sábado, 15 de agosto de 2026

15 DE AGOSTO, DIA DE SÃO TARCISIO E OS COROINHAS DA PARÓQUIA SÃO LUIZ GONZAGA/SP

SÃO TARCISIO E OS COROINHAS DA PARÓQUIA SÃO LUIZ GONZAGA/SP

15 de agosto Dia São Tarcísio o “altar servers” ou “messdiener”, um servidor do altar, que na atualidade são os acólitos, palavra derivada do grego antigo ἀκόλουθος (akólouthos), que significa "seguidor" ou "assistente" sendo registro histórico mais antigo e seguro na década de 250 desta Era, em uma carta escrita pelo Papa São Cornélio.
O POR QUÊ DE CHAMÁ-LOS “COROINHAS”?
Na Igreja Católica, os acólitos, especialmente os não instituídos, são frequentemente crianças ou jovens que receberam a Primeira Comunhão.
No passado, os jovens cantores das paróquias que participavam do coro eram chamados “coroinhas”. Eles vestiam uma batina curta vermelha coberta por uma sobrepeliz branca.
O uso de cores fortes como o vermelho era comum nas vestes corais. O vermelho das vestes remete ao sangue de Cristo, o fogo do Espírito Santo e o testemunho dos mártires! (como São Tarcísio).
O Branco da Sobrepeliz representa a pureza de coração do jovem!
Tarcísio viveu no tempo do Império Romano de Valeriano, presume-se, entre os anos de 245 e 257, quando cristãos estavam sendo presos e condenados à morte. Nas prisões à espera do martírio, os cristãos condenados desejavam receber o Pão Eucarístico, mas o Papa Sisto II não sabia como fazê-lo!
O “servidor do altar” Tarcísio, com seus 12 anos de idade, ofereceu-se para a tarefa. O papa entregou numa caixinha de prata as hóstias que deviam servir como conforto aos próximos mártires. Tarcísio andando via Ápia,(estrada mais importante de Roma) foi questionado do que levava, e sem responder bateram nele sendo martirizado até a morte. Depois de morto, revistaram-lhe o corpo, nada achando com referência ao Sacramento de Cristo.
OS COROINHAS DA PARÓQUIA SÃO LUIZ GONZAGA/SP
Os coroinhas da Paróquia São Luiz Gonzaga foram instituídos por alguns abnegados que conseguiram lutar contra a influência de pessoas ligadas a paróquia inclusive que viveram das benesses, e que hoje um deles até veste a batina de consagrado e tendo de respaldo um que se beneficiou de toda a complacência em seus atos escusos!
Poucos acreditavam que poderia dar certo implantar o grupo de servidores do altar, mas deu, não por força e “insistência” de menos de meia dúzia de pessoas, mas porque Deus queria que acontecesse!
Foi nesse momento que espertalhões foram “envenenar” o padre, e quiseram assumir a colheita que não plantaram, e para espalhar a discórdia trouxeram a informação falsa que “o padre não queria meninas servindo o altar de coroinhas”!
Eles não contavam que esse missivista tivesse a coragem de ir perguntar se ele, o padre, tinha dado tão absurda diretriz!
O Demônio se reveste com uma roupa rasgada e deixa brechas da mentira, o padre desmentiu-os, dizendo não ter dado tal ordem, valendo a máxima: o Capeta faz, mas não consegue esconder!
Deste dia em diante, o foco era este missivista, eles não sabiam que o caminho já estava alicerçado, foram recolher a colheita que não plantaram e jamais lançaram novas sementes e depois de alguns meses abandonaram o arado!
Hoje o maior prêmio ofertado, é ver que mesmo contra as “pragas” existentes no plantio, vingou a colheita com novos frutos!!!































quarta-feira, 5 de agosto de 2026

O TAXÍMETRO “CAPELINHA” E SEU CRIADOR JOÃO WOLFRUM

OS TAXÍMETROS CAPELINHA 

João(Johann)Wolfrum, era natural da cidade de Nuremberg, Alemanha, chegando ao Brasil em 24 de março de 1924,  casando-se com Elsa Muller.

Foi o mentor e idealizador da tradicional fábrica de taxímetros em São Paulo, a “João Wolfrum-Fábrica de Taxímetros”, empresa fundada em 18 de fevereiro de 1931, na Rua Wandenkolk, 236, no Brás, em São Paulo.


Contava à época com apenas dois funcionários: Ernesto K. Engler e Antonio Tschizar, os quais, juntamente com o empresário João Wolfrum, desenvolveram a tecnologia na medição e controle do tempo e espaço no país.

A empresa fabricava os famosos taxímetros que assemelhava ao  formato de uma "capelinha", muito utilizado pelos taxistas de todo o Brasil e catracas (borboletas), engrenagens e artefatos de precisão.


