Dom Emílio Pignoli nasceu em 14 de dezembro de
1932. Seus pais Carmelo Virgínio Pignoli e Maria Paolina Morelli Pignoli,
tiveram seis filhos.
Viviam na região de Cremona, comuna italiana localizada na
região da Lombardia, em Cappela De´Picenardi. onde frequentava a Igreja de São
Pancrácio.
Terminado o curso secundário ingressou no Seminário
de Cremona quando do final da Segunda
Guerra, em 1945.
Visita do pai ao filho no Seminário de Cremona
Foi influenciado para sua missão evangélica no
Brasil quando ainda no seminário em 1948 em palestra intitulada “Por um mundo
melhor” do padre Ricardo Lombardi que havia mostrado o Brasil como um país
imenso e necessitando de missionários, pois quase não havia sacerdotes.
Manteve contato em Roma, com o Colégio Pio
Brasileiro[2],
onde seminaristas faziam seus
cursos básicos de Filosofia e Teologia,
dedicado à formação de presbíteros diocesanos.
Interessado no
que soube do Brasil, e influenciado por um amigo entrou em contato com Dom Luís
do Amaral Mousinho, que à época era o bispo de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.
Deste modo chegou ao Brasil desembarcando no Rio de
Janeiro em 20 de outubro de 1953, dirigindo-se para o interior de São Paulo, na
Diocese de em Ribeirão Preto, Catedral de São Sebastião.
Frequentou o Seminário Central, no bairro do Ipiranga, São Paulo, hoje
faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção.
Foi ordenado sacerdote, aos 29 de junho de 1957, em Cravinhos, São Paulo, onde
logo no início de seu ministério atuou na Paróquia São José onde permaneceu
por 2 anos, sendo depois enviado para Orlândia, Diocese de Franca, onde
permaneceu por de 11 anos como pároco.
Tornou-se reitor do Seminário Diocesano Maria Imaculada e responsável pela casa
de Retiro Dom Luís, em Brodowski (Brodósqui)
Foi nomeado Bispo pelo Papa Paulo VI, e em 24 de
junho de 1976, em Orlândia, na Diocese de Franca, foi ordenado bispo, tendo
como sagrante, o Núncio Apostólico da Santa Sé no Brasil, Revmo. Dom Cármine
Rocco, seguido como consagrantes Dom Bernardo José Bueno Miele, arcebispo de
Ribeirão Preto e Dom Diógenes Silva Matthes, bispo de Franca e o Vigário
Capitular Mons. João Oliveira Rosa Filho, leitor da Bula Papal.
Dom Emílio Pignoli assumiu a Diocese de Mogi das Cruzes, aos 13 de abril de
1976, tendo a cátedra aos 04 de julho de 1976, por posse canônica da Diocese de
Mogi das Cruzes, antes ocupada por Dom Paulo Rolim Loureiro, onde permaneceu
até 1989.
Fachada da Catedral de Sant'Ana, Sé da Diocese de Mogi das Cruzes
Foi transferido para a Diocese de Campo Limpo, aos 14 de
fevereiro de 1989, tomando posse em 04 de junho de 1989, durante celebração
presidida pelo Cardeal Dom Paulo Evaristo Arns, que à época era Arcebispo
Metropolitano de São Paulo, ladeado pelo bispo auxiliar de São Paulo, Dom Fernando José Penteado.
(vide: https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2026/07/dom-fernando-jose-penteado-o.html )
Baseado em documento do Papa João Paulo II, instalaram-se
as Dioceses de Osasco, de Campo Limpo, São Miguel Paulista e Santo Amaro,
dividindo-se assim a Arquidiocese de São Paulo. Assim a Diocese de Campo Limpo
e as demais foram criadas em 15 de março de 1989, pela bula “Com o Beneplácito
de Deus”, e instalada em 04 de junho de 1989, desmembrada da então Arquidiocese
de São Paulo.
Dom Emílio Pignoli, foi o primeiro bispo a
administrar a Diocese Campo Limpo, demonstrando desde o primeiro instante
dedicação no desafio apresentado e a que foi indicado nesse compromisso da
Igreja.
No episcopado Dom Emílio Pignoli á frente da Diocese Campo Limpo,
foi
necessário construir a sede em terreno adquirido para edificar a Catedral, idealizada em
homenagem a
Sagrada Família, iniciada no ano de 1991.
A Mitra Diocesana inicialmente foi instalada à Rua Lira Paulista, Jd. Refúgio, Campo Limpo, SP
Onde hoje tem-se o território
diocesano, partir de 1979 foi a Região Episcopal, intitulada de Itapecerica da
Serra que era desmembrada da então Região Episcopal Santo Amaro, pertencentes
na época à Arquidiocese de São Paulo e que era administrada pelo bispo auxiliar
Dom Fernando José Penteado, fora designado em 2 de abril de 1979, enviado pelo
Cardeal Evaristo Arns para a Região de Itapecerica da Serra onde permaneceu de
1979 a 1989, ano no qual foi constituída a Diocese de Campo Limpo.Sua obra foi hercúlea como primeiro bispo na nova Diocese em uma região imensa
subdividida em 4 regiões episcopais, com 9 grupos de paróquias (foranias), com
mais de uma centena delas, comunidades e santuários, sendo referencial de
Cáritas da CNBB, na região sul de São Paulo, e instalada onde antes havia sido a subprefeitura de Campo Limpo.
