sexta-feira, 5 de maio de 2017

O homem, esse ser “obsoleto” e suas máquinas “inteligentes”!

Será o rompimento das relações trabalhistas?

As relações de trabalho do homem para com o homem estão chegando ao fim, pois máquinas inteligentes já não precisam ser operadas por vários homens, por turnos de produção.

As máquinas irão agir por si, pensando em operar com altíssima produção e se necessário for, 24 horas por dia, sem interrupções por necessidades fisiológicas e sem sentir a estafa do esforço produtivo, podem ser abastecidas até em movimento!

Os contatos humanos já não são obrigatoriamente presenciais, cada vez mais nos distanciamos das pessoas e “conversamos em rede”, além de muitas transações.

Houve um momento histórico que a produção já estava em alta e as tecelagens inglesas antecipavam esse momento com novos equipamentos de produção em série. Disto surgiu o "ludismo" que foi um movimento da Revolução Industrial (na Inglaterra, entre 1811/12) que ia contra a mecanização do trabalho, ou seja, a substituição da mão de obra por máquinas. Adaptado aos dias atuais, o termo “ludita” identifica toda pessoa que se opõe à industrialização intensa ou a novas tecnologias.

No século vinte foi o auge industrial por máquinas operatrizes, a produção dependia do homem e a máquina. Essa produtividade era desenvolvida por tempos e métodos de produção onde o homem tirava rendimento da produção horária da capacidade da máquina que operava. A atividade produtiva estava condicionada ao controle da condição motora do homem!

Não se exigia alto conhecimento técnico para ser “operador de máquinas” e tudo era resumido em uma aritmética elementar e apertar dois únicos botões das máquinas, um verde para ligar e começar a produzir e outro vermelho para parar de produzir, em tempos regulares, como almoçar, tomar café ou terminar o turno e ir para casa “descansar o homem” para reiniciar no dia seguinte!

Essa era a lógica produtiva desde o inicio da Revolução Industrial do século 19 repassada para o século seguinte, mas que não satisfaz mais a produção contínua e sempre em alta de produtos de consumo, em vários seguimentos.

A demanda de produção atual e as relações conflitantes seguiram-se para outro caminho com o advento das “máquinas-cérebros” que começou a controlar as atividades humanas e aquilo que antes era aceito como regra de o homem direcionar a máquina. Aos poucos os papéis se invertem e a máquina no hodierno “manipula” o homem nos seus anseios e tudo está sendo dirigido por computadores que controlam máquinas e que se tornaram autômatos e autônomos e não precisam mais do homem para produzir!


Não é o fim da história, é o início de um novo conceito, e o “homem do poder detentor dos meios de produção” não necessita de “tantos homens” para que sejam feitos todos os trabalhos que necessitam “todos os homens” para sobrevivência, pois possuirá máquinas inteligentes de produção[1]!

Algo precisa ser idealizado, pois o limite já está sendo rompido nessas relações de trabalho e parece que “homens cegos” estão caminhando para o abismo que separa os homens que antes se reuniram em “guildas[2]” para fazerem tudo quanto necessário para a sobrevivência e hoje essa intermediação não é mais necessário e o trabalho continua rendendo subsídios e diferenças!

O que antes, com o aparecimento das máquinas industriais, foi idealizado para o controle do corpo físico para se produzir em alta escala, hoje tudo está direcionado ao controle da mente humana, exigindo-se a capacidade máxima de rendimento produtivo!

A cibernética e a robótica da atual revolução tecnológica detentora da informação centralizada, fará do homem comum mero expectador das transformações, pois "saber é poder" e poucos serão os detentores deste saber que demandará as necessidades humanas no planeta e fora dele!

Quem se alimentar e tiver as condições mínimas de sobrevivência, se dará por satisfeito no futuro! 





[1] "Estamos a bordo de uma revolução tecnológica que transformará fundamentalmente a forma como vivemos, trabalhamos e nos relacionamos. Em sua escala, alcance e complexidade, a transformação será diferente de qualquer coisa que o ser humano tenha experimentado antes". (Klaus Schwab, autor do livro A Quarta Revolução Industrial).

