sábado, 2 de julho de 2022

Praça Adelino Ozores Neto Segundo, em Santo Amaro/SP: Inauguração em 02 de julho de 2022

Homenagem merecidíssima!!! Com a presença da Orquestra Filarmônica Santo Amaro, a amiga de Adelino Ozores Neto Segundo, a maestrina Silvia Luisada Juliani, abriu as homenagens regendo na Nova Praça em Santo Amaro/SP.

A praça está situada na Avenida Adolfo Pinheiro, esquina da Rua São José, ao lado do Colégio Jesus, Maria, José.

Estiveram presentes ao local boa parte dos envolvidos nesta empreitada como também dos que conviveram com o homenageado.
No local anteriormente estava instalado o Pronto Socorro de Santo Amaro (na década de 30 era parque infantil) e devido as obras da expansão do metrô linha 5 Lilás, foram demolidas essas instalações e depois de desativada todo o campo de obras a área permaneceu sem função social, que de hoje em diante fará parte do cenário do bairro de Santo Amaro.

Entre os que mais possuíam ligações fraternais Adelino Ozores Neto Segundo, estavam presentes além de sua esposa, Eliane Lemos, com quem criou o Instituto Entre Rodas, os irmãos, entre eles Paulo Ozores, que transmitiu com emoção o que representava Adelino Ozores.


Palavras transcritas abaixo por seu irmão, Paulo Ozores, resume todo o afeto que muitos tinham pelo ser humano e de seu profissionalismo diante do trabalho em cultura e no âmbito social:
“Em nossa família éramos em cinco irmão e meus pais, Adelino e Alda, que se estivessem ainda entre nós tenho certeza de que eles estariam muito orgulhosos com a homenagem prestada. Meus irmão Carlos e Ricardo não conseguiram comparecer, pois moram fora do estado de São Paulo, no entanto, eu, Paulo, e minha irmã Sonia estamos aqui para prestigiar essa inauguração com todos vocês. Não poderia esquecer do meu irmão Adelino, o homenageado, um homem íntegro, inteligente, determinado, que fez de Santo Amaro um lugar acessível a todos”.
(Palavras de Paulo Ozores na homenagem ao irmão Adelino Ozores na inauguração da praça)
Com o livro "Croqui de uma vida" do amigo Calazans
Recolhendo assinaturas para o Eixo Histórico

Isso, por si só, já representa toda trajetória de vida de Adelino Ozores Neto Segundo, sabendo do que era capaz, foi adiante edificar todo um trabalho exemplar assumindo como coordenador da Casa da Cultura de Santo Amaro e que junto ao arquiteto José Fábio Zamith Calazans apresentaram o projeto do Eixo Histórico de Santo Amaro, para preservação de, ao menos, parte da arquitetura antiga do bairro, na avidez pela expansão imobiliária local.
Depoimento da jornalista Déborah Copic, editora da Revista Em Sintonia, sobre o trabalho de Adelino Ozores :
“Assim foi com a Orquestra Filarmônica Santo Amaro (OFISA, fundada em 2009), que recebeu apoio incondicional da equipe da revista Em Sintonia e que, logo de início negociou a liberação de uma sala de cinema do Boa Vista Shopping aos domingos pela manhã. Após os concertos quinzenais ao longo de três meses acordados, íamos para a Praça da Alimentação (hora de almoço) trocar ideias e, não raras vezes, fomos convidados a nos retirar pois, as horas voavam e o shopping tinha que fechar (20hrs)!
Adelino entre vários artigos, pesquisou e editou a rica história do Bonde de Santo Amaro, quando coordenador da Casa da Cultura de Santo Amaro em 2003. Ao computador, com a destreza de quem sabe superar-se, seus artigos fluíam magicamente”.
Agregador nato!
Oratória cativante
Seu legado já reconhecido há muito, agora fica edificado na Praça Adelino Ozores Neto Segundo!
Fotos de parte dos festejos da homenagem a Adelino Ozores Neto Segundo























quarta-feira, 29 de junho de 2022

Catedral Diocesana Sagrada Família (de Campo Limpo/SP): 29 de junho, Jubileu de Prata

 Construção da Catedral

Com o desmembramento da Arquidiocese de São Paulo, a partir de 27 de maio de 1989, foram criadas quatro dioceses, a saber:

Diocese de Santo Amaro, Diocese de Osasco, Diocese de São Miguel Paulista e a Diocese do Campo Limpo.

Esta última (Diocese do Campo Limpo) com seu território abrangente carecia de uma “Catedral”, onde estaria a sede (Sé) assentada a cátedra (cadeira) tendo sido nomeado pelo Papa João Paulo II como seu primeiro Bispo, Dom Emilio Pignoli.

Pra ser concretizado o projeto para o início das obras erar necessário constituir um corpo administrativo e técnico para o empreendimento, ou seja, a construção propriamente dita. O escritório “Projeto Paulista de Arquitetura” teve a incumbência desