alunos, a maioria descendentes de alemães. Com a Primeira Guerra Mundial (de 1914 a 1918) em andamento, em 1917 com a Alemanha evolvida no conflito, o Colégio foi fechado, sendo reaberto em 1921, reiniciando com 15 alunos. Em 1927, o número de alunos havia subido para 60.
Pela localização da escola nas proximidades da Rua Rio Branco, em Santo Amaro, a escola passou a ser denominada, por algum tempo, de Barão do Rio Branco, por força de decreto de Getúlio Vargas, presidente do Brasil, convocando que as instituições que tivessem algum vínculo com o Eixo (Japão, Alemanha e Itália) na Segunda Guerra Mundial (de 1939 a 1945) não poderiam ostentar nomes originários da língua desses país. Assim em 1942 a escola fechou novamente e foi somente reativada a partir de 1951, assumindo suas funções educacionais plenas a partir de 1957.
Atualmente, o Colégio Humboldt encontra-se em modernas instalações na Avenida Engenheiro Alberto Kuhlmann, nº 525, Interlagos, São Paulo.As crianças, desde o início são alfabetizadas em português e alemão, recebendo informações das duas culturas.
(*) Depoimento concedido em 21 de abril de 2006, por seu filho, Frederico Grassmann, no bairro da Lagoa, Itapecerica da Serra.


Veja a saga da família Grassmann no link:
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2017/02/a-saga-grassmann-gramann-pioneirismo-em.html

segunda-feira, 30 de junho de 2025

Festa Junina, prenderam-te em salões!!!

...chamam-te ainda de festa...que pela "fresta da janela do tempo" acabou esse momento!

...tinha fogueira na rua de terra, tinha pipoca, tinha bolo de milho, tinha batata doce, e o mastro dos três santos, Antonio, João e Pedro, lá de cima, olhando os três pro chão, dando do Divino a benção, no sacramento da união, com a Lua no Firmamento, ia começando a festa, avisava um estouro de rojão! Na história dos três santos a menina acreditava, e até achava, que era o Santo Antonio que casava e a solteira sonhava que o João Batista abençoava e até o amor batizava e Pedro com as chaves trancava a quem ela escolhia e mais amava e um belo dia o matrimônio acontecia!


...tinha quentão, e um montão de gente pra torcer pra gente subir no pau de sebo e pegar no topo um presente, depois de muitos tentarem e sair contente e todo ensebado com um prêmio na mão saia pulando o vencedor, todo serelepe o moleque!!!
...tinha até casamento de mentirinha e padre também mentiroso e tudo era gostoso e era o povo que mandava...os mais velhos faziam a alegria das crianças e se davam as mãos para dançar a quadrilha da ocasião!
...agora não tem nada disso, tudo deu sumiço e prenderam os três santos num salão pra se gastar um dinheirão e não tem mais a diversão dessa ocasião, pois hoje nada igual acontece, pois quando escurece nesses dias, nem fogueira aparece!