quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Represa de Guarapiranga: construção da barragem na Capela do Socorro/SP-IMAGENS

 A história é constituída de fatos, e, por vezes ganha um “colaborador” importante para decifrar um enigma, que são as fotos. Estas relíquias por vezes ficam em alguma gaveta que por “acidente de percurso” são descobertas por acaso e pertenciam a um visionário, sujeito oculto, que as preservou como por encanto.

De repente estas imagens aparecem “do nada” na investigação “acidental” em busca de pistas do “crime” chega-se ao veredito de ser um momento “presente no passado” que teve muita relevância histórica.

A “teimosia aliada à paciência” forma um quebra cabeça que juntando as peças mostra-nos a grandeza de um determinado momento no tempo e espaço definido, que no caso é parte da História da Represa de Guarapiranga nos primórdios de sua construção em Santo Amaro, na Capela do Socorro, São Paulo.

Toda essa pesquisa não tem vínculo com nenhuma lei de incentivo à cultura, nem tem patrocínio de nenhuma empresa de âmbito governamental, ou fundação, ou autarquias. Somos livres para pesquisar e disponibilizar em um blog de história, onde o único financiamento existente é nossa vontade de trabalhar em prol da historiografia local e devido a isso criamos o “Projeto Identidade: A Fotografia como Concepção Histórica”.

Esse nicho pertence a todos, que "porventura ou aventura" queiram usufruir destes momentos que de alguma forma faz parte de nosso pertencimento, responsáveis por cada instante que integrou nosso ser a realidade dos pioneiros que trabalharam arduamente para que o lugar tivesse a qualidade de bem-estar atual da Capela do Socorro, na cidade de São Paulo.

 

*O sujeito oculto (fonte) ainda é desconhecido, embora todo material foi feito pela Light and Power, não temos informação quem detêm essas imagens expostas em arquivos!





















MISSÃO DO JARDIM SÃO LUIZ/SP PARA O BRASIL E EXTERIOR: Irmã Martha Magdalena de Castro

RECORDAÇÃO DE VIDA (crônica original de 17 de agosto de 2015)

Irmã Martha Magdalena de Castro 25 anos de Consagração Religiosa


Irmã Martha Magdalena de Castro nasceu em 12 de Outubro em Dores do Turvo, Minas Gerais, filha de João Carlos de Castro e Auziria Rosa de Paula (in memorian), sendo seus irmãos, Antônio Carlos (in memorian), Dalva Mercês, Rita de Cássia e Maria das Neves.

 Nasceu em uma família profundamente cristã e desde os 14 anos sentiu-se chamada à vida religiosa. Colaborou durante 30 anos como catequista na Paróquia São Luís Gonzaga, Bairro Jardim São Luiz, em São Paulo, onde esteve sempre inserida na comunidade e trabalhando silenciosamente em nome de Nosso Jesus Cristo.

Em 1986 conheceu a irmã Kimico Imada e Irmã Clélia, que tiveram participação efetiva na paróquia São Luís Gonzaga. Irmã Kimico vendo sua dedicação convidou-a para integrar-se como irmã do Instituto Jesus Maria José, sito à Rua São José, 501,Santo Amaro, São Paulo, onde se sentiu acolhida nesta comunidade pelas irmãs Alice Cintra (in memorian) Isaura e a superiora Geral Margarida Rossi a qual até hoje tem um grande carinho e admiração por sua pessoa. Tornou-se vocacionada das irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus.

 Emitiu seus primeiros votos em Franca, São Paulo, em 02 de fevereiro de 1990 e seus votos perpétuos em 20 de janeiro de 1996 em São Paulo na Paróquia São Luís Gonzaga.

 Em 1990 foi para a missão na Bolívia, depois para Iturama de 1994 a 1996 no Triângulo Mineiro, partindo para Portugal em 1996. No ano seguinte foi para Angola, África sendo que neste mesmo ano de 1997 foi para Moçambique, também na África, onde permaneceu até o ano de 2001, ano em que retornou para Portugal onde permaneceu até 2006.

