Jesus tinha pleno conhecimento das Escrituras dos Profetas, e reconhecia todo o rito da Passagem de Libertação do Egito pelo povo hebreu em direção a Terra Prometida por Deus!
A PÁSCOA DA ESCRAVIDÃO PARA A LIBERDADE (Ex.12)
Esta passagem preservou-se também a gloriosa travessia do Mar Vermelho em direção à Terra Prometida, vagando por 40 anos, com o povo hebreu alimentado pelo Manah do Céu, sobre a orientação de Moisés.
Em Ex. 11:4 adverte o Senhor JHVH que Ele mesmo passará pelo Egito ferindo a terra opressora de morte. O cordeiro escolhido no 10o dia será macho sem defeito, no 14o tomar-se-ia um cabrito que seria imolado a tarde e marcaria com sangue as ombreiras e verga da porta. Do cordeiro comer-se-ia assado no fogo com pães ázimos e alfaces bravas. Assim será preparado o culto perpétuo, dia solene do Senhor que arrebatou os primogênitos do Egito evitando as casas marcadas.
A Páscoa Judaica (Pessach, do hebraíco = passagem), ocorre em 14 de nisan quando acontece o sacrifício do cordeiro, onde na véspera tem-se o Sêder de Pessach, refere-se ao jantar cerimonial judaico em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel.
A PÁSCOA DA MORTE PARA A VIDA: RESSURREIÇÃO DE JESUS
Pelo Concílio de Nicéia em 325 da era cristã, considerou-se:
A Páscoa seria celebrada no domingo (dominica dies / o dia do Senhor=Kýrios) seguinte ao 14º dia da lua cheia, que atinge esse ponto no equinócio ou logo depois. De acordo com essa regra, a Páscoa pode então ocupar, conforme os anos, 35 posições diferentes, entre os meses de março a abril.
O mês de nisan (anteriormente chamado abibe nome do primeiro mês sagrado hebraico(Exodo 13.4) significa espigas verdes de trigo, ou frutas frescas, assim chamado por causa das espigas do trigo e da cevada) está para o calendário gregoriano entre março e abril, que era no hemisfério norte época da primavera, o mês das espigas, dos grãos debulhados no ciclo das culturas.
Para o cristianismo a Páscoa denota a passagem de uma vida deixada no passado para uma nova vida, vencendo Cristo a morte carnal e ressuscitando (Páscoa definitiva)!
A semana do Domingo de Páscoa é antecedida pelo domingo de Ramos quando Cristo entra em Jerusalém, cidade do Templo, dos Saduceus, Fariseus, Escribas, Doutores e regulamentada pela Lei Romana.
Desde o meio-dia (Sexta hora) e 15 h (hora nona) as trevas percorreram toda a Terra. Completa-se com a Páscoa do Senhor Ressuscitado.
No Novo Testamento a Páscoa é a Ressurreição de Jesus e a vitória do amor (ágape) que combate o pecado humano. É a maior Solenidade Liturgia (Gr. Leitourgia = Forma que aprovou a igreja para celebrar os ofícios divinos).
O Tríduo Pascal (festa eclesiástica com duração de 3 dias) iniciado na Quinta-feira com vigília representando a entrega do cordeiro que seria imolado (Eucaristia – Lucas 22:20) na Sexta-feira temos a condenação sumária de Jesus sem direito de defesa, sem as garantias humanas do Direito Penal.
TRÍDUO PASCAL
Quinta-feira: A ceia do Senhor com seus apóstolos que humildemente serve-os à mesa, lavando-lhes os pés (João 13) em sinal de serviço. Institui-se a Eucaristia representada pelo pão e vinho e o chamamento para o novo sacerdócio em Cristo.
Neste dia há adoração eucarística, dia do Parasceve = dia da preparação da Páscoa.
Sexta-feira: Paixão de Jesus Cristo. A igreja celebra a adoração eucarística com solenes leituras da Paixão (diapedese = suor de sangue). Culmina com a procissão do Senhor morto (Filho do homem).
Sábado: Vigília Pascal: o fogo e a água são abençoados, um Círio Pascal (vela branca, grande) para representar a luz do mundo que é Jesus e que veio para iluminar a vida dos homens. Os cinco marcos de incenso incrustados na cruz da vela representam as cinco chagas do Filho de Deus.
Domingo de Páscoa: representa o Novo Tempo, a Ressurreição do Senhor, a passagem (Páscoa) da morte (vida omissa do velho homem) para a vida (encontrada nos que necessitam) em Jesus Cristo.


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