sexta-feira, 3 de abril de 2026

A Cruz e a Crucificação antes de Jesus: Instrumento da Lei, não era exclusividade Romana

 A Cruz, instrumento de dor, foi santificada com o sangue de um Justo

O termo latino “crucifixio” vem da junção de "fixar a uma cruz". A crucificação era um método de execução dos piores criminosos e o impacto de um condenado crucificado, usado para punir agitadores políticos ou religiosos, piratas, escravos rebelados.
Esse método de castigo e morte foi oriundo do Mediterrâneo através de Alexandre, O Grande, no século 4 a.C. Os romanos aprenderam sobre a crucificação com os cartagineses e usaram a pena de crucificação a todos que não tivessem cidadania romana, pois o cidadão de Roma, recebia a pena por decapitação, por ser considerada pelas leis romanas uma morte mais digna. Foi o caso do Apóstolo Paulo, decapitado, filho de mãe judia e pai romano.
O objetivo principal da cruz era causar o máximo de dor possível por um longo período. Assim, as vítimas eram pregadas pelos pulsos e pés, e abandonadas para morrer lentamente, o que podia levar dias. Muitos eram abandonados para apodrecer ou ser devorados por animais após a morte.
A madeira de oliveira era indicada para esse tipo de estrutura por ser resistente. A oliveira necessita de muito tempo para crescer, mas, no entanto, pode viver muitas centenas de anos, ou até milhares.
Em 519 a.C., Dario I, rei da Pérsia, crucificou 3.000 oponentes políticos na Babilônia; em 88 a.C. Alexandre Jannaeus, o rei judeu e sumo sacerdote, crucificou 800 oponentes farisaicos.
A maior crucificação de que se tem notícia foi em Roma, em 71 a,C., na revolta de 200 mil escravos sob o comando do gladiador Spartacus, onde as legiões romanas num só dia crucificaram cerca de 6.000 dos revoltosos.
Em 33 d.C. Jesus de Nazaré foi condenado por crucificação, por Pôncio Pilatos que governava a província da Judeia, região sob administração do Império Romano.
O método da crucificação foi aplicado até sua extinção por Constantino, em 337 d.C., Imperador convertido ao Cristianismo, e responsável por reunir toda a estrutura episcopal no Concílio de Niceia, em 325 d.C.

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