quarta-feira, 23 de setembro de 2026

FERDINAND VADERS, Indústria Pioneira em Máquinas Gráficas no Bairro Vila das Belezas, Santo Amaro/SP

FERDINAND VADERS: “Ferdinand” Vaders é o pioneiro da empresa, pai de “Ferdinando” Vaders, o expansionista da empresa)

Ferdinando Vaders nasceu em São Paulo, em 13 de dezembro de 1932, filho primogênito de Ferdinand Vaders, um casal de imigrantes provenientes de Dusseldorf – Alemanha que veio para o Brasil na década de 1920.
Ferdinando Vaders estudou no Colégio Porto Seguro, de 1939 a 1950.
Nas férias escolares trabalhava na oficina mecânica de seu pai, localizada no Brás, São Paulo, onde eram confeccionadas peças de reposição de máquinas, instalação de equipamentos e ainda tratativas de vendas e relações financeiras.
A empresa Ferdinand Vaders, conhecida no mercado pela sigla FEVA, foi iniciada sua construção em 1957 em terreno de 25 mil metros quadrados, com galpão de 5 mil metros, dobrando de área da década de 1970 foi pioneira industrial de máquinas gráficas no Brasil, inicialmente estava voltada para máquinas de manufatura de papel e papelão denominadas Super Vinco e também máquinas de curvar tubos de aço para metalurgia.

Ferdinando Vaders, mudou-se para Santo Amaro, no bairro do Campo Belo em 1943.
Em 1951 assumiu a responsabilidade de todos os compromissos da oficina de seu pai, quando este se ausentou em viagem.
Casou-se em julho de 1957 com Ermelinda Gonçalves Valders, que resultou na família com os filhos, Ferdinando Vaders Junior, Monica Vivian, Richard Christian e Victor Gustav.


Nessa mesma época de seu matrimonio mudou-se para o Bairro da Vila das Belezas/V. Teixeira, à Rua Joaquim Nunes Teixeira, 72 (106) e em 1960, juntamente com seu pai fundou a Empresa Ferdinand Vaders, tendo como seu diretor gerente Reiner Dauch.
A sede da Distrital Santo Amaro da Associação Comercial de São Paulo, fundada em 12 de novembro de 1953, instalada à Rua José Bonifácio e mais tarde na Rua Capitão Tiago Luz, remanejada posteriormente para a Alameda Santo Amaro em 1966, estando sobre a presidência de Daniel Machado de Campos, a superintendência era formada por Ferdinando Vaders e Carlos Sgarbi Filho.
Estava presente junto a executiva, quando da aquisição do terreno da sede definitiva, em 1988, à Av. Mário Lopes Leão, em Santo Amaro.
Ferdinando Vaders já havia assumido como segundo secretário, passando a primeiro e depois tornou-se superintendente fazendo o intercambio com poder público pelos os anseios dos empreendedores e as autoridades municipais e estaduais.
Foi ativo nas reivindicações para melhorias no bairro participando também da Sociedade Amigos do Bairro da Vila das Belezas.
Em 1970 sua esposa Ermelinda Gonçalves Valders teve seu passamento terreno e depois de algum tempo, casou-se novamente e tornou-se pai de uma menina, Lilian.
De 1970 a 1973 tornou-se conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e seu diretor em outras gestões de 1973 a 1982, e ainda diretor da CIESP, na gestão de 1977 a 1980, Diretor Presidente de 1974 A 1976 da SINDIMAQ, fundador da ABIMEG, Presidente de Honra do Clube dos diretores Lojistas de Santo Amaro, Presidente do Rotary Club de Santo Amaro, na gestação de 1972 a 1973, além de Conselheiro Curador da Fundação Visconde de Porto Seguro, Integrante da Mesa Diretora da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro onde foi ativo benemérito, Vice Presidente do Serviço de Obras Sociai de Santo Amaro e participante da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.
Com todos esses compromissos assumidos no Bairro de Santo Amaro, estava sempre presente em sua atividade junto à empresa Ferdinand Vaders, assumindo como seu diretor presidente.
Em uma segunda empresa, criada em 1973, a FEVAP, Painéis e Etiquetas Metálicas, ocupou o cargo de sócio gerente.
Outra empresa fundada em 1987 fez parte da estrutura empresarial da família, já com a participação ativa de seus filhos e seu cunhado, Heiner Deuch.
Ferdinando Vaders, notável santamarense, distinguiu-se por suas realizações, especialmente no cargo de subprefeito de Santo Amaro. Prestou contribuições decisivas para o engrandecimento de Santo Amaro e de outros bairros circunvizinhos.
Suas obras, seu desempenho junto as entidades sociais, comunitárias e empresariais de Santo Amaro, tornaram-no inesquecíveis para os moradores da região.
Depois de tanto produzir com trabalho criativo e com atividades diversas, Ferdinando Vaders veio a falecer em 24 de janeiro de 1990. Antiga localização da empresa



