terça-feira, 8 de setembro de 2015

Bernardo Vicente Xavier e o Bairro Jardim São Luiz, São Paulo

Identidade e pertencimento local

Bernardo Vicente Xavier, natural da Ilha da Madeira, Portugal, nasceu em 22 de setembro de 1939. Veio para o Brasil 1954, juntamente com seus pais sr. Antonio e dona Conceição e a irmã Celeste sendo que a família fixou-se na Região de Santo Amaro, no Bairro incipiente do Jardim São Luiz, onde permaneceu por longos 46 anos.

 ILHA DA MADEIRA-FUNCHAL

Em 1956 quando ainda trabalhava na Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, CMTC fundada em 1947, elaborou abaixo assinado, encaminhando-o ao então governador do Estado de São Paulo, senhor Jânio da Silva Quadros, requerendo uma delegacia para o Jardim São Luiz. O pedido foi atendido tornando-se uma sucursal da 11ª delegacia de Santo Amaro, sendo construída uma sede provisória na Rua Vinte Um, na atual Rua Arlindo Fraga de Oliveira.



Av. Maria Coelho Aguiar

Casou-se com a senhora Maria Mendonça Xavier em 1960, sendo que a família recebeu com alegria a vinda de suas duas filhas, Bernadete e Margarete, e no hodierno com o ramo de genealogia crescente com mais três netos, amplia-se a família.

Trabalhou na indústria Bicicletas Monark S/A, Chácara Santo Antonio, São Paulo, e mais tarde, com o tino comercial da família Xavier, montou seu próprio negócio comercial no bairro do Jardim São Luiz em 1960, à Rua Geraldo Fraga de Oliveira.

A família Xavier começava deste modo a ser conhecida e respeitada como alguns patrícios que vieram para a mesma localidade na década de 1950 e que montaram vários empórios de gêneros alimentícios.

PRÉDIO DO "EMPÓRIO XAVIER" HOJE
 
RUA UM, ATUAL RUA GERALDO FRAGA DE OLIVEIRA EM 1966

Todo desenvolvimento da Cidade São Paulo foi acompanhado de perto e deste modo os acontecimentos mais relevantes da cidade de São Paulo foi observado pelo senhor Xavier como a construção das rodovias Castelo Branco, Bandeirantes e Fernão Dias; além da importante obra do novo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, município de Guarulhos.

Teve muita participação e grande relação social com a região de Santo Amaro como, por exemplo, com o digníssimo vereador José Diniz, que dirigia a farmácia onde muitos santamarenses procuravam amparo. Outro nome que possui relevância na família Xavier foi, sem dúvida, o médico que por muito tempo foi diretor na Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, Doutor Mário Dias, que mais tarde se elegeu como vereador por Santo Amaro.

Mantinha bom relacionamento com seu Tertuliano Dias Oliveira, proprietário da primeira “Panificadora São Luiz”, inaugurada em 1957 também na antiga Rua Um, onde se situava também o mercado de seu Xavier, na atual Rua Geraldo Fraga de Oliveira, no Jardim São Luiz. 
Rua Geraldo Fraga de Oliveira, ao fundo, à direita, a escola

Nesta mesma rua, em 1962, foi inaugurado o primeiro colégio de alvenaria a atual “Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva”, no governo de Carvalho Pinto, dando impulso maior para que o bairro do Jardim São Luiz ganhasse ruas asfaltadas e dar condições para que a “Empresa São Luiz Viação Ltda.”, (atualmente é representada pela Campo Belo, Consórcio 7) da família de José Ruas Vaz, também português de origem, ganhasse a concessão dos coletivos no bairro.




Como assíduo participante da comunidade e de grande religiosidade, Bernardo Vicente Xavier tornou amigo do pároco Edmundo da Mata, também português da Ilha da Madeira, dando impulso na construção da “nova” Paróquia São Luis Gonzaga que anteriormente era apenas uma capelinha até o início de 1960.
 Capela São Luís Gonzaga-1957
Primeira Paróquia São Luís Gonzaga-início década de 1960

Bernardo Vicente Xavier deste modo foi testemunha ocular da região e tinha orgulho de apesar ter nascido Além Mar, considerava-se um verdadeiro “cidadão santamarense” e deste modo foi laureado em 2013, com o “Troféu Botina Amarela”, pelo Centro de Tradições de Santo Amaro, sendo que passou a residir na Vila Cruzeiro a partir do ano de 2000, em Santo Amaro.


