sexta-feira, 30 de outubro de 2026

VIAÇÃO COLUMBIA, A PRIMEIRA LINHA DE ÔNIBUS DO BAIRRO JARDIM SÃO LUIZ/SP

 VIAÇÃO COLUMBIA

Antes de existir a atual empresa de ônibus Campo Belo, do Consórcio 7, do sistema de transporte coletivo de SPtrans, e que surgiu originária da empresa de ônibus São Luiz Viação Ltda, o bairro Jardim São Luiz era servido pela Viação Columbia, que primeiramente fazia ponto final na entrada da “Capela Penhinha” (local da foto mostrada com 2 ciclistas, hoje terreno ocupado pelo mercado Assaí).
Esses ônibus foram tirados desse lugar, sendo remanejados para a Avenida A, depois chamada de Avenida São Luiz e por último, Avenida Maria Coelho Aguiar, que faziam parada no ponto final dos ônibus que ia para Santo Amaro, e que recebeu o nome de Abrigo, um local coberto por estrutura metálica.
Com o tempo os ônibus começaram a subir a Rua 1 (Atual Rua Geraldo Fraga de Oliveira) e estabeleceram o ponto final do bairro na Rua B (atual rua João Fernandes Camisa Nova)
A frota da Viação Columbia era pequena, não dava conta do número de passageiros que se serviam da linha!
Na frente desses ônibus ficava o motor, que parecia com uma frente de caminhão e as tampas do motor abriam-se em duas, em “asa delta” , e um dia, por atraso dos ônibus, alguns exaltados levantaram essa tampa e deram início a um incêndio, que determinou o fim dessa linha no bairro.
Devido ao fato descrito, por um tempo o bairro Jardim São Luiz, ficou sem linha regular de ônibus, e era preciso ir até a Avenida Joao Dias e pegar a linha dos ônibus que vinham pela Estrada de Itapecerica, do empresário, Emílio Guerra. (Acesse link: https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2023/10/os-onibus-de-emilio-guerra-e-empresa.html)
A Prefeitura de São Paulo que administrava o sistema de transporte coletivo na cidade, desde 1947, assumiu a linha provisoriamente através da Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, CMTC, mandando seus ônibus que paravam no início da Rua Satulnino de Oliveira (antiga Rua 2, em frente ao atual Escadão), até uma nova empresa de ônibus assumir o compromisso por fornecer o transporte coletivo da linha, que foi iniciada pela empresa São Luiz Viação Ltda, que já começava a fazer o ponto final na Rua João Fernades Camisa Nova (antiga Rua B) que antes era o ponto final da Viação Columbia.

(articulado atual)
A Viação São Luiz possuía garagem na esquina da Avenida João Dias, número 1713, galpão do depósito de materiais de construção Sodimac-Di Cicco.
Suas atividades abrangiam os bairros do Capão Redondo, Jardim São Luiz, Vila das Belezas, Valo Velho até Santo Amaro e depois com o Centro da Cidade. Esta empresa de ônibus se transferiu depois para o início da Avenida Giovanni Gronchi, mudando a razão social para Viação Campo Belo, fazendo parte do Consórcio 7 (Sete), idealizado pelo sistema de Transporte Metropolitano de São Paulo, SPTrans.
Obs: fotos coloridas por IA (com parâmetros fornecidos pelo autor)

quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Hipódromo da Mooca, 29 de outubro de 2026, 150 anos da 1ª corrida do 1º Jockey Club de São Paulo

Hipódromo da Mooca

O Hipódromo Paulistano foi criado em 14 de março de1875 pelo Club de Corridas Paulistano, sendo implantado na Mooca, com a entrada situada à rua Bresser.


 Os fundadores foram, Raphael Aguiar Paes de Barros e Antônio da Silva Prado.

O jovem Raphael Paes de Barros, filho do Barão de Itú,  neto do Barão de Iguape, foi estudar na Inglaterra e  presenciou as corridas de cavalos na Europa, tornando-se grande entusiasta desse esporte.






A 1ª corrida oficial foi realizada em 29 de outubro de 1876 no Prado da Mooca, também chamado de Hipódromo Paulistano, sendo depois oficializado como Jockey Club de São Paulo, tendo  dois cavalos inscritos, Macaco de 8 anos, de João Tobias, e Republicano, de 7 anos, propriedade de Brasílico de Castro, onde Macaco logrou o primeiro prêmio da Cidade de São Paulo, no páreo corrido em 1.609 metros.