Hoje a empresa FERDINAND VADERS está localizada na Rodovia Raposo Tavares, região de Cotia, atendendo o mercado interno e latino-americano no segmento de máquinas gráficas.


*Crônica sujeita a revisão
Bibliografia:
Matéria extraída da petição municipal para nome de rua, na Zona Sul; Jornal A Tribuna de 22/06/1975; Jornal O Estado de São Paulo, 05/05/1970 e 25/01/1990; Associação Comercial de São Paulo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Inezita Barroso, o “Museu Folclórico de Santo Amaro” e o restaurante “Casa de Inezita”

 A “DAMA DA MÚSICA CAIPIRA”

Inezita Barroso teve vida prolífera em várias áreas, tendo sido graduada em Biblioteconomia da Universidade de São Paulo anterior a se tornar cantora profissional, e a isso somou-se a de atriz, instrumentista, folclorista, professora, apresentadora de rádio e televisão brasileira.

Inezita Barroso, que até então dava aulas de violão e piano em sua residência, alugou uma grande casa na Avenida Santo Amaro, no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, e ali abriu um conservatório musical. O conservatório fundado pela Rainha da Música de Raiz, que durou pouco tempo, mas em seu lugar a cantora e folclorista acabou montando seu restaurante de comida caseira e tipicamente brasileira, que recebeu o nome "Casa da Inezita".

No cardápio, havia pratos com nomes típicos da roça e rincões do Brasil: Camarão à Iemanjá, bife à Curupira, arroz à Negrinho do Pastoreio, baião à Lampião, “frango à Triângulo Mineiro, paçoca à Rachel de Queiroz, enfim uma gama grande da culinária brasileira. Por vezes Inezita Barroso dividia a cozinha com o cozinheiro. Todos esses sabores ainda eram “regados” com sucos que eram comuns no Norte do país, como graviola, mangaba cupuaçu.

Além do cardápio, pode-se dizer que era servida a melhor música de Inezita, ao público presente e assíduo.

Possivelmente Inezita Barroso esteve presente no "Museu Folclórico de Santo Amaro", nas dependências do Mercado Velho, em palestra sobre folclore paulista chamado Primeiros Passos, pois seu conhecimento era vasto nessa matéria do saber popular, tanto que foi agraciada como  Doutora Honoris Causa em Folclore e Arte Digital, em Portugal, pela Universidade de Lisboa.

Inezita Barroso e Jacob do Bandolim. Sem data. Fonte - IMS

A “Rainha do Folclore Brasileiro”, teve aulas de danças típicas com o folclorista piracicabano Alceu Maynard Araújo, no Parque da Água Branca, em São Paulo, tornando-se amiga daquele grande estudioso do nosso Folclore, autor da clássica obra intitulada "Folclore Nacional" e publicada em 1964.

Inezita Barroso, foi a primeira grande cantora da música "Romaria", composição de Renato Teixeira, verdadeiro hino caipira da Música Brasileira e eternizou também a valsa "Lampião de Gás"!