Seu passamento ocorreu em 19 de julho de 2015, deixando o exemplo de homem honrado para as futuras gerações, dando sua grande contribuição com participação ativa pelo Bairro do Jardim São Luiz, antigo sub-distrito de Santo Amaro.



Referências fornecidas pela família com dados e fotos da localidade creditadas nas mesmas. Fazer a crítica da crônica para que haja no relato acréscimos destes momentos da identidade local no confronto de fatos.   

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

BAIRRO JARDIM SÃO LUIZ, São Paulo/SP

Extremo Sul da Capital Paulista-SANTO AMARO/SP
1) O Bairro Jardim São Luiz, com Z: Decreto nº 3079 de 15 de setembro de 1938.
2) O Santo São Luís Gonzaga, é padroeiro do bairro e comemora-se em 21 de junho.
O bairro Jardim São Luiz, situa-se no município de São Paulo e foi criado de acordo pela lei nº 58 de 10 de dezembro de 1937, decreto nº 3079 de 15 de setembro de 1938. Loteamento inscrito sob nº 36, 11ª Circunscrição de Registro de Imóveis, localizado atualmente na Rua Nelson Gama de Oliveira, 235/365, na Vila Andrade, Região do Morumbi, São Paulo. 

Tornou-se assim o 30º subdistrito de Santo Amaro, subprefeitura de mesmo nome. Iniciava-se deste modo o loteamento pela “Sociedade Paulistana de Terrenos S/A” compreendendo uma área física relativamente pequena de 840.000 metros quadrados situada além da margem do Rio Pinheiros. Desta área total 590.000 metros quadrados foram implantados lotes de 250 a 300 metros quadrados e o restante distribuídos em arruamentos e áreas verdes reservadas para praças.


A autorização da venda de terrenos do bairro Jardim São Luiz coube a Sociedade Paulistana de Terrenos[1], estabelecida à Rua Brigadeiro Tobias, número 190, qualificação dada para o ato aos seus diretores Joaquim Fulgêncio do Amaral, o comprador da gleba e Antonio Pinto, empreiteiro, feito contrato, ajustaram por si, seus herdeiros e sucessores a compra e venda do lote de terra pertencente à vendedora, livre e desembaraçada de quaisquer ônus. O loteamento foi comercializado em Santo Amaro onde parava o bonde no “abrigo” da Avenida Adolfo Pinheiro, número 61, vindo da Praça da Sé e muitos que chegavam de São Paulo eram levados para conhecer o empreendimento que a “Sociedade Paulistana de Terrenos S/A” a vendedora, era então representada por seus diretores Luiz Lawrie Reid e K. D. Boyadjieff, este instituiu seu procurador o advogado Walter Nério Moreira Costa. Deste modo surge o bairro insipiente do Jardim São Luiz, no subdistrito de Santo Amaro, registrado no 11º Cartório de Registro de Imóveis.
A antiga Vila de Santo Amaro, que em 1935 tornou-se um bairro de São Paulo, abrangia vasto território com de mais de 640 quilômetros quadrados e era núcleo responsável pelo avanço do litoral para o interior, sendo após São Bernardo da Borda do Campo, considerada uma das mais antigas fundações não litorâneas do governo colonial português, embora não há registro documental nos anais históricos, carecendo de informação oficial desta sua referida fundação pela ordem jesuítica que avançou interior adentro na considerada “boca de sertão”.
As matas que estavam nas cercanias, somados aos rios, lagos e lagoas mostravam a pujança do local, mas que não eram demarcadas como um local especificamente de núcleo populacional sendo o lado oposto do Rio Pinheiros denominado em alguns mapas de época, com o nome de “Choruroca”. (talvez em referência as grandes várzeas, local da “morada” de sapos cururu)

O bairro Jardim São Luiz pertencia ao subdistrito de Santo Amaro, e era marcado pela fé, pois em sua entrada situava-se a capela Nossa Senhora da Penha, no Bairro da Penhinha, festejada em 8 de setembro como padroeira do Município de São Paulo, e festejada por tropeiros que vinham com gado das regiões rurais das cercanias para o Matadouro Municipal de Santo Amaro. 

