segunda-feira, 21 de novembro de 2011

A AVIAÇÃO E AS EMPRESAS PIGNATARI

PIONEIRISMO EM SÃO PAULO[1]

On December 17, 1913, the Aviation branch of the Public Force of São Paulo was born officially, through the First School of Military Aviation, whose first headquarters were at the Guapira Field, having Eduardo Pacheco Chaves (Edu Chaves) and Cícero Marques as instEm 17 de dezembro de 1913, nascia oficialmente a Aviação da Força Pública de São Paulo, através da Primeira Escola de Aviação Militar, cuja primeira sede foi no Campo Guapira, instituído pela Lei nº 1.395-A, de 17 de dezembro de 1913, tendo Eduardo Pacheco Chaves (Edu Chaves) e Cícero Marques como instrutores.
The lack of trained technicians and supply problems resulting from the ending of the First World War, made it impractical to maintain this first nucleus, so that the Paulista Public Force only recovered it wings in 1919, having the Northamerican Orton W. Hoover as instructor.

São Paulo teve impulso no setor de partir 1919, quando a Força Pública Paulista passou a ter orientação do aviador norte americano Orton William Hoover, instrutor de pilotos. The new headquarters was already established at the Marte Field and the initial steps, made with determination, bore fruit so that by 1920 landing fields started to appear in some cities in the interior, such as Bragança Paulista and Guaratinguetá. A partir de 1920, desativado o campo anterior, os vôos partiam do Campo de Marte, em Santana, São Paulo, rapidamente difundindo-se para outros campos de pouso no interior paulista possibilitando o desenvolvimento e troca de experiências por parte de pilotos civis e militares, pelo incentivo da Lei Nº 1.713, de  27 de dezembro de 1919,  assumindo o  Estado de São Paulo, as expensas para a criação da Escola de Aviação da Força Pública, com compra de aparelhos, equipamentos e criação de oficinas e hangares, sendo o primeiro deles  batizado de  "Maneco", em homenagem a Manuel de Lacerda Franco que era amigo de Fritz Roesler e de Thereza de Marzo.


Enrico e João Robba eram instrutores de vôo, em competidores de reides e tinham entre seus alunos  a bela jovem Thereza de Marzo que acabara de adquirir um avião francês "Caudron G-3" , de 120 HP., veio a tornar-se a primeira mulher brasileira a voar e a receber o brevê de piloto-amador no Brasil (nº 76), em 08 de abril de 1922.

Em 1918 foi criada por Idílio Bernini, a Fábrica Nacional de Hélices Cruzeiro, em São Paulo, tornando-se responsável pelas hélices dos aviões dos pilotos italianos dos irmãos Robba. Através disso, Idílio, participou de curso oferecido pelo Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, que promoveu trabalhos em madeira. Assim a oficina foi aberta próximo ao Campo de Marte sendo que a mesma trabalhou para a Força Pública no Levante Paulista, a Revolução Constitucionalista de 1932, contra as arbitrariedades do governo federal. Forneceu ainda para grandes aviadores portugueses, Sacadura Cabral e Gago Coutinho. Com o advento das hélices metálicas houve um decréscimo nas demandas e assim em 1948, após ter fornecido aproximadamente 1500 hélices de jacarandá, pau marfim e mogno, encerrou-se as atividades.

Fritz Roesler, engenheiro-mecânico, formado na Escola Politécnica de Estrasburgo, Alemanha.Tornou-se instrutor de vôo na Escola dos irmãos Robba que ficava em Indianópolis,São Paulo, e, em 1922, abriu uma oficina mecânica e uma garagem em sociedade de Antonio, o irmão de Thereza de Marzo. Em l923, adquiriu do piloto Edu Chaves muitas peças e aviões para a Escola de Aviação Ypiranga, que havia fundado, ajudado por Antonio de Marzo, construíram um hangar. Neste mesmo ano, mudou-se para o Campo de Marte, encerrando as atividades da Escola de Aviação Ypiranga e do Clube de Planadores.

Orthon Hoover veio pela primeira vez ao Brasil, em meados de 1916, como representante da Curtiss para contato com a Marinha do Brasil, que tinha acabado de adquirir equipamento para inaugurar a Escola de Aviação Naval.
Then, Hoover joined a group of aviation enthusiasts which included Fritz Roeslere and Henrique Santos-Dumont, nephew of Alberto Santos-Dumont to create the "EAY-Empresa AeroOrton William Hoover determinado e apaixonado pela aviação juntou-se a Fritz Roesler para criar a  Empresa Aeronáutica Ypiranga-EAY, em 1931, tendo como presidente Henrique Santos Dumont . The object of the new conceren was the design, construction and sale of aircraft. O objetivo era conceber a construção e venda de aviões leves, sendo construídos 5 aparelhos EAY-201, concebido por Fritz Roesler.
Hoover já havia participado ativamente na concepção de planadores, em 1938, desenvolvidos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas, IPT, com gerência de Frederico Brotero no projeto. Hoover deu sua cota de participação na importante história da indústria aeronáutica brasileira, por seus contatos com os Wrights, Glenn Curtiss, Santos-Dumont, a Marinha, o IPT e o EAY.

This was a low-wing fixed-gear monoplane with a fairly high wing Em São Paulo, em 1931, criou-se a Fundação do Aeroclube de São Paulo, no Campo de Marte, e do Clube de Planadores Mackenzie, e, em 1933, a VASP. O Brasil despontava no cenário da aviação. Em 1934, o Laboratório de Ensaio de Materiais, anexo à Escola Politécnica da USP, é transformado no Instituto de Pesquisas Tecnológicas – IPT tendo o Engenheiro Ary Torres, Diretor do IPT, sugerido a criação de curso de engenharia aeronáutica em São Paulo, implantado em 1939, além da criação, em 26 de dezembro de 1941, da Diretoria de Tecnologia da Aeronáutica.

Entre 1927 a 1935, o Brasil importou aproximadamente 550 aeronaves. Além disso, o Brasil concorria para a expansão de planadores nos meios profissionais aeronáuticos, com grandes perspectivas comerciais.




As dificuldades, entretanto fez com que os ideais fossem assumidos pela empresa Companhia Aeronáutica Paulista, formada a partir 1942, do grupo Pignatari,  dando inicio a fabricação do Paulistinha, CAP-4, com motor Franklin de 65 HP, usado em aeroclubes brasileiros para instrução de aviação. A concepção teve êxito pleno e exportado para vários países da América Latina, sendo que Portugal também adquiriu algumas unidades. O CAP-4 deu origem, mais tarde, ao Neiva 56, pela Sociedade Construtora Aeronáutica Neiva. 




O empresário Baby Pignatari via grandes perspectivas neste mercado e deste modo com apoio de sua maior empresa a Laminação Nacional de Metais, instalada em Santo André, São Paulo, inicia-se também na indústria da aviação; e, em agosto de 1942, é fundada a Companhia Aeronáutica Paulista (CAP)[2] que comprou os direitos de fabricação do avião EAY-201, da Empresa Aeronáutica Ypiranga. O IPT foi contratado para projetá-lo, tarefa cuja direção coube a Romeu Corsini. Em abril de 1943, a CAP começava a produzir em série a aeronave que ganhava o nome industrial CAP- 4. Tinha início a longa e bem-sucedida trajetória do “Paulistinha”. (A CAP construiu o protótipo denominado IPT-4, projetado por Clay Presgrave do Amaral[3], que teria a designação industrial CAP-1 e o nome comercial “Planalto”, um monomotor de dois lugares, concebido para instrução de pilotos) A Companhia Aeronáutica Paulista fabricou aproximadamente 800 unidades do tipo CAP-4, o “Paulistinha”. O pequeno aparelho, distribuído pelos aeroclubes do país, estimulou o aprendizado de grande número de jovens aviadores no Brasil.

Referências:

ANDRADE, Roberto Pereira de e PIOCHI, Antônio Ermete. História da Construção Aeronáutica no Brasil. São Paulo, Aquarius Editora e Distribuidora de Livros Ltda., 1982. I am afraid it is not easily available, if at all.
TRIGO, Luiz Gonzaga Godoi. Viagem na Memória: Guia Histórico das Viagens e do Turismo no Brasil. São Paulo, Ed. SENAC, 2002
CANAVÓ Filho, José e MELO, Edilberto de Oliveira. Polícia Militar – Asas e Glórias de São Paulo. 2. ed. São Paulo, 1978. P. 19/21.
ANDRADE, Roberto P. de; PIOCHI, Antonio Ermete; BOLIN Erkki Keijo K.. História da Construção Aeronáutica no Brasil . 2ª Edição,1983.

VIDE COMPLEMENTO:

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2011/08/pioneiros-da-aviacao-civil-no-campo-de.html









[1] O avião São Paulo foi o primeiro inteiramente projetado e construído em Osasco, no Estado de São Paulo, no dia 7 de janeiro de 1910. O vôo, amplamente descrito pela imprensa paulista, foi realizado diante de uma pequena multidão de curiosos que viram o avião "S.Paulo" percorrer 103 metros em pouco mais de seis segundos, voando entre dois e quatro metros de altura. Na sua edição do dia 8 de janeiro, o jornal "O Estado de São Paulo" descreve, detalhadamente, a máquina e os planos de construção. Ela foi projetada por Demetre Sensaud de Lavaud, um francês radicado no Brasil, que começou a trabalhar em fins de 1908, e utilizou apenas materiais brasileiros no monoplano "S.Paulo". O motor foi fundido e usinado na capital paulista. O esqueleto era de sarrafos de pinho e peroba e a cobertura externa, de cretone envernizado. Uma fábrica paulista forneceu os grampos e cabos de aço, que garantiram a rigidez do conjunto e o carpinteiro Antônio Damosso preparou a hélice de jequitibá. As rodas eram de bicicleta, reforçadas.

[2] O Grupo Pignatari, era formado pela Laminação Nacional de Metais S/A, Companhia Brasileira do Cobre, CBC, as Indústrias Brasileiras de Máquinas, a fábrica Alumínio do Brasil. Anterior a fundação da Companhia Aeronáutica Paulista as empresas do grupo já fornecia matéria prima para produção de planadores (Em 1941, foram produzidos 30 planadores Alcatraz, cópias brasileiras do famoso planador Grunau Baby alemão) e componentes para a aviação brasileira alem de máquinas operatrizes de usinagens gerais.

