sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

O Empório de Secos e Molhados e o Jogo de Bocha no Jardim São Luiz/SP


DE FREGUÊS A CLIENTE: DOS EMPÓRIOS AOS SUPERMERCADOS
Não faz tanto tempo, os bairros viviam em função dos empórios e o “freguês” poderia encontrar grandes sortimentos para que fossem supridas as necessidades básicas e algo também a mais que se necessitava no cotidiano. O dinheiro era escasso, o crédito era a confiança de marcar na caderneta para ser quitado no fim do mês. Não havia cartão de plástico bancário para ser usado na “boca do caixa”!

No bairro do Jardim São Luiz também estava concentrada uma vida de relações comerciais nos empórios do bairro, que, às vezes, eram também denominados de secos e molhados. Os secos estavam voltados para tudo o que era vendido a granel, sem os ensacamentos plastificados de hoje; tudo era pesado na frente do cliente: arroz, feijão, farinha, fubá, manjubinha salgada, e até o pão não poderia faltar junto com o leite de garrafa, pois todo “santo dia” lá ia "Seu" Prudente com sua bicicleta de cor avermelhada desbotada subindo ladeira abaixo e ladeira acima com o “pão nosso de cada dia” em um grande caixote na rabeira. Os molhados eram os aperitivos, cachaças puras ou com carqueja, e outros destilados, vinhos de tonel, a cerveja geladinha, as cerejinhas, as tubaínas, os guaranás e sodas.


Hoje, a bicicleta descansa em um canto da casa, como um troféu, não tem preço monetário, foi uma guerreira, como foram: Seu Abrãao Gomes da Fonseca, Prudente Alves da Fonseca, acompanhado de sua esposa, Dona Alice Bento Damazio da Fonseca, que fazia os petiscos para serem “beliscados” com um aperitivo servido no balcão, somados aos queijinhos em potes bem acondicionados, mortadelas e ovos cozidos de cascas coloridas, amendoins, azeitonas e tremoços.

As guloseimas, doces variados das fábricas Confiança e Bela Vista eram apresentados em um balcão onde a gurizada arregalava os olhos na vitrine e esperava que algum refrigerante fosse ofertado para “refrigerar” do calor, que não era tão intenso como na atualidade, até garoava constantemente e pela manhã a neblina imperava “sem enxergar um palmo diante do nariz”. Hoje, está tudo seco, até a chuva foi embora, espero que ela volte em breve, par encher os reservatórios de água!

Do lado de fora estava o campo de bocha que sempre estava lotado nas grandes disputas de aficionados deste esporte. Quando ainda não existiam as bolas coloridas, quatro para cada lado, o que as diferenciavam eram bolas lisas e as bolas de bocha dos adversários, que possuíam um risco e que tinham como meta chegar mais próximo ao “bolim”; uma bola menor que era lançada no início do jogo e era a meta a ser atingida e contavam-se os pontos por aproximação das bolas grandes ao “bolim”. Pronto, a competição estava formada para as alegrias de fins de semana, verdadeiras disputas onde se aglomeravam em volta do campo as torcidas e competidores das disputas seguintes.

Muitos moradores eram assíduos frequentadores para assistirem às “pelejas”, como Seu Serafim, pai da Tereza; Seu Pedro, esposo de dona Ana, pais do Nê; Seu Bento, que possuía um DKW táxi, pai do Paulinho e do Tiãozinho; Seu Michel; Seu Antonio Gordinho, que era sogro do Zé Evaristo; Zé Passarinho; Zé Cabeça Branca; Daniel; Seu Emílio, motorista da CMTC (SPTrans de antigamente); Seu Ernesto, motorista da Viação São Luiz, pai do Buda; Seu Romão pai do Edson Bradesco; Seu Stefan, pai do Paulinho Jordak; Seu Agostinho, aposentado da polícia; e tantos outros que cercavam em volta da pista, brincando, rindo com a facilidade de estar rodeados de amigos, transmitindo felicidade e que tinha toda uma genealogia unida para um bem comum. Hoje, são nomes rememorados como parte desta história e que são somados a tantos outros que vivificaram para sempre em nossa memória.

