terça-feira, 20 de outubro de 2026

O SENHOR PLACONÁ DO “ARMAZÉM DE SECO E MOLHADOS” DA RUA BARÃO DO RIO BRANCO, SANTO AMARO/SP

 O SENHOR PLACONÁ DO “ARMAZÉM DE SECO E MOLHADOS”

O senhor Nilo Placoná Filho, era um legítimo santamarense, uns o chamava de Nico Boeninha, outros Nilo Boeninha, ele dizia nem se importar! Nasceu na Vila de Santo Amaro, interiorana ainda, em 28 de julho de 1934.
Seu sogro era o senhor João de Araújo Prado, João Maneco, foi um dos idealizadores da primeira linha regular de coletivos urbanos que ligava Santo Amaro ao Embu Guaçu.



Seu comércio fez parte da história santamarense, situado na Rua Barão Rio Branco, que no seu tempo, chamava-se Rua Aurora, próximo a antiga empresa “Plásticos York”, em frente à Rua Amaro André, tendo um conhecimento invejável de detalhes Sobre Santo Amaro, e detentor de registros fotográficos da antiga represa de Santo Amaro, hoje denominada de Guarapiranga.
Tinha orgulho de ver em seu armazém o plantel de antigas bebidas como a denominada “Quinado Scarmachan”, uma espécie de antigo Cinzano, datado de 1933. Nas sextas feiras era sagrado o encontro da velha guarda para jogar um truco e jogar conversa fora!
No ano de 2009, foi agraciado com o Troféu Botina Amarela, cor das marcas de seu caminhar pela região, das mãos de seu amigo Alexandre Moreira, sendo apadrinhado pelo Carlos e Estanislau, que fizeram as honras desse momento.

Este é um fragmento hoje exposto é parte de uma saudade de um senhor de pouca fala, prestativo, que recebia todos iguais em seu estabelecimento, e hoje, 20 de outubro de 2026, nos deparamos com o início da demolição do “ARMAZEM DO SEU PLACONÁ”, que fez parte de um momento histórico de Santo Amaro!



sábado, 17 de outubro de 2026

..o que é ser pobre?

...fazer o que precisava ser feito

...um pai adquire um terreno pago a prestação a 20 km na periferia de São Paulo

...um pai constrói um barracão para morar com sua família

...cava um poço de 35 metros para ter água em casa

...cava uma fossa de 6 metros para o esgoto

...faz uma horta para plantar hortaliças e legumes

...comprava sal, cereais na caderneta, no armazém, pago no fim do mês

...cria galinhas, patos e porcos

...vai trabalhar de bicicleta, não de ônibus

...compra os livros para o filho estudar em uma escola de madeira

...na janta, ovo do galinheiro da família, feijão e farinha, sem arroz

...a casa não tem energia elétrica, luz de candieiro

...fogão a lenha

...chão da cozinha, terra batida

...colchão de palha, batido ao sol de tempos em tempos, cama de mola de ferro

...a gordura  da banha de porco guardada em uma lata com sal grosso, sem geladeira

...médico é a vovó com seus chás de matos milagrosos

...as ruas do bairro eram de barro puro

...tem mais

...e vale a pena saber que muitos fizeram isso!!!

...o pão nunca faltou à mesa!

...e assim criaram filhos com honradez

...ficaram riquíssimos!!!

...nossos pais não precisaram de paternalismo!!!

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

INFORMAÇÃO "MODELO PADRÃO" DA PREFEITURA DE SÃO PAULO PARA A ENCHENTE NO TÚNEL DO VALE DO ANHANGABAÚ (out 2026)

(SEM CONTAR EM OUTROS LOCAIS DA CIDADE DE SP IMPERMEABILIZADA)