[3] Nascido em Santos/SP. foi um dos pioneiros nas competições a vela organizadas pelo Clube de Regatas Saldanha da Gama a partir de 1941, quando tripulando o veleiro " Taca " foi campeão da 1a. Regata de Veleiros realizada na Cidade em 14/12/1941. Engenheiro Aeronáutico formado pelo MIT colaborou para o desenvolvimento e projeto dos primeiros aviões e planadores construídos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo na década de 1930.
Foi também consultor técnico da VASP enquanto funcionário do IPT e trabalhou na Laminação Nacional de Metais S/A, empresa que criou sob orientação de Clay Presgrave do Amaral em 1942, a Cia Aeronáutica Paulista.Faleceu em 24/09/1942, aos 27 anos de idade, em trágico acidente de trem ocorrido na Pensilvânia- EUA quando procurava estabelecer contratos com empresas aeronáuticas norte-americanas.(fragmento do  Artigo publicado por Frederico A. Brotero no jornal A Tribuna em 02/10/1942)

sábado, 19 de novembro de 2011

Baby Pignatari, Getúlio Vargas[1] e a Companhia Brasileira do Cobre: Matéria prima vital (1944)

"A história se repete, a primeira vez como tragédia e a segunda como farsa”- Karl Marx

Exmo. Snr. Dr. Getúlio Vargas
DD. Presidente da República

Com o presente temos a honra de passar às mãos de Vossa Excelência o incluso memorial da Companhia Brasileira do Cobre, que contem um apelo para que a Interventoria Federal no Estado do Rio Grande do Sul seja, junto do patriótico governo de Vossa Excelência, o intermediário das justas aspirações daquela Companhia.

Depois de havermos lido, com maior atenção, o memorial referido e após termos tido vários entendimentos verbais com alguns Diretores da mencionada Sociedade, pé com maior satisfação que atendemos ao seu apelo, pois que as razões que nos foram dadas nos convenceram, realmente, de que a pretensão da Companhia Brasileira do Cobre[2] atende, integralmente, aos mais elevados interesses nacionais e se identifica com os alevantados propósitos que, para o bem do Brasil, têm norteado o esclarecido governo de Vossa Excelência.
Permita-nos, Senhor Presidente, resumir, em rápido escorço, o que pretende a  Companhia Brasileira do Cobre.

Essa Companhia que conta entre os seus maiores acionistas com o próprio Governo do Estado do Rio Grande do Sul, vem, com ininterrupto esforço e à custa de naturais e ingentes sacrifícios, cumprindo o programa a que se impôs, de aproveitamento das riquezas minerais de nosso País, especialmente das que se refere ao cobre, sem contestação possível, ocupa o primeiro plano entre as matérias primas de maior importância para a indústria moderna e, sobretudo, para o aparelhamento bélico do Brasil.

Na consecução desse programa, a Companhia Brasileira do Cobre já pôs em franca produção as minas de Camaquã e Seival, neste Estado e cuja produtividade, bem como a de outras minas ainda em estudo, está procurando elevar a um nível capaz de satisfazer as necessidades mais presentes de nossa Pátria, emancipando também, neste setor, da nociva dependência industrial em que até pouco tempo viveu.
Ora, Senhor Presidente, não há como se negar que, entre os fatores que tornaram possível àquela Companhia vencer as sérias e inumeráveis dificuldades iniciais, avultam as que decorrem desta hora de provações universais e que tem forçado nosso País, orientado pela sábia visão de Vossa Excelência, a procurar, o quanto possível, bastar-se a si mesmo e, além disso, levar um contingente mais eficaz em seu auxilio e em cooperação às nações que, no mundo, se batem pela cauãs da liberdade.

Afirma-se, portanto, com a força incontrastável das evidências, uma grande e séria lição: faz-se mister aproveitemo-nos definitivamente de todos os esforços e de todos os sacrifícios da hora presente para que, no momento da reconstrução universal, no mundo de pós guerra, nós encontremos aparelhados para manter todas as nossas conquistas econômicas, sobretudo as que se referem ao mercado interno e as que dizem respeito à implantação e ao desenvolvimento das nossas industrias básicas.
País que até pouco viveu na absoluta dependência de uma matéria prima estratégica e essencial como o cobre, o Brasil precisa, iniludivelmente, acautelar-se contra a concorrência que as indústrias dos outros países farão às indígenas, com o risco de as sufocar, tornando inúteis e improfícuos os sacrifícios que a sua criação custou.

Releve-nos, Senhor Presidente, lembrar-lhe -pois que o carinho e cuidado que lhe é merecido todos os problemas pátrios tornem impertinentes e desnecessárias quaisquer sugestões- que se apresenta agora uma magnífica oportunidade para um passo decisivo na definitiva orientação da indústria do cobre em nosso País. Pelo decreto-lei n. 5751[3], de 16 de agosto do ano passado, Governo Federal autorizou a venda, em concorrência pública, de 21.900 ações e 4.812 partes beneficiárias da Pireli S/A[4], com sede em São Paulo, ações e partes beneficiárias essas que pertenciam a súditos do eixo[5].
Sendo essa Companhia um dos maiores consumidores, no Brasil, de cobre, que é matéria prima indispensável à sua indústria, daí decorrem, sem dúvida, duas conseqüências. A primeira é que a Companhia Brasileira do Cobre e seu complexo lógico e natural seria a Pireli S/A, pois que, assim, teria aquela, nessa, um consumidor certo de sua produção, pondo-a ao abrigo da concorrência estrangeira na disputa do mercado interno brasileiro, ao nosso tempo em que teria, no consumo certo de seu produto, campo propício, para o seu desenvolvimento e sua expansão. A segunda é que o Brasil só poderá lucrar com a articulação das duas indústrias, que se transformarão em uma organização modelar, cujas atividades, partindo da extração do minério, irão até a entrega ao consumidor dos produtos industrializados, com exclusão dos intermediários e conseqüente barateamento dos preços.