O Seu Prudente, depois que seu pai Abrãao “partiu para sempre”, deu continuidade na labuta diária do empório e foi até matéria da Rádio São Paulo, no programa Incrível, Fantástico e Extraordinário. Hoje Seu Prudente se aposentou e passou o “cetro do balcão” e responsabilidade do empório para seu filho, José Carlos Bento da Fonseca, que atende pelo apelido de Prado, por causa do nome de um jogador do São Paulo Futebol Clube, time que ele torce. 



 José Carlos Bento da Fonseca

Não existe mais o jogo de bocha, o empório não tem mais os regadores de plantas pendurados do teto por ganchos, vassouras, fumo de corda para uma pitada de cigarro feito com palha de milho secada ao sol e tudo mais do que se podia imaginar. Os tempos são outros e até a balança que pesava as mercadorias também “se aposentou”. O empório de secos e molhados do Seu Abrãao, que mudou de nome conforme o dono, passou a ser chamado de Empório do Seu Prudente e hoje é o Empório do Zé Carlos, seu filho.
O empório continua lá firme, com quase meio século de existência, como um símbolo de três gerações, mas as tardes de domingo não são mais as mesmas... E as pessoas “entocaram-se” dentro de si e diante da internet ou da televisão!

Hoje para suprir as necessidades básicas da população vemos grandes supermercados que possuem de todo tipo de mercadoria e estão sempre a oferecer produtos variados e detém uma parcela considerável de clientes, que antes eram conhecidos por fregueses que mantinham a fidelidade marcada na cadernetas que eram quitadas todo final de cada mês e que faziam o comércio girar nas pequenas vilas e bairros afastados do centro de São Paulo.



Depoimento de José Carlos da Fonseca, neto de Abrão Fonseca, fundador do empório, concedida em 02/02/2014


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Estação de Evangelista de Souza, em São Paulo, fim da linha...Qual será o novo RUMO?


(Projeto: A Fotografia como Concepção Histórica. Data das fotos 20-02-2020)

A estação hoje é só escombros, ruínas sem valor algum...

Quem manda agora é a RUMO!

Hoje fizemos o tour para chegar na estação Evangelista de Souza, ainda do terminal de Santo Amaro, São Paulo, até o terminal Parelheiros e de lá até o ponto final de Barragem. Para frente foram mais uns 10 quilômetros de aventura, mas valeu cada passo, cada pegada no barro, para registrar o que se faz no presente aquilo que foi orgulho no passado!

A estação de Evangelista de Souza, é homenagem do nome do empresário industrial Barão de Mauá, foi construída e entregue em 01 de abril de 1935 pela Estrada de Ferro Sorocabana, como parte do ramal Mairinque-Santos, que estava sendo construído com a intenção de ligar o interior ao litoral paulista, cruzando a Serra do Mar.
Em 1957, a estação passou a ser o ponto de entroncamento do ramal de Jurubatuba, aberto pela Estrada de Ferro Sorocabana, para ligar diretamente a Estação Júlio Prestes, no centro da cidade de São Paulo à Mairinque-Santos.
Os trens de passageiros vindo de Mairinque foram suprimidos por volta de 1973, onde foi mantido apenas um trem para os funcionários da Fepasa. Em outubro de 1997, houve a suspensão da linha de passageiros Embu-Guaçu-Santos e a estação deixou de atender passageiros.
A partir de 1999 a ferrovia foi concedida como parte da Malha Paulista, onde até o início da década de 2010 funcionavam na estação os escritórios de supervisão do pátio, a tecnologia operacional e o escritório de via permanente da América Latina Logística. A partir de então, a estação e a vila ferroviária foram abandonadas e depredadas.
A estação se encontra em meio a Área de Proteção Ambiental Municipal do Capivari-Monos da Prefeitura do Município de São Paulo, tendo um acesso muito difícil por automóvel.