Era a última etapa antes de atravessarem o Rio Pinheiros, de águas cristalinas, com uma vista panorâmica privilegiada da cidade de São Paulo, em franca expansão industrial. Depois pelo fervor a Bom Jesus de Pirapora, era o local era parada obrigatória nas romarias por ocasião dos festejos de 6 de agosto, onde faziam uma oblação a Nossa Senhora da Penha para agradecimentos de ida e volta da jornada.
Predominava no Bairro as chácaras que plantavam hortaliças, legumes, frutas que abasteciam um comércio local nas feiras livres espalhadas pela região. 

Com usava-se as ruas nas adjacências o prefeito Faria Lima instituiu as feiras cobertas, e, o Jardim São Luiz foi agraciado com uma dessas obras tendo início a construção em 1968 e já no ano seguinte a “Construtora Sergus Engenharia” entregava a obra finalizada. 

Na década de 1990 necessitava de manutenção, como todo equipamento que está exposto as intempéries. O governo municipal ao invés de conservar o que era útil a toda a população, com interferências políticas derrubou o Feirão, como era conhecido e barganhou este espaço para se implantar o batalhão da polícia militar de São Paulo e uma praça!Neste local anteriormente corria a mina d’água que abastecia uma pequena lagoa na Rua 21, atual Rua Arlindo Fraga de Oliveira onde se lavavam roupas e deixavam quaradas para secar em um grande gramado.

Os primeiros ônibus foram da Viação Columbia, depois na década de 1960 foram substituídos pela Viação São Luiz, com garagem na Avenida João Dias, dando origem a atual empresa Campo Belo com garagem na Estrada de Itapecerica, 1290. 

O bairro carecia de infra-estrutura como iluminação elétrica, escola de nível médio (antes denominado de colegial), pois o único que existia era o Grupo Escolar Jardim São Luiz, de construção de madeira, hoje é a Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra, voltada para o ensino fundamental, localizada à Rua Hipólito Cordeiro. 



Em 1962 foi implantado o “novo colégio que ganhou o nome de Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, situado à Rua Geraldo Fraga de Oliveira, 324.
O marco principal e portão de entrada do bairro Jardim São Luiz era a capela de Nossa Senhora da Penha, situada no “Bairro Penhinha”, mas que depois de demolida em maio de 1973, deu origem a Empresa de Pavimentação, denominada como “ENPAVI”, sucedida depois pelo clube aquático The Waves, e por último implantado o supermercado Extra, que era do Grupo Pão de Açúcar e na atualidade pertence ao grupo Frances Casino.

Onde era o “Morro do Eliseu”, foi implantado na década de 1970 o Centro Empresarial de São Paulo, com a frente voltada para a Avenida Maria Coelho de Aguiar, número 215, que no inicio do loteamento era denominada de Rua “A”, depois recebeu o nome de Avenida São Luiz, continuada pelo nome indígena de Tuparoquera, onde um pedaço detém esta referência ainda.
A primeira “indústria” dentro do Bairro Jardim São Luiz, sem contar a olaria existente onde se situa no hodierno o Bairro Jardim Celeste, foi feita por iniciativa de senhor Geraldo Mayer, que fabricava tubos para poços de água, que antes da Sabesp monopolizar o fornecimento eram comuns em toda a região, de solo rochoso, onde as profundidades podiam chegar próximo dos 40 metros, muitas vezes “dinamitados” para encontrar o “veio d’água”.

Depois foram implantados indústrias de transformação de matéria prima onde a Plásticos Dias era anterior a qualquer empresa e na Penhinha foi a pioneira. Na Avenida Maria Coelho de Aguiar construíram-se a Fundição Eletro-Alloy, que na década de 1980 mudou-se e no local foi feito o galpão que deu início aos grandes sacolões locais e hoje é uma empresa de material reciclável. Uma indústria que absorveu grande parte da mão de obra local foi a PIRAESPUMA, de colchões e embalagens plásticas. Depois de algum tempo nestes mesmos galpões foram implantadas a indústria de brinquedos Balila.
Esta capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha que foi demolida em maio de 1973 possuía a imagem referida santa que é a Padroeira da Cidade de São Paulo e o sino do campanário fabricado pela Fundição Estrella em 1904, peça fabricada há 111 anos e que tem se encontra na Paróquia São Luís Gonzaga, fiel depositária deste passado, situando-se à Rua Antonio da Mata Junior, 80, no Bairro do Jardim São Luiz, distante quase 20 quilômetros da Praça da Sé, “marco zero” de São Paulo. Não confundir o pequeno bairro do Jardim São Luiz com o atual distrito que possui 24,7 quilômetros quadrados. O Cartório do distrito está localizado na Estrada de Itapecerica, nº. 305, São Paulo.
A Paróquia São Luís Gonzaga foi iniciada através de uma comissão em 27 de abril de 1957, quando foi lavrada ata para a construção da mesma. Como na época não havia sacerdote local os mesmos vinham da Rua Verbo Divino, na Chácara Santo Antonio. 

A construção da “nova” paróquia foi feita a partir de 1961 quando se elevou a mesma a essa categoria. Em outubro de 1964 o Bairro do Jardim São Luiz recebeu o novo vigário, Padre Edmundo da Mata, que permanece á frente da paróquia até na atualidade, que recebeu nova estrutura arquitetônica.
O atrativo para o lúdico dos fins de semana estava voltado para o futebol onde confrontos internos eram confrontos locais com os times de então: Esporte São Luiz, Vila das Belezas, Portuguesinha, Vasquinho, Grêmio, Vermelhinhos do Ritmo, Brasília e tantos outros que deram origem a muitos da atualidade.
Atas documentadas de 1957 a 1961 contêm a iniciativa da construção da Igreja do patrono da juventude, São Luiz Gonzaga, cujo dia das festividades comemora-se em 21 de junho e ficou oficialmente instituído com aprovação da Câmara Municipal de São Paulo em 10 de junho de 1997, por iniciativa do então vereador Dr. Mário Dias, que foi diretor e médico da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro.
As decisões administrativas dos bairros emergentes partiam da subprefeitura de Santo Amaro, na Praça Floriano Peixoto, São Paulo.
Existiam bairros já instituídos, como o Capão Redondo, em 1912, fundado por iniciativa de John Like e John Boehm, que também haviam fixado lá as bases do Instituto Adventista de Ensino em 1915. A denominação “Capão” provém de um local com mata natural onde se dirigiam caçadores que usavam o alto de colinas um descampado para a prática da caça, farta na região.
Participação popular na Sociedade Amigos do Bairro(1959)

Em 1956, no bairro Jardim São Luiz implantou-se a “Sociedade Amigos do Jardim São Luiz ”, situada na atual Rua Caetano Dias Pereira, 28, que recebeu políticos e até presidenciáveis, tendo papel importante na época, pelas benfeitorias requeridas para o desenvolvimento deste bairro da periferia de São Paulo.
Antiga Rua "A" e depois Av. São Luiz: Atual Avenida Maria Coelho Aguiar
 Canalização do Córrego do Cortume
 Córrego do Cortume na Antiga Rua 7 (Sete): atual Adauto Batista Lima
 Antiga Rua 4(Quatro): atual Antonio da Mata Junior
                                             Antiga Rua 2(Dois): atual Satulnino de Oliveira
Antiga Rua 1(Um): atual Geraldo Fraga de Oliveira

Ainda hoje há ainda um árduo trabalho a ser realizado no “Jardim”, trabalho este que depende da sensibilidade de cada um para com o espaço social e o bem estar da população que “fez” o Bairro.


[1] Um dos funcionários da Sociedade Paulistana de Terrenos S/A. foi o senhor Jose Carlos Baptistão, que trabalhou na sociedade responsável pelo loteamento no período de 1958 a 1972, no setor de cobranças onde atendia junto com a colega Lucy, na Rua Brigadeiro Tobias, número 190, todos os compromissários que mensalmente pagavam as prestações dos terrenos comprados no bairro do Jardim São Luiz. A empresa possuía corretores assíduos aos finais de semana, como os senhores Victor Silvério e Walter encarregados da equipe de vendas que atendiam no local do loteamento. A liquidante da Sociedade Paulistana de Terrenos foi a senhora Arluzia Helena Reid Junqueira casada com o rotariano Mário dos Reis Junqueira.
FAZER A CRÍTICA DA CRÔNICA PARA ESTABELECER A HISTORIOGRAFIA COM OUTRAS CONSIDERAÇÕES!

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Memes e a História do passado “passada” a limpo

Como rever e reaver as tradições locais?

Interagir com o espaço ocupado, não pertencendo ao mesmo e não vivendo ali, quem chega de outro lugar sente o "cheiro" do pertencimento de outros que possuem identidade com o local. A resposta a isso, de estar, permanecer no “lugar” deve ser entendido como aceitação. Esse “estrangeiro” tem que ter receptividade dos habituados com a dinâmica e deste modo começa a interessar-se em agir pelo bem comum e até comprometer-se com uma cultura desconhecida, mas que aos poucos vai assimilando e se integrando ao meio.
 