O BLÁ BLÁ BLÁ DE SEMPRE POR PARTE DA PREFEITURA
"As bombas do Túnel do Vale do Anhangabaú foram desenvolvidas para sugar a água acumulada na passagem subterrânea e jogá-la, por meio de tubulações, para fora da via, desaguando na rede de drenagem urbana e jogando a água bombeada no próprio Ribeirão Anhangabaú, que corre canalizado por baixo da estrutura. Segundo a Prefeitura, o túnel conta com 6 bombas fixas, monitoradas 24 horas por dia por sensores e câmeras!"
ISSO SABE-SE HÁ MUITO TEMPO, MAS SÃO SUBDIMENSIONADAS, SUPORTANDO SOMENTE BAIXAS INTENSIDADES DE CHUVAS!!!
VEJA UM DEPOIMENTO REAL DA SITUAÇÃO FEITA POR ENGENHEIRO HABILITADO:
Meu filho "foi" há tempos, um dos engenheiros responsáveis pela supervisão de alguns túneis da cidade de São Paulo, inclusive esse específico do Anhangabaú.
Trocamos experiências profissionais e ele dizia que as bombas usadas no Vale do Anhangabaú possuem acionamento pela própria água que faz o relê (chave elétrica) acionar as bombas para ter o "aríete de força de recalque", ou seja, a força da água bombeada para jogá-la para fora do túnel (até para o próprio rio do vale canalizado que passa por baixo do túnel), mas que o número de bombas eram insuficientes para volumes pluviométricos elevados conforme a intensidade das chuvas, pois não tinham a capacidade de escoar a água do túnel rapidamente!
A equipe dele, à época, teve um problema semelhante e já alertava por futuras repetições, ou seja, os responsáveis municipais estavam avisados que precisavam redimensionar o número de bombas para o serviço necessário no caso, sem paliativos de "gambiarras"!
...deixaram “reacontecer” para agora falarem que vão resolver!!!
Omissão clara, não importa quem governe, o "modo de operar a administração municipal" é o mesmo:
Deixa estar para ver como fica!!!

domingo, 11 de outubro de 2026

ESCOLA PROFISSIONALIZANTE SENAI ARY TORRES-SANTO AMARO/SP: 60 ANOS DA ESCOLA INDUSTRIAL DE SANTO AMARO EM 2026

SENAI ARY TORRES-SANTO AMARO/SP



Introdução:

A expansão industrial com o término da Segunda Guerra Mundial e com uma Europa destruída pela deflagração trouxe para o Brasil ao término do conflito, em sua maioria para a cidade de São Paulo, grandes empresas com tecnologia de ponta daquela época, reconhecidas pelo seu alto grau de produção industrial!


Revista Acrópole 1965-ano 27 (Cred. FAU-USP)

Pelo Decreto-Lei nº 4.048, de 22 de janeiro de 1942[1], era previsto a implantação de escolas de aprendizagem industrial no Brasil. Deste modo foi idealizado o ensino profissionalizante industrial, pela  criação do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, o SENAI, em 1942, para formação de profissionais do ramo  técnico necessários para a indústria.

ESCOLA SENAI ARY TORRES

A Escola de Aprendizagem Industrial Governo do Estado – SENAI de Santo Amaro, hoje conhecida como ESCOLA SENAI ARY TORRES[2], foi inaugurada em 1º de fevereiro de 1966.






Foi implantada à Rua Amador Bueno, 504, Santo Amaro, São Paulo, em terreno amplo de quase 11 mil metros quadrados um projeto moderno inicialmente com duas edificações[3] onde eram ministrados cursos voltados para a área de mecânica industrial, como desenho técnico, ajustagem mecânica, tornearia, fresagem, entre tantos oferecidos a jovens na faixa etária de 14 anos e que estivessem no sexto ano do ginasial, hoje compara-se ao Fundamenta II.

Para ingressar no SENAI passava-se por uma seleção através de uma prova básica com questões de conhecimento de português e matemática que era aplicada através de livretos numerados, e cada aluno recebia um número diferente, não havia como "colar na prova!".

No período noturno com a busca pela indústria de uma mão de obra mais especializada em máquinas operatrizes era ofertado cursos regulares de duração de seis meses para capacitar migrantes que se estabeleceram no Estado e que estavam em área rural na maioria nas plantações de café, e que com o desgaste do mercado e quebra de Bolsa de Valores americana em 1929, desestabilizando o mercado muitos acabaram fixando-se na área urbana.


No final da década de 1970 a escola foi ampliada com a construção de um novo edifício de dois pavimentos onde foram instaladas salas de aulas e a oficina de eletroeletrônica, ampliando a área construída para 6.585 metros quadrados. Nova adequação ocorreu no final de década de 1990 na parte da oficina de Metalmecânica e ampliando o espaço para a instalação da oficina Automobilística.



Este missivista teve a base inicial de formação técnica em mecânica industrial no Senai Ari Torres, escola deste descritivo, sendo grato pelo cabedal recebido desta instituição!!!