NOVO RUMO
Ao comprar a operadora de ferrovias ALL, a empresa de logística Rumo encontrou trilhos carcomidos, locomotivas velhas e clientes insatisfeitos (as fotos demonstrama isso).
Comprada em julho de 2014 pela Rumo, empresa de logística do grupo de energia Cosan, a ALL havia sido, por anos, considerada a empresa de operações ferroviárias mais eficiente e rentável do país.
A Rumo é a maior operadora de ferrovias do Brasil.
A Companhia opera 12 terminais de transbordo, seis terminais portuários e administra cerca de 14 mil quilômetros de ferrovias nos estados de Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Minas Gerais, Goiás e Tocantins. A base de ativos é formada por mais de mil locomotivas e 28 mil vagões.























quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

“Morrendo e aprendendo" sobre a incompetência de decisão da Secretaria de Cultura de Santo Amaro-São Paulo!


• A reforma da Casa Amarela e as dificuldades para registrar a história em Santo Amaro/SP

Hoje (12 de fevereiro) pela manhã fui à Santo Amaro ver a possibilidade de adentrar no Paço Júlio Guerra, conhecida também como Casa Amarela que está em reforma há algum tempo.
Cheguei ao local por volta das 7:30 horas. A construção está toda emparedada por chapas de aço galvanizada, mas do lado da Rua Paulo Eiró da para se ver parte do trabalho.
Havia um segurança terceirizado no local que foi bem prestativo e diz que para eu entrar precisava pegar uma autorização na Casa de Cultura Manoel Cardoso de Mendonça, na Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, Santo Amaro. Para lá me dirigi, apresentei-me a outro segurança que me disse que a responsável que poderia fornecer-me a autorização chegaria às 12:00 horas. Agradeci e disse que retornaria nesse horário determinado, o que realmente fiz.
Fui atendido por quem substitui o secretário de cultura e que pela minha pretensão não poderia dar a autorização e que eu teria que aguardar o retorno do titular. Perguntei se ela como responsável pela “pasta da cultura de Santo Amaro” não me poderia fornecer. Ela se limitou a dizer para eu voltar lá depois do carnaval, pois o secretário estava com um projeto de implantação de fotos antigas de Santo Amaro e que seria bom trabalharmos em conjunto. Claro que estou sempre disposto a colaborar, mas meu intuito era, naquele momento, ter o aval para registrar a obra em andamento do Paço Júlio Guerra, e repeti minha intenção de ter a autorização para fotografar o local. Ela viu minha insistência e respondeu-me. Não eu não posso autorizar.
Sei muito bem das precauções de uma obra em andamento, tendo trabalhado na área e não sendo a primeira que iria entrar, e que temos que ter o EPI (equipamento de proteção individual) que o empreiteiro deve ter na obra, para ser usado não só para quem nela trabalha, mas para visitas que porventura apareçam, ou o engenheiro, ou jornalista, ou até do executivo local.
Deixei um contato para o secretário comunicar-me e resolvi ir até a prefeitura para reforçar essa minha intenção. Na recepção, quando se saímos dos tramites correntes da administração a atendente fica perdida e passa para outra pessoa a responsabilidade de informar. Eu disse a essa segunda atendente que gostaria de falar com a secretária(o) do executivo, ela opôs-se a isso e pegou uma tira de papel com o e-mail e escrito: "Envio Protocolo Gabinete", acrescentando à nossa conversa que “tudo agora é pela internet”, ou seja, o munícipe não terá acesso ao responsável pela administração pública de Santo Amaro!
Há uma secretaria de cultura em Santo Amaro que não pode tomar decisões quando o secretário titular está ausente e nem o executivo pode executar a questão...e volte depois do carnaval!

The end!!!






Disponibilizamos fotos de hoje, 12 fev 2020, com zoom tiradas do lado de fora da obra

* EVITAMOS PONTUAR OS NOMES DOS SERVIDORES ATENDENTES!