 Colaborou no Lar Escola Santo Antônio Internato de Meninos, onde se sentiu muito feliz e realizada nesta missão tão preferida de Madre Rita Lopes de Almeida, precursora da congregação das Irmãs Jesus Maria José que usava o lema:

“Se preciso fosse percorreria o mundo inteiro para salvar uma só alma”.

De 2007 esteve na cidade de São Simão, perto de Ribeirão Preto, no educandário São José, junto às crianças e adolescentes. No ano de 2008, parte em nova missão desta vez ao Paraguai, mesmo sendo por um período curto foi muito frutífero onde se dedicava as visitas às famílias e a presença junto à comunidade da Igreja, deixando sua marca de caridade, onde sempre é recordada com muito carinho pelo povo local.

 Novamente retornou à Bolívia em 2009 em mais uma missão em comunidades religiosas, onde se dedicava intensamente aos cuidados das irmãs, sempre sendo uma presença alegre e companheira de todas e de grande exemplo de oração e vida fraterna permanecendo até 2015. Há de recordar-se que estando fora do Brasil comemorou seu jubileu de 25 anos de consagração religiosa em 2 de fevereiro de 2015.

Em 15 de Agosto de 2015 foi realizado na Capela do Colégio Jesus Maria José, na Avenida Adolfo Pinheiro, 893, Santo Amaro, São Paulo, missa solene em homenagem a consagração de Irmã Martha Magdalena de Castro, após regressar da Bolívia, pelo pároco Rogério Cataldo Bhering responsável pela Catedral de Santo Amaro.

Irmã Martha trabalhou em Aparecida, São Paulo, na comunidade de formação das noviças.

Felicitações de todos os jardinenses e de outros recantos pela escolha de servir a Nosso Senhor Jesus Cristo, nesta missão missionária que sem dúvida o fardo se torna leve, pois Irmã Martha tem o reconhecimento de grande missionária, vivendo intensamente sua consagração numa vida simples, desprendida, alegre, disponível e de muita doação a Igreja e ao Instituto Jesus Maria José espalhado pelo território brasileiro e por várias partes do mundo.








A COMUNIDADE JARDINENSE PRESENTE AO EVENTO



terça-feira, 5 de outubro de 2021

O PARQUE INFANTIL DE SANTO AMARO NA AVENIDA ADOLFO PINHEIRO, SÃO PAULO

UM NOVO OLHAR PEDAGÓGICO

Quem primeiramente enfatizou o brinquedo, o trabalho manual e o estudo da natureza a atividade lúdica, como processos espontâneos na criança  como meios educativos,  apreendendo o significado da família nas relações humanas foi o pedagogo alemão Friedrich Wilhelm August Fröbel, (1782-1852),sendo idealizador e fundador do primeiro “Kindergarten” (jardim de infância) do mundo. As crianças eram consideradas plantinhas de um jardim, cujo jardineiro era o professor.

O INÍCIO            

Em São Paulo tudo começou com o incentivo de Mário de Andrade[1] quando era diretor do Departamento de Cultura na gestão do prefeito Fábio Prado, durante os anos de 1934 a 1938, criou-se os parques infantis. Anterior aos parques infantis foi criado o Serviço Municipal de Jogos de Recreio para Crianças, pelo Ato número 767, de 9 de janeiro de 1935, Fábio da Silva Prado, prefeito do Município de São Paulo. Em São Paulo os núcleos iniciais ficaram vinculados ao Departamento Municipal de Cultura.

Entre os anos de 1934 e 1938, enquanto esteve na gestão do município, o prefeito Fábio Prado entregou o Parque Infantil da Lapa, o do Parque D. Pedro II e o de Santo Amaro; além disso, construiu outros quatro que foram entregues na gestão de Francisco Prestes Maia, em 1938, no Tatuapé, na Barra Funda, no Catumbi e Vila Romana (NIEMEYER, 2001).

Os parques infantis[2] tiveram suas atividades iniciadas em 1938, para prestar assistência a criança, sendo escolhido na gestão do prefeito Francisco Prestes Maia, como seu diretor, Francisco Pati[3].

