quarta-feira, 5 de agosto de 2026

O TAXÍMETRO “CAPELINHA” E SEU CRIADOR JOÃO WOLFRUM

OS TAXÍMETROS CAPELINHA 

João Wolfrum, era natural da cidade de Nuremberg, Alemanha, chegando ao Brasil em 24 de março de 1924,  casando-se com Elsa Muller.

Foi o mentor e idealizador da tradicional fábrica de taxímetros em São Paulo, a “João Wolfrum-Fábrica de Taxímetros”, empresa fundada em 18 de fevereiro de 1931, na Rua Wandenkolk, 236, no Brás, em São Paulo.


Contava à época com apenas dois funcionários: Ernesto K. Engler e Antonio Tschizar, os quais, juntamente com o empresário João Wolfrum, desenvolveram a tecnologia na medição e controle do tempo e espaço no país.

A empresa fabricava os famosos taxímetros que assemelhava ao  formato de uma "capelinha", muito utilizado pelos taxistas de todo o Brasil e catracas (borboletas), engrenagens e artefatos de precisão.


 
As catracas da inauguração do Maracanã e a dos primeiros coletivos de São Paulo foram feitas pela empresa que teve expansão industrial com novas máquinas operatrizes detinha o monopólio de taxímetros no Brasil e ampliava suas pretensões neste segmento visando até mercados da América Latina, exportando para Costa Rica, Venezuela,  Peru, Chile e Argentina 

Em 1955 foi uma das indústrias participantes da 1ª Exposição-Feira Flutuante Internacional para os Países do Rio do Prata[1].

A PARCERIA COM OS TAXISTAS PAULISTANOS



Sede do Sindicato dos Taxistas: Rua Estado de Israel, nº 833, Vila Clementino



Em 25 de agosto de 1966 era oficializada a fundação do Sindicato dos Taxistas Autônomos de São Paulo (Sinditaxi-SP) com vinculação ao Sindicato dos Condutores Autônomos de Veículos Rodoviários de São Paulo com sede na capital paulista, à Rua Estado de Israel, nº 833, Vila Clementino.



Consolidada na década de 1960, a sede dos taxistas, estes, com a liderança de seu Diretor Arquivista, Carlos José Samaha, resolveram criar a tradição de em todos os dias 25  de julho, render Graças a São Cristóvão, padroeiro dos viajantes e motoristas, ocorrendo tanto na Paróquia de São Cristóvão em São Paulo, quanto na Cidade de Pirapora de Bom Jesus!

A parceria entre o sindicato e a empresa fabricante de taxímetros, anteriormente feita com taxistas autônomos, agora estaria consolidada com a entidade representativa da categoria. E assim a antiga  empresa de João Wolfrum recebeu o nome “Capelinha Indústria e Comércio Ltda”, nova razão social registrada em 8 de julho de 1966.


 Em janeiro de 1975 iniciou-se a primeira cooperativa de rádio-táxi do Brasil e da América Latina, a Rádio Táxi Vermelho e Branco, operações feitas no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na gestão do então presidente do Sindicato dos Taxistas, Rogério Attore.

CARLOS SAMAHA, ROGERIO ATTORE E O BISPO DA ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO, DOM PAULO EVARISTO ARNS 

Mais tarde João Wolfrum construiu nova fábrica em Santo Amaro, devido aas obras iniciais do metrô[2] que a primeira linha desapropriou grande parte das construções no Brás, obrigando a transferir-se em 1976, para a região de Santo Amaro, que era um polo industrial em expansão.

Av. Engenheiro Euzébio Stevaux, 1368 - Parque Industrial Jurubatuba, Capelinha Industria e Comercio Ltda. 

 João Wolfrum recebeu condecorações como os Títulos de Cidadão Paulistano, em 1963 e o de Comendador da Ordem Marechal Rondon em 1970, concedida pela Sociedade Geográfica Brasileira[3] pelos seus serviços a população e outorgado a diferentes personalidades civis e militares ao longo do tempo.