Estruturou as bases da Diocese
Campo Limpo, criando a Escola de Liturgia, e o Curso de Teologia, com supervisão
do monge beneditino, Veremundo Toth. Reestruturou o Seminário de Nossa Senhora
Aparecida, no Taboão da Serra, São Paulo, para acolher jovens iniciantes(propedêutica)
até a formação presbiteral.
A Diocese de Campo Limpo foi dividida para melhor ser administrada em quatro
regiões episcopais, abrangendo uma vasta área de 1.560 km² na zona sul e oeste
de São Paulo e em outros seis municípios da Grande São Paulo: Embu das Artes,
Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Taboão da
Serra.
Em julho de 2008 o Papa Bento XVI aceitou a
renúncia de Dom Emílio por completar a idade para o cargo assumido, de seus 75
anos.
A cátedra do Bispado da Diocese Campo Limpo de Dom Emílio Pignoli no ano de
2008 foi transmitida ao bispo Dom Luiz Antônio Guedes, (2º bispo), depois ambos
tornaram-se bispos eméritos, assumindo na atualidade o báculo da missão, Dom
Valdir José de Castro, 3º e atual bispo em exercício.
Deste modo Dom Emílio Pignoli permaneceu à frente da Diocese de Campo Limpo por
19 anos, como grande promotor da fé cristã, seguindo seu lema:
Certam Vocationem Faciatis ("Consolidai vossa
vocação" - 2Pd 1,10)
Nota: Crônica sujeita a revisão sem prévio aviso, e se houver algo destoado, favor
comunicar, pois houve longa pesquisa e recolhimento de material destes 50 anos
de episcopado de Dom Emílio, podendo haver discordâncias nos fatos
históricos, desde que comprovados documentalmente!!!
Créditos:
Fotos do autor, fotos em preto e branco pessoais de Dom Emílio ou Diocese, outras da
Wikipedia (CLIC NA FOTO PARA AMPLIAR A IMAGEM)
Referências
https://www.diocesidicremona.it/seminariovescovile/
https://www.nossasenhoradosprazeres.com.br/dom-emilio-pignoli/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diocese_de_Campo_Limpo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%B3quias_da_diocese_de_Campo_Limpo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilio_Pignoli
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forania
https://dcl.org.br/images/documentos/guia/guia-2026-abril-2.pdf
https://www.diocesedemogi.org.br/bispos.php
https://it.wikipedia.org/wiki/Chiesa_di_San_Pancrazio_(Cappella_de%27_Picenardi)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pontif%C3%ADcio_Col%C3%A9gio_Pio_Brasileiro
https://arquidioceserp.org.br/sao-jose-1898/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Semin%C3%A1rio_Central_do_Ipiranga
Guia
Diocesano-2026-abril
Seminário
Vescovile de Cremona é uma instituição de ordem diocesana (secular), subordinada
diretamente à Diocese de Cremona, na Itália.
O Pontifício Colégio Pio Brasileiro, localizado em Roma, na
Itália, foi instalado no dia 3 de abril de 1934, por iniciativa do Papa Pio XI e do episcopado
brasileiro. O Colégio
abrigou em seus primeiros anos padres e seminaristas que até então moravam no
Colégio Pio Latino-Americano. Mais tarde, o Pio Brasileiro passou a acolher
apenas padres, provenientes de todas as regiões do Brasil e eventualmente de
outros países, para realizarem os estudos de pós-graduação nas universidades e
institutos de Roma, principalmente nas áreas de filosofia e teologia.
1- A Catedral é
a Igreja física, o templo principal de uma diocese (ou arquidiocese), é a Sede
do Bispo (Sé) onde fica a cátedra (a cadeira solene do bispo), símbolo da
autoridade eclesial.
2-
Diocese é uma unidade territorial e administrativa da Igreja liderada
por um bispo. Formada por um território, uma região geográfica delimitada que
agrupa várias paróquias dos bairros e cidades.
3- Cúria no latim medieval significa “corte” que
assiste a um bispo nas suas funções. A Cúria é o órgão administrativo de uma diocese,
constituído pelas autoridades que coordenam e organizam o funcionamento da
mesma. É geralmente vista como o governo da Igreja. Na cúria funcionam
alguns setores, como exemplo: Ação Social, Ecônomo, Diretoria de Patrimônio, Chancelaria;
Coordenação de Pastorais, Assessoria de Comunicação, Arquivo Histórico.
4- A mitra é o órgão responsável pela administração
do patrimônio da diocese, bem como dos patrimônios das Paróquias, Seminários e
outros segmentos. É a entidade legal/jurídica que
tem a função de assinar contratos,
possuir bens, administrar imóveis, gerir contas bancárias e responder perante a
Justiça civil em nome da diocese.