As crianças forneciam um parâmetro da população paulistana que afluíam para a cidade de São Paulo em imigração buscando o campo de trabalho nas indústrias que se instalavam na capital. Os parques forneciam estudos das diferentes colônias de imigrantes e como integrar os brasileiros de origem neste novo modelo pedagógico, interagindo as crianças incentivando-as na concepção do folclore e incentivando-as em atividade artística, pois Mario de Andrade via no desenho a individualidade e a livre concepção artística de cada pessoa, incentivando desenhos infantis.

Nicanor Miranda, foi o responsável da Divisão de Educação e Recreios, uma seção do Departamento de Cultura que organizava e cuidava dos Parques Infantis e dos campos de atletismo, até 1945.

O Parque Infantil de Santo Amaro foi inaugurado em 26 de junho de 1938. Possuindo uma área de 12 mil metros quadrados, em meio quarteirão compreendido pela Avenida Adolfo Pinheiro, Rua Conde de Itu e Rua São José. Foi construído pela empresa de engenharia Arnaldo A. da Mota e Companhia.

PLANTA DO PARQUE INFANTIL DE SANTO AMARO


Parque Infantil de Santo Amaro. Jardinagem.

No ato da inauguração foram apresentados números de ginástica e danças, além de jogos, que seriam o mote principal das atividades recreativas das crianças, reunindo-as em atividades coletivas orientadas por educadores auxiliando no desenvolvimento dos “petizes”! O registro desse momento coube ser feito pelo fotógrafo Benedito Junqueira Duarte, contratado pelo Departamento de Cultura que durante as décadas de 1930 e 1940 registrou as atividades dos parques infantis.

Hasteamento da bandeira nas festas de inauguração do Parque Infantil de Santo Amaro.

Festa de inauguração do Parque Infantil de Santo Amaro. Joguinho (corrida das batatas)

Festa de inauguração do Parque Infantil de Santo Amaro. Componentes da quadrilha caipira.

Festa de inauguração do Parque Infantil de Santo Amaro. Ceci e Peri - Dança Indígena-A Despedida-

Festa de inauguração do Parque Infantil de Santo Amaro. Cateretê.


Em 1938, o interventor federal no Estado de São Paulo, Adhemar Pereira de Barros, reorganizou o Departamento de Educação Física por meio do Decreto nº 9.605. Logo em seguida, o Decreto nº 10.243 de 1939, no artigo 2º, definiu que em “todos os municípios serão instalados uma comissão do Departamento de Educação Física e o Artigo 8º criou o cargo de “inspetor geral dos Serviços de Parques Infantis”, responsável por “organizar e orientar os serviços de Parques Infantis”.

O nome "Parque Infantil" em São Paulo teve essa denominação até o ano de 1975, quando houve a mudança para Escola Municipal de Educação Infantil.

 

 

 

 

 

 

Bibliografia:

https://docplayer.com.br/72233314-Priscila-fernanda-de-brito.html)

https://www.saopaulo.sp.leg.br/memoria/especial/fabio-da-silva-prado/

https://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/cultura/bibliotecas/historico/index.php?p=28834

 NIEMEYER, Carlos. Augusto. A criação de espaços públicos de lazer organizado como expressão de cidadania: o caso dos Parques Infantis de São Paulo (1934-1954).

Friedrich Fröebel, tradução de Maria Helena Câmara Bastos. “A Educação do homem”. Passo Fundo: UPF, 2001.

MIRANDA, Nicanor. O significado de um parque infantil em Santo Amaro Departamento de Cultura. Divisão de Ensino e Recreio. 1938.