[2] Guildas, primeiras organizações  de artesãos de um mesmo ramo. Eram pessoas que desenvolviam a mesma atividade profissional que procuravam garantir os interesses desta classe e regulamentar a profissão.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O CORPORATIVISMO DO IMPOSTO SINDICAL

A receita financeira de quase 17 mil sindicatos no Brasil, somando-se ainda 13 centrais sindicais e algumas federações que forma a sustentação de sindicalistas “pelegos”, sendo que a estrutura deve ser provida apenas pelos seus adeptos filiados, não toda a classe trabalhadora!


História

A contribuição sindical foi instituída pela Constituição de 1937, conferindo aos sindicatos o poder de impor contribuições e exercer funções delegadas do poder público. Em 1940, através de decreto-lei, essa contribuição foi denominada de imposto sindical e estabeleceu, entre outros, a época do recolhimento pelas empresas e indicou o percentual a ser distribuído pelos sindicatos às entidades de grau superior. A Constituição de 1988 preservou a contribuição sindical compulsória, mantendo assim a principal fonte de recursos dos sindicatos.

Atualmente, os recursos da contribuição sindical são distribuídos da seguinte forma:

60% para os sindicatos, 

15% para as federações, 

5% para as confederações, 

10% para as centrais sindicais 

10% para a "Conta Especial Emprego e Salário".

Os empregados são obrigados a pagar a contribuição uma vez ao ano, sendo o valor correspondente a um dia normal de trabalho, sem inclusão de horas extras. Os trabalhadores autônomos e profissionais liberais deverão descontar a contribuição de 30% do maior valor de referência fixado pelo Executivo na época do pagamento. Para os empregadores, o pagamento do imposto é proporcional ao capital social da empresa, registrado nas respectivas juntas comercias ou órgãos equivalentes

Esse “imposto sindical” foi “imposto” ao trabalhador pelo Estado Novo de Getúlio Vargas e reforçado em 1943, na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) quando era o Ministro do Trabalho Alexandre Marcondes Machado Filho, onde o slogan da época  era “Tudo no Estado, nada contra o Estado, e nada fora do Estado”.
Criou-se uma estrutura sindical corporativista, dependente e atrelada ao Estado, inspirada nas estruturas da “Carta del Lavoro” (Carta do Trabalho) do fascismo italiano de Mussolini, fundamentos para a fundação dos sindicatos oficiais e a criação do imposto sindical!
A Constituição da época incorporou ao sistema jurídico o corporativismo italiano, com modificações próximas aos trópicos da América do Sul, que era constituir os sindicatos atrelados ao controle do Estado e tendo atuação da massa trabalhadora em colaboração com ações do Estado brasileiro.
A liberdade de ação depende do rompimento com o paternalismo do Estado, que manipula como moeda de troca seus interesses no controle da direção sindical!


terça-feira, 25 de abril de 2017

Os feirantes mais antigos do Bairro Jardim São Luiz, quiçá de São Paulo, na ativa!

Uma homenagem justa!

Uma matrícula da Prefeitura de São Paulo, datada de 1959, dava autorização para comercializar nas feiras livres da cidade ao casal Rosa e Agostinho Teixeira e que permanecem por 58 anos na ativa!!!
MATRÍCULA DE 1959


Houve um tempo de adaptação antes desta data, quando as feiras eram ainda na antiga Rua 2, hoje Rua Satulnino do Oliveira e se prolongava até o início “escadão” da igreja São Luiz Gonzaga. Eram tempos difíceis para os pioneiros que ousaram enfrentar as adversidades do local, mas nunca esmoreceram, haja visto que hoje o bairro (não o distrito!) Jardim São Luiz têm uma população de mais de 100 mil habitantes, onde muitos são descendentes daqueles que fizeram parte dessa “dinastia de desbravadores”.


Dona Rosa e seu Agostinho Teixeira, portugueses de origem, vieram jovens para o Brasil e labutaram com afinco de “sol a sol” em uma das chácaras que havia no bairro aonde chegaram em 1950 e pode-se dizer que foram os últimos a conseguir com plantio próprio de hortaliças levar adiante um ideal passado às novas gerações.

Continuam na lida diária com as bancas de verduras as quartas feiras e domingos no Jardim São Luiz. Os feirantes sabem desses dois símbolos e chamam a nonagenária de Rosinha. 
DONA ROSA NA LIDA!