Além disso, como muito bem notou aquela Companhia, em seu memorial, há um aspecto que deve ser considerado e que sobrepuja os interesses individuais: o sentido nacional da solução dessa questão.
De fato, a concorrência pública, com o critério da oferta mais alta, poderá fazer com que as ações da Pireli S/A venham a cair em mãos de quem, mais tarde, talvez imprima àquela Companhia uma orientação tendente ao aproveitamento exclusivo de matérias primas estrangeiras, com evidente e enorme dano para a economia nacional, que será prejudicada de duas maneiras: pela evasão do ouro decorrente da aqusição de tais matérias primas e pelo entravo ou mesmo sufocação de uma indústria extrativa que está aproveitando riquezas nacionais.

Nem há que se falar na volta ao regime de dependência a outras nações,  com regressão lamentável no caminho que, com ingentes sacrifícios, estamos trilhando para a completa emancipação de nossas industrias básicas
Acresço ainda que a gravíssima hora mundial que estamos vivendo aconselha a que outros critérios presidem à escolha daqueles que devem orientar as indústrias que, como a de produtos manufaturados de cobre, tão, intimamente se acham ligadas à produção bélica do País e tão alto contingente representam para a defesa nacional.

Assim, pois, sobre o imediatismo de uma oferta melhor  - que mais tarde poderá ser grandemente danosa para a economia nacional – devem prevalecer outros e mais importantes requisitos.
Desde que a venda daquelas ações se faça por seu justo e real valor - a escolha deverá recair naquele que mais convenha, no presente como no futuro, à defesa, à economia e à autonomia brasileira.

Sob esse ponto de vista ninguém, realmente, poderá apresentar melhores títulos para, evitando os riscos de leilão de melhor oferta, pleitear a aquisição das ações da Pireli S/A, que a Companhia Brasileira do Cobre.

Dificilmente outro qualquer concorrente poderá apresentar requisitos que mais respondem aos princípios que acima expusemos:

a)      –É ela concessionária e mantém em lavra as únicas jazidas de cobre economicamente exploráveis até agora conhecidas no território nacional;

b)      – É uma Companhia cem por cento brasileira;

c)      – Tem como um dos seus maiores acionistas o Estado do Rio Grande do Sul o que assegura  a fiscalização direta do poder público e garante, a todo momento, uma orientação inteiramente nacional às suas atividades;

d)     – Pelos trabalhos feitos até agora, tem demonstrado o acerto e a eficiência de sua orientação;

e)      – É a única produtora, no território nacional, da matéria prima, (cobre) que a Pireli S/A consome em maior quantidade;

f)       – Formaria com a Pireli S/A uma organização que completaria todo o ciclo de produção, indo da extração do minério até a entrega do produto industrializado ao consumidor.

É, pois, Senhor Presidente, que, conscientes de estarmos prestando relevante serviço a indústria e a economia nacionais e de estarmos servindo aos altos interesses do Brasil, que fazemos nosso apelo da Companhia Brasileira do Cobre e nos permitimos levar esse apelo até Vossa Excelência para que, modificando-se a forma de alienação adotada pelo mencionado decreto-lei 5.751, se decrete seja a venda das ações e partes beneficiárias da Pireli S/A feita, independentemente de concorrência pública, à  Companhia Brasileira do Cobre, mediante prévia  avaliação e pelo valor nela apurado.
A indústria nacional, o Estado do Rio Grande do Sul E O Brasil receberão, dessa forma, do sábio governo de Vossa Excelência, com o imprescindível apoio a uma medida inteiramente oportuna, mais um grande serviço para a sua grandeza e seu progresso.







[1] Em 1942, foi convidado para uma conversa com Getúlio Vargas, que lhe ofereceu participação na recém-criada Companhia Brasileira de Cobre, para explorar as minas de Caçapava do Sul. Baby aceitou, depositou o valor correspondente à sua parte e tornou e seria, dali para frente, o rei do cobre no Brasil. http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/baby-a-celebridade-esquecida