COMENDA MARECHAL RONDON

Em dezembro de1975, recebeu a “Cruz da Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha”, (Alemanha Ocidental) conferida pelo presidente Walter Scheel, por sua intensificação nas relações Brasil Alemanha.

Os taxímetros foram idealizados e modernizados com o decorrer dos anos, com várias mudanças tecnológicas, mudanças estas que deram origem a mais de 20 modelos de taxímetros diferentes.

Os mais antigos eram de corda e mecânicos, acionados pelo taxista antes de iniciar o trabalho pela cidade. Depois surgiram os elétricos, ligados na bateria do carro. A modernidade surgiu com a eletrônica assumindo vários segmentos industriais foram idealizados os digitais, no final da década de 1980. 

Após o falecimento de seu diretor presidente, João Wolfrum, em 6 de outubro de 1983, a empresa passou a ser administrada por sua filha, Hannelore Maria Wolfrum. 

Outros desenvolvimentos de "taxímetros Capelinha"  foram idealizados até o encerramento das atividades em 18 de julho de 1994.

 

Nota:

Fica registrado aqui que, em 2026, o Sindicato dos Taxistas completa 60 anos de sua existência, celebrando em 25 de agosto!!!

(Crônica em revisão futura)

Vide:

25 de Julho: Dia de São Cristóvão e os taxistas santamarenses

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2026/07/25-de-julho-dia-de-sao-cristovao-e-os.html


[1] Foi um evento comercial itinerante realizado a bordo de um navio que percorreu rotas fluviais e marítimas para promover o intercâmbio econômico, industrial e cultural entre o Brasil e as nações vizinhas da Bacia do Prata (como Argentina e Uruguai) em meados do século XX.

[2] EMPRESAS TEMEM PREJUIZO O ESTADO DE S. PAULO PÁGINAS DA EDIÇÃO DE 16 DE Setembro DE 1975 - PAG. 26 

[3] Sociedade Geográfica Brasileira: Fundada em 31 de maio de 1948 – Encerrou atividades em 18 de julho de 1994. Foi uma importante instituição científica e cultural localizada na cidade de São Paulo,  Brasil.

 

CURTUME DE JOÃO DIAS, A FÁBRICA ESTRELLA E O SINO DA IGREJA DO JARDIM SÃO LUIZ/SP

A FAMÍLIA DIAS QUE DEU O NOME A  AVENIDA  JOÃO DIAS

João Dias de Oliveira nasceu em Itapetininga, Estado de São Paulo, em 12 de julho de 1842. Era casado com Benedicta Dias da Silva.
No Império foi agraciado por merecimentos civis, com carta patente de Alferes da 1ª Cia do batalhão de infantaria de Itapetininga. Na República foi nomeado por Floriano Peixoto, em 8 de março de 1893, Tenente Quartel Mestre do 112º batalhão de infantaria da guarda nacional do Estado de São Paulo.
Em Santo Amaro onde se radicou em 1887, trouxe a primeira indústria de pólvora, em sociedade com seu irmão Gabriel de Oliveira Dias, que casou-se com Raphaela Dias da Silva, sendo que Gabriel voltou a Sorocaba, vindo a falecer em 1902.
João Dias de Oliveira foi várias vezes vereador Municipal, exerceu as funções de Inspetor Escolar. Foi o primeiro tesoureiro da primeira Diretoria da Santa Casa local, sucedeu o fundador da Santa Casa, Coronel Carlos da Silva Araújo, na provedoria. Faleceu em São Paulo, em 2 de maio de 1926. Então assumiu os negócios seu filho Antônio Dias da Silva. (nascido na cidade de Tatuí, na região de Sorocaba. em 7 de abril de 1873)


Em 1929, Antônio Dias da Silva adquiriu uma grande propriedade juntamente com a empresa nela instalada “Cortume Dias” onde foi implantada a Fábrica Estrella. Em livros de registros municipais de 1914 a 1927 de firmas e profissões (atualmente depositado no Arquivo Histórico Municipal) consta:
Dias e Cia, Ponte de Baixo, Fábrica de Arreios e Cortume
A empresa especializou-se na fabricação de couros cromados, pelegos variados, camurças, percalinas e "pano couro" para encadernações e estofamento geral, surgindo a empresa Dias & Cia Ltda, no bairro da Penhinha, na entrada do bairro Jardim São Luiz, que é cortado pelo “Córrego do Curtume” afluente do Rio Pinheiros.