Ela foi o baluarte para a continuação da feira livre na atual Rua Arraial dos Couros quando havia uma corrente que queria deslocar a feira para a Rua Paulo Lemore, na entrada do Jardim Celeste.

Muitos foram para a Câmara Municipal de São Paulo com abaixo assinado de mais de 1500 assinaturas para que a feira permanecesse onde antes era o “Feirão Coberto” idealizado pelo Prefeito Faria Lima.

Deu resultado e a grande conquista da população partiu de Dona Rosa, pessoa franzina, mas um verdadeiro gigante e a melhor representação desse momento, dando entrevistas naquele momento, mesmo que fosse de pouca conversa, preferindo o trabalho como regra!

São ambos exemplos de perseverança e além do carinho merecido que recebem da população deveriam ser homenageados com todos os louvores possíveis em reconhecimento pela história jardinense!

O adeus de seu Agostinho Teixeira

Esse material foi exposto nas redes sociais em 05 de abril de 2017, requerendo uma homenagem ao casal pela honradez e em trabalho contínuo nas feiras livres paulistanas.

Infelizmente não é mais possível homenagear seu Agostinho Teixeira, um baluarte pelo crescimento do bairro Jardim São Luiz, deixando seu nome gravado como um dos grandes responsáveis pelas construções das igrejas antigas e da atual da Paróquia São Luiz Gonzaga. Seu Agostinho partiu para a eternidade em 13 de abril de 2017, na “Quinta-feira Santa”, no dia da Instituição da Eucaristia por Cristo, sendo assim “homenageado” pelos Céus!

Em 20 de outubro de 2022, dona Rosa Ferreira, fechou esse ciclo da história do Jardim São Luiz, aos 94 anos.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

O atraso educacional começa em suas secretarias escolares arcaicas!

Qual o modelo a seguir, quando não há exemplo algum dos “modeladores”?

Hoje fui a uma escola estadual requerer o histórico de minha filha. Parece que as reformas educacionais precisam começar pelas secretarias, pois o sistema é antigo com registros de alunos em livros surrados e amarelados com folhas se desfazendo, nada informatizado!
Quando você requer algum documento há o modelo de “sempre estar faltando algo”, para dificultar e prolongar o tempo de procura naquele sistema sem vontade alguma.
Dá um tédio ver toda aquela “burro-cracia”!
A sala de atendimento ao público (pais, alunos) parece àqueles escritórios contábeis do século passado como pilhas e pilhas de livros escriturários que devem estar ali empoeirados há muito tempo, sem função alguma nas mesas onde se esconde algo ou demonstra inabilidade do setor em promover com eficiência qualquer demanda exigida!
Foi-se o tempo da enganação, mas depois de muita conversa, disseram-me que o prontuário da aluna havia sido retirado de lugar e, então ganhei um papel escrito à mão de quem iria fazer “este favor” de procurar o histórico que requeri.
Saí da escola sem resolver nada, deixando para trás o atraso demonstrado em mesas surradas e desgastadas por pilhas de papéis onde se esconde alguém a mastigar bolachas sem se importar muito com o “importuno requerente intruso” que se encosta no balcão com uma grade de ferro à frente do rosto tal qual uma prisão onde pelo visto nada será mudado, pois interessa este atraso de nada mudar para nada funcionar!!!
Detalhe: não resolvi nada e voltei para casa sem nada para voltar outro dia sem previsão também de nada!!!


quinta-feira, 6 de abril de 2017

REGRA DE OURO DE TODAS AS RELIGIÕES: “Amai-vos Uns aos Outros”!

Tolerar ou viver em harmonia com as diferenças?

Quando temos divergências de pensamento ou acreditamos estarmos mais próximos da verdade, pode estar nesse ponto o nosso engano.

Quando não controlamos o nosso intimo e afloramos toda nossa fúria em um julgamento daquilo que pouco se conhece, contribuímos para desavenças e até uma imaturidade de julgamento e critica dos quais não pactuam como as crenças vigorantes!