 

 

Referências

Revista Acrópole 1965-ano 27- https://www.acropole.fau.usp.br/edicao/314 (FAU-USP)

https://arquivo.arq.br/profissionais/helio-duarte

OLIVEIRA, Luciana Monzillo de / PISANI, Maria Augusta Justi. Educação Para o Ensino Industrial e a Arquitetura Moderna da Periferia Paulistana: Senai Ary Torres, Santo Amaro, SP



[2] O engenheiro Ary Frederico Torres (1900 – 1973), tornou-se patrono da Escola Senai de Santo Amaro, era formado em Engenharia Civil pela USP-SP. Uma das pontes do sistema viário, Marginal/Nações Unidas, Vila Olímpia, também tem seu nome.
 https://www.sp.senai.br/patrono---ary-frederico-torres

[3] O arquiteto Hélio de Queiroz Duarte integrou a produção de edifícios escolares modernos para o SENAI em São Paulo, fazia parte do Convênio Escolar em São Paulo entre 1949 e 1952 associado a parcerias técnicas como o engenheiro Ernest Robert de Carvalho Mange, projetando diversos centros de ensino profissionalizantes.

 



quarta-feira, 7 de outubro de 2026

O Tripé Multidisciplinar de Registros Históricos: Foco em Santo Amaro/SP

 Momentos da "ciência que estuda as ações da humanidade" no tempo e no espaço: HISTÓRIA

O jornalismo, a história e a fotografia andam no mesmo caminho na busca de uma passagem histórica, para registrar um “furo de reportagem”, buscando as evidências dos fatos, por métodos analíticos, cada qual dentro de suas áreas de atuação.
Não está presente no contexto estudado achismos de opiniões pessoais, mas estudos com métodos de cada disciplina.
O fotógrafo veio somar e fornecer uma contribuição ao coletar o objeto atuante no fato, congelando a imagem em um momento histórico que permite observações não registradas tornando-se atualmente como fontes de crédito!
Escrevemos sobre esse tripe para deixar registrado um momento em que estudando a historiografia local, tivemos contato profissional por determinado tempo, estando lado a lado do fotógrafo de jornalismo, Luiz Antonio Menotti, o conhecido “Tico da Gazeta” que muito contribuiu para matérias especificas focadas em Santo Amaro.

Foi por meio dele que nos aproximamos do jornalista e empresário Armando da Silva Prado Netto, que nos abriu as portas do jornal de bairro Gazeta de Santo Amaro.

Duas sedes que existiram do Jornal Gazeta de Santo Amaro

Nosso trabalho estava voltado para um projeto acadêmico intitulado “A Fotografia como Concepção História”, e estávamos focados nas imagens que poderiam nos ajudar a compreenderam certo momento contemporâneo , mas poucas fotos foram arquivadas, chegamos tarde, mas conseguimos uma vintena delas que nos foi concedida, copiadas e devolvidas ao portador “Tico da Gazeta”.

Essa imagem da "Matriz marco zero real santamarense", agora desarquivada de meus alfarrábios, e usando Inteligência Artificial, para mostrar novo modelo contemporâneo de outra condições existentes, dão a dimensão do grande tesouro que se perdeu ao longo do tempo, e que por esse motivo, de não se manter a memória, que hoje detemos imagens em um arquivo no “Centro de Pesquisa e Estudo da História de Santo Amaro e Região”. (MTB 42767/SP)
(Ambos citados, in memoriam)

quarta-feira, 23 de setembro de 2026

FERDINAND VADERS, Indústria Pioneira em Máquinas Gráficas no Bairro Vila das Belezas, Santo Amaro/SP

FERDINAND VADERS: “Ferdinand” Vaders é o pioneiro da empresa, pai de “Ferdinando” Vaders, o expansionista da empresa)

Ferdinando Vaders nasceu em São Paulo, em 13 de dezembro de 1932, filho primogênito de Ferdinand Vaders, um casal de imigrantes provenientes de Dusseldorf – Alemanha que veio para o Brasil na década de 1920.
Ferdinando Vaders estudou no Colégio Porto Seguro, de 1939 a 1950.
Nas férias escolares trabalhava na oficina mecânica de seu pai, localizada no Brás, São Paulo, onde eram confeccionadas peças de reposição de máquinas, instalação de equipamentos e ainda tratativas de vendas e relações financeiras.
A empresa Ferdinand Vaders, conhecida no mercado pela sigla FEVA, foi iniciada sua construção em 1957 em terreno de 25 mil metros quadrados, com galpão de 5 mil metros, dobrando de área da década de 1970 foi pioneira industrial de máquinas gráficas no Brasil, inicialmente estava voltada para máquinas de manufatura de papel e papelão denominadas Super Vinco e também máquinas de curvar tubos de aço para metalurgia.