Vide crônica:
CASA AMARELA: As construções das duas Sedes da Prefeitura de Santo Amaro / SP

terça-feira, 21 de janeiro de 2020

A PREFEITURA E A SUA (I)RESPONSABILIDADE COM AS ÁRVORES DA CIDADE DE SÃO PAULO!

Executar mantendo a zeladoria da cidade deve ser atribuição municipal, ao munícipe, conservar! 

Essa “facilidade” proposta pelo governo municipal de poda de árvores por parte do munícipe é apenas para eximir-se da responsabilidade de quaisquer eventualidades que aconteçam com as árvores que existem nas calçadas paulistanas.
Se porventura a árvore cair por alguma intempérie o poder público não irá assumir custos, sendo que a árvore na calçada deverá ser custeada pelo proprietário todas as despesas de remoção!
Isso parece mais uma solução para isentar o governo municipal de suas atribuições que é executar e cuidar da cidade, querendo jogar o que lhe pertence em zelar, nas costas do contribuinte, já extremamente onerado.
Esse é apenas um exemplo do que a prefeitura da maior cidade do Brasil quer se livrar:
Pedimos uma análise de uma árvore enorme em risco iminente para a prefeitura do M’ Boi Mirim, porque a mesma poderia cair de uma hora para outra e destruir a casa. Pois bem a prefeitura demorou 8 meses após protocolar a petição para dar um parecer do caso desse “descaso”.
Podar árvores “é cuidar” para que cresçam com balanceamento em sua estrutura e não fazer cortes sem critério desestruturando sua base como atualmente faz a Prefeitura e a Enel, e ambas jogam a responsabilidade uma na outra.
Detalhe à parte: cortam e deixam os galhos a mercê do tempo e não recolhem!
Vejam fotos anexas das "podas dos especialistas". Os cortes fizeram-nas uns "monstros" de enorme com grandes cicatrizes incuráveis e já se inclinam pendentes de um lado.
Outa coisa:
Por que não se institui um bônus no IPTU para quem mantém uma árvore na calçada da residência?
Isso jamais se cogita porque se torna perda de receita!






segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

O PAPA ESPANHOL QUE QUIS LUDIBRIAR PORTUGAL NAS TERRAS DA AMÉRICA DEIXANDO PORTUGAL “A VER NAVIOS”!


...E TUDO COMEÇOU NA ITÁLIA!

Os Bórgia ou Borja era uma família hispano-italiana que se tornou influente durante o Renascimento.
Origens de Rodrigo Bórgia, O Papa Alexandre VI
Rodrigo Bórgia nasceu no dia 1º de janeiro de 1431/32, na cidade de Xátiva, Espanha. Ele afirmava que sua família era descendente de um ramo da dinastia de Aragão. A família Bórgia era considerada parte da nobreza menor, pois havia exercido funções em cargos de influência local.
A influência da família Bórgia cresceu a partir da escalada social realizada pelo tio de Rodrigo, Alonso Bórgia.
Alonso tornou-se cardeal em 1444 e depois foi eleito papa da Igreja com o nome de Calisto III. Assumindo o cargo fez o possível para aumentar a influência da família Bórgia no meio social.
Pela influência de Alonso, Rodrigo Bórgia mudou-se para a Itália em 1449. Calisto III fez de seu sobrinho cardeal em 1456, vice-chanceler em 1457, além de bispo de Valência e capitão das tropas papais. Começava o crescimento da influência de Rodrigo Bórgia.
Nas décadas seguintes, Rodrigo Bórgia manteve sua influência nos meios políticos da Igreja Católica. Rodrigo constituiu família com Vanozza dei Cattanei, com quem teve quatro filhos: César (nascido em 1475), Giovanni (nascido em 1476), Lucrécia (nascida em 1480) e Jofre (nascido em 1481). Outra amante bastante conhecida de Rodrigo foi Giulia Farnese.
Rodrigo Bórgia foi eleito papa em 1492 no conclave realizado após a morte do papa Inocêncio VIII. Há evidências que a eleição de Rodrigo foi comprada na madrugada do dia 10 para 11 de agosto com a ajuda de seu aliado, o cardeal Ascânio Sforza.
Os anos do papado de Alexandre VI foram marcados pelas manobras políticas com as lideranças da época, corrupção e muitas polêmicas em torno do assassinato de adversários por envenenamento.
Alexandre VI foi acusado inúmeras vezes de "simonia" (venda de cargos eclesiásticos) por seus adversários e fez uso do "nepotismo" ao nomear seu filho César como cardeal em 1493.
(Nepotismo, do latim nepos, sobrinho, neto, ou descendente, sendo incorporado a língua latina como termo para designar o favorecimento de parentes, ou amigos próximos.)
Atuou na determinação da divisão da América, que havia sido “descoberta” em 1492 na expedição de Cristóvão Colombo. O acordo com a Coroa espanhola estipulava benefícios ao seu filho, Giovanni Bórgia, que foi reconhecido como duque de Gandia. Em troca, a Coroa espanhola recebeu do papa uma bula que os autorizava a possuir todas as terras do novo continente.
Depois da chegada de Cristóvão Colombo à América em 1492, a corte espanhola começou a se preocupar em proteger legalmente os territórios "recém-descobertos" e os portugueses sentiram-se ameaçados. O rei espanhol Fernando II de Aragão pediu intercedência do papa Alexandre VI, que usou a ilha de Açores como referência.
O Papa foi árbitro entre Espanha e Portugal, que disputavam entre si a respeito das terras recém-descobertas e por descobrir.
Na Bula Inter Coetera de 4 de maio de 1493, o Papa traçou uma linha imaginária de um a outro polo do globo, passando a cem léguas a Oeste da mais ocidental chamada linha Vaticana ou de Alexandre VI).

Tal linha dividiria o planeta em duas partes, atribuindo ao rei Fernando o Católico, de Espanha, as terras do Oeste da linha e a Portugal as do Leste. Na América do Sul, isso significa a totalidade das terras em benefício da Espanha e Portugal não teria a posse alguma em terras na "recém-descoberta" América.
Houve ameaça militar e econômica por parte da coroa portuguesa que pediu a revisão do acordo. Para evitar conflitos, as duas nações abriram negociações para estabelecer um novo tratado que deveria contemplar os interesses dos dois. No dia 7 de julho de 1494, o Tratado de Tordesilhas traçou novos limites e com o novo acordo, todas as terras descobertas até o limite de 370 léguas a oeste da Ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, seriam de domínio português, sendo as restantes de posse espanhola.

Com esse novo acordo, Portugal assegurou sua autoridade sobre parte dos territórios americano, mais precisamente parte do Brasil. Pelo acordo com alguns mapas de então, o território português no Brasil começava próximo onde atualmente se encontra Belém, no Pará, e descia em linha reta até perto de Laguna, em Santa Catarina.
O Papa Alexandre VI, passaria a fazer parte da história do Brasil, mesmo com toda sua insensatez de manter-se no poder pela luxuria, simonia e crueldade!
A morte de Alexandre em 18 de agosto de 1503, findou com a hegemonia da família Bórgia, pelo acúmulo de inimigos por toda a Itália e talvez principiando o protestantismo na Europa através de Martinho Lutero, um monge agostiniano e professor de teologia, de origem alemã, que em 31 de outubro de 1517 publicou 95 Teses da reforma da igreja na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, mas isso é uma outra história...



Mapas ilustrativos extraídos da internet.

Sujeito a revisão sem prévio aviso!

A Revolução Industrial e o quinhão ofertado ao homem!