Quando provocamos acinte com situações embaraçosas e divergências, sabemos de antemão que forças contrárias podem reagir em ação e reação do momento acalorado!
Quando a ira traz a discórdia ao ambiente e uma atmosfera de conflito, rompendo a unidade promovendo cismas

FAZEMOS CITAÇÕES DO EVANGELHO DO NOVO TESTAMENTO DE JESUS, POR TERMOS FAMILIARIDADE DO ESTUDO COM A DOUTRINA, NÃO DISCRIMINANDO OUTRAS DOUTRINAS, SABENDO DE SUAS IMPORTÂNCIAS NO SEIO DESTE “RELIGAR” A TERRA COM O CÉU!

"Todo homem, pois, seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar".Tiago 1:19

“Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados, com toda a humildade e mansidão, com longanimidade, suportando-vos uns aos outros em amor, esforçando-vos diligentemente por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz”. Efésios 4:1-3.

“Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade. Suportai-vos uns aos outros, perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixa contra outrem. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós; acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição”. Colossenses 3:12 - 14.

“Porque, sendo vós sensatos, de boa mente tolerais os insensatos”. 2 Coríntios 11:19.

“Portanto, tudo que quereis que os homens vos façam, fazei-o também a eles”. Mateus 7:12 (Sermão da Montanha)

“Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus.” Mateus 5: 44

"Se alguém disser: Amo a Deus, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a Deus, a quem não vê". 1 João 4:20

Citamos também outros preceitos dignos de louvor saindo de Livros Sagrados de outras religiões onde é aplicada a Regra de Ouro.

Todas as religiões possuem a grande missão de ofertar o tratamento mais digno possível de respeito em busca da harmonia entre todos os povos sem sectarismo, fundamentalismos, ou discórdias que levem ao preconceito em todos os sentidos.

Zoroastrismo (Cerca de 660 - 583 a.C.)
Um caráter só é bom quando não faz a outros aquilo que não é bom para ele mesmo. − Dadistan-i-Dinik 94:5

Budismo (Cerca de 563 - 483 a.C.)
Não atormentes o próximo com aquilo que te aflige. − Udana-Varga 5:18

Confucionismo (Cerca de 551 - 479 a.C.)
"Não faça aos outros o que você não quer que façam a você" Analectos 12.2 e 15.24

Hinduísmo (Cerca de 300 a.C.)
"Este é o supremo dever: não faças aos outros o que poderia causar dor se te fosse feito a ti" Mahabharata 5:15:17.

Judaísmo (Cerca de 200 d.C.)
O que é odioso para ti, não o faças ao próximo. Esta é a lei toda, o resto é comentário. − Talmude, Shabbat 31ª

Islamismo (Cerca de 570 - 632 d.C.)
Nenhum de nós é crente até que deseje para seu irmão aquilo que deseja para si mesmo. – Sunnah

As várias religiões de berço africano que foram difundidas no Brasil tem no seu fundamento o mesmo preceito de caridade ao próximo e seguem as raízes que saíram da África.

A Regra de Ouro tem no seio desta questão o efeito da ética da reciprocidade no tratamento ao semelhante como a si próprio, sendo um compromisso com os outros.

O QUE DEVERIA UNIR!

Religare: Com todas as maneiras existentes para os homens comunicarem-se parece que aquilo que deveria unir em irmandade é o que mais os afastam por dogmas elaboradas por uma ordem de algum preceito observado ao longo do tempo.

TOLERÂNCIA?

Tolerar: Sofrer o que não deveríamos permitir ou o que não nos atrevemos a impedir.
Vemos muito em voga na atualidade debates, encontros, ou outras designações para criar mesas que parecem estar no controle dos estudos sobre o tema que sempre aparece como força da divisão entre religiões: “Intolerância Religiosa”.

Não entraremos no cerne da questão que sempre se encontrarem contendores a altura do tema. Apenas colocamos que o termo “intolerância” é por si algo que distância aquilo que deveria ter aproximação, pois todas determinam a caridade ao próximo e o amor ao mesmo!

Não é necessário que as religiões que possuam maior número de adeptos se sobressaia sobre as demais e seja aqueles que devem “tolerar” o irmão de outro preceito.

Tolerar irmãos não, mas amá-los como a Regra de Ouro”!

VERBOS

Os verbos possuem conotações próprias e devem ser escolhidos para que o “sujeito da oração” esteja próximo de suas pretensões humanas!

Suportai-vos: Ter sobre si. Aguentar. Estar à prova de.

Aceitai-vos:(latim accepto, -are, aceitar, receber)Receber o que é oferecido. Estar conforme com. Receber com agrado.