Mario de Andrade e os Parques Infantis. Itaú Cultural, São Paulo, 2013, 1ª edição

Correio Paulistano, 23-10-1938 EDIÇÃO 25346

Correio Paulistano,26-06-1938,  EDIÇÃO 25244



[1] Mário Raul de Morais Andrade nasceu na cidade de São Paulo, em 09 de outubro de 1893. Em 1917, estudou piano no “Conservatório Dramático e Musical de São Paulo” e publica seu primeiro livro intitulado “Há uma Gota de Sangue em cada Poema”. Em 1922, publica a obra de poesias “Paulicéia Desvairada” e torna-se Catedrático de História da Música, trabalhando ao lado de diversos artistas na Semana de Arte Moderna neste mesmo ano. Foi um estudioso do folclore, da etnografia e da cultura brasileira. Em 1928, publica o romance “Macunaíma”, uma das grandes obras-primas da literatura brasileira. Durante 4 anos, (1934 a 1938) trabalhou na função de diretor do “Departamento de Cultura do Município de São Paulo”. Em 1938, muda-se para o Rio de Janeiro, onde é nomeado catedrático de Filosofia e História da Arte e Diretor do Instituto de Artes da Universidade do Distrito Federal. Retorna à São Paulo em 1940, onde começa a trabalhar no Serviço de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (SPHAN). Com saúde frágil no dia 25 de fevereiro de 1945, faleceu em São Paulo, vítima de um ataque cardíaco.

[2] Os parques infantis foram idealizados em 1935, na gestão Mário de Andrade, como diretor do Departamento de Cultura, no governo do prefeito de São Paulo, Flávio Prado. Destinados a meninos e meninas com idade entre 3 e 6 anos, tinham como objetivo a educação e a recreação. Além disso, as crianças recebiam merenda e tinham acompanhamento médico.


[3] Francisco Pati, jornalista, escritor e poeta, nasceu em 18 de fevereiro de 1898 em Amparo, SP e faleceu em 18 de abril de 1970 em São Paulo. Formou-se na Escola Normal e Primária da Praça da República em 1913 e na Secundária em 1915, e na Faculdade de Direito em 1923. Dedicou-se à estudar os poetas da língua, além dos estrangeiros. Foi redator da revista "XI de Agosto" e em 1924 fundou a revista "Novíssima". Em 1931 foi redator-principal de "A Platéia", exerceu idêntico cargo no "Correio Paulistano". Em 1933 entrou na redação da "Folha da Manhã" e "Folha da Noite", permanecendo vários anos. Foi eleito para a Academia Paulista de Letras, tomou posse da cadeira n. 16 em 3 de dezembro de 1941 . Alguns anos depois foi escolhido 1º secretário da Academia. Foi diretor do Departamento de Cultura do Município durante 35 anos. Diretor da Cruz Vermelha de São Paulo.

 

quinta-feira, 23 de setembro de 2021

Kibon S/A Indústrias Alimentícias

“Que Bom”...23 de setembro, comemora-se o dia do sorvete no Brasil. A data faz referência ao fim do inverno, com a chegada da primavera !!!

Esta crônica limita-se a mostrar como a empresa americana que produzia o sorvete “Good Humor Ice- Cream” fixou-se no Brasil, vindo da China e não se fixar nos produtos da empresa Kibon!!!

Quando o gerente da multinacional americana U.S Harskon, John Kent Lutey[1], desembarcou no Rio de Janeiro em 1941, ele trazia a missão de transferir a fábrica de sorvetes Hazelwood Ice Cream Company em  Xangai, na China, onde havia iniciado na década de 1930 pelo empreendedor Ulysses Harkson, devido as tensões bélicas entre Japão e China.

O destino inicial de uma fábrica de sorvetes era a Argentina, mas a indústria seria transferida da China para o Brasil, fundada em 24 de julho de 1941 como U.S Harkson do Brasil. O grande desafio de então é que havia no Brasil total ausência de uma tecnologia de frio, tendo que ser importados geladeiras e máquinas apropriadas além de especialização de pessoal no setor. Na matéria prima apenas ovo em pó era processado, o mesmo não ocorrendo com o restante dos ingredientes, como leite, manteiga e frutas, sendo que estas últimas se limitavam as safras de época, pois não havia tecnologia de conservação e a manteiga precisava ser importada da Argentina.

Superada essas dificuldades produtos de qualidade poderiam ser produzidos, assim nasciam os nomes de sorvetes Eskibon e Chicabon, produtos que se tornaram carros chefes da empresa.

Em 1959 a empresa inaugurou uma filial no bairro da Mooca, diversificando sua linha de produtos, passou a produzir tabletes de chocolate, bombons, confeitos e pirulitos, numa sistemática de controle de matérias primas e produtos acabados.