Do controle motriz ao controle mental das massas

A 1ª Revolução Industrial foi construída com a máquina a vapor e a utilização do carvão (mineral e vegetal) como fonte de energia e fixou-se a data de 1760 como início.
A necessidade humana para a produção era fundamental.
A 2ª Revolução Industrial foi construída com a utilização do petróleo como fonte de energia somado com o desenvolvimento da eletricidade, e fixou-se a data de 1860 como início.
A necessidade humana para a produção era fundamental.
A 3ª Revolução Industrial foi construída no século 20, impulsionada por tecnologia de duas guerras mundiais sendo desenvolvida a eletrônica, as comunicações, os satélites, o computador, e a tecnologia da informação.
A necessidade humana para a produção precisava ter alguma especialização.
A 4ª Revolução Industrial em andamento ocorre com tecnologias como computação cognitiva, inteligência artificial, “realidade” virtual, computadores de alto nível, blockchain (transações com moeda virtual), veículos autônomos e indústrias inteligentes com produção robotizada.
A necessidade humana para a produção precisa ter alta especialização.
A 5ª Revolução Industrial expande as comunicações móveis, interligações globais, com cidades inteligentes (núcleos com bases de controle) e tecnologia médica de ponta que escaneia um corpo físico com diagnóstico imediato que identifica quaisquer anomalias.
A necessidade humana para a produção precisa ter especialização específica.
Tudo isso foi um processo que "desativou" (ou descartou?) a necessidade do homem nessa cadeia produtiva, ou seja, as máquinas até o século 20 necessitava um contingente humano para gerar produção dos botões verde e vermelho “do liga e desliga”.
Hoje há pouca necessidade física e necessário muito conhecimento. A população mundial está interligada com seus smartphones, armazenam tudo o que acontece ao redor, fala-se instantaneamente com a internet de alta velocidade e aplicativos. Ter conhecimento é saber como fazer do braçal hardware para o controle software. Poucos conseguiram esse avanço e detém o “soft” e aos muitos outros sobrou o “hard” da produção!
Ao que o homem será capaz de atingir de tecnologia para interesses próprios é inimaginável, mas uma coisa pode-se “diagnosticar”: a Terra será para bem poucos...muitos serão chamados e poucos escolhidos...o homem foi criado semelhante, não igual!!!
Se a massa humana conseguir ter o que comer “ração” no futuro, que se considere satisfeito por isso!!!

domingo, 24 de novembro de 2019

Automóvel Club de São Paulo: Um dos Palacetes Prates, São Paulo/SP

Nossos avós viram São Paulo de um jeito, nós de outro...como verão os que virão?

Durante vários anos o Automóvel Clube funcionou num dos palacetes gêmeos do Conde Eduardo da Silva Prates. Era o que ficava mais próximo ao viaduto do Chá. Essa construção foi demolida no início dos anos 50 para dar lugar ao edifício Conde Prates.
Estava situado na Rua Líbero Badaró nº 46 em terreno de 16x30 metros, para edificar um prédio de três andares, com todo o luxo e conforto possíveis: salão de leitura, salão de dança, salão de recepção, restaurante, salão de chá para famílias, sala para bilhar, sala de jogos, barbeiro. O Automóvel Club de São Paulo contava inicialmente 230 sócios. O prédio foi demolido no início dos anos 50.

Eduardo da Silva Prates, primeiro conde de Prates (São Paulo, 8 de novembro de 1860 - São Paulo, 22 de março de 1928) foi um negociante (empresário) brasileiro, dedicado aos ramos imobiliário, bancário e férreo. Filho do Dr. Fidêncio Nepomuceno Prates e de Dona Inocência da Silva Prates, filha do Barão de Antonina. Sentindo muito cedo pendores e inclinação pela vida comercial, devotou-se do ramo dos negócios ao qual emprestou o seu espírito dinâmico e a sua invulgar capacidade de trabalho. Desposando a senhora Antônia dos Santos Silva, de velha estirpe paulista, depois Condessa de Prates, filha do Barão de Itapetininga e da Baronesa de Tatuí, família das mais nobres e honrosas tradições brasileiras, o Conde alargou o seu campo de atividades, tornando-se adiantado agricultor e diligente pecuarista.