ANÚNCIO DE 1879
 
Páreo de 1917

O Hipódromo da Mooca encerrou as atividades em 1941, e a antiga pista de corridas foi transformada em um campo de futebol de várzea, hoje não há vestígios do hipódromo, e a área foi transformada no Parque da Mooca e os páreos transferidos para nova instalação na Cidade Jardim, em São Paulo.








O ENCONTRO IDEOLÓGICO (Sátira)

Trem lotado na segunda-feira:

...bom dia, João!
...quanto tempo, bom dia, Zé!
...votou ontem?
...claro, sou comunista!
...eu também, eu sou fascista!
...é mesmo, você faz o quê?
...faço tudo que aparecer!
...eu também, é comum, né!
...agora não tô fazendo nada!
...promessa tá comum!
...estamos então no mesmo!
...você também tá parado?
...tô sem fazer nada!
...eu como sempre!
...igual a mim?
...fazer o que, de comum acordo!
...trem parando e descarregando a carga:
Bom dia procê comunista!
Também procê fascista!

terça-feira, 20 de outubro de 2026

O SENHOR PLACONÁ DO “ARMAZÉM DE SECOS E MOLHADOS” DA RUA BARÃO DO RIO BRANCO, SANTO AMARO/SP

 O SENHOR PLACONÁ DO “ARMAZÉM DE SECOS E MOLHADOS”

O senhor Nilo Placoná Filho, era um legítimo santamarense, uns o chamava de Nico Boeninha, outros Nilo Boeninha, ele dizia nem se importar! Nasceu na Vila de Santo Amaro, interiorana ainda, em 28 de julho de 1934.
Seu sogro era o senhor João de Araújo Prado, João Maneco, foi um dos idealizadores da primeira linha regular de coletivos urbanos que ligava Santo Amaro ao Embu Guaçu.



Seu comércio fez parte da história santamarense, situado na Rua Barão Rio Branco, que no seu tempo, chamava-se Rua Aurora, próximo a antiga empresa “Plásticos York”, em frente à Rua Amaro André, tendo um conhecimento invejável de detalhes Sobre Santo Amaro, e detentor de registros fotográficos da antiga represa de Santo Amaro, hoje denominada de Guarapiranga.
Tinha orgulho de ver em seu armazém o plantel de antigas bebidas como a denominada “Quinado Scarmachan”, uma espécie de antigo Cinzano, datado de 1933. Nas sextas feiras era sagrado o encontro da velha guarda para jogar um truco e jogar conversa fora!
No ano de 2009, foi agraciado com o Troféu Botina Amarela, cor das marcas de seu caminhar pela região, das mãos de seu amigo Alexandre Moreira, sendo apadrinhado pelo Carlos e Estanislau, que fizeram as honras desse momento.

Este é um fragmento hoje exposto é parte de uma saudade de um senhor de pouca fala, prestativo, que recebia todos iguais em seu estabelecimento, e hoje, 20 de outubro de 2026, nos deparamos com o início da demolição do “ARMAZEM DO SEU PLACONÁ”, que fez parte de um momento histórico de Santo Amaro!



sábado, 17 de outubro de 2026

..o que é ser pobre?

...fazer o que precisava ser feito

...um pai adquire um terreno pago a prestação a 20 km na periferia de São Paulo

...um pai constrói um barracão para morar com sua família

...cava um poço de 35 metros para ter água em casa

...cava uma fossa de 6 metros para o esgoto

...faz uma horta para plantar hortaliças e legumes

...comprava sal, cereais na caderneta, no armazém, pago no fim do mês

...cria galinhas, patos e porcos

...vai trabalhar de bicicleta, não de ônibus

...compra os livros para o filho estudar em uma escola de madeira

...na janta, ovo do galinheiro da família, feijão e farinha, sem arroz

...a casa não tem energia elétrica, luz de candieiro

...fogão a lenha

...chão da cozinha, terra batida

...colchão de palha, batido ao sol de tempos em tempos, cama de mola de ferro

...a gordura  da banha de porco guardada em uma lata com sal grosso, sem geladeira

...médico é a vovó com seus chás de matos milagrosos

...as ruas do bairro eram de barro puro

...tem mais

...e vale a pena saber que muitos fizeram isso!!!

...o pão nunca faltou à mesa!

...e assim criaram filhos com honradez

...ficaram riquíssimos!!!

...nossos pais não precisaram de paternalismo!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

INFORMAÇÃO "MODELO PADRÃO" DA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA A ENCHENTE NO TÚNEL DO VALE DO ANHANGABAÚ (out 2026)

(SEM CONTAR EM OUTROS LOCAIS DA CIDADE DE SP IMPERMEABILIZADA)

O BLÁ BLÁ BLÁ DE SEMPRE POR PARTE DA PREFEITURA
"As bombas do Túnel do Vale do Anhangabaú foram desenvolvidas para sugar a água acumulada na passagem subterrânea e jogá-la, por meio de tubulações, para fora da via, desaguando na rede de drenagem urbana e jogando a água bombeada no próprio Ribeirão Anhangabaú, que corre canalizado por baixo da estrutura. Segundo a Prefeitura, o túnel conta com 6 bombas fixas, monitoradas 24 horas por dia por sensores e câmeras!"
ISSO SABE-SE HÁ MUITO TEMPO, MAS SÃO SUBDIMENSIONADAS, SUPORTANDO SOMENTE BAIXAS INTENSIDADES DE CHUVAS!!!
VEJA UM DEPOIMENTO REAL DA SITUAÇÃO FEITA POR ENGENHEIRO HABILITADO:
Meu filho "foi" há tempos, um dos engenheiros responsáveis pela supervisão de alguns túneis da cidade de São Paulo, inclusive esse específico do Anhangabaú.
Trocamos experiências profissionais e ele dizia que as bombas usadas no Vale do Anhangabaú possuem acionamento pela própria água que faz o relê (chave elétrica) acionar as bombas para ter o "aríete de força de recalque", ou seja, a força da água bombeada para jogá-la para fora do túnel (até para o próprio rio do vale canalizado que passa por baixo do túnel), mas que o número de bombas eram insuficientes para volumes pluviométricos elevados conforme a intensidade das chuvas, pois não tinham a capacidade de escoar a água do túnel rapidamente!
A equipe dele, à época, teve um problema semelhante e já alertava por futuras repetições, ou seja, os responsáveis municipais estavam avisados que precisavam redimensionar o número de bombas para o serviço necessário no caso, sem paliativos de "gambiarras"!
...deixaram “reacontecer” para agora falarem que vão resolver!!!
Omissão clara, não importa quem governe, o "modo de operar a administração municipal" é o mesmo:
Deixa estar para ver como fica!!!

domingo, 11 de outubro de 2026

ESCOLA PROFISSIONALIZANTE SENAI ARY TORRES-SANTO AMARO/SP: 60 ANOS DA ESCOLA INDUSTRIAL DE SANTO AMARO EM 2026

SENAI ARY TORRES-SANTO AMARO/SP



Introdução:

A expansão industrial com o término da Segunda Guerra Mundial e com uma Europa destruída pela deflagração trouxe para o Brasil ao término do conflito, em sua maioria para a cidade de São Paulo, grandes empresas com tecnologia de ponta daquela época, reconhecidas pelo seu alto grau de produção industrial!


Revista Acrópole 1965-ano 27 (Cred. FAU-USP)

Pelo Decreto-Lei nº 4.048, de 22 de janeiro de 1942[1], era previsto a implantação de escolas de aprendizagem industrial no Brasil. Deste modo foi idealizado o ensino profissionalizante industrial, pela  criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI, em 1942, para formação de profissionais do ramo  técnico necessários para a indústria.

ESCOLA SENAI ARY TORRES

A Escola de Aprendizagem Industrial Governo do Estado – SENAI de Santo Amaro, hoje conhecida como ESCOLA SENAI ARY TORRES[2], foi inaugurada em 1º de fevereiro de 1966.






Foi implantada à Rua Amador Bueno, 504, Santo Amaro, São Paulo, em terreno amplo de quase 11 mil metros quadrados um projeto moderno inicialmente com duas edificações[3] onde eram ministrados cursos voltados para a área de mecânica industrial, como desenho técnico, ajustagem mecânica, tornearia, fresagem, entre tantos oferecidos a jovens na faixa etária de 14 anos e que estivessem no sexto ano do ginasial, hoje compara-se ao Fundamenta II.

Para ingressar no SENAI passava-se por uma seleção através de uma prova básica com questões de conhecimento de português e matemática que era aplicada através de livretos numerados, e cada aluno recebia um número diferente, não havia como "colar na prova!".