Esta “aceitação” nunca é imediata, leva tempo para amadurecer, as pessoas estudam o comportamento nos primeiros contatos. Não pertencemos somente porque nascemos em determinado espaço, mas porque participamos deste espaço. Evidente que laços iniciais da terra natal, nosso primeiro habitat, deixam marcas, mas não determinam que se faça parte do “lado de cá do rio”, nem do “lado de lá do rio”, estamos “dentro do rio” e somos complemento uns dos outros. 

Na história precisa-se desarmar de tudo e a observação deve ser desprendida, sem prévios conceitos de nossas convicções e penetrar no universo dos outros, a alteridade, aceitação das diferenças, mesmo que ela pareça estranha a nossa ótica.

Quando resolvemos catalogar a história do pertencimento, orientação de uma identidade reconhecida pelo movimento social depara-se com modos de observação para registro como a iconografia captada em um momento histórico qualquer em determinado espaço registrado por um observador existencialista, o “andarilho” em busca das reminiscências sem o interesse de reconhecimento financeiro, mas um registro por um ideal de preservação histórica onde cada momento tem o seu cuidado.

Unindo os elementos, iconografia, historiografia e depoimentos, cria-se a dimensão que completa os “autos de um processo” que resulta no objetivo de formar a identidade procurada por cada geração que se liga a toda construção histórica de cada indivíduo, refletindo em cada momento contemporâneo, fazendo a evolução de valores do pertencimento que une um grupo em determinado espaço e tempo, almejando formar um elo de igualdade, respeitando e aceitando a alteridade. 

A história tem que ser imparcial, não tem amigo nem inimigo, não pactua jamais com interesses de políticas escusas, e por isso fascina sempre.

As informações de cultura são transmitidas entre as pessoas envolvidas em determinada atividade, que vai sendo transformada no tempo, pode ser na própria linguagem, nas representações artísticas de toda ordem.
Há sempre transformações atingindo outros patamares com outras gerações que preservam ou não determinados estrutura de compreensão de certa atividade cultural. Nada é estático, há transformações ao longo do tempo, e por vezes altera-se até o local de origem da atividade específica.

Há coisas que desaparecem e outras que surgem com novas roupagens, estes são os “memes”, as informações transmitidas de gerações a gerações que conservam ou extinguem por vários motivos.

O que permanece como tradições em Santo Amaro desde tempos de nossos antepassados e o que desapareceu por completo, sendo apenas lembranças de uma história passada? 

Como reativar as festas religiosas ou seculares nos momentos atuais? 

Eis o grande desafio de tudo que representou uma identidade local.



4ª Caminhada Cultural pela Revitalização do Centro Histórico de Santo Amaro: Evento realizado em 16 de agosto de 2015

O SEXTO SENTIDO: MEMÓRIA
O PODER "PODE" DOCUMENTAR E AGIR!
Nova significação: UM MERCADO (não matadouro!) ANTES E CASA CULTURAL DEPOIS
DIREITA VOLVER: A EMPRESA YORK E SUAS REMINISCÊNCIAS EM SANTO AMARO: EM QUE SE TRANSFORMARÁ?
CONSCIÊNCIA COLETIVA: MITO; TRADIÇÃO; FICÇÃO; HÁBITOS...

CONSTRUIR; RECONSTRUIR; DESCONSTRUIR..........
O ESPAÇO E SUA SIGNIFICAÇÃO SOCIAL E HISTÓRICA: Local da Escola Paulo Eiró; o que fostes e o que és?
O CASO DE UMA CASA: EX-PAÇO NO MESMO ESPAÇO PRESERVADO
CONGELAMENTO DA IMAGEM: O PRESENTE É O PASSADO MAIS RECENTE!
A importância religiosa e seu maior simbolo determinante do eixo histórico de Santo Amaro: CATEDRAL DE SANTO AMARO

UMA OBRA, UM SENTIDO, UM AUTOR (JÚLIO GUERRA): CONHECIMENTO TÁCITO
 TRANSFORMAÇÕES DAS INTERFERÊNCIAS HUMANAS
OBSERVAÇÃO EXISTENCIALISTA: O QUE PODE SER MUDADO?
Quando e como acontece as mutações que se funde a outros elementos recriando outra imagem diferente de duas (ou mais) culturas?