A razão social da empresa passava a denominar-se Companhia Harkson de Indústria e Comércio Kibon. Em 1960, a empresa passou a chamar Kibon S/A Indústrias Alimentícias. A partir de 1982, a Kibon direcionava a produção exclusivamente de sorvetes, passando para a Q-Refres-Ko Indústria e Comércio, que estava estabelecida no bairro da Capela do Socorro, na Rua Vicentina Gomes, em Santo Amaro, São Paulo, desde 1969, cabendo a ela a produção de chocolate, bebidas em pó, confeitos e gomas de mascar. A Kibon detinha 50% do capital dessa sociedade, adquirida por completo em 1993.

Até os anos de 1970 a Kibon era a única indústria de sorvetes do mercado brasileiro (embora houve produção artesanal, mas sem muita expressão) e toda produção estava concentrada no Brooklin, havendo duas filiais, uma em Jaboatão, Pernambuco, e outra na cidade paulista de Bauru, conforme informado à época através do relações Publicas da empresa, Reinaldo José Malagoni.

Em 1957 a empresa foi adquirida pela General Foods, que a repassou à Philip Morris em 1985 por US$ 6 bilhões por todas as operações da General Foods no mundo.

Num negócio de cerca de US$ 900 milhões, o Grupo Unilever adquiriu parte da Kibon em
20 de outubro de 1997  e em outubro de 2000, a Unilever adquiriu os 50% restantes da Kibon.

Antes de se chamar Kibon, a conhecida marca de sorvetes era a Sorvex-Kibon. Lá, a empresa fabricava um sorvete de leite, açúcar, chocolate e malte, uma fórmula exclusiva, que faria muito sucesso em nossas terras a partir de 1942, ano em que foi lançado. Era o Chicabon. A propaganda era feita pela modelo Eleonora Mia Adela Fuchs.

O primeiro lançamento foi o Eskibon seguido do Chicabon, depois Sorvex Kibon, assim que se estabeleceu no Rio de Janeiro, em plena entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial.

A origem do nome Chica-bon seria uma homenagem a todas as mulheres do Rio de Janeiro chamadas Francisca, nome usual, abreviado para Chica.

Em 1957, foi vendida para a General Foods[2], que a repassou a Philip Morris, em 1985. Num negócio de cerca de US$ 930 milhões, a Unilever (anteriormente Gessy Lever) adquiriu a Kibon que faria parte da Heartbrands  criada em 1998 para unir e internacionalizar todas as marcas de gelados da Unilever presente em mais de 40 países.

Desde 2002, o Chicabon é fabricado exclusivamente na unidade da Kibon de Jaboatão dos Guararapes, em Pernambuco, e segue em carretas refrigeradas a -25 graus centígrados, onde há uma fábrica em Valinhos, interior de São Paulo.

Em 1999, a Unilever, por meio de estratégica de marketing, adota o coração como logotipo e a letra K em todas as embalagens de seus produtos.




A sede da fábrica de sorvetes Kibon de São Paulo, estava instalada na região de Santo Amaro, no quarteirão da Avenida Roque Petroni Jr. e Rua Santo Arcádio, no Brooklin em  terreno, de 42,9 mil metros quadrados, inaugurada em 1958.


Foi desativada em 2005 sendo atualmente área de grande interesse para torres de condomínios residenciais de médio e alto padrões.

 

 

Crônica sujeita a revisão sem prévio aviso no aguardo de futuras informações deste segmento!

Ref.

https://www2.senado.leg.br/bdsf/bitstream/handle/id/320659/complemento_1.htm?sequence=2

https://www1.folha.uol.com.br/folha/especial/2005/topofmind/fj1810200504.shtml

https://vejasp.abril.com.br/blog/memoria/dez-curiosidades-sobre-o-sorvete-chicabon/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Unilever

O Estado de São Paulo, 03 JAN 1996 p. 72;  

O Estado de São Paulo, 21 out 1997 p. 50 (aquisição da Kibon pela Unilever)

Gazeta de Santo Amaro, 10 de mar de 1972

Folha de São Paulo, 25 de julho de 1994 (Q-Refres-Ko muda o controle acionário)

 

 

 

Para saber a história de vários produtos da Kibon acesse:

https://mundodasmarcas.blogspot.com/2006/05/kibon-uma-das-boas-coisas-da-vida.html

 

Veja link:

Indústria de Chocolates Lacta S.A.