[2] A Companhia Brasileira do Cobre - CBC, localizada nas Minas do Camaquã, Município de Caçapava do Sul - RS (terceiro distrito), durante muitos anos foi a maior produtora de cobre  do país. Fundada em 1942 pelo italiano , naturalizado brasileiro, Francisco Baby Matarazzo Pignatari. Chegou a gerar 30% da arrecadação do municipio, que encerrou as atividades em 1996. Hoje a empresa tem como maior acionista à família Mônego, que desenvolve em parceria com o Grupo Votorantim, pesquisas minerais nas áreas de chumbo, zinco, cobre e ouro, para quem sabe num futuro próximo retomar às atividades minerais nas Minas do Camaquã, alavancando assim o progresso nesta região.
[3] DECRETO-LEI Nº 5.751 - DE 16 DE AGÔSTO DE 1943 Autoriza a venda de bens e direitos que na emprêsa Pireli S.A., Companhia Industrial Brasileira, com sede em São Paulo, possue a emprêsa Pireli Holding S.A., e dá outra providências
O Presidente da República, Usando dá atribuição que lhe confere o art. 180 da Constituição, decreta:
Art. 1º - Tendo em vista o disposto no art. 3º' do decreto-lei nº 5.661 de 12 de julho de 1943, fica o Banco do Brasil S. A., como agente especial do Govêrno Federal, autorizado a vender, em concorrência pública, vinte a uma mil e novecentas (21.900) ações, ao portador, da emprêsa Pireli S.A., Companhia Industrial Brasileira, com sede em São Paulo, que no mesmo Banco se acham depositadas em custódia em nome de Pireli Holding S.A., e quatro mil oitocentos e doze (4.812) Partes Beneficiárias que naquela emprêsa possue esta última e que se encontram depositadas nos cofres da primeira.
§ 1º - Os bens e direitos a que se refere êste artigo serão prèviamente avaliados por peritos nomeados Pelo Banco, mas a venda não será efetuada em base inferior ao valor nominal para as ações, e ao valer por que foram emitidas, para as Partes Beneficiárias.
§ 2º - A concorrência obedecerá, no que fôr aplicável, às normas da portaria nº 144, de 30 de novembro de 1942 do Ministério da Fazenda, publicada no Diário Oficial de 3 de dezembro do mesmo ano, e poderá ser anulada sem que caiba contra o ato procedimento judicial.
Art. 2º - Sòmente poderão concorrer à compra dos bens e direitos mencionados no art. 1º pessoas físicas ou jurídicas brasileiras, estas constituídas de forma que a maioria das ações representativas do capital pertençam, obrigatoriamente, a brasileiros.
§ 1º - Aos atuais acionistas da emprêsa Pireli S.A., Companhia Industrial Brasileira, que preencham as condições estabelecidas nêste artigo e apresentem proposta de compra na concorrência, abrir-se-á, nos editais de concorrência, opção pelo prazo não superior a trinta (30) dias para a compra dos bens pelo preço da maior oferta.
§ 2º - A prova da qualidade de acionista para os efeitos da preferência estabelecida no parágrafo anterior, far-se-á pela exibição da cautela de ações anteriormente possuídas, por certificado expedido por estabelecimento bancário onde a mesma se achar depositada ou por outra fome admitida em lei.
Art. 3º - O produto liquido da venda dos bens e direitos a que Se refere o art. 1º ficará depositado no Banco do Brasil S.A., para os fins previstos no decreto-lei nº 4.166, de 11 de março de 1942, ou para ser oportunamente levantado por quem de direito, mediante autorização do Ministro de Estado dos Negócios da Fazenda.
Art. 5º - Êste decreto-lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 6º - Revogam-se as disposições em contrário.
Rio de Janeiro, 16 de agôsto de 1943, 122º da Independência, a 55º da República.
GETÚLIO VARGAS.

[4]Usou-se a grafia antiga Pireli S/A exposta no documento:  A Pirelli Spa é uma  empresa italiana  fundada em Milão em 1872 pelo engenheiro Giovanni Battista Pirelli. O seu atual presidente é o empresário Marco Tronchetti Provera, genro do neto do fundador, Leopoldo Pirelli. É um dos principais grupos econômicos italianos, ativo nos setores de beneficiamento da borracha, imobiliário (com a Pirelli Real Estate) e, desde 2001, da telefonia  fixa e móvel, depois da compra da Telecom Italia (TIM).
[5] O Eixo formado pela beligerância de Alemanha, Itália e Japão na 2ª Grande Guerra

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Os Empresários Ciccillo Matarazzo e Giulio Pignatari

Empreendedorismo Industrial no Brasil

A Fábrica Nacional de Cartuchos e Munições surgiu em 1926, através de dois irmãos empreendedores, Costabile e Giannicola Matarazzo, no Brás, na Rua João Teodoro, que resolveram fabricar a própria munição de caça, resultando a implantação da Companhia Brasileira de Cartuchos[1], em Utinga, Santo André, que depois se tornou partilha de família, quando o conde Matarazzo passou as atribuições para seu principal sócio, seu irmão Angelo Andrea Matarazzo, conhecido como senador Andrea, referência ao cargo do Reino da Itália e seu genro Giulio Pignatari, casado com Lídia Matarazzo.
O filho de Andrea, Francisco Matarazzo Sobrinho[2], conhecido com Ciccillo, e Giulio Pignatari associaram-se formando a Companhia Pignatari & Matarazzo, no ramo de metalurgia, embalagens metálicas e laminação de metais. Em 1935, a empresa foi desmembrada e Ciccillo tornou-se o único proprietário da Metalúrgica Matarazzo, METALMA e Giulio Pignatari expandia os negócios da Laminação Nacional de Metais S.A. fixando seu escritório central no Edifício Matarazzo, na Rua Falcão Filho, 56, 7º andar, São Paulo.

O grupo Pignatari a partir de 1941 formava várias empresas juntamente com Laminação Nacional de Metais S.A. somava-se a Companhia Brasileira de Zinco, as Indústrias Brasileiras de Máquinas, a Alumínio do Brasil, a Companhia Brasileira do Cobre, CBC[3], e em 1942 o filho Francisco Pignatari, conhecido como Baby, dava início a Companhia Aeronáutica Paulista, CAP e mais tarde, em 1969, criou a Caraíba Metais, fortalecendo um vasto império protagonizado pelos Matarazzo.

Referências:
Martins, José de Souza. Conde Matarazzo, O Empresário e a Empresa. São Paulo: HUCITEC, 2ª edição.

Couto, Ronaldo Costa. Matarazzo: A Travessia. São Paulo: Editora Planeta, 2004



[1] Na Revolução  Constitucionalista de 1932, a FNCM fornecia 30000 cartuchos calibre 7mm por dia. Em 1936 o controle acionário passa a ser da Remington Arms, empresa americana e a Imperial Chemical Industries, ICI, empresa inglesa, sendo mudada a razão social para Companhia Brasileira de Cartuchos, com instalações em Utinga, Santo André, São Paulo. Após 1979 a empresa passou a outros acionistas que formavam o Grupo ARBI adquiriram a empresa juntamente com a Indústria de Material Bélico do Brasil, IMBEL, empresa de controle brasileiro.
 [2] Francisco Antônio Paulo Matarazzo era filho de Angelo Andrea Matarazzo e de Maria Virginia Ceraldi foi responsável pela implantação das indústrias: Metalgráfica do Norte S.A (Recife); Metralgráfica Brasileira S.A (Rio de Janeiro); Liquigás do Brasil S.A; Liquifarm do Brasil S.A; Agro-Pecuária; Liquifarm Agropecuária do Suiá-Missú S.A; Laminação Nacional de Metais de São Paulo, da qual foi um dos fundadores; Transportes Metalma S.A; Mecânica Nacional S.A (produção de ferramentas e máquinas destinadas ao diversos estabelecimentos das empresas); Metalgráfica do Sul S.A (Porto Alegre); FUNDAÇÃO BIENAL DE SÃO PAULO, Curriculum Vitae de Ciccillo,São Paulo: Fundação Bienal de São Paulo, 1976.
[3] Companhia Brasileira do Cobre (CBC), empresa que explorava o cobre das minas do Camaquã, em Caçapava do Sul (RS)

sábado, 12 de novembro de 2011

DEMANDA MATRIMONIAL DE “BABY” PIGNATARI e MARINA “MIMOSA” PARODI-DELFINO

Anulação Requerida em 1955 ao Tribunale Del Vicariato Di Roma

Depoimento elaborado em italiano por Francisco Pignatari(traduzido)
Não freqüento a missa. Não prático a vida religiosa. Minha família era composta por minha mãe, que nesta ocasião, morava na Itália, por razão de saúde, com minhas duas irmãs.

A família de minha senhora é composta por: pai, mãe, duas irmãs.
Domiciliado em São Paulo.

Minha mãe me deu formação religiosa com aulas de catecismo com: missa, comunhão. De minha senhora o mesmo.
Quanto aos meus estudos, terminei o ginásio no "Dante Alighieri" fiz o liceu por três anos, e depois comecei a trabalhar. A respeito da família dela não posso dar notícias precisas, porque eu a conheci durante uma viagem; suponho que tenha tido a educação que todas as famílias italianas dão.

Conheci em Roma; em 1938 devido a uma viagem na Itália.
Circunstâncias: minha irmã Olga estava morando na casa dela e eu, fui procurá-la em Roma. Naquele momento nos simpatizamos e ficamos noivos. O noivado foi proposta de minha irmã que teve muita influência. Dou meu lado certamente do dela não sei.

O noivado foi oficializado, com pleno acordo; durou mais de um ano. O noivado foi pacífico e sem interrupção.
As relações foram afetuosas  ao princípio. No momento do casamento dúvidas pairavam. Houve uma troca de presentes. Sim, eu fiquei longe de minha noiva. No período de um ano  fiz uma visita ao Brasil, durante o qual eu a vi bem pouco, porque eu trabalhava o dia inteiro.

Em 1938 fui a Itália no início do ano, janeiro ou fevereiro; retornando em abril ou maio. Ela veio no final do ano e permaneceu um mês. Retornei à Europa em março, e em abril ou maio e voltei para casar em junho.
Houve certamente correspondência; mas escrevi muito pouco. Juntos saímos muito pouco e acompanhados de minha irmã. Fomos em lugares públicos e os relacionamento estava perfeito.

Fizeram pressão a minha mãe e minha irmã. Especialmente minha irmã, sendo muito amiga, fez muita pressão, minha mãe, doente, tinha medo, pois parecia que romper o noivado causava escândalos. A pressão foi feita, acho que, dada a minha pouca idade; influenciaram, dizendo  palavras, como "não é decoroso" etc. Não foram feitas ameaças. Minha mãe, de caráter muito bom, não possui muita autodeterminação. Minha irmã era influenciada, mas possuía força de vontade.
Idéia sobre o casamento: acho difícil de falar; foi um sonho, afinal tudo diferente. Eu não tinha idéia; mas como católico, eu pensei que o matrimônio consistisse na formação da família, na continuação da espécie humana, coisa muito boa. Eu conheci muito pouco Marina.

