segunda-feira, 16 de maio de 2011

Alexandre Eder & Cia - Frigorífico Santo Amaro

A saga da Indústria pioneira de embutidos no Brasil

Alexandre Eder nasceu em 25 de maio de 1891, na cidade Hohenburg, na fronteira com a França, território da Alemanha, conhecida por seus monastérios beneditinos, homens de formação rígida do “orar e laborar” e que estiveram à frente na elaboração de produtos da gastronomia, tornaram-se conhecedores do “segredo” de embutidos e defumados além de idealizarem bons vinhos de videiras centenárias.

Praça do mercado - Marktplatzem Hohenburg

Era uma grande escola para o jovem Alexandre Eder que se especializou no primeiro ramo. Com o advento da Primeira Grande Guerra, com as animosidades acirradas entre França e Alemanha, resolveu partir. Na Alemanha, era técnico em carnes, pesquisava, aprendendo coisas a respeito da industrialização de carnes e seus derivados.
                                                                     Alexandre Eder

Desembarcou em Pernambuco, no Brasil, em 1914, no apogeu da Primeira Guerra Mundial como marinheiro em um navio com muitos imigrantes. Alexandre Eder acabou permanecendo algum tempo em Recife, onde para viver exerceu trabalho braçal, onde contava:

“Cheguei a São Paulo em 1915, depois de ter passado por várias cidades do interior de Minas, Goiás, Mato Grosso, onde sempre procurei me dedicar à pecuária”

Em São Paulo existia grande colônia alemã, onde se adaptou com facilidade por sua personalidade e também pelos conhecimentos técnicos adquiridos em sua terra natal. Foi assim que durante a Primeira Guerra Mundial trabalhou em vários estabelecimentos como técnico na fabricação de frios e conservas, mas estava interessado em ter seu próprio negócio. Pressentindo a formidável oportunidade neste campo ainda incipiente no Brasil, planificou as bases de seu sonho de jovem. Uniu-se a outro grande empreendedor, Max Satzke, também natural da Alemanha, nascido em 23 de abril de 1895, relação de amizade quando trabalhavam juntos no Frigorífico Continental, depois Wilson, onde decidiram firmar uma sociedade e trabalharem por conta própria, comprando o Frigorifico Schalfke, de Emma Schalfke, em Santo Amaro,

O COMMERCIO DE SANTO AMARO Nº 15- 4 DE SETEMBRO DE 1921

 onde residiam muitos imigrantes germânicos, descendentes dos primeiros colonos vindos para o Brasil em 1829 para o projeto do governo imperial instituindo a Colônia Paulista.

                                                                         Max Satzke

Foram estes os primeiros consumidores das salsichas, presuntos e frios produzidos pelos sócios, com a mesma técnica e padrão de qualidade que havia na terra de seus ancestrais, e depois também conquistaram a população local, de várias etnias, com o padrão de qualidade e diversificação de produtos.

Em 1º de junho de 1923 Alexandre Eder e Max Satzke adotaram a razão social “Alexandre Eder & Cia - Frigorifico Santo Amaro” e se esforçaram para ampliar o negócio, adquirindo terrenos para ampliar a nova fábrica no Município de Santo Amaro , que possuía reduzido número de empreendimentos industriais, quando iniciaram as atividades neste pequeno frigorifico, instalado na Rua Isabel Schmidt, depois abrangendo a esquina da Avenida Adolfo Pinheiro.

Era considerada verdadeira temeridade, pois à época o mercado não era abrangente e ainda não oferecia interesse de pessoas empreendedoras neste seguimento da indústria de frios, um campo a ser conquistado. A visão destes dois homens foi marcante no desenvolvimento industrial da organização que se processou paralelamente ao crescimento industrial de Santo Amaro.

REVISTA "INTERLAGOS" de março de 1951

A profunda significação da marca estava estampada em muitos estabelecimentos do segmento de embutidos: “Temos produtos do Frigorífico Santo Amaro”. Esse slogan determinava a preferência do consumidor pela excelência dos produtos que incluía frios cozidos e defumados, salames, presunto, salsichas Viena e salsichões Schubling e Nürenberg, mortadelas que deixavam o frigorífico todos os dias.