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2020/07/industria-de-chocolates-lacta-sa.html


[1] John Kent Lutey, nasceu em 19 de setembro de 1902, em Butte, Montana, Estados Unidos. Filho de William John e Martha Louise (Williams) Lutey.

John Kent Lutey, foi um empresário Membro do Conselho Civil da Embaixada dos Estados Unidos, Rio de Janeiro, desde 1946. Membro do Instituto Cultural Brasil-Estados Unidos, Sociedade Americana do Rio de Janeiro, American University Club (Xangai), Shanghai Polo Club, Shanghai Race Clube, Clube de Golfe Itanhangá.

Era representante da empresa Henningsen Produce Company, dos Estados Unidos da América, em Xangai, China, de 1925 a 1940. A Henningsen Produce Company foi fundada em 1889 por Fred Henningsen. Os negócios consistiam em um grande armazenamento público de frio, laticínio, fabricação de gelo, fabricação de sorvete, alimentação e tempero de aves, fabricação de queijo e condensação de leite. Em 1920, a Henningsen Company possuía e operava fábricas em Tacoma, Washington; Butte, Montana; Scio e Newburg, Oregon; e Xangai, China.

Fundador, presidente, diretor Kibon S.A., São Paulo e Rio de Janeiro, Brasil, de 1940 a 1962. Diretor da divisão setorial da Agência para o Desenvolvimento Internacional, Brasil, de 1964 a 1966.

Embaixador especial da Islândia na posse do presidente Kubitschek do Brasil, 1956. Diretoria do Instituto Brasil-Estados Unidos, de 1956 a 1958.

[2] Kraft Foods Inc. é a maior empresa de alimentos dos Estados Unidos, e a segunda maior do mundo. Pertenceu a Philip Morris (renomeada para Altria em 2003), à qual foi vendida em 1988 pelo valor de $ 12,9 bilhões de dólares, que posteriormente fez uma fusão com outra subsidiária chamada General Foods.

segunda-feira, 13 de setembro de 2021

O Brasil salvou a economia dos derrotados europeus da Segunda Guerra Mundial?

 Nossa "revolução industrial tardia"!!!

 Essa história começa com a quebra da Bolsa de Nova York em 1929 e dizia-se que o Brasil não tinha sentido o impacto deste momento porque era um país exclusivamente agrícola e se mantinha através de pequenos produtores na alimentação da população e o grande escoamento era feito por carroças e depois por ferrovias até o porto de Santos e abastecia países estrangeiros com café que tinha como seu maior “atravessador” os britânicos que controlava a bolsa de café em toda a Europa.

 Nossos avós, pais, tios, enfim toda a família vivia do "cabo da enxada" e comiam daquilo que plantavam e colhiam. Proteína animal eram as galinhas que tinham parado de botar e carne de porco. E assim corria a vida sem gasolina ou óleo diesel e tudo era transportado no lombo dos burros e carroças.

 De repente estourou a 2ª guerra e então o presidente do Brasil Getúlio Vargas queria ter uma siderurgia para fazer aço e quase “bandeia” pro lado dos alemães. Os americanos então fizeram a Companhia Siderúrgica Nacional e o Brasil aliou-se em 1942, mandando soldados para guerrear na Itália.

 Os americanos juntaram-se aos ingleses, franceses e russos e derrotaram a Alemanha, Japão e Itália, justamente locais de onde tinham vindo o maior número de imigrantes para o Brasil.

 A Europa precisava ser recuperada dos estragos da guerra e o governo americano inventou o Plano Marshall de recuperação da economia europeia.

Quem precisava da tecnologia que existia então? A América Latina e um país que tinha se colocado ao lado dos aliados, o Brasil que foi escolhido para recuperar os estragos ocorridos na Europa arrasada.