Eu tinha dúvidas sobre o resultado de matimônio; escluindo a exigência dos filhos temporariamente. "Se o casamento lograr êxito, teremos filhos; se não, não pretendo usar o casamento, para facilitar a dissolução, favorecida pelo fato de não ter filhos. Repito que coloco como condição de não ter filhos."
Sobre o rompimento ou não da  indissolubilidade, não sei o que dizer. Manifeste Marina minhas idéias. Minha mãe e minhas irmãs estavam cientes, mas não a família dela, por falta de intimidade.

Eu não estava na Itália, não sei. Os preparativos foram feitos pela família dela e minha irmã. A parte jurídica foi preparada pelo pai da Marinha. A celebração foi adiada por dois meses por causa de minha viagem pela Europa. O retardamento foi determinado pela minha indecisão.Finalmente, convenceram-me, por meio de telefone, em voltar para casar.
O casamento foi celebrado em Roma, na Igreja do Palácio de Veneza, em 7 de Junho de 1939. Assistiram uma boa quantidade de parentes: Eu não conhecia ninguém. Foi uma cerimônia muito bonita. A família dela conhecia muitos por razões sociais e comerciais. Fotografias foram feitas.

Casei-me liberalmente; não houve coação física, mas moral. Jovem de 20 anos, eu não tinha formado meu carácter, sofri a influência das circunstâncias. Sobre obrigações matrimoniais, já havia colocado anteriormente. Pelo que eu sei, Marina casou-se livremente.
O matimonio rapidamente consumado. Nós fizemos uma viagem muita curta de casamento. Relações íntimas foram diminuindo. Naceu um filho. Não houve nenhum aborto.

O domicílio do casal era na Rua Haddock Lobo, 333, em São Paulo, Brasil.
A convivência durou até o final de 1946; depois da guerra ela partiu com um avião militar americano, mas no prinicipio do Natal ficou doente e retornou. Retomou viagem normal, e foi embora definitivamente.

A União não foi pacífica. Houve discussão, tendo em conta as mentalidades e costumes que eram diferentes. Começou rápido, após o casamento, eu não sei a forma e os motivos específicos. Não foram causados por problemas de interesse, porque o casamento, de acordo com as leis italianas, há separação de bens. A desarmonia foi determinada por contrastes de caráter, ambos independentes. A convivência foi interrompida por algum tempo. Permaneceu alguma relação de diálogo, apenas de correspondência com o nosso filho. Não conservo cartas.
A separação definitiva ocorreu em 1947; não sei explicar como e por que, por incompatibilidade de caráter. Isto não aconteceu antes da guerra, mas depois dela.

Moro na casa de meu pai. Não tenho mantido fidelidade conjugal; eu tenho planos de casamento.
Uma conciliação não é possível.

A ação movida por Marina; não sei quem deu conselhos e em que coisa se baseia; não vi os autos.
Marina é religiosa, moral, digna de fé.

Posso enviar  texto a Emenegildo Martini que mora em um bairro em Santo Amaro e ao dr. Fernando Scalamandrè.Também tenho muitos parentes. Minha genitora morreu. Tenho uma irmã na Itália. Tenho muitas testemunhas da família Matarazzo. Eu não tenho nenhum documento.
Eu li o documento(dela) e não tenho nenhum comentário a fazer.

Não tenho nada a acrescentar.
Ad instantiam Defensoris Vinculi ex officio:

Demanda 1) A irmã que influenciou no casamento vive no Brasil ou Itália?
O depoente responde: já morreu.

Vide:

http://www.mail-archive.com/goldenlist-l@yahoogroups.com/msg73233.html

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

A DEMOLIÇÃO DE SANTO AMARO

DENUNCIA: COBIÇA IMOBILIÁRIA

A Matriz de Santo Amaro, um símbolo a ser preservado, como último baluarte histórico, parece que se tornou um empecilho a expansão desenfreada da cidade de São Paulo e o marco zero do Largo Treze de Maio, da antiga cidade de Santo Amaro, é, no hodierno, uma imagem de estorvo aos grandes investidores capitalistas.
A Matriz, que no papel é a catedral de Santo Amaro, está toda escorada por andaimes na parte interna, do lado externo não se vê nada disso, a luta é incessante pela preservação, mas a empreitada é muito difícil, pois parece que os recursos são parcos para manutenção e preservação histórica, e mais agora com as obras do metrô (embora já houvesse ferrovia desde 1886, com 19 km, ligando São Paulo à cidade de Santo Amaro empreendedora, sem esconder origens) “rasgando o ventre” de Santo Amaro desaparece todo o glamour da região que já foi cidade independente, agora está sendo aflorada e deflorada em suas qualidades naturais, onde poder imobiliário adquire grandes glebas, anteriormente recursos produtivos e espaço industrial, hoje apenas lembranças de um momento glorioso.