O restaurante "Casa da Inezita" fez muito sucesso, vivendo sempre cheio, mas acabou tomando muito tempo de Inezita, de modo que logo surgiu um dilema: ser cantora ou dona de restaurante?

Decidiu pela primeira opção, e entre 1980 e 2015 apresentou o programa Viola, Minha Viola da TV Cultura.  Sua trajetória foi de grande sucesso, pois sempre dizia:

“Uma coisa sem raiz voa, o vento leva e desaparece.”

Sua história prevalece como um marco no Brasil, pois Inezita Barroso manteve sua trajetória tradicionalista de raízes profundas!

O MUSEU FOLCLÓRICO DE SANTO AMARO

No Mercado Municipal de Santo Amaro onde se promoviam um grande afluxo de comércio, na década de 1960 tornou-se Depósito Municipal da Divisão de Parques e Jardins incorporando após a sede do “Grupo de Escoteiro 9 de Julho” e depois acolheu o acervo do “Museu Folclórico” , seguido pelo “Centro de Atividades de Comunicação e Expressão”, CACE, e, na atualidade abriga a “Casa de Cultura Manoel Cardoso de Mendonça” situada na atual Praça Praça Doutor Francisco Ferreira Lopes, 434.





 O QUE FOI FEITO DO MUSEU FOLCLÓRICO DE SANTO AMARO?

 

Bibliografia:

Pereira, Arley. Inezita Barroso: a história de uma brasileira, São Paulo, Editora 34, 2013

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inezita_Barroso

https://integralismo.org.br/personalidades/inezita-barroso-in-memoriam/

https://www.sescsp.org.br/editorial/relicario-inezita-barroso/

 

Vide texto correlato:

 

O FOLCLORE EM SANTO AMARO/SP e o PROFESSOR ALCEU MAYNARD ARAÚJO (22 DE AGOSTO: DIA DO FOLCLORE)

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2020/08/o-folclore-em-santo-amarosp-e-professor.html

 

Créditos fotográficos da cantora, IMS e as do museu disponibilizadas ao autor da crônica por anônimo!

segunda-feira, 7 de setembro de 2026

"Capela" não era um lugar de oração e sim o nome da “metade da capa” de São Martinho de Tours!!!


Martinho nasceu na Sabária, Hungria, por volta do ano 316, no governo do Imperador romano Constantino (306 a 337 d.C.). Serviu como a Guarda Imperial Romana, em Amiens, norte da França (Gália) e foi pertencente a uma hierarquia social da cavalaria.

Na vestimenta para todo soldado romano era incluída uma capa (sagum ou paenula) feita de lã grossa e resistente, para suportar o frio e para climas rigorosos e destinado também para dormir ao relento que oferecia isolamento térmico e impermeáveis para repelir a água.
No inverno de 335 d.C., o militar Martinho passava por uma das portas da cidade onde havia um mendigo tremendo de frio, que lhe pediu auxílio, estendendo-lhe a mão.
Martinho desprovido de dinheiro, vendo o homem tremendo de frio sacou de sua espada, cortando ao meio deu-lhe a metade para se cobrir.
Nessa noite, Martinho, em sonho viu Jesus vestido com a metade do agasalho por ele doado, escutando a voz: Cobriste-Me com este manto".
Martinho não era batizado, recebeu o sacramento, saindo do exército dirigindo-se ao Mosteiro em Ligugé (França), fundado em 361, onde viveu a vida monástica sob a direção do bispo Hilário de Poitiers, seu protegido, onde o lugar mais tarde ficou conhecido como Abadia de São Martinho de Ligugé .
Martinho recebeu a ordem sacerdotal e foi elevado a Bispo de Tours em 372 d.C., onde havia o mosteiro de Marmoutiers, sendo acrescido ao seu nome a referência da cidade em que serviu a Igreja.
No ano de 380 d.C. promulgou-se Édito de Tessalônica (ou Cunctos Populos), decreto que tornou o cristianismo a religião oficial de todo o Império Romano.
Faleceu em 397 d.C. em Condate, atual Candes de Saint-Martin, quando andava em missão de reconstituir um cisma surgido entre o clero local, havendo pacificado os ânimos entre as partes em litígio.
A meia capa de São Martinho de Tours foi colocada em um pequeno santuário, tornando-se um lugar oratório onde as pessoas costumavam dizer: "Vamos à capela", popularizando deste modo nome "capela", tornando-se a parte, a “capa”, pelo todo, o local de oração!
A palavra “Capela” é o diminutivo de capa (lat. cappa) virou cappella (pequena capa), que passou a designar o local de relíquia guardada.
O nome de Martinho, por ter servido ao exército, outorgou-se ao sacerdote encarregado de guardar e levar essa capa nas marchas e missas de campanha o nome de capelão (cappellano).
São Martinho de Tours é padroeiro da Guarda Suíça Pontifícia, da França e da Hungria. A Igreja celebra sua festa litúrgica no dia 11 de novembro.
Portanto, ao dirigir-se a uma "capela" significa ir "ao lugar em que se guarda a capa"...de São Martinho!!!

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O MATADOURO DA VILA CLEMENTINO (CINEMATECA), O TREM DE SANTO AMARO E SEU IDEALIZADOR, ENGENHEIRO ALBERTO KUHLMANN

ENGENHEIRO ALBERTO KUHLMANN

Georg Albrecht Hermann Kuhlmann, nasceu em Bremenhaven, Alemanha a 31 de julho de 1845, vindo para o Brasil em 1862. Formou-se engenheiro pela Escola Politécnica do Rio de Janeiro, trabalhou para o Império em planejamento urbano. Em 1879 veio para São Paulo, convidado pelo conselheiro Antonio Prado para idealizar outro conceito de cidade no posto de gerente da Companhia Viação Paulista.


Naturalizado brasileiro, construiu a Ferrovia de Santo Amaro, registrada como “Companhia Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro” inaugurada em 14 de março de 1886, com 19,1 quilômetros, presumivelmente indo de Largo 13 de Maio, paravam para cargas na Praça Santa Cruz, em Santo Amaro, indo até a Liberdade, usando locomotivas a vapor da empresa alemã Krauss ou os Kastenloks usada para abastecer a capital com produtos agrícolas, muita lenha para suprir a necessidade de energia, com aproximadamente 25 toneladas de produtos por ano, seguindo o plano de estrutura de abastecimento da cidade de São Paulo.
Alberto Kuhlmann assumiu o compromisso da ferrovia , em 1883, depositando 5.000 réis na assinatura de garantias do contrato, com recursos próprios, e investidores santamarenses assumiram o investimento na ordem de 300.000 réis, pois a ferrovia traria dividendos para a região. Em 1891, com a República, Alberto Kuhlmann foi eleito deputado estadual pelo PRP para formar a Constituinte de São Paulo, em 1891. Faleceu na Alemanha, em 5 de novembro de 1905, representando o governo brasileiro para fortalecer o intercâmbio teuto-brasileiro e fazer propaganda do café paulista. MATADOURO DA VILA CLEMENTINO
Projetou e construiu também o Matadouro Municipal de Vila Clementino, oficialmente inaugurado definitivamente em 21 de junho de 1887 após várias pré-inaugurações. Localiza-se no Largo Senador Raul Cardoso (antigo Largo do Matadouro), nº. 207, em Villa Marianna, atualmente espaço da Cinemateca Brasileira. Nas paredes do prédio consta: “Construído no quadriênio de 1883 a 1887. Presidente da Câmara Dr. Manoel Antonio Dutra Rodrigues. Architecto Alberto Kuhlmann”.
O jornal Correio Paulistano 06 de janeiro de 1887relata a inauguração:
“Realizou-se ontem a inauguração do novo matadouro, sito no arrabalde de Villa Marianna. Às duas da tarde, partiu da Rua Vergueiro um comboio da Companhia Carris de Ferro de Santo Amaro, conduzindo o excelentíssimo presidente da província, vereadores, representantes da imprensa, outras pessoas gradas e uma banda de música, chegando todos ao novo matadouro às três horas e um quarto...”
O abate de gado e outros animais foi extinto em 1927, pelos mesmos motivos que determinaram o fim do Matadouro da Liberdade. O Matadouro estava pequeno para atender a demanda da cidade de São Paulo, então com aproximadamente 600 mil habitantes, e somava a isso o problema de higiene quando o descarte era feito nas águas do Córrego do Sapateiro (passando pelo Ibirapuera, descendo para o Itaim Bibi, na atual Avenida Juscelino Kubitschek, desembocando no Rio Pinheiros).
Tanto o Matadouro quanto a ferrovia obedeciam a um plano diretor de expansão da cidade que estava em franco crescimento. Depois do abate a carne era transportada de trem até a Estação São Joaquim, Liberdade, e dali em carroções apropriados para esta finalidade, indo até o tendal. Ao lado do matadouro, de instalações modernas para a época, foi construído um curtume, próximo ao Córrego do Sapateiro, que recebia todos os detritos do abate.