Ferdinando Vaders, mudou-se para Santo Amaro, no bairro do Campo Belo em 1943.
Em 1951 assumiu a responsabilidade de todos os compromissos da oficina de seu pai, quando este se ausentou em viagem.
Casou-se em julho de 1957 com Ermelinda Gonçalves Valders, que resultou na família com os filhos, Ferdinando Vaders Junior, Monica Vivian, Richard Christian e Victor Gustav.


Nessa mesma época de seu matrimonio mudou-se para o Bairro da Vila das Belezas/V. Teixeira, à Rua Joaquim Nunes Teixeira, 72 (106) e em 1960, juntamente com seu pai fundou a Empresa Ferdinand Vaders, tendo como seu diretor gerente Reiner Dauch.
A sede da Distrital Santo Amaro da Associação Comercial de São Paulo, fundada em 12 de novembro de 1953, instalada à Rua José Bonifácio e mais tarde na Rua Capitão Tiago Luz, remanejada posteriormente para a Alameda Santo Amaro em 1966, estando sobre a presidência de Daniel Machado de Campos, a superintendência era formada por Ferdinando Vaders e Carlos Sgarbi Filho.
Estava presente junto a executiva, quando da aquisição do terreno da sede definitiva, em 1988, à Av. Mário Lopes Leão, em Santo Amaro.
Ferdinando Vaders já havia assumido como segundo secretário, passando a primeiro e depois tornou-se superintendente fazendo o intercambio com poder público pelos os anseios dos empreendedores e as autoridades municipais e estaduais.
Foi ativo nas reivindicações para melhorias no bairro participando também da Sociedade Amigos do Bairro da Vila das Belezas.
Em 1970 sua esposa Ermelinda Gonçalves Valders teve seu passamento terreno e depois de algum tempo, casou-se novamente e tornou-se pai de uma menina, Lilian.
De 1970 a 1973 tornou-se conselheiro da Associação Comercial de São Paulo e seu diretor em outras gestões de 1973 a 1982, e ainda diretor da CIESP, na gestão de 1977 a 1980, Diretor Presidente de 1974 A 1976 da SINDIMAQ, fundador da ABIMEG, Presidente de Honra do Clube dos diretores Lojistas de Santo Amaro, Presidente do Rotary Club de Santo Amaro, na gestação de 1972 a 1973, além de Conselheiro Curador da Fundação Visconde de Porto Seguro, Integrante da Mesa Diretora da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro onde foi ativo benemérito, Vice Presidente do Serviço de Obras Sociai de Santo Amaro e participante da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil.
Com todos esses compromissos assumidos no Bairro de Santo Amaro, estava sempre presente em sua atividade junto à empresa Ferdinand Vaders, assumindo como seu diretor presidente.
Em uma segunda empresa, criada em 1973, a FEVAP, Painéis e Etiquetas Metálicas, ocupou o cargo de sócio gerente.
Outra empresa fundada em 1987 fez parte da estrutura empresarial da família, já com a participação ativa de seus filhos e seu cunhado, Heiner Deuch.
Ferdinando Vaders, notável santamarense, distinguiu-se por suas realizações, especialmente no cargo de subprefeito de Santo Amaro. Prestou contribuições decisivas para o engrandecimento de Santo Amaro e de outros bairros circunvizinhos.
Suas obras, seu desempenho junto as entidades sociais, comunitárias e empresariais de Santo Amaro, tornaram-no inesquecíveis para os moradores da região.
Depois de tanto produzir com trabalho criativo e com atividades diversas, Ferdinando Vaders veio a falecer em 24 de janeiro de 1990. Antiga localização da empresa



Hoje a empresa FERDINAND VADERS está localizada na Rodovia Raposo Tavares, região de Cotia, atendendo o mercado interno e latino-americano no segmento de máquinas gráficas.


*Crônica sujeita a revisão
Bibliografia:
Matéria extraída da petição municipal para nome de rua, na Zona Sul; Jornal A Tribuna de 22/06/1975; Jornal O Estado de São Paulo, 05/05/1970 e 25/01/1990; Associação Comercial de São Paulo.

segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Inezita Barroso, o “Museu Folclórico de Santo Amaro” e o restaurante “Casa de Inezita”

 A “DAMA DA MÚSICA CAIPIRA”

Inezita Barroso teve vida prolífera em várias áreas, tendo sido graduada em Biblioteconomia da Universidade de São Paulo anterior a se tornar cantora profissional, e a isso somou-se a de atriz, instrumentista, folclorista, professora, apresentadora de rádio e televisão brasileira.

Inezita Barroso, que até então dava aulas de violão e piano em sua residência, alugou uma grande casa na Avenida Santo Amaro, no bairro do Brooklin, na Zona Sul de São Paulo, e ali abriu um conservatório musical. O conservatório fundado pela Rainha da Música de Raiz, que durou pouco tempo, mas em seu lugar a cantora e folclorista acabou montando seu restaurante de comida caseira e tipicamente brasileira, que recebeu o nome "Casa da Inezita".

No cardápio, havia pratos com nomes típicos da roça e rincões do Brasil: Camarão à Iemanjá, bife à Curupira, arroz à Negrinho do Pastoreio, baião à Lampião, “frango à Triângulo Mineiro, paçoca à Rachel de Queiroz, enfim uma gama grande da culinária brasileira. Por vezes Inezita Barroso dividia a cozinha com o cozinheiro. Todos esses sabores ainda eram “regados” com sucos que eram comuns no Norte do país, como graviola, mangaba cupuaçu.

Além do cardápio, pode-se dizer que era servida a melhor música de Inezita, ao público presente e assíduo.

Possivelmente Inezita Barroso esteve presente no "Museu Folclórico de Santo Amaro", nas dependências do Mercado Velho, em palestra sobre folclore paulista chamado Primeiros Passos, pois seu conhecimento era vasto nessa matéria do saber popular, tanto que foi agraciada como  Doutora Honoris Causa em Folclore e Arte Digital, em Portugal, pela Universidade de Lisboa.

Inezita Barroso e Jacob do Bandolim. Sem data. Fonte - IMS

A “Rainha do Folclore Brasileiro”, teve aulas de danças típicas com o folclorista piracicabano Alceu Maynard Araújo, no Parque da Água Branca, em São Paulo, tornando-se amiga daquele grande estudioso do nosso Folclore, autor da clássica obra intitulada "Folclore Nacional" e publicada em 1964.

Inezita Barroso, foi a primeira grande cantora da música "Romaria", composição de Renato Teixeira, verdadeiro hino caipira da Música Brasileira e eternizou também a valsa "Lampião de Gás"!

O restaurante "Casa da Inezita" fez muito sucesso, vivendo sempre cheio, mas acabou tomando muito tempo de Inezita, de modo que logo surgiu um dilema: ser cantora ou dona de restaurante?

Decidiu pela primeira opção, e entre 1980 e 2015 apresentou o programa Viola, Minha Viola da TV Cultura.  Sua trajetória foi de grande sucesso, pois sempre dizia:

“Uma coisa sem raiz voa, o vento leva e desaparece.”

Sua história prevalece como um marco no Brasil, pois Inezita Barroso manteve sua trajetória tradicionalista de raízes profundas!

O MUSEU FOLCLÓRICO DE SANTO AMARO

No Mercado Municipal de Santo Amaro onde se promoviam um grande afluxo de comércio, na década de 1960 tornou-se Depósito Municipal da Divisão de Parques e Jardins incorporando após a sede do “Grupo de Escoteiro 9 de Julho” e depois acolheu o acervo do “Museu Folclórico” , seguido pelo “Centro de Atividades de Comunicação e Expressão”, CACE, e, na atualidade abriga a “Casa de Cultura Manoel Cardoso de Mendonça” situada na atual Praça Praça Doutor Francisco Ferreira Lopes, 434.





 O QUE FOI FEITO DO MUSEU FOLCLÓRICO DE SANTO AMARO?

 

Bibliografia:

Pereira, Arley. Inezita Barroso: a história de uma brasileira, São Paulo, Editora 34, 2013

https://pt.wikipedia.org/wiki/Inezita_Barroso

https://integralismo.org.br/personalidades/inezita-barroso-in-memoriam/

https://www.sescsp.org.br/editorial/relicario-inezita-barroso/

 

Vide texto correlato:

 

O FOLCLORE EM SANTO AMARO/SP e o PROFESSOR ALCEU MAYNARD ARAÚJO (22 DE AGOSTO: DIA DO FOLCLORE)

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2020/08/o-folclore-em-santo-amarosp-e-professor.html

 

Créditos fotográficos da cantora, IMS e as do museu disponibilizadas ao autor da crônica por anônimo!