1928
Década 1950

Houve uma tentativa de verticalizar a produção na década de 1950, adquirindo uma fazenda no interior do Estado de São Paulo, onde foram introduzidas no Brasil, as primeiras matrizes de porcos brancos vindos da Alemanha, de carne mais tenra e com menos gordura, ideal para o lombo e pernil, mas as dificuldades operacionais levaram a idéia a ser arquivada para uma retomada posterior.
Com o advento da televisão o Frigorífico Santo Amaro cria se a propaganda rápida que era um slogan que marcou época em anúncios de produtos, onde em um desenho animado apreciava-se a conversa entre um boizinho e um porquinho:
“O que você vai ser quando crescer?”
“Salsichas, ué, mas só se for do Frigor Eder Santo Amaro!”
O Frigorifico usava no inicio das atividades as dependências do Matadouro Municipal de Santo Amaro, nas imediações da Praça Oswaldo Cruz,(atualmente denominada Praça Andrea Doria-em homenagem ao almirante genovês do século 15) com fachada para a Rua Borba Gato.

O gado era transportado para o matadouro, que muitas vezes se espalhavam por algum descuido a manada invadia casas ou algum desgarrado perdi-se no meio do mato. Assim para que houvesse um melhor planejamento, e Santo Amaro desativando as instalações de seu matadouro, o Frigorífico Eder resolveu ampliar suas instalações adquirindo terras para constituir a Fazenda Santa Gertrudes, 118 Alqueires, próximo ao Jardim Campestre, instalando um matadouro próprio no quilometro 26 da Estrada de Itapecerica da Serra, inaugurado no ano de 1964 com a presença de autoridades locais.

Fazenda Santa Gertrudes- ESTRADA DE ITAPECERICA DA SERRA

Quando a organização fez 50 anos de existência houve o depoimento importante à Gazeta de Santo Amaro, edição de 02 a 8 de junho de 1973, do diretor e jornalista Armando da Silva Prado Netto, com o título:

Frigor Eder 50 anos acompanhando a história de Santo Amaro

Há 50 anos quando Alexandre Eder e Max Satzke resolvera fundar a Alexandre Eder & Cia, todas as dificuldades naturais de um empreendimento estiveram à mostra, como um desafio aos dois iniciadores, tendo no trabalho e na dedicação suas principais armas.

Três funcionários apenas com igual número de pequenas máquinas elétricas, levam seus fundadores ao saudosismo: uma fase inesquecível, plataforma para uma estrutura empresarial que foi sendo formada, aumentada e reconhecida com o passar dos anos.

“Uma carroça e um cavalo lindo”, conta os dois, formava a frota de entregas da companhia que erguida em bases simples foi tomando forma gigante em torno de si mesma. Até hoje, meio século depois, já então como Frigor Eder S.A.(passando pela razão social de Frigorífico Santo Amaro S.A.) a empresa mantém-se em Santo Amaro, no mesmo local onde foi fundada na Rua Isabel Schmidt.

Muitas foram as dificuldades encontradas por Alexandre Eder e seu sócio Max, mas, cada adversidade tornava-se um motivo novo para elevarem a qualidade de seus produtos e Alexandre Eder via sempre mais razões para correr atrás da perfeição, tendo como arma para cativar o consumidor o sabor natural de suas mercadorias: “De 3 em 3 anos eu viajava para a Europa, estava sempre a procura de novas fórmulas de novas técnicas”.

A história do Frigor Eder S.A. e de Alexandre Eder e Max, está repleta de um romantismo e de uma coragem que a tornam não só peculiar, mas de fato fascinante. A coragem, o apego ao trabalho e a ousadia são seus aspectos mais marcantes.

Em São Paulo, após trabalhar 5 anos como técnico de um frigorifico, Alexandre Eder tomou a decisão de ter o seu próprio negócio, aplicando os amplos conhecimentos de que era possuidor numa iniciativa sua: ”Eu e meu sócio acordávamos as duas horas da manhã, preparávamos os produtos: salsichas, os defumados e dávamos início a sua distribuição”.

Com a carroça e o cavalo, a mercadoria era transportada ate a estação dos bondes de carga de Santo Amaro. De bonde, até a Praça da Sé, onde outra carroça os esperava para que os produtos e os derivados começassem a ser entregues. No começo ma distribuição visava apenas aos comerciantes do centro da cidade.

“Temos dois fregueses muito importantes, um símbolo para o Frigor Eder, a Casa Godinho , antigamente na Praça de Sé e hoje na Libero Badaró e Alberto Pantel, no Mercado Municipal Central, foram nossos primeiros clientes e o são há 50 anos.”

Trabalhando praticamente dia e noite, vendo dia a dia não só a aceitação com a exigência com seus produtos, Alexandre Eder foi sentindo a dimensão que a sua iniciativa alcançava: “Em 1936, já tínhamos aproximadamente uns 70 empregados e a nossa produção não era suficiente para os pedidos”.

Diante da contínua procura maior do que a oferta Alexandre Eder, viu-se obrigado a adotar novos sistemas, aumentar a produção:

“Em 1936 eu mesmo viajei para a Europa e com base em muitas pesquisas, trouxe uma fórmula para preparar presuntos de 48 horas, depois já estavam prontos para serem servidos. Foi um marco importante para a empresa”.

Tendo sempre como assessores técnicos especialistas na produção de salsinhas - produto base - Alexandre Eder foi sentindo o sucesso de sua iniciativa, mesmo que as dificuldades continuassem quase as mesmas, a necessidade de contratar novos elementos para a nossa indústria.

“Apesar disso, com a procura sempre aumentando, nossa preocupação esteve voltada para a qualidade dos produtos que distribuímos. De nada adiantava ter qualidade para apresentar somente no início e depois não conseguir manter um produto com um nível superior, portanto, com a mesma aceitação.”

No começo, os grandes compradores eram os donos das tradicionais casas de frios, como a Casa Godinho, mercado, os feirantes, os avulsos:

“À medida que víamos as transformações naturais da época se processarem, procurávamos nos adaptar a elas. Não parávamos nunca de pesquisar, de crescer.”

Crescendo sem perder as origens, liderar sem perder a disposição de vir sempre melhor:

“Quando iniciamos no mercado brasileiro, os frios e o verdadeiro presunto eram praticamente desconhecidos, nosso frigorifico se encarregou de tornar esses produtos populares. Hoje podemos nos orgulhar do que fizemos e do que ainda temos por fazer.”

****

Alexandre Eder e Max Satzke sempre foram homens dedicados ao trabalho e a luta que desenvolveram nos primórdios de sua organização graças ao espírito empreendedor e dedicação transformaram a iniciativa em uma florescente indústria que muitos serviços prestaram a Santo Amaro. Desenvolveram sábia política de entendimento com os empregados da organização, sempre mantendo o bem estar de seus colaboradores, destacando a preocupação pelos seus empregados.
RESQUÍCIO IMOBILIÁRIO DO FRIGORÍFICO SANTO AMARO
Alexandre Eder foi agraciado com o titulo de cidadão paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo concedido em homenagem aos relevantes serviços prestados a cidade, pelo espírito de arrojo empreendedor, em 16 de junho de 1963, pelo exemplo de tenacidade e de confiança no futuro. Estes homens fizeram o que sonharam e partiram com o dever cumprido Max em 10 de julho de 1973 e Alexandre em 16 de dezembro de 1979.

O Frigorífico Santo Amaro, após os seus idealizadores, continuou a sua produção que já chegava perto de 30 toneladas de frios por dia sendo que a salsicha, que representava 70 % da produção era o “carro chefe” da empresa, o produto mais vendido, principalmente a granel em muitos estados do Brasil.


A indústria empregava na década de 1980 um contingente de 650 pessoas, da área administrativa e de produção, com um capital social de três bilhões de cruzeiros, um aporte respeitável à época. A família assumiu todo o complexo onde passou a ser dirigida por João Eder, Alexandre Satzke, Alexandre Eder Neto, João José Eder e Eduardo de barros Satzke, do patrimônio onde a fábrica em Santo Amaro, na Rua Isabel Schmidt, possuía maior significação, onde tudo se iniciou em terreno de aproximadamente 10 mil metros quadrados e com área construída de 13 mil metros quadrados, um matadouro em Itapecerica da Serra, onde eram abatidos 400 suínos por dia. Os porcos vinham de criadores da região sul do país e possuíam representações em vários locais do Brasil.

Naquele momento a produção era para mercado interno, mas, havia interesse de se globalizar e entrar em outros países, exigentes em qualidade, aliás o que não faltava a organização, fato que necessitava a ampliação das instalações para permitir inclusive barateamento de custos. Os tempos eram outros, e expandir obrigava entrar em novos investimentos financeiros o que deu aos grupos de investidores a posse de um patrimônio ofertado em hipoteca; assim parte deste patrimônio do Frigorífico Santo Amaro passou para os bancos e em 1990 e o restante foi vendido para o grupo Bolsa Nacional de Empresas. Em 1998, o frigorífico Eder Santo Amaro passou a administração e controle de novos proprietários, após completar “bodas de brilhante de existência” não mais brilhava no panorama do local que lhe inspirou o nome como Frigorifico Santo Amaro.


