quarta-feira, 29 de abril de 2026

Construção do Parque do Ibirapuera na Invernada dos Bombeiros e a Serraria do Viveiro Manequinho Lopes

Os terrenos da Várzea do Ibirapuera eram terras devolutas tornadas públicas em 1891, por cessão do Ministério da Agricultura ao município de São Paulo. A decisão de implantar-se um parque público nesta área foi levada à Câmara Municipal em 1926.

O local do parque era parte de uma enorme região remanescente de terras indígenas guaianases que se estendia desde os altos de Santo Amaro até as áreas alagadas do Ibirapuera, conhecida como Virapoeira. Os índios guaianases viviam da caça, pesca e coleta de frutos silvestres e quando os recursos da uma região esgotava-se transferiam para outras paragens, não se fixando na terra.
Nesta localidade, a partir do século 19, formaram-se sítios e olarias que ser serviam da argila da várzea para confecção de tijolos e cerâmicas que faziam a extração de madeira local para combustível dos fornos.
Havia o plano municipal da construção de um parque nessa várzea alagadiça do Ibirapuera. O próprio nome “Ibirapuera” vem do tupi e significa “madeira velha” ou “árvore apodrecida”, porque a região era cheia de áreas alagadas com árvores caídas, o que explica por que havia serrarias ali antigamente.
O prefeito Pires do Rio investiu no projeto para a implantação de um parque no terreno público municipal nesta localização. No relatório de 1926, o prefeito explicitou suas intenções:
SP MAPA PLANTA CIDADE DE SP VILA CLEMENTINO

SP MAPA PLANTA CIDADE DE SP ACERVO MUSEU PAULISTA 

Os terrenos da Várzea de Santo Amaro, que formam a Invernada dos Bombeiros e a antiga Chácara de Ibirapuera, pertencem ao Estado e ao Município. Se prestam, admiravelmente, à construção de um imenso jardim ou parque, com área igual à do “Hide Park” de Londres, igual à metade do “Bois de Boulogne” de Paris.
Ainda em 1926, a prefeitura realizou duas obras com vistas a garantir a abertura do parque. No ano seguinte, deu-se início ao plantio de eucaliptos na gleba para absorver a umidade do terreno, iniciando-se assim a operação de vegetação do parque. Em 1927 decidiu-se pelo fechamento do matadouro municipal, localizado vizinho à gleba . No relatório deste mesmo ano Pires do Rio descreveu a situação do terreno:
“Já o Município vendeu grande parte de suas terras na Vila Clementino, possui, entretanto, quase toda a superfície que vai da avenida França Pinto ao córrego do Sapateiro. Por permuta com o Governo do Estado, adquiriu a zona compreendida entre esse córrego e o do Caaguassú, parte maior da Invernada dos Bombeiros. Por compra, adquiriu o terreno situado entre esse córrego e o fim da rua Abílio Soares”.
Sobre toda essa vasta extensão, que mede perto de 2.000.000 de metros quadrados, estamos construindo um grande parque, futuro logradouro de valor incomparável para a cidade de São Paulo.
A aquisição definitiva do terreno por parte do município foi efetivada no mesmo ano, por meio de permuta com o Governo do Estado. A Prefeitura foi autorizada a permutar uma área na Água Branca, atual Parque Fernando Costa, “por uma parte da Invernada dos Bombeiros, de propriedade do Estado e necessária à formação do parque”.

Planta_da_Cidade_de_São_Paulo_Organizada_no_Escriptorio_do_Technico_Julio_Streicher_-_1,_Acervo_do_Museu_Paulista_da_USP 1927

A lei também autorizou crédito ao município para a “continuação das obras do parque municipal na Várzea de Santo Amaro”.
Em 1941, foi levantada toda a documentação referente à “discriminação e demarcação das terras devolutas do Ibirapuera”.
Naquele processo, constam ofício emitido em 17 de novembro de 1890 pelo Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas da União autorizando o Governo do Estado a conceder as terras devolutas de Vila Mariana ao Conselho da Intendência Municipal da Capital. De acordo com o Governo do Estado, a área concedida correspondia às “terras devolutas necessárias, salvo direito de terceiro, para complemento de uma légua quadrada ou 4.356 hectares”.

A Prefeitura procurava complementar a produtividade de um viveiro municipal, com vistas a ampliar o projeto de arborização urbana de São Paulo. O viveiro municipal havia sido inicialmente implantado no parque da Água Branca, terreno que pertencia então à Prefeitura.

Em 1934, durante a gestão de Fábio Prado como prefeito, Manoel Lopes de Oliveira, diretor da Divisão de Matas, Parques e Jardins de São Paulo, solicitou uma área no terreno do Ibirapuera para um viveiro, com “estufa para sementeiras, ripados de sombreamento, canteiros de multiplicação, sistemas de irrigação, estrumeiras e outras construções de caráter definitivo”. O paisagista alegava que havia a necessidade cultivos de plantas em viveiro durante oito ou dez anos, antes de serem implantadas em ruas e praças.
O prefeito Prestes Maia desenvolveu, na sua primeira gestão de 1938 a 1945, um plano de avenidas para a cidade de São Paulo, referenciando-se nas lições do urbanismo francês na definição dos traçados de eixos e rotatórias. Em seu plano estava prevista a construção de um parque na várzea do Ibirapuera. Os primeiros estudos do parque foram elaborados pelo engenheiro agrônomo Reinaldo Dierberger, visivelmente influenciado pela jardinagem alemã.

VIVEIRO MANEQUINHO LOPES
Manoel Lopes de Oliveira, como diretor de parques e jardins de São Paulo, era conhecedor da várzea do Ibirapuera, e foi imbuído do trabalho de saneamento no local, bem como da transferência do viveiro municipal da Água Branca para o Ibirapuera, o que veio garantir à cidade a posse definitiva do terreno.
Foram implementadas medidas para a recuperação do solo e o plantio de bosques de eucaliptos australianos para sua drenagem, preparando-o para sua futura utilização como viveiro municipal, ainda que incipiente.


Após a implantação do Viveiro Manequinho Lopes no início da década de 1940, pouco foi feito para a concretização do Parque do Ibirapuera, salvo algumas medidas políticas que regulamentavam e defendiam a utilização e futuro da área, situadas na várzea do Ibirapuera.
ANTIGA SERRARIA DO IBIRAPUERA
A serraria funcionava na área antes da criação do Parque Ibirapuera e para todo esse manuseio arbóreo era necessário que fosse implantada uma serraria que foi edificada na década de 1940, antes da criação do parque que servia de marcenaria. É considerada um remanescente importante da fase industrial da cidade. A estrutura pertence ao espaço conhecido hoje como Antiga Serraria do Parque do Ibirapuera, mas não há registro histórico de um nome específico da serraria (empresa ou proprietário) embora possa ter sido parte do equipamento municipal.

A estrutura da serraria localiza-se vizinha a Praça de Milão, entrando pelo Portão 7 e ao Viveiro Manequinho Lopes.
O galpão é uma construção de colunas de concreto armado e cobertura de estrutura com tesouras de madeira onde se desloca(va) uma ponte rolante, maquinário da empresa Bardella S.A. Indústrias Mecânicas , com capacidade para 15 toneladas de massa bruta.





Esse equipamento era usado para movimentar cargas pesadas dentro do galpão, com trilhos laterais que permitem o deslocamento no comprimento total do galpão com gancho de içamento de toras de madeira e movimentar pilhas processadas de madeira serrada ou peças de grande porte em atividades operacionais de manutenção de máquinas e para carregamento e descarregamento de caminhões e uso para oficinas mecânicas do próprio transporte local.



Em volta do galpão há uma grande área que sem dúvida servia para estocagem de madeira que era extraída no local e/ou nas imediações.
O PARQUE IBIRAPUERA
SP MAPA ED COMP. ME
LHORAMENTOS DE SP-1951
O Parque Ibirapuera foi inaugurado em 21 de agosto de 1954, durante as comemorações do IV Centenário da cidade de São Paulo. A área foi destinada a parque público, visando valorizar a região em torno do Viveiro Manequinho Lopes. Ele foi planejado com arquitetura moderna e os pavilhões culturais foram elaborados pelo arquiteto Oscar Niemayer.
O galpão da serraria do viveiro Manequinho Lopes situa-se na área do parque, e sãop mantidas as estruturas antigas para apoio ou atividades culturais.
O engenheiro agrônomo e arquiteto paisagista Otávio Augusto Teixeira Mendes fez parte Serviço Florestal do Estado de São Paulo entre 1942 e 1968, participou do projeto com Roberto Burle Marx da concepção paisagística do Parque do Ibirapuera, criado para as comemorações do Quarto Centenário da Cidade de São Paulo.
O projeto de Teixeira Mendes envolveu um completo e detalhado estudo com plantas, desenhos de cortes e perspectivas. Tamanho empenho se justificava na busca pela solução mais adequada para integrar o parque à cidade, pois conhecia bem as espécies da Mata Atlântica e buscava utilizá-las e divulgá-las largamente em suas obras de paisagismo integrando-o ao conjunto arquitetônico desenhado por Oscar Niemeyer e equipe.
Em 1992, o espaço foi requalificado por Burle Marx, que o integrou a uma praça com espelhos d’água e vegetação nativa, junto ao Viveiro Manequinho Lopes.

Essa área recebeu nome de “Praça Burle Marx” embora não haja registro do paisagista ter se servido do equipamento da antiga serraria, pois nessa época todo o equipamento já estava desativado.
Em 1993, o espaço foi restaurado e integrado ao parque como área de convivência e atividades físicas, sendo um dos poucos vestígios industriais preservados do terreno antes do parque existir.



Todo conjunto do parque do Ibirapuera e é tombado pelo patrimônio histórico.

terça-feira, 14 de abril de 2026

O TOTEM ESCRITO ERRADO DA PREFEITURA “EU AMO JARDIM SÃO LUIZ”

O BAIRRO JARDIM SÃO LUIZ É COM “Z” E NÃO COM "S"!!!

Irão inaugurar um totem na Praça José Fernandes Camisa Nova, antigo Feirão do JARDIM SÃO LUIZ, por políticos cercados de assessores que caem de paraquedas na região, e dizem conhecer a “quebrada” e chegaram aqui “ontem”, e não conseguem nem cuidar de uma praça e querem cuidar da Cidade de São Paulo como um todo!




A velha guarda AMA O JARDIM SÃO LUIZ, COM “Z”, antes dessa politicagem chegar aqui!!!

Acorde povo do Jardim São Luiz, antes que os políticos roubem o Jardim de vocês!!!

Quem "me disse" que o bairro Jardim São Luiz foi grafado com "Z"?

Quem disse foram os documentos historiográficos com registros cartoriais, não os achismos de alguns!

Os documentos "falam"!

Contra a comprovação documental não há argumentos que se conteste, e isso vale para quaisquer investigações científicas!!! 

Santo Amaro tem por costume a reprodução histórica do “ouvi falar” jamais pesquisar os anais históricos para firmar a produção documental comprovada!

Todo contexto está embasado em pesquisa árdua, nada acontece por “geração espontânea” e o único lugar que sucesso vem antes de trabalho é no dicionário!!!





O LUIZ DO NOSSO (nem meu, nem seu!!!) JARDIM É COM Z, PORQUE ASSIM FOI REGISTRADO PELOS LOTEADORES OFICIAIS DA GLEBA!!!

 

 

Vide links complementares:

BAIRRO JARDIM SÃO LUIZ, São Paulo/SP

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2015/08/bairro-jardim-sao-luiz-sao-paulosp.html

O Que Foi o Feirão Coberto do Bairro Jardim São Luiz, São Paulo

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2026/03/o-que-foi-o-feirao-coberto-do-bairro.html


sábado, 4 de abril de 2026

A MALHAÇÃO DE JUDAS NO JARDIM SÃO LUIZ/SP

No “Sábado de Aleluia” era dia de festa para a gurizada do bairro, uma preparação para o grande evento:

A Malhação de Judas, porque ele traiu a Jesus!
Cada um preparava o “madeiro”, nossos "tacos" de jogar no dia a dia, que iria sentar a lenha no Traidor. Nossa ansiedade era grande, e a hora não chegava, tinha que ser ao meio-dia em ponto!
Até chegar o momento era um alvoroço, descíamos para o local de encontro onde a noite eram colocados os bonecos que representavam o Judas e a gurizada queria saber qual deles iria ser “acariciado”!
O Macalé, que dirigia a viatura do Juizado de Menores, era quem preparava a bagunça, fazia uma meia dúzia de Judas, metade com balas, oferecidas pelos comerciantes, dentro do Judas e outros sem nada, que eram amarrados nos postes de madeira da Light, e faziam-se filas de moleques em cada Judas escolhido!
A hora não passava e a ansiedade aumentava até que quase ao meio-dia começava a contagem:
3, 2, 1....já!
Iniciava-se a balburdia, os adultos até soltavam rojões de 3 tiros que estouravam no ar...e ao meio-dia em ponto o "pau comia" literalmente cada um com seu Judas escolhido, uns se desapontavam, pois os Judas escolhidos eram tão ruins que nem balas ofereciam e outros meninos descobriam a “mina de ouro das balas” voando pelo chão de terra cada um da gurizada pegando seu quinhão, rindo contentes por mais uma Malhação de Judas!!!
Isso era a infância no Jardim São Luiz...não tínhamos nada além de nossa liberdade e felicidade...que o tempo “comeu” devagarinho...não malhação da vida!!!
(imagem da Internet)

PÁSCOA JUDAICA CELEBRADA POR JESUS EM JERUSALÉM E A PÁSCOA DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Jesus tinha pleno conhecimento das Escrituras dos Profetas, e reconhecia todo o rito da Passagem de Libertação do Egito pelo povo hebreu em direção a Terra Prometida por Deus!

A PÁSCOA DA ESCRAVIDÃO PARA A LIBERDADE (Ex.12)
Esta passagem preservou-se também a gloriosa travessia do Mar Vermelho em direção à Terra Prometida, vagando por 40 anos, com o povo hebreu alimentado pelo Manah do Céu, sobre a orientação de Moisés.
Em Ex. 11:4 adverte o Senhor JHVH que Ele mesmo passará pelo Egito ferindo a terra opressora de morte. O cordeiro escolhido no 10o dia será macho sem defeito, no 14o tomar-se-ia um cabrito que seria imolado a tarde e marcaria com sangue as ombreiras e verga da porta. Do cordeiro comer-se-ia assado no fogo com pães ázimos e alfaces bravas. Assim será preparado o culto perpétuo, dia solene do Senhor que arrebatou os primogênitos do Egito evitando as casas marcadas.
A Páscoa Judaica (Pessach, do hebraíco = passagem), ocorre em 14 de nisan quando acontece o sacrifício do cordeiro, onde na véspera tem-se o Sêder de Pessach, refere-se ao jantar cerimonial judaico em que se recorda a história do Êxodo e a libertação do povo de Israel.
A PÁSCOA DA MORTE PARA A VIDA: RESSURREIÇÃO DE JESUS
Pelo Concílio de Nicéia em 325 da era cristã, considerou-se:
A Páscoa seria celebrada no domingo (dominica dies / o dia do Senhor=Kýrios) seguinte ao 14º dia da lua cheia, que atinge esse ponto no equinócio ou logo depois. De acordo com essa regra, a Páscoa pode então ocupar, conforme os anos, 35 posições diferentes, entre os meses de março a abril.
O mês de nisan (anteriormente chamado abibe nome do primeiro mês sagrado hebraico(Exodo 13.4) significa espigas verdes de trigo, ou frutas frescas, assim chamado por causa das espigas do trigo e da cevada) está para o calendário gregoriano entre março e abril, que era no hemisfério norte época da primavera, o mês das espigas, dos grãos debulhados no ciclo das culturas.
Para o cristianismo a Páscoa denota a passagem de uma vida deixada no passado para uma nova vida, vencendo Cristo a morte carnal e ressuscitando (Páscoa definitiva)!
A semana do Domingo de Páscoa é antecedida pelo domingo de Ramos quando Cristo entra em Jerusalém, cidade do Templo, dos Saduceus, Fariseus, Escribas, Doutores e regulamentada pela Lei Romana.
Desde o meio-dia (Sexta hora) e 15 h (hora nona) as trevas percorreram toda a Terra. Completa-se com a Páscoa do Senhor Ressuscitado.
No Novo Testamento a Páscoa é a Ressurreição de Jesus e a vitória do amor (ágape) que combate o pecado humano. É a maior Solenidade Liturgia (Gr. Leitourgia = Forma que aprovou a igreja para celebrar os ofícios divinos).
O Tríduo Pascal (festa eclesiástica com duração de 3 dias) iniciado na Quinta-feira com vigília representando a entrega do cordeiro que seria imolado (Eucaristia – Lucas 22:20) na Sexta-feira temos a condenação sumária de Jesus sem direito de defesa, sem as garantias humanas do Direito Penal.
Desde o meio-dia (Sexta hora) e 15 h (hora nona) trevas percorreram toda a Terra. Completa-se com a Páscoa do Senhor Ressuscitado.
TRÍDUO PASCAL
Quinta-feira: A ceia do Senhor com seus apóstolos que humildemente serve-os à mesa, lavando-lhes os pés (João 13) em sinal de serviço. Institui-se a Eucaristia representada pelo pão e vinho e o chamamento para o novo sacerdócio em Cristo.
Neste dia há adoração eucarística, dia do Parasceve = dia da preparação da Páscoa.
Sexta-feira: Paixão de Jesus Cristo. A igreja celebra a adoração eucarística com solenes leituras da Paixão (diapedese = suor de sangue). Culmina com a procissão do Senhor morto (Filho do homem).
Sábado: Vigília Pascal: o fogo e a água são abençoados, um Círio Pascal (vela branca, grande) para representar a luz do mundo que é Jesus e que veio para iluminar a vida dos homens. Os cinco marcos de incenso incrustados na cruz da vela representam as cinco chagas do Filho de Deus.
Domingo de Páscoa: representa o Novo Tempo, a Ressurreição do Senhor, a passagem (Páscoa) da morte (vida omissa do velho homem) para a vida (encontrada nos que necessitam) em Jesus Cristo.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

A Cruz e a Crucificação antes de Jesus: Instrumento da Lei, não era exclusividade Romana

 A Cruz, instrumento de dor, foi santificada com o sangue de um Justo

O termo latino “crucifixio” vem da junção de "fixar a uma cruz". A crucificação era um método de execução dos piores criminosos e o impacto de um condenado crucificado, usado para punir agitadores políticos ou religiosos, piratas, escravos rebelados.
Esse método de castigo e morte foi oriundo do Mediterrâneo através de Alexandre, O Grande, no século 4 a.C. Os romanos aprenderam sobre a crucificação com os cartagineses e usaram a pena de crucificação a todos que não tivessem cidadania romana, pois o cidadão de Roma, recebia a pena por decapitação, por ser considerada pelas leis romanas uma morte mais digna. Foi o caso do Apóstolo Paulo, decapitado, filho de mãe judia e pai romano.
O objetivo principal da cruz era causar o máximo de dor possível por um longo período. Assim, as vítimas eram pregadas pelos pulsos e pés, e abandonadas para morrer lentamente, o que podia levar dias. Muitos eram abandonados para apodrecer ou ser devorados por animais após a morte.
A madeira de oliveira era indicada para esse tipo de estrutura por ser resistente. A oliveira necessita de muito tempo para crescer, mas, no entanto, pode viver muitas centenas de anos, ou até milhares.
Em 519 a.C., Dario I, rei da Pérsia, crucificou 3.000 oponentes políticos na Babilônia; em 88 a.C. Alexandre Jannaeus, o rei judeu e sumo sacerdote, crucificou 800 oponentes farisaicos.
A maior crucificação de que se tem notícia foi em Roma, em 71 a,C., na revolta de 200 mil escravos sob o comando do gladiador Spartacus, onde as legiões romanas num só dia crucificaram cerca de 6.000 dos revoltosos.
Em 33 d.C. Jesus de Nazaré foi condenado por crucificação, por Pôncio Pilatos que governava a província da Judeia, região sob administração do Império Romano.
O método da crucificação foi aplicado até sua extinção por Constantino, em 337 d.C., Imperador convertido ao Cristianismo, e responsável por reunir toda a estrutura episcopal no Concílio de Niceia, em 325 d.C.