Edifício Conde de Prates (atual)
O prédio foi projetado pelo arquiteto italiano radicado em São Paulo, Giancarlo Palanti e suas obras foram executadas pela Construtora Alfredo Mathias Ltda. Inaugurado em 1955, oferecia 80 vagas para automóveis e elevadores e foi anunciado pela construtora e incorporadora Segurança Imobiliária no dia 23 de novembro de 1948. O edifício Conde Prates era um dos mais altos do centro de São Paulo ao ser inaugurado, em 1955.
Endereço = Rua Líbero Badaró esquina com Viaduto do Chá
Arquiteto = Giancarlo Palanti
Projeto = de 1952
Construtora= Alfredo Matias Ltda.
Locação = Edifício para Escritórios
Pavimentos = 33 andares, com 3 pavimentos
Altura = 112 metros
Construção = 1952
Inauguração= 1955

Ref.:

Matéria jornalística O Estado de S. Paulo - 23 de novembro de 1948 e 30 de julho de 1950

As Várias Divisas Territoriais do Antigo Município de Santo Amaro no Século 19 e Início do 20


(transcrito conforme época)

Santo Amaro. – Antigo aldeamento de índios Guayanases, com a denominação de Ibirapoera, e onde depois foi fundada a Colonia Allemã de Santo Amaro.

Distrito de Paz -................................
Município – Decreto de 10 de julho de 1832.
Divisas: Do relatório do dr. Nabuco de Araujo, 1852, consta que o municipio de Santo Amaro tem divisas incontestadas:

*Com a freguesia da Sé, pelo ribeirão da Traição acima, desde o ponto em que atravessa a estrada até suas primeiras vertentes e dahi seguindo até chegar à Cruz das Almas, na estrada do Carros, a buscar o sítio do Capitão André Cursino, e dahi a rumo do SUL, pela estrada que vai ao Curral Grande, sítio de Antonio de Medeiros, seguindo a estrada dos Carros até a encruzilhada do Pinhahiba, onde toca-se com a recta que, seguindo pelo morro Vermelho, divide a Sé da freguezia de S. Bernardo.
*Com S. Bernardo divide-se caminhando pela estrada do Guacury, na ponte e córrego no rio Juribatuva, e por ele a dar no rio Grande, onde faz barra o rio Pequeno, a dahi em linha recta à serra do Mar.
*Com Santa Ephigenia e Cutia pelo ribeirão da Traição abaixo até fazer barra com o rio dos Pinheiros, e atravessando este a rumo direito a procurar a encruzilhada do caminho que vai da cidade de S. Paulo a MBoy, até encontrar o rio MBoy-Mirim.
*Com Itapecerica, seguindo da ponte que fica no caminho mencionado rio abaixo, até outra ponte do MBoy-Mirim, no caminho de Bonguassu, e por elle a ponte do Jasseguava e desta ponte, rio acima, até as suas nascentes, e dahi, em linha reta, até a serra do Mar, pertencendo a Santo Amaro os moradores que ficam aquém da Serra.
A lei n. 2 de 22 de janeiro de 1842 assim marcou as divisas entre este município e o de S. Bernardo:

“Pela estrada do Guacury, estendendo-se para o Norte, até confinar com os limites da freguesia da Sé, e para o Sul até o rio Grande e dahi, em linha reta, até a serra do Mar, compreendendo os povos do rio acima”.
A de n. 23 de 1 de maio de 1854, alterando as divisas entre a freguesia da Sé, S, Bernardo e Santo Amaro, declarou: “Pelo lado da Sé, partindo do Ypiranga de cima, pela estrada que vae pelo Curral Pequeno, até encontrar a que vem de Santo Amaro para S. Bernardo; e pelo lado desta freguesia, seguindo pela referida estrada, até o ribeirão do Curral Grande, e dahi à rumo direito até o morro Gonçalinho, na estrada que vai para o Alvarenga, e seguindo esta até o barranco do rio Grande Jurubatuba”.
A de n. 89 de 18 de Abril de 1870 declarou que o sitio de Joaquim Honorato de Camargo, de que já três partes pertencem a Santo Amaro, fica desmembrado totalmente do Districto de Santa Ephigenia e anexado ao de Santo Amaro.
A de n. 62 de 4 de Maio de 1879 desligou do Districto de S. Bernardo para anexar ao de Santo Amaro os sítios de Salvador Barbosa de Moraes, Julio Julien, João Pires do Espirito Santo, Francisco José Domingues, Manoel Baptista da Luz, João Mariano da Silva, Lourenço da Silva Dias, Fortunato Pereira de Macedo, Graciano Maria Lopes, Jacintho Branco de Araujo, Antonio Barbosa de Moraes, Marcellino de S. Anna, Seraphin Rodrigues do Prado, Cecilio Antonio Pedroso, Felisbino Antonio Pedroso, José Bento Rodrigues, João Antonio Domingues, Manoel Domingues do Prado, Amaro Bento Domingues Escudeiro, Jacyntho Pereira da Silva, Joaquin Josá da Silva, Guilhermino João de Escudeiro, Cypriano Benedicto de Moraes, João José Domingues, Amaro Gomes da Silva, José Antonio de Escudeiro, Lino Eulalio Fernandes, Jorge Zilles, Antonio Domingues do Prado, Benedicto Fernandes, Francico Mendes Rodrigues, João Alves de Souza, Firmino Alves de Escudeiro e Antonio José da Silva.
A mesma lei desligou do Districto da Consolação para anexar a Santo Amaro o sitio de João José da Silva. Esta disposição foi revogada pela lei n. 57 de 28 de Fevereiro de 1881.
A de n. 771 de 1 de Junho 1901 estabelecendo as divisas do município da Capital, declarou que com o de Santo Amaro seria: “Pelo alto do espigão que limita, pelo lado esquerdo do rio Ypiranga, os vales deste rio e do ribeirão de Cupecê, desde o ponto mais alto do serrote que fica fronteiro a cabeceira do rio Ypiranga e onde termina a linha divisória entre os municípios de São Bernardo e Santo Amaro, até a cabeceira do galho mais septentrional do ribeirão da Traição, passando pela estação do Encontro, da linha férrea de Santo Amaro, que fica pertencente ao município da Capital 4e por este galho e pelo referido ribeirão da Traição abaixo até sua foz no rio dos Pinheiros, deste ponto, por uma recta, até o ponto mais alto do Morro do Jaguarahé, no espigão que divide as aguas do rio Carapicuiba e Jaguarahé”.
A de n. 804 de 9 de Outubro do mesmo anno estabelecendo as divisas do município de S. Bernardo, declarou que com Santo Amaro seriam: “Pelo rio dos Monos acima deste ponto deste rio na quebrada da linha do cume da serra de Paranapiacaba, onde termina a linha divisória com o município de Conceição de Itanhem até o ponto mais próximo a cabeceira do córrego Preto e desse ponto, por uma linha recta, até a referida cabeceira do córrego Preto e por este córrego abaixo, ate a sua foz no ribeirão Taquecetuba, por este ribeirão abaixo até sua foz no rio Grande, e por este rio abaixo até a foz do ribeirão dos Alvarengas; deste ponto por uma linha recta, até o ponto mais alto do serrote que fica fronteiro a cabeceira do rio Ypiranga”.



Referências:
Divisão Administrativa e Divisa Municipaes ou Relação de Actos dos Poderes Legislativo e Executivo, marcando as divisas do municípios e respectivos districtos de paz do Estado de S. Paulo. Organisado por José Jacintho Ribeiro, 2º Official da Repartiçao de Estatistica e Archivo do Estado de S. Paulo, 1908.

Divisão Administrativa e Divisa Municipaes do Estado de São Paulo. Repartição de Estatistica e Archivo do Estado de São Paulo. Director Dr. Adolpho Botelho de Abreu Sampaio. Typ. “Diario Official”, 1915

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