Local das Feiras Livres do Bairro Jardim São Luiz, São Paulo
No
bairro Jardim São Luiz houve desde o início feiras livres em vários locais como
na Rua 2, atual Rua Satulnino de Oliveira, na antiga Avenida São Luiz, atual
Avenida Maria Coelho Aguiar e na Rua 25, atual Rua Dr. Octacílio de Carvalho
Lopes.
No governo do prefeito Brigadeiro José Vicente de Faria Lima foram construídas feiras cobertas em terrenos municipais, para se evitar a obstrução de ruas.
A
cobertura ficou conhecida como “Feirão”, construída a partir de 25 de novembro
de 1968, através da empresa SERGUS Engenharia e Comércio Ltda, com o valor da
obra orçada em Cr$345.279,56 cruzeiros, a moeda circulante da época, contrato
número 375168, com projeto de responsabilidade do engenheiro Arnaldo Christiano
e do arquiteto Carlos Egberto de Arruda Pinto.
No
local do projeto original da feira havia duas residências e para se instalar o
projeto piloto do “feirão” do Jardim São Luiz foi necessário desapropriar o
fotógrafo “Chico” Furukawa e Dona Tereza, área localizada próxima à
“Panificadora São Luiz”, no bairro Jardim São Luiz, São Paulo, que tinha a
razão social T. D. Oliveira & Filhos, na antiga Rua 1, hoje Rua Geraldo
Fraga de Oliveira, nº 195, com atividade iniciada em 1º de outubro de 1960.
A inauguração do “feirão coberto” aconteceu em 31 de março de 1969 com a presença de autoridades municipais da prefeitura da cidade de São Paulo. Nessa inauguração uma placa comemorativa em bronze foi fixada a uma enorme pedra extraída da “bica das lavadeiras”, uma mina de água que existe até hoje no local.
Com o passar do tempo, durante o período quando o local não servia para sua finalidade original, o galpão era usado para longas “peladas” das crianças ou a efêmera, mas atraente, Escola de Samba do saudoso Trabucão, ou da posterior “Grêmio Recreativo Esportivo Cultural Escola de Samba Mocidade Unida São Luiz” (subsidiada por um comércio emergente como o “Estacionamento Domingos”, “Supermercado Eduma” e “Gino Loterias”), que se tentou com sacrifício implantar[1]. Ali se escutou muito repique e “surdão” ao estridente comando de um apito pausado.
Enfim chegou a promessa da modernidade e a cobertura do Feirão foi derrubada na década de 1990.
Hoje, o lugar acomoda o a sede da Companhia da Força Tática da Polícia
Militar de São Paulo, onde antes abrigava-se funcionários e equipamentos do
serviço de manutenção municipal, responsáveis por manter limpo o feirão e as
ruas adjacentes. A construção da sede da Companhia em comum acordo do governo
municipal e estadual, fechou o acesso lateral da Rua Francisco Cerqueira, que
era a entrada do Colégio Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva.
A feira livre estava
sobre ameaça de ser retirada do seu local de origem e deste modo alguns
feirantes e moradores do Jardim São Luiz foram para a Câmara Municipal de São
Paulo com abaixo assinado de mais de 1500 assinaturas para que a feira
permanecesse onde antes era o “Feirão Coberto”, sendo deferido o pedido de
permanência das mais de 60 barracas oficializadas no local, nessa época.
Crônica sujeita a revisão sem prévio aviso.
Vide complemento no link:
Os feirantes mais
antigos do Bairro Jardim São Luiz, quiçá de São Paulo, na ativa!
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2017/04/os-feirantes-mais-antigos-do-bairro.html
Pioneirismo da
“Panificadora São Luiz” no Bairro Jardim São Luiz/SP
https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2019/06/pioneirismo-da-panificadora-sao-luiz-no.html
[1]
Depoimento do morador do
Jardim São Luiz, conhecido por Cacaio, em 25 de agosto de 2007, citando ainda o
apoio de Fradisney e Chapinha, este é hoje integrante do atual Samba da Vela,
apresentando-se no antigo Mercado Municipal de Santo Amaro, atualmente Centro
Cultural. Sobre a primeira escola dirigida pelo Trabucão, Cacaio cita seus
filhos ainda presentes na região, Serginho, José Luis e Osni.
...um dia na feira












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