Referências:

Gazeta de Santo Amaro, 07 de junho de 1963: Alexandre Eder, exemplo de tenacidade, trabalho e patriotismo

http://www.casagodinho.com.br/acasagodinho.php

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santo_Amaro_(distrito_de_S%C3%A3o_Paulo)

http://pt.wikipedia.org/wiki/Hohenburg
Depoimento de Carlos Ademir Ruedi, que foi responsável pela manutenção, na década de 1980, do Frigor Eder, sendo filho de Carlos Ruedi, que também trabalhou por 38 anos na citada empresa no setor da expedição.

Cemitério Campo Grande: Av. Nossa Senhora do Sabará, 1371, Jardim Marajoara

ALEXANDRE EDER(*25-05-1891 / +16-12-1979)
GERTRUDES EDER(*22-06-1900 / +10-04-1975)
MARGARETE KUERZINGER(*10-08-1889 / +02-01-1975)
JOÃO W. EDER(*28-09-1912 / +18-06-1985)

Notas:

1-Na época, os grandes frigoríficos instaladas na capital eram a Swift do Brasil, a Armour e o Frigorífico Matarazzo, precursores neste setor mas em outros segmentos.

2-Município de Santo Amaro: Em 1832, Santo Amaro tornou-se município separado de São Paulo, sendo instalado em 7 de abril de 1833. O município, então, abrangia todo o território ao sul do córrego da Traição (hoje canalizado sob a avenida dos Bandeirantes), estendendo-se até a Serra do Mar, incluindo as terras correspondentes aos atuais municípios de Itapecerica da Serra, Embu(a partir de 2011 acrescido“das Artes”), Embu-Guaçu, Taboão da Serra, São Lourenço da Serra e Juquitiba.

3-Incorporação dos 640 Km2 de Santo Amaro ao Município de São Paulo: A inauguração do Aeroporto de Congonhas, em 1934, foi uma das razões pelas quais o decreto estadual número 6983, de 22 de fevereiro de 1935, determinou a extinção do município de Santo Amaro, incorporando-o ao município de São Paulo. Durante a Revolução Constitucionalista de 1932 o Aeroporto Campo de Marte foi ocupado pelas tropas rebeldes, o que levou o Governo de Getúlio Vargas a procurar locais alternativos para o transporte aéreo em São Paulo. A área do antigo município foi então subdividida nos subdistritos de Santo Amaro, Ibirapuera, Capela do Socorro, e no distrito de Parelheiros.

4-A Casa Godinho inaugurada em 1888 (ainda em atividade),  é reconhecida nacionalmente ao longo dos anos pela diversidade e excelência de seus produtos, na sua grande maioria são importados. Era aqui que grandes nomes da história, como Assis Chateubriant, da política, como Adhemar de Barros e Jânio Quadros, da indústria, como José Ermírio de Moraes, entre tantos outros, abasteciam suas casas quando procuravam produtos de qualidade. Durante anos e anos, como se fosse uma tradição passada de pai para filho,a Casa Godinho sempre foi referência de compras paulistana. Tradição esta, ainda mantida por diversos clientes, que vêm aqui, como se nada tivesse mudado, fazer suas compras.

5-As câmaras frigorificas chegaram a comportar 980 toneladas de carne sendo que cada câmara de cura tinha capacidade de produzir 10 toneladas por dia.

6- Vide: http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2010/11/as-industrias-e-desendustrializacao-em.html

14 comentários:

http://www.mensageirovirtual.zip.net disse...

Caro Fatorelli.
Indicado pelo Estanislau comecei o acesso ao seu blog.
A medida que formos lendo, os comentarios irão surgindo.
A primeira impressão foi boa. E Dizem que ela a primeira é que fica. Portanto meus parabéns pela qualidade dos textos.
O site www.saopaulominhacidade, também proporcionam o conhecimento histórico.Abraços,Clésio

Edson de Magalhães disse...

Boa tarde, trabalhei nesta empresa entre 1969 e 1973, na filial do Rio de Janeiro, na rua Leandro Martins, 50/52, foi esquecido de lembra do sr Humberto Ferreira, gerente desta filial, na epoca foi me passado que este sr. assumiu a empresa durante a 2ªguerra como dono de papel passado em cartorio, em virtude dos verdadeiros donos serem alemães,quero deixar registrado que quando a guerra acabou, os verdadeiros donos voltaram e receberam de volta a sua Empresa, demostrando uma honestidade enorme do sr.Humberto Ferreira. Cabe a pesquisa para realmente dar valar a este homem, que desmostrou ser fiel aos seus patrões.