A produção tratava os couros em tambores giratórios em solução de água e ácidos, camurçados. Mais tarde, intensificaram a produção e começaram a fabricar tecidos oleados, precursora das lonas plásticas da multinacional Sansuy, na atualidade.
Antônio Dias da Silva casou-se com Sebastiana Rodrigues Dias, onde mais tarde assumiram a gerência os filhos João Rodrigues Dias e mais adiante coube o segmento a Plínio Rodrigues Dias, este nascido em 9 de agosto de 1907, tendo constituído família com sua esposa, Rosa Maria de Almeida Dias, matrimônio realizado em 23 de junho de 1930.

A empresa ficou estabelecida na região até o início da década de 1970, quando ainda se encontra-se registros trabalhistas da Plástico Estrela, na Avenida João Dias, 3144, e depois os registros somem para efeito historiográfico!
"A empresa Dias & Cia Ltda." foi desmembrada da Plásticos Estrella, sendo fundada a Indústria York S.A., à Rua Ten. Cel. Carlos Silva Araújo, Santo Amaro. Em 1958 a Indústria York S.A foi adquirida por “Assad Abdalla e Filhos” para fabricação de gase, esparadrapo, aventais, toucas, algodão e outros artigos hospitalares. Em 1977 uniram a empresa têxtil Assad Abdalla S.A. (TAASA) com a empresas York resultando o “Grupo Indústria York S.A. Indústria e Comércio”
(Referências fornecidas por de André Assad Abdalla)
REMANESCÊNCIA DESTE LEGADO

Um dos sinos, fundido em 1904, que integrava o campanário da Capelinha Penhinha, quando de sua demolição, foi enviado para a Paróquia São Luiz Gonzaga, localizada no bairro Jardim São Luiz, na Rua Antonio da Mata Junior, nº 80, onde faz parte do acervo religioso, podendo se ler na lateral do sino o nome do doador: “Fábrica Estrella”, referência industrial da família Dias.
* Álbum de Santo Amaro e depoimento de Jose Luiz Moraes Dias, a quem devemos essa história e a da empresa York que também pertenceu a família Dias! (Em revisão e ampliação de dados sem prévio aviso. Podem, quem queira, disponibilizar como pretende-se, história não tem dono, nem muito menos posse!)

terça-feira, 4 de agosto de 2026

A TOGA DE PÚRPURA DO IMPERADOR E SEU CETRO e A TÚNICA DE JESUS E SEU CAJADO

A Toga do Imperador

O tipo de toga usada refletia a posição de um cidadão na hierarquia civil. A toga uma vestimenta distinta da Roma antiga, era um tecido aproximadamente semicircular, entre 3,7 e 6,1 metros de comprimento, colocado sobre ombros e ao redor do corpo.
Esse manto ou veste de cor púrpura, (túnica roxa) era de um tecido de alto valor na Antiguidade e era uso restrito a imperadores romanos e autoridades máximas; cidadãos comuns eram proibidos de usar roupas inteiramente púrpuras.
Representava o maior símbolo de poder, a cor roxa era um símbolo de status na antiga Roma: só os imperadores tinham direito a usá-la.
A tintura roxa valia muito dinheiro e, portanto, passou a simbolizar tanto a riqueza como o poder, maneira fácil e imediata de identificar posição e privilégio. As penalidades de violação dessas leis poderiam ser duras: multas, perda de bens, títulos e até mesmo a vida.
O tipo de toga usada refletia a posição de um cidadão na hierarquia civil. Várias leis e costumes restringiam seu uso aos cidadãos, que eram obrigados a usá-lo em festas públicas e deveres cívicos.
• O cetro romano (sceptrum eburneum) era um bastão de marfim usado por cônsules, generais vitoriosos e imperadores para mostrar autoridade militar e poder supremo, sendo o símbolo máximo do estado romano.
A Túnica sem costura (Inconsútil) de Jesus
A túnica de Jesus era uma veste comum do povo no primeiro século, provavelmente feita de lã ou linho, dobrada em dois e ao centro cortada em gola para entrar sobre a cabeça, sendo assim sem costura, tecida inteira de cima a baixo e de peça única. Era um manto conhecido por chiton, ou quíton (literalmente "túnica" ou "casaco" em grego). A peça tinha um corte folgado e decote amplo, estendendo-se até os tornozelos, pois as curtas que chegavam até aos joelhos, tipicamente usadas por escravos e trabalhadores daquela época e servia como vestimenta diária de uso pessoal. (Marcos 12:38)
Segundo o Evangelho de São João, os soldados que crucificaram Jesus não dividiram a sua túnica depois de o crucificarem, mas lançaram sortes para não a rasgarem!
Em Marcos 6:56 consta que Jesus usava também um manto, um xale geralmente feito de lã, que poderia ser grande ou pequeno, grosso ou fino. Esse manto de Jesus, sendo ele judeu, provavelmente era um talit, tradicional xale de orações, símbolo de conexão espiritual, igualdade e lembrança dos mandamentos divinos da Torá. 
• Jesus também portava um cajado (*rabdos*, em grego). Salmo 23:4: "Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam." Para Jesus, o cajado teria sido uma ferramenta útil para oferecer apoio ao caminhar pelos terrenos acidentados da Judeia e da Galileia, e usado por pastores e viajantes ao longo do caminho, que se tornou símbolo para seus seguidores:
"Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas." (João 10:11)
NOTA:
Todo material disponibilizado na internet. Este compilado foi idealizado por este missivista, para efeito comparativo e historiográfico, entre o poder e o citadino comum, com Jesus integrado ao modelo do Império Romano à época!

domingo, 26 de julho de 2026

25 de Julho: Dia de São Cristóvão e os taxistas santamarenses

 25 de Julho: Dia de São Cristóvão

As Carreatas dos Taxistas Devoção a São Cristóvão para Pirapora do Bom Jesus com Carlinhos Turquinho de Santo Amaro/SP
Carlos José Samaha, era conhecido pelo apelido de Turquinho, ganho na mocidade, mas dizia que sua família era do Líbano, e que os passaportes de quem estava nessa região eram expedidos como da Turquia. Seu tio Jorge Fares, veio para Santo Amaro e tinha um sítio no Jardim São Luiz, que era considerada área rural de São Paulo.

Para agradecer pelos taxistas terem conseguido sua sede na Rua Israel, na Vila Mariana, e outros coisas relacionadas a categoria, junto com outros amigos que faziam ponto do lado da igreja de Santo Amaro, elaboraram a Romaria de São Cristóvão que começou a frequentar ano a ano a cidade de Pirapora do Bom Jesus.

Samaha fazia ponto em frente a Igreja Matriz de Santo Amaro com seu Ford Mercury, ano de 1948 preto, um carro de primeira linha que era requisitado até para casamentos na região.
Era bem conhecido no meio dos taxistas e sempre estava à frente das comemorações de São Cristóvão com participação da categoria, em homenagem a santo protetor dos motoristas, comemorado em 25 de julho.

Com o tempo essas carreatas foram perdendo essa intensidade de antes, mas o Carlinhos Turquinho, como era chamado, não esmoreceu e na época ligava para um, para outro e com pouco mais de uma dezena de carros fazia a Romaria para ir à missa em Pirapora e lá fazia questão que o padre fosse onde estavam os carros para serem aspergida água benta.