Ofertai-vos: Dar como oferta. Oferecer.

(Dicionário Priberam da Língua Portuguesa 2008-2013, consultado em 30-03-2017)


quarta-feira, 5 de abril de 2017

Bancos, o maior símbolo capitalista!

Bancar é um jogo, onde quem banca nunca perde!

Falam os especialistas e estudiosos que o maior símbolo do capitalismo é a cidade, a estrutura urbana. Por muito tempo pensei ser, mas hoje penso que esse símbolo maior é o banco, não o de sentar, mas o do acúmulo financeiro!

Banco não produz nada, movimenta seu parco dinheiro para financiar alguém e recebe algum beneficio por isso!

É agiotagem legalizada, a usura perfeita, não há pecado, somente lucro!

Não há no mundo nada mais rentável do que um banco, nada!

 Uma vez um empresário industrial, disse que se fosse mais novo não iria mais construir indústrias, mas fundar bancos, pois era muito mais rentável!

Quando um correntista tem um saldo bancário é o banco que lhe impõe limites de saque de sua conta! O limite de saque de uma conta é o dinheiro disponível do dono desse fundo, que é o correntista que sustenta o banco, não é o banco que tem que impor limites, o limite é o saldo que há na conta!!! Se há $1000,00 reais na conta esse é o limite de saque, se há $10.000,00 esse é o limite, pois o banco não banca dinheiro extra de quem não tem dinheiro sem cobrar juros!

As máquinas estão programadas para controlar aquilo que te pertence.

O banco só empresta para quem tenha algo para hipotecar, nunca empresta dinheiro para quem não tem dinheiro!!!

sábado, 25 de março de 2017

Ansiedade!

Será que ansioso é:

Quando você sai atrasado e culpa todo mundo do seu atraso?
Quando o farol do semáforo abre e você toca a mão na buzina no “milionésimo” instante da abertura?
Quando a fila do supermercado ou banco não anda com a velocidade que você queria?
Quando você vai para porta de saída do ônibus atrapalhar todos que descem antes de você?
Quando você quer respostas imediatas para os seus problemas cotidianos?
Quando você, em sua pressa no trabalho, não retira do caminho aquilo que atrasa teu desempenho?
Quando o lugar que você toma café ou almoça não te atende de imediato e você se zanga?
Quando teu serviço atrasa porque você não avisou que faltava material?
Quando tudo ao seu redor parece conspirar contra você e que és o único certo na sua avaliação?
Quando você não colabora para o serviço andar com mais rapidez?
Quando você quer a “comidinha quentinha no prato”, mas nem coloca o prato na mesa?
Quando você acha que todos à sua volta têm que te servir?
Quando você interfere em conversa alheia, mas que não foi chamado para opinar?
Quando você só quer falar, mas não quer escutar?
Quando a escola de seu filho faz reunião e a mesma nunca termina?
Quando você vai ao culto religioso e ele parece não ter fim?
Quando você tem pressa com os outros, mas não se apressa consigo mesmo para servir os outros?
Quando você pensa que o único que trabalha nesta vida é você?
Quando você é o único certo e os a sua volta não entendem nada e estão sempre errados?
Quando tua pressa é bem maior que o tempo necessário para se concretizar um objetivo?
Quando esperar causa-te grande angústia desnecessária em saber logo a resposta?
Quando “o ansioso a sua volta” são os outros?
Quando você precisa ir ao médico, mas não vai, porque doentes são os outros?
Quando o único culpado do que acontece com você pode ser você mesmo?
Quando tudo parece conspirar contra você?


“Anseio” em saber se há outros questionamentos e várias respostas, será que estou doente?!!!

Nomes aos Bois!

As terras da Amazônia agradecem a Deus!

Por que alguém recebe um título do Greenpeace com o nome de “Motosserra de Ouro”?

O Ministério atual da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil, que tem nome do caldo Maggi, não sei se há relação do dito cujo com o tablete, vem em rede nacional “proteger os interesses do Brasil” em relação à Operação Carne Fraca.

O buraco é mais em baixo, pois o ministro que é (i)responsável pelo setor produtivo de alimento faz parte de um grupo seleto de bilionários que detém glebas enormes de terras para seus agronegócios onde detém também o título de “Rei da Soja”!