O TREM DE SANTO AMARO
A Cia. Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro duraria até o ano de 1900, pois a linha ferroviária tornou-se deficitária e São Paulo assinou contrato com a Light and Power em 1899, empresa canadense sediada em Toronto, tendo entre seus acionistas ingleses e norte americanos, para implantar o sistema eletrificado das linhas. Deste modo a Cia. Carris de Ferro de São Paulo a Santo Amaro entrou em liquidação e seu ativo e passivo foram arrematados em leilão pela The São Paulo Tramway Light and Power, que continuou explorando-a até 1913, quando os trens foram substituídos pelos bondes elétricos, sendo construída a primeira Hidrelétrica de São Paulo, a Usina de Parnaíba, no Rio Tietê inaugurada em 23 de setembro de 1901 (depois denominada Usina Hidrelétrica Edgard de Souza ou Barragem Edgard de Souza).








Nota:
O Matadouro Municipal de Vila Clementino, na “Villa Marianna”, foi tombado pelo Patrimônio Histórico Arquitetônico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo em 1983. O Matadouro Municipal é atual Sede da Cinemateca Brasileira, Largo Senador Raul Cardoso, n.º 207 - Vila Mariana - São Paulo.
Créditos das fotos Arq. Hist. Municipal e/ou autor

quinta-feira, 3 de setembro de 2026

Mooca...de Hipódromo ao Centro Educacional e Esportivo da Mooca

 Mooca

Centro Educacional e Esportivo Salim Farah Maluf, localizado na rua Taquari nº 635
A história do hipódromo começa em 14 de março de 1875, com o nome de Club de Corridas Paulistano., quando o local foi inaugurado oficialmente.
No início eram apenas 73 sócios e um capital de 9 contos e 90 mil réis. Os dois principais fundadores foram, Raphael Aguiar Paes de Barros e Antônio da Silva Prado, depois prefeito de São Paulo.
Ficou conhecido também como Prado da Mooca ou Hipódromo Paulistano!
A primeira corrida oficializada aconteceu em 29 de outubro de 1876, com apresentação de banda de música e presença de um grande público.
Cogitou-se que Jóquei Clube em 1933, poderia ter “trasladação do Hipódromo da Mooca para o Parque Ibirapuera” onde se liberaria uma área pública na Mooca de 225 mil metros quadrados de área ocupada pelo Jóquei Clube desde 1875.
Em 1890, foi acordado o empréstimo do terreno público ao Jóquei Clube, em aforamento, “com cessão a prazo indeterminado, mas sem o município abrir mão do seu direito de propriedade sobre o terreno”.
As atividades do Hipódromo da Mooca tiveram seu encerramento, em 1941 quando o Jockey Clube mudou-se para a Cidade Jardim, sendo desativada e a antiga pista de corridas que foi transformada em um campo de futebol de várzea.
(fotos antigas, créditos em pesquisa e atuais de 03 de setembro de 2026) Nota: Não há nenhuma placa indicativa que o local foi um dia um Hipódromo (Jockey)!!!















Bebedouro de equinos