Com a derrubada do governo brasileiro em 1954, entrou a era de Juscelino Kubitschek

 que queria a construção de uma nova capital, Brasília, e pretendia fazer o Brasil ser construído em 5 anos o que levaria 50 para ser feito.

Os alemães ofereceram ajuda e construíram a Mercedes Benz e a Volkswagen no Brasil. Em 1956 foi fabricado o primeiro veículo genuinamente com peças fabricadas no Brasil, não foi um automóvel, foi um caminhão Mercedes Benz, registrado como L-312-Torpedo.

Precisava as estradas para caminhões andarem e para construir Brasília. Então aos poucos destruíram as ferrovias e hoje somos ligados por estradas asfaltadas e veículos automotores e neles estão os caminhões que transportam todas as cargas do Brasil.

 

A Alemanha, o Japão e a Itália se recuperaram tornando-se países ricos e o Brasil...ora o Brasil, celeiro do mundo...juntamente com outros países, são fornecedores de matérias primas aos países detentores de tecnologia de ponta, ávidos por riquezas de suas "colônias" fornecedoras atuais...

O primeiro bloco do motor do caminhão L-312, Torpedo, foi fundido e 1955 na Sociedade Técnica de Fundições Gerais S/A, na Vila Anastácio, Lapa.

 

Veja parte dessa história em:

 

SOFUNGE - Sociedade Técnica de Fundições Gerais S/A: Uma indústria pioneira na Vila Anastácio, Lapa

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2015/05/sofunge-sociedade-tecnica-de-fundicoes.html

sábado, 4 de setembro de 2021

A Fundição Electroalloy Indústria e Comércio de Aço Ltda, no bairro Jardim São Luiz/SP

Implantação de base, Electroalloy Indústria e Comércio de Aço Ltda

Uma empresa se destacava a partir de 1965, na antiga Avenida São Luiz, no Bairro Jardim São Luiz, hoje a atual Avenida Maria Coelho Aguiar, número 298, proveniente do bairro da Moóca. Com a expansão e a implantação dos primeiros veículos dentro do Plano de Metas do Governo Juscelino Kubitschek na segunda metade da década de 1950 as empresas do ramo de fundidos tiveram primordial participação neste setor para abastecer as indústrias automobilísticas que se implantaram no país, com ênfase a alemã Mercedes Benz e a americana Ford.

A área de abrangência da Empresa Electroalloy era de aproximadamente de 3 mil metros quadrados, que era provido no seu quadro de funcionários operários especializados em peças fundidas , um setor de usinagem com máquinas operatrizes do maior grau de eficiência no setor de usinagem e um quadro administrativo de boa experiência perfazendo quase 400 pessoas deste importante segmento da indústria.

À época estava à frente da gerência administrativa da empresa Isaqueo Fernandes quando também a empresa patrocinava o piloto Keniti Yoshimoto em competições de Autódromo de Interlagos. A empresa  detinha a produção da liga inoxidável Nitronic 50 com direitos adquiridos da marca da Armco Co. dos EUA, produto empregado na produção industrial, em   extração   e processamento  de  óleo  e  gás,  papel  e  celulose,  têxtil,  química  e  naval.    .

A empresa Electroalloy, permaneceu no bairro Jardim São Luiz até a década de 1980, devido estar próxima ao Centro Empresarial de São Paulo que foi edificado na segunda metade da década de 1970, e sendo considerada como atividade insalubre foi autuada pela Companhia de Saneamento Ambiental do Estado de São Paulo, CETESP, a empresa mudou-se para a cidade de Nova Odessa, alterando sua razão social. Em seu lugar  surgiu o Hiper Sacolão São Luís que comercializava, verduras, frutas, legumes, carnes, peixes, enfim uma gama enorme de produtos a população do bairro e adjacências. Hoje, nesse mesmo local está instalada a empresa de material reciclável, Los Alamos Comercial – Eireli.

LOCAL DOS ESCRITÓRIOS DA EMPRESA

ANTES
DEPOIS (FOTO DE 04-09-2021-ÚLTIMO RESQUÍCIO DA EMPRESA)