Os negócios do Mato Grosso, (que o ministro governou e de onde recebeu esses "merecidos apelidos) estado que antes desses latifundiários possuía um “mato fechado”, é hoje só pasto e soja, incentivado apenas pelo lucro, nunca pelos interesses do país.

Isso de proteger os interesses da Nação é “história pra boi dormir”, pois ele lidera um desmatamento desenfreado da pecuária destes “senhores das terras” que detém a maior área de pastagem do mundo abrangendo 170 milhões de hectares! (1 hectare =10.000 metros quadrados, é tanta terra que os dígitos não cabem na calculadora)

O que realmente preocupa o ministro e sua comitiva é a perda do dinheiro do mercado externo de grandes consumidores internacionais que em 2016 embarcou para o exterior quase 16 bilhões de dólares, só sendo superado pelo extrativismo de minério da Vale, da Embraer, Petrobrás e “Companhia Eletromecânica Celma” (maior empresa de manutenção de equipamentos aeronáuticos do país).

Isso tudo foi resultado desse próprio ministério dirigido por esse senhor que colocou em cargos do setor políticos partidários, onde deveriam prevalecer técnicos de formação e deu esse resultado.

Alguém “abriu o bico” e falou da trama da pecuária e do abate irregular! O consumidor do mercado externo freou as importações, falta o brasileiro “boicotar” essa carne também, pois liberaram o que não serve para o mercado externo para o consumo interno deste “lixo descartável”!

Isso vai reduzir, um pouco e por um tempo, o impacto do avanço incontrolável dos “bois e seus donos” pelas terras da Amazônia, última fronteira a ser conquistada por esses grileiros!

Deus é realmente brasileiro, ao trazer a luz tanta podridão e que ele nos ouça e proteja-nos desta camarilha toda  que detêm o poder, sem exceção!


AMÉM!!!

sexta-feira, 24 de março de 2017

A morte faz parte da vida!

A quem importa mais pelo momento da dor da morte?

Velório é uma coisa de “morrer”, pois vejamos:


Vemos pessoas que não “vemos” há quase meio século!


As pessoas assustam-se, pois esperavam encontrar você ainda com 20 anos e você idem!


A primeira resposta é: “Quanto tempo, né” ?

Descobrimos que o nosso amigo de infância tem hoje um exército a sua volta, esposa, (às vezes esposas) filhos, netos e netas, bisnetos e bisnetas, enteados e enteadas, enfim uma família cheia, na acepção da palavra!


O falecido consegue reunir todo mundo, é quando aqueles que não se vê, vêem-se!


O falecido queria fazer uma grande festa ao completar 100 anos, muito pouca gente compareceu, mas no velório encheu de gente!


Muitos confortavam a inconfortável dor por no máximo 5 minutos com os familiares mais próximos e depois começava a recordar do passado “passado” e jogar piadas para “alegrar" o ambiente!

(Charge da internet)

O falecido às vezes ficava até sozinho e fora do recinto cheio de gente, acredito que pensava: "Antes só do que mal acompanhado"!


Velório é zum-zum-zum interminável não há o mais o choro das carpideiras e o moribundo é o menos importante nesse instante solene!

Todos querem ganhar as glórias da eternidade, mas ninguém quer ir embora daqui com muitos dizendo a frase: “Morreu? Antes ele do que eu”!

Enfim, velório é o maior ponto de encontro social, sem distinção, e um dia seremos nós o ator principal desse momento!

Ah ia esquecendo: na missa de 7º dia comparece meia dúzia de gatos pingados, afinal é dia de semana e temos de cuidar da vida antes de morrer, quando teremos também nosso réquiem!!!


Amém!


segunda-feira, 20 de março de 2017

O GADO BOVINO “COLONIZOU” A AMÉRICA

Um Brasil de Quatro Patas

Colombo embarcou em segunda viagem à  América, em 1493, com as primeiras cabeças de gado das Ilhas Canárias, provenientes do Norte da Espanha e introduziu-as no litoral da “Ilha Hispaniola”, que atualmente faz parte da República Dominicana e Haiti.