Herbert Evaristo disse...

alguem sabe me informa quem é o dono da fazenda, em nome de quem , com quem posso falar a respeito da fazenda.

Bruno Lopes disse...

EDSON SOU A LÚCIA,filha MADRINHA A DNA CISA,LEMBRA?MORO EM SÃO BERNARDO DO CAMPO SP
ESTOU NO FACE LUCIAESALVELOPES E MEU EMAIL É lucia_salve@ig.com.br

Katia Grosskopf disse...

Amei a reportagem, meu avô Carlo Grosskopf trabalhou na empresa por 50 anos,eu cresci dentro dela conheci todas as pessoas e lugares descritos aqui. Eu trabalhei na filial do RJ na rua São Januário. A CISA era madrinha da minhã irmã. Bons tempos SDS.

Adelmo disse...

Me chamo Adelmo Loreto de Azevedo;como os comentários anteriores,também adorei a matéria e ressalto ainda que um grande comprador dos produtos Eder foi a Choperia
John Sehn situada na alameda Lavandisca "Moema" e foi lá que aprendi à gostar dos
Frios e Salsichas Eder na época com idade de criança;porém,éramos vizinhos e
amigos da família dos comerciantes.
Por curiosidade,gostaria de saber se o Frigorífico Itapecerica da Serra (FISA)
pertenceu ou ainda pertence à família,haja vista que estão em plena atividade.
Abraços.

Ingrid Vieira disse...

Eu sempre passo em frente a fazenda Alexandre Éder... É de dar dó ver a fazenda jogada ao vento td indo para o chão... Sendo patrimônio alguém poderia cuidar daquele lugar que fez história em Itapecerica da serra.
Era lida a vista daquele lugar.

Renata Santos disse...

Bom dia. Hoje enterramos meu pai, João José Eder, que faleceu no dia 19/02/2016 aos 63 anos de idade. Homem bom e honrado, que deixou familiares e amigos tristes com sua repentina partida. De coração apertado informo a todos.
Thomas Eder

Carlos Fatorelli disse...

Condolências sinceras e estamos irmanados por aquilo que a família Eder representa para a região de Santo Amaro.

Vanderlei Todal disse...

Parabéns pelo valioso trabalho Fatorelli!

Anónimo disse...

Renata meus sentimentos, seu pai foi meu primeiro patrão, com certeza um bom homem, me recordo o carinho que tratava as pessoas e o apreço que os funcionários tinham por ele. Só para recordar o advogado da empresa na época era o Sr. Henry Aidar, que tinha algum cargo também no São Paulo F.C.

Inge Grosskopf disse...

Matéria muito boa, sou Inge Grosskopf, neta de Carlos Grosskopf que teve como único emprego o Frigorífico Santo Amaro permanecendo por 50 anos... Quando criança frequentávamos a residência da família Eder... Muito bem lembrado do sr Humberto, realmente um homem digno, no qual meu avô também tinha total confiança...ah e a tia Cisa (a madrinha) um coração tão generoso - eu amava ir visita-la no Frigorífico filial do Rio de Janeiro, na Rua Luiz de Camões - móveis de madeira pesados, eu me escondia dentro dos frigoríficos kkk e sr Humberto corria (caminhava) atrás de nós (afinal éramos 4 irmãs para ele "brincar"). Sei que aos poucos vão se juntando mais ex-funcionários e/ou familiares e histórias dessa empresa que tão importante foi para Santo Amaro/São Paulo e Rio de Janeiro - o comercial na TV me lembro bem: "me ferve/me frita/me serve/ você precisa ver como eu sou gostosa" . Bom trabalho Fatorelli e meus sentimentos Renata -

Inge Grosskopf disse...

Me desculpem errei o endereço do Rio de Janeiro - Rua Leandro Martins 50/52, assim como informou o sr Edson Magalhães... e será que sr Edson lembra da minha família?? O nome me é familiar mas não recordo da fisionomia ...Abraços

jose mauricio dos santos santos disse...

Morei muitos anos na fazenda Santa Gertrudes,minha familia inteira trabalhou por muitos anos tanto no frigorifico como na fazenda, infelizmente nunca deram valor para os empregados que tinham orgulho de vestir a camisa da empresa, prova disto ta ai a faléncia total de todo o patrimonio, o que não foi vendido esta jogado as traças, da dó de olhar a fazenda antes e vela agora.