No período noturno com a busca pela indústria de uma mão de obra mais especializada em máquinas operatrizes era ofertado cursos regulares de duração de seis meses para capacitar migrantes que se estabeleceram no Estado e que estavam em área rural na maioria nas plantações de café, e que com o desgaste do mercado e quebra de Bolsa de Valores americana em 1929, desestabilizando o mercado muitos acabaram fixando-se na área urbana.


No final da década de 1970 a escola foi ampliada com a construção de um novo edifício de dois pavimentos onde foram instaladas salas de aulas e a oficina de eletroeletrônica, ampliando a área construída para 6.585 metros quadrados. Nova adequação ocorreu no final de década de 1990 na parte da oficina de Metalmecânica e ampliando o espaço para a instalação da oficina Automobilística.



Este missivista teve a base inicial de formação técnica em mecânica industrial no Senai Ari Torres, escola deste descritivo, sendo grato pelo cabedal recebido desta instituição!!!




 

 

Referências

Revista Acrópole 1965-ano 27- https://www.acropole.fau.usp.br/edicao/314 (FAU-USP)

https://arquivo.arq.br/profissionais/helio-duarte

OLIVEIRA, Luciana Monzillo de / PISANI, Maria Augusta Justi. Educação Para o Ensino Industrial e a Arquitetura Moderna da Periferia Paulistana: Senai Ary Torres, Santo Amaro, SP



[2] O engenheiro Ary Frederico Torres (1900 – 1973), tornou-se patrono da Escola Senai de Santo Amaro, era formado em Engenharia Civil pela USP-SP. Uma das pontes do sistema viário, Marginal/Nações Unidas, Vila Olímpia, também tem seu nome.
 https://www.sp.senai.br/patrono---ary-frederico-torres

[3] O arquiteto Hélio de Queiroz Duarte integrou a produção de edifícios escolares modernos para o SENAI em São Paulo, fazia parte do Convênio Escolar em São Paulo entre 1949 e 1952 associado a parcerias técnicas como o engenheiro Ernest Robert de Carvalho Mange, projetando diversos centros de ensino profissionalizantes.

 



quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O Tripé Multidisciplinar de Registros Históricos: Foco em Santo Amaro/SP

 Momentos da "ciência que estuda as ações da humanidade" no tempo e no espaço: HISTÓRIA

O jornalismo, a história e a fotografia andam no mesmo caminho na busca de uma passagem histórica, para registrar um “furo de reportagem”, buscando as evidências dos fatos, por métodos analíticos, cada qual dentro de suas áreas de atuação.
Não está presente no contexto estudado achismos de opiniões pessoais, mas estudos com métodos de cada disciplina.
O fotógrafo veio somar e fornecer uma contribuição ao coletar o objeto atuante no fato, congelando a imagem em um momento histórico que permite observações não registradas tornando-se atualmente como fontes de crédito!
Escrevemos sobre esse tripe para deixar registrado um momento em que estudando a historiografia local, tivemos contato profissional por determinado tempo, estando lado a lado do fotógrafo de jornalismo, Luiz Antonio Menotti, o conhecido “Tico da Gazeta” que muito contribuiu para matérias especificas focadas em Santo Amaro.

Foi por meio dele que nos aproximamos do jornalista e empresário Armando da Silva Prado Netto, que nos abriu as portas do jornal de bairro Gazeta de Santo Amaro.

Duas sedes que existiram do Jornal Gazeta de Santo Amaro

Nosso trabalho estava voltado para um projeto acadêmico intitulado “A Fotografia como Concepção História”, e estávamos focados nas imagens que poderiam nos ajudar a compreenderam certo momento contemporâneo , mas poucas fotos foram arquivadas, chegamos tarde, mas conseguimos uma vintena delas que nos foi concedida, copiadas e devolvidas ao portador “Tico da Gazeta”.

Essa imagem da "Matriz marco zero real santamarense", agora desarquivada de meus alfarrábios, e usando Inteligência Artificial, para mostrar novo modelo contemporâneo de outra condições existentes, dão a dimensão do grande tesouro que se perdeu ao longo do tempo, e que por esse motivo, de não se manter a memória, que hoje detemos imagens em um arquivo no “Centro de Pesquisa e Estudo da História de Santo Amaro e Região”. (MTB 42767/SP)
(Ambos citados, in memoriam)