 
As catracas da inauguração do Maracanã e a dos primeiros coletivos de São Paulo foram feitas pela empresa que teve expansão industrial com novas máquinas operatrizes detinha o monopólio de taxímetros no Brasil e ampliava suas pretensões neste segmento visando até mercados da América Latina, exportando para Costa Rica, Venezuela,  Peru, Chile e Argentina 

Em 1955 foi uma das indústrias participantes da 1ª Exposição-Feira Flutuante Internacional para os Países do Rio do Prata[1].

A PARCERIA COM OS TAXISTAS PAULISTANOS



Sede do Sindicato dos Taxistas: Rua Estado de Israel, nº 833, Vila Clementino



Em 25 de agosto de 1966 era oficializada a fundação do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxi-SP) com vinculação ao Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de São Paulo com sede na capital paulista, à Rua Estado de Israel, nº 833, Vila Clementino.



Consolidada na década de 1960, a sede dos taxistas, estes, com a liderança de seu Diretor Arquivista, Carlos José Samaha, resolveram criar a tradição de em todos os dias 25  de julho, render Graças a São Cristóvão, padroeiro dos viajantes e motoristas, ocorrendo tanto na Paróquia de São Cristóvão em São Paulo, quanto na Cidade de Pirapora de Bom Jesus!

A parceria entre o sindicato e a empresa fabricante de taxímetros, anteriormente feita com taxistas autônomos, agora estaria consolidada com a entidade representativa da categoria. E assim a antiga  empresa de João Wolfrum recebeu o nome “Capelinha Indústria e Comércio Ltda”, nova razão social registrada em 8 de julho de 1966.


 Em janeiro de 1975 iniciou-se a primeira cooperativa de rádio-táxi do Brasil e da América Latina, a Rádio Táxi Vermelho e Branco, operações feitas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na gestão do então presidente do Sindicato dos Taxistas, Rogério Attore.

CARLOS SAMAHA, ROGERIO ATTORE E O BISPO DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO, DOM PAULO EVARISTO ARNS 

Mais tarde João Wolfrum construiu nova fábrica em Santo Amaro, devido aas obras iniciais do metrô[2] que a primeira linha desapropriou grande parte das construções no Brás, obrigando a transferir-se em 1976, para a região de Santo Amaro, que era um polo industrial em expansão.

Av. Engenheiro Euzébio Stevaux, 1368 - Parque Industrial Jurubatuba, Capelinha Industria e Comercio Ltda. 

 João Wolfrum recebeu condecorações como os Títulos de Cidadão Paulistano, em 1963 e o de Comendador da Ordem Marechal Rondon em 1970, concedida pela Sociedade Geográfica Brasileira[3] pelos seus serviços a população e outorgado a diferentes personalidades civis e militares ao longo do tempo.


COMENDA MARECHAL RONDON

Em dezembro de1975, recebeu a “Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha”, (Alemanha Ocidental) conferida pelo presidente Walter Scheel, por sua intensificação nas relações Brasil Alemanha.

Os taxímetros foram idealizados e modernizados com o decorrer dos anos, com várias mudanças tecnológicas, mudanças estas que deram origem a mais de 20 modelos de taxímetros diferentes.

Os mais antigos eram de corda e mecânicos, acionados pelo taxista antes de iniciar o trabalho pela cidade. Depois surgiram os elétricos, ligados na bateria do carro. A modernidade surgiu com a eletrônica assumindo vários segmentos industriais foram idealizados os digitais, no final da década de 1980. 

Após o falecimento de seu diretor presidente, João Wolfrum, em 6 de outubro de 1983, a empresa passou a ser administrada por sua filha, Hannelore Maria Wolfrum. 

Outros desenvolvimentos de "taxímetros Capelinha"  foram idealizados até o encerramento das atividades em 18 de julho de 1994.

 

Nota:

Fica registrado aqui que, em 2026, o Sindicato dos Taxistas completa 60 anos de sua existência, celebrando em 25 de agosto!!!

(Crônica em revisão futura)

Vide:

25 de Julho: Dia de São Cristóvão e os taxistas santamarenses

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2026/07/25-de-julho-dia-de-sao-cristovao-e-os.html


[1] Foi um evento comercial itinerante realizado a bordo de um navio que percorreu rotas fluviais e marítimas para promover o intercâmbio econômico, industrial e cultural entre o Brasil e as nações vizinhas da Bacia do Prata (como Argentina e Uruguai) em meados do século XX.

[2] EMPRESAS TEMEM PREJUIZO O ESTADO DE S. PAULO PÁGINAS DA EDIÇÃO DE 16 DE Setembro DE 1975 - PAG. 26 

[3] Sociedade Geográfica Brasileira: Fundada em 31 de maio de 1948 – Encerrou atividades em 18 de julho de 1994. Foi uma importante instituição científica e cultural localizada na cidade de São Paulo,  Brasil.