O “Turquinho Taxista” com idade passando dos 80 anos, teve que mudar de rumo e mesmo assim, fazia questão de ir ao dia de São Cristóvão a igreja localizada na Avenida Tiradentes, em São Paulo.
Turquinho não deixou morrer essa “romaria” até o dia que ele partiu dessa vida com 86 anos de idade, talvez lá no céu ainda faça homenagens a São Cristóvão, como no dia de hoje, pedindo proteção dos perigos do trânsito aqui na Terra.
HOJE, 25 DE JULHO, QUE SÃO CRISTÓVÃO PROTEJA TODOS OS MOTORISTAS NAS ESTRADAS!

quarta-feira, 15 de julho de 2026

O PADRE “BRAVO” EDMUNDO DA MATA: Inté, 15 de julho de 2022

O PADRE “BRAVO” E O JARDIM SÃO LUIZ/SP

O BAIRRO
O Jardim São Luiz nasceu de “parto forçado”, era um loteamento no fim de mundo, de mata fechada habitat de cobras, lagartos e jaguatiricas e era isso que se oferecia para quem “veio tentar a sorte” na cidade de São Paulo, mais nada, afinal essa gente tinha a simplicidade e a vontade de construir um lugar para viver. Nada se tinha, as ruas eram terra batida, água de poço, esgoto e energia elétrica nem pensar, a luz vinha de um candieiro a “lumiá” o canto de cada um!
Ninguém, em são consciência, queria vir para cá, nem gente como a gente, nem, bispo, muito menos padre, só um louco iria aceitar essa incumbência de ficar definitivamente aqui, pois alguns vinham para uma missa mensal e tchau!
O PADRE
A Igreja católica precisava assentar um padre definitivamente no Jardim São Luiz, encontraram um português da Ilha da Madeira, Edmundo da Mata, que tinha recebido a ordenação sacerdotal em 1963 com às regras do Concilio de Trento, fazer todo o rito voltado de costas para o povo de Deus e por cima fazer toda a missa em latim, imagina, uma língua que ninguém entendia, e rezava o Pai Nosso por rezar sem saber o que estava falando e até se Deus os entendia! Era a época que estava em andamento o Concilio Vaticano II que mudaria a forma que se usa até hoje:
O celebrante de frente para o povo e falando na língua de cada Nação!
É nesse ambiente que o padre Da Mata, foi enviado pra mata do Jardim São Luiz, em 1964, e nem sabia por onde começar! Poder-se-ia dizer o velho refrão antigo "que se vendia o almoço pra comer a janta”, mas como Deus sabe o que faz e o homem não sabe o que diz, o jovem padre aguentou a marimba, não esmoreceu, e além de padre foi brigar com os políticos de São Paulo que nem sabiam que o Jardim São Luiz existia!
A igreja era pequena, e nas missas dominicais entupia de gente, que só uma missa não dava conta, eram três, e por cima era batizado aos montes, criança nascia todos os dias, casamentos era um atrás do outro e na parte da tarde ainda dava havia mais duas missas! A catequese para a primeira comunhão era feita meio de improviso até ao ar livre, e para atrair o jovem o Padre Edmundo arrumou o projetor barulhento de filmes voltados a religião e fez uma quadra de futebol de salão!
O padre tornou-se a referência para tudo quanto se preiteava e ele brigava no bom sentido para melhorias do bairro, e deste modo ganhou a fama de “brabo” e levou isso para sempre em sem currículo!
O Jardim São Luiz era o primeiro bairro depois da ponte do Rio Pinheiros vindo de Santo Amaro, e necessitava um novo templo maior, e como o padre dizia, com a cara do povo e assim um bando de loucos tanto quanto o padre montaram a comissão para construir uma nova paróquia que nem precisa dizer mais nada dela do que muito já se falou. Bispos conheceu aos montes e Papas viu suas posses e um deles foi até conhecer em Roma, sua Santidade João Paulo II.
Deus tem lá seus planos e o homem segue as trajetórias traçadas, e o que foi feito, feito está, e o “brabo” Padre Edmundo combateu o bom combate, como dito por São Paulo e o português da Ilha da Madeira, precisava “ir embora”...e foi em 15 de julho de 2022, não deixou nada para trás, somente seu legado de quem arregaçou as mangas como sempre fazia pelo Jardim São Luiz!
Muito se poderia escrever nestes 57 anos que o padre Edmundo da Mata esteve à frente da Paróquia São Luiz Gonzaga, que daria um livro, mas os “feitos foram feitos” estão no bairro Jardim São Luiz, e isso basta!!!
INTÉ!!!