Isso é história, ela caminha sempre, não estaciona, e Santo Amaro está passando por um processo de urbanização violento, estuprada em sua memória, perdendo sua característica de “interior” pelo franco “progresso”, sendo que a historiografia mostra-se resistente e com certo receio desta palavra, como tem da palavra “verdade”, que projetam para a sociedade um vislumbre imaginário, fomentando tudo como desenvolvimento e transformação do espaço, mas é outro modelo, a verticalização em detrimento as antigas estruturas horizontais, casas baixas, no máximo um sobrado, que são adquiridos daqueles que um dia fizeram parte da história local, afastando-os para locais mais distantes, lançados fora dos interesses de enobrecimento para constituírem outras periferias, até quando também esta evolução pelo “espaço vital imobiliário” abarcará pelos seus tentáculos de cobiça financeira.
Avante catedráticos sociais, os da antropologia, urbanistas, e todas as ciências imagináveis preocupadas com o espaço e sua ocupação, levantem das cadeiras, fiquem atentos e corram atrás dessa história, pois Santo Amaro está “desabando” em nome do setor imobiliário que adquire toda antiga infra-estrutura anterior, demolindo-as, onde estão de braços dados o político e o econômico em favor de um barbarismo explícito.

Não pode ser este modelo o ideal da sociedade moderna, o corrompido pelo sistema que “teimosamente” finge e mente querendo demonstrar a sociedade, ser a única condição viável possível.
Insistiremos pelos caminhos de Santo Amaro, em cada rua, em cada viela, remando contra a maré, mesmo que não sobre muita coisa desta São Paulo que tem vergonha do seu passado de taipa, com destruição velada, mantendo fachada!!!

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

O FIM DA ESCRITA NA ERA JOBS

 DIVIDINDO A HISTÓRIA DA ATIVIDADE EM MASSA E A FALTA DA EMPREGOS (JOBS)

O período entre o aparecimento dos seres humanos na Terra até o desenvolvimento da escrita, cerca de 3.500 anos a.C., é chamado por muitos historiadores de pré-história. (HÁ DÚVIDAS QUANTO AO TERMO, SE NÃO É CONSIDERADA HISTÓRIA-histós, urdidura das linhas e seus encontros e que formam o tecido através da obra do tecelão- ANTES DA ESCRITA NÃO DEVERIA EXISTIR UMA “PRÉ”)

O registro através da escrita foi considerado a única fonte confiável das experiências humanas, embora ultrapasse esta condição as edificações humanas. A tradição oral, as pinturas, os objetos de uso cotidiano, por exemplo, representavam fontes secundárias e pouco confiáveis. Assim, a escrita passou a ser o marco divisório entre sociedades históricas (que dominavam a escrita) e pré-históricas (sem domínio da escrita).

Paleolítico ou Período da Pedra Lascada: se estendeu da origem do homem até aproximadamente 10.000 a.C.. A sociedade paleolítica caracterizou-se pela busca de subsistência, o homem coletor do que era necessário para sustentar a vida por meio da caça, da pesca, frutos, sementes e raízes, e da confecção e utilização de objetos de pedra lascada, ossos e dentes de animais. Por isso, o Período Paleolítico é também chamado de Idade da Pedra Lascada.

Neolítico ou Período da Pedra Polida: a partir de 10.000 a.C. prolongando-se até 5.000 a.C. No Período Neolítico, os humanos aprenderam a domesticar animais e a praticar a agricultura, cultivando os alimentos. Passa a dominar a técnica de polir a pedra para fabricação de instrumentos.

Era Antiga

A Antiguidade é compreendida por volta de 4.000 a.C.(defasagem!) até 476 d.C., com a queda do Império Romano do Ocidente. No Próximo Oriente, florescem as primeiras civilizações, sobretudo no chamado Crescente Fértil, pelas possibilidades agrícolas. Os povos estavam concentrados no Egipto, Palestina, Mesopotâmia, Iran e Fenícia, abrangendo as chamadas civilizações clássicas da Grécia e Roma, mas uma lacuna não cita os povos do Extremo Oriente de elevada civilização e domínio da escrita, embora diferenciada do Ocidente.

Era Média

A Idade Média é compreendida entre o ano de 476 d.C. até 1453, quando ocorre a conquista de Constantinopla (Estambul) pelos turcos otomanos e consequente a queda do Império Romano do Oriente, e controlando as rotas comerciais vindas do Oriente. Caracterizou-se pelo modo de produção feudal em algumas regiões da Europa.(Alguns especialistas prolongam até o ano de 1492, quando do Descobrimento da América)

Era Moderna

A Idade Moderna é considerada de 1453 até 1789, quando ocorre a Revolução Francesa. Compreende o período da invenção da Imprensa, os descobrimentos marítimos e o Renascimento. Caracteriza-se pelo nascimento do modo de produção capitalista.

Era Contemporânea

A Idade Contemporânea é considerada de 1789 até 2011(Fim do ciclo da inovação a partir de Steve Jobs) Envolve conceitos tão diferentes quanto o grande avanço tecnilógico e científico, os conflitos armados de grandes proporções, as conquistas aero-espaciais e a Nova Ordem Mundial.

Era Jobs


A Idade Jobs compreende desde 2011, em diante, a partir da inovação(i) de Jobs(Steve, da Apple, com passamento pela Terra, ocorrida em 05 de outubro) e da falta de empregos(jobs). Manipulação de grandes conglomerados que dispõe de altos investimentos financeiros, onde o homem e a mulher são meros expectadores das demandas de consumo, e também um objeto, com tendências ao retorno do “fim da escrita” pelo início do século digital.
"Morte de Jobs marca o início do século digital" (06 de outubro de 2011 - O Estado de S.Paulo)

Isto é uma "ficção do tempo histórico" ou será uma realidade contestável ou inconteste?