As primeiras cabeças de gado bovino, denominado de “crioulo”, foram introduzidas no Nordeste do Brasil por Tomé de Sousa[1], sendo seus maiores centros de irradiação os atuais estados de Pernambuco e Bahia, vindas diretamente da ilha de Cabo Verde[2].

Essa expansão ampliou-se depois para os atuais estados da Paraíba e Rio Grande do Norte e em fazendas do Maranhão. Deste modo foram sendo tomadas por apropriação das terras indígenas dos tapuias, ocupadas pelo gado em expansão.

Há também o conceito de ter sido Martim Afonso de Sousa quem primeiro trouxe bovinos para a capitania de São Vicente em 1534, da qual era donatário, proveniente da Ilha da Madeira e de Cabo Verde.  

O gado crioulo formou grandes rebanhos e os enormes de latifúndios para pastagem, originárias das grandes extensões das capitanias hereditárias, depois as sesmarias.

O AÇÚCAR E SUA RELAÇÃO COM O GADO BOVINO

O açúcar era originário da Índia, sendo distribuído pelo Mediterrâneo por Veneza. Depois a produção açucareira foi sendo introduzida nas ilhas do Atlântico, cujo monopólio tornou-se da Holanda, que juntamente com a Inglaterra detinha privilégios para realizar o comércio externo das colônias. A América passou a ser a grande produtora de açúcar, ocupando o primeiro plano da produção colonial. (Prado, p.44)
 A ocupação da terra em grandes propriedades deu-se através da instalação das capitanias hereditárias, onde os donatários estavam obrigados a distribuir terras para o povoamento e iniciar a econômica da colônia. Dava-se o nome de sesmarias às terras assim distribuídas. Com as sesmarias a Coroa portuguesa pretendia atrair pessoas de recursos financeiros das camadas dominantes, chamados de "homens bons". O engenho era parte da fabricação de açúcar completada com a lavoura de subsistência local e que depois foram ocupadas pela mão de obra proveniente da escravidão africana.

Na maioria dos engenhos instalaram-se os trapiches[3] movidos pela tração animal, no caso os bois, além de utilizá-los para transporte de cargas em geral, resultando a pecuária que demandava a necessidade de fonte alimentar como leite, carne[4], além do couro e foi a impulsão da exploração das colônias, que além das terras dos canaviais, separou-se parte das mesmas para o gado, criando-se os grandes pastos que se vêem atualmente por todo o Brasil. Essa expansão ampliou-se depois para os atuais estados da Paraíba e Rio Grande do Norte e em fazendas do Maranhão. Deste modo foram sendo tomadas por apropriação das terras indígenas dos tapuias da região, ocupadas pelo gado em expansão.

Situação atual

A população contada por “cabeças humanas” no Brasil soma hoje aproximadamente 200 milhões de habitantes o mesmo da população bovina em expansão constante, se já não foram ultrapassados estas cifras com desmatamentos para pastos através da Amazônia com novas manadas em grande escala de emissões de gás metano na atmosfera. Como mitigar estes efeitos?

Referências:
Prado Jr, Caio. História Econômica do Brasil. São Paulo: Ed. Brasiliense, 1981

A origem do bovino da raça pé-duro




[1] Tomé de Sousa (1549-1553) foi o primeiro governador-geral do Brasil, vindo toda administração de funcionários e também os primeiros jesuítas.

[2] “Oficialmente, a chegada de cavalos no Brasil só foi registrada em 1549. Naquele ano, Tomé de Souza (primeiro governador-geral) mandou vir alguns animais, de Cabo Verde para a Bahia, na caravela Galga. Assim, nos primeiros anos da Colônia, a sua criação (junto com o gado bovino) foi iniciada formalmente e seria fundamental para a formação do Brasil”.
(Estudo do Complexo do Agronegócio Cavalo / Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. Brasília:CNA,2004.
http://www.cepea.esalq.usp.br/en/documentos/texto/estudo-do-complexo-do-agronegocio-do-cavalo-resumo-coletanea-estudos-gleba.aspx)

[3] Não confundir com pontes feitas de madeira. Um trapiche é uma máquina destinada a moer a cana de açúcar com um conjunto de ao menos dois cilindros, um recipiente, e um braço destinado a fazer rodar os cilindros e que eram fabricadas de madeira.

[4] “A carne que produz, além de pouca, é de má qualidade.” (Prado, p. 68) – Isso no século 18!