 

CURTUME DE JOÃO DIAS, A FÁBRICA ESTRELLA E O SINO DA IGREJA DO JARDIM SÃO LUIZ/SP

A FAMÍLIA DIAS QUE DEU O NOME A  AVENIDA  JOÃO DIAS

João Dias de Oliveira nasceu em Itapetininga, Estado de São Paulo, em 12 de julho de 1842. Era casado com Benedicta Dias da Silva.
No Império foi agraciado por merecimentos civis, com carta patente de Alferes da 1ª Cia do batalhão de infantaria de Itapetininga. Na República foi nomeado por Floriano Peixoto, em 8 de março de 1893, Tenente Quartel Mestre do 112º batalhão de infantaria da guarda nacional do Estado de São Paulo.
Em Santo Amaro onde se radicou em 1887, trouxe a primeira indústria de pólvora, em sociedade com seu irmão Gabriel de Oliveira Dias, que casou-se com Raphaela Dias da Silva, sendo que Gabriel voltou a Sorocaba, vindo a falecer em 1902.
João Dias de Oliveira foi várias vezes vereador Municipal, exerceu as funções de Inspetor Escolar. Foi o primeiro tesoureiro da primeira Diretoria da Santa Casa local, sucedeu o fundador da Santa Casa, Coronel Carlos da Silva Araújo, na provedoria. Faleceu em São Paulo, em 2 de maio de 1926. Então assumiu os negócios seu filho Antônio Dias da Silva. (nascido na cidade de Tatuí, na região de Sorocaba. em 7 de abril de 1873)


Em 1929, Antônio Dias da Silva adquiriu uma grande propriedade juntamente com a empresa nela instalada “Cortume Dias” onde foi implantada a Fábrica Estrella. Em livros de registros municipais de 1914 a 1927 de firmas e profissões (atualmente depositado no Arquivo Histórico Municipal) consta:
Dias e Cia, Ponte de Baixo, Fábrica de Arreios e Cortume
A empresa especializou-se na fabricação de couros cromados, pelegos variados, camurças, percalinas e "pano couro" para encadernações e estofamento geral, surgindo a empresa Dias & Cia Ltda, no bairro da Penhinha, na entrada do bairro Jardim São Luiz, que é cortado pelo “Córrego do Curtume” afluente do Rio Pinheiros.

A produção tratava os couros em tambores giratórios em solução de água e ácidos, camurçados. Mais tarde, intensificaram a produção e começaram a fabricar tecidos oleados, precursora das lonas plásticas da multinacional Sansuy, na atualidade.
Antônio Dias da Silva casou-se com Sebastiana Rodrigues Dias, onde mais tarde assumiram a gerência os filhos João Rodrigues Dias e mais adiante coube o segmento a Plínio Rodrigues Dias, este nascido em 9 de agosto de 1907, tendo constituído família com sua esposa, Rosa Maria de Almeida Dias, matrimônio realizado em 23 de junho de 1930.

A empresa ficou estabelecida na região até o início da década de 1970, quando ainda se encontra-se registros trabalhistas da Plástico Estrela, na Avenida João Dias, 3144, e depois os registros somem para efeito historiográfico!
"A empresa Dias & Cia Ltda." foi desmembrada da Plásticos Estrella, sendo fundada a Indústria York S.A., à Rua Ten. Cel. Carlos Silva Araújo, Santo Amaro. Em 1958 a Indústria York S.A foi adquirida por “Assad Abdalla e Filhos” para fabricação de gase, esparadrapo, aventais, toucas, algodão e outros artigos hospitalares. Em 1977 uniram a empresa têxtil Assad Abdalla S.A. (TAASA) com a empresas York resultando o “Grupo Indústria York S.A. Indústria e Comércio”
(Referências fornecidas por de André Assad Abdalla)
REMANESCÊNCIA DESTE LEGADO

Um dos sinos, fundido em 1904, que integrava o campanário da Capelinha Penhinha, quando de sua demolição, foi enviado para a Paróquia São Luiz Gonzaga, localizada no bairro Jardim São Luiz, na Rua Antonio da Mata Junior, nº 80, onde faz parte do acervo religioso, podendo se ler na lateral do sino o nome do doador: “Fábrica Estrella”, referência industrial da família Dias.
* Álbum de Santo Amaro e depoimento de Jose Luiz Moraes Dias, a quem devemos essa história e a da empresa York que também pertenceu a família Dias! (Em revisão e ampliação de dados sem prévio aviso. Podem, quem queira, disponibilizar como pretende-se, história não tem dono, nem muito menos posse!)