Dom Emílio Pignoli nasceu em 14 de dezembro de 1932. Seus pais Carmelo Virgínio Pignoli e Maria Paolina Morelli Pignoli, tiveram seis filhos.
Viviam na região de Cremona, comuna italiana localizada na região da Lombardia, em Cappela De´Picenardi. onde frequentava a Igreja de São Pancrácio.

Terminado o curso secundário ingressou no Seminário
de Cremona[1] quando do final da Segunda
Guerra, em 1945.
Interessado no que soube do Brasil, e influenciado por um amigo entrou em contato com Dom Luís do Amaral Mousinho, que à época era o bispo de Ribeirão Preto, no Estado de São Paulo.
Deste modo chegou ao Brasil desembarcando no Rio de Janeiro em 20 de outubro de 1953, dirigindo-se para o interior de São Paulo, na Diocese de em Ribeirão Preto, Catedral de São Sebastião.
Frequentou o Seminário Central, no bairro do Ipiranga, São Paulo, hoje faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção.
Foi ordenado sacerdote, aos 29 de junho de 1957, em Cravinhos, São Paulo, onde logo no início de seu ministério atuou na Paróquia São José onde permaneceu por 2 anos, sendo depois enviado para Orlândia, Diocese de Franca, onde permaneceu por de 11 anos como pároco.
Tornou-se reitor do Seminário Diocesano Maria Imaculada e responsável pela casa
de Retiro Dom Luís, em Brodowski (Brodósqui)
Foi nomeado Bispo pelo Papa Paulo VI, e em 24 de
junho de 1976, em Orlândia, na Diocese de Franca, foi ordenado bispo, tendo
como sagrante, o Núncio Apostólico da Santa Sé no Brasil, Revmo. Dom Cármine
Rocco, seguido como consagrantes Dom Bernardo José Bueno Miele, arcebispo de
Ribeirão Preto e Dom Diógenes Silva Matthes, bispo de Franca e o Vigário
Capitular Mons. João Oliveira Rosa Filho, leitor da Bula Papal.
Dom Emílio Pignoli assumiu a Diocese de Mogi das Cruzes, aos 13 de abril de 1976, tendo a cátedra aos 04 de julho de 1976, por posse canônica da Diocese de Mogi das Cruzes, antes ocupada por Dom Paulo Rolim Loureiro, onde permaneceu até 1989.
(vide: https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2026/07/dom-fernando-jose-penteado-o.html )
Baseado em documento do Papa João Paulo II, instalaram-se
as Dioceses de Osasco, de Campo Limpo, São Miguel Paulista e Santo Amaro,
dividindo-se assim a Arquidiocese de São Paulo. Assim a Diocese de Campo Limpo
e as demais foram criadas em 15 de março de 1989, pela bula “Com o Beneplácito
de Deus”, e instalada em 04 de junho de 1989, desmembrada da então Arquidiocese
de São Paulo.
No episcopado Dom Emílio Pignoli á frente da Diocese Campo Limpo, foi necessário construir a sede em terreno adquirido para edificar a Catedral[3], idealizada em homenagem a Sagrada Família, iniciada no ano de 1991.A Mitra Diocesana inicialmente foi instalada à Rua Lira Paulista, Jd. Refúgio, Campo Limpo, SP
Onde hoje tem-se o território diocesano, partir de 1979 foi a Região Episcopal, intitulada de Itapecerica da Serra que era desmembrada da então Região Episcopal Santo Amaro, pertencentes na época à Arquidiocese de São Paulo e que era administrada pelo bispo auxiliar Dom Fernando José Penteado, fora designado em 2 de abril de 1979, enviado pelo Cardeal Evaristo Arns para a Região de Itapecerica da Serra onde permaneceu de 1979 a 1989, ano no qual foi constituída a Diocese de Campo Limpo.
Sua obra foi hercúlea como primeiro bispo na nova Diocese em uma região imensa subdividida em 4 regiões episcopais, com 9 grupos de paróquias (foranias), com mais de uma centena delas, comunidades e santuários, sendo referencial de Cáritas da CNBB, na região sul de São Paulo, e instalada onde antes havia sido a subprefeitura de Campo Limpo.
A Diocese de Campo Limpo foi dividida para melhor ser administrada em quatro
regiões episcopais, abrangendo uma vasta área de 1.560 km² na zona sul e oeste
de São Paulo e em outros seis municípios da Grande São Paulo: Embu das Artes,
Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e Taboão da
Serra.
A cátedra do Bispado da Diocese Campo Limpo de Dom Emílio Pignoli no ano de 2008 foi transmitida ao bispo Dom Luiz Antônio Guedes, (2º bispo), depois ambos tornaram-se bispos eméritos, assumindo na atualidade o báculo da missão, Dom Valdir José de Castro, 3º e atual bispo em exercício.
Deste modo Dom Emílio Pignoli permaneceu à frente da Diocese de Campo Limpo por 19 anos, como grande promotor da fé cristã, seguindo seu lema:
Certam Vocationem Faciatis ("Consolidai vossa
vocação" - 2Pd 1,10)
Nota:
Crônica sujeita a revisão sem prévio aviso, e se houver algo destoado, favor comunicar, pois houve longa pesquisa e recolhimento de material destes 50 anos de episcopado de Dom Emílio, podendo haver discordâncias nos fatos históricos, desde que comprovados documentalmente!!!
Créditos:
Fotos do autor, fotos em preto e branco pessoais de Dom Emílio ou Diocese, outras da
Wikipedia (CLIC NA FOTO PARA AMPLIAR A IMAGEM)
Referências
https://www.diocesidicremona.it/seminariovescovile/
https://www.nossasenhoradosprazeres.com.br/dom-emilio-pignoli/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Diocese_de_Campo_Limpo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Par%C3%B3quias_da_diocese_de_Campo_Limpo
https://pt.wikipedia.org/wiki/Emilio_Pignoli
https://pt.wikipedia.org/wiki/Forania
https://dcl.org.br/images/documentos/guia/guia-2026-abril-2.pdf
https://www.diocesedemogi.org.br/bispos.php
https://it.wikipedia.org/wiki/Chiesa_di_San_Pancrazio_(Cappella_de%27_Picenardi)
https://pt.wikipedia.org/wiki/Pontif%C3%ADcio_Col%C3%A9gio_Pio_Brasileiro
https://arquidioceserp.org.br/sao-jose-1898/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Semin%C3%A1rio_Central_do_Ipiranga
Guia
Diocesano-2026-abril
[1] Seminário
Vescovile de Cremona é uma instituição de ordem diocesana (secular), subordinada
diretamente à Diocese de Cremona, na Itália.
1- [3] A Catedral é a Igreja física, o templo principal de uma diocese (ou arquidiocese), é a Sede do Bispo (Sé) onde fica a cátedra (a cadeira solene do bispo), símbolo da autoridade eclesial.
2- Diocese é uma unidade territorial e administrativa da Igreja liderada por um bispo. Formada por um território, uma região geográfica delimitada que agrupa várias paróquias dos bairros e cidades.
3- Cúria no latim medieval significa “corte” que assiste a um bispo nas suas funções. A Cúria é o órgão administrativo de uma diocese, constituído pelas autoridades que coordenam e organizam o funcionamento da mesma. É geralmente vista como o governo da Igreja. Na cúria funcionam alguns setores, como exemplo: Ação Social, Ecônomo, Diretoria de Patrimônio, Chancelaria; Coordenação de Pastorais, Assessoria de Comunicação, Arquivo Histórico.
4- A mitra é o órgão responsável pela administração
do patrimônio da diocese, bem como dos patrimônios das Paróquias, Seminários e
outros segmentos. É a entidade legal/jurídica que
tem a função de assinar contratos,
possuir bens, administrar imóveis, gerir contas bancárias e responder perante a
Justiça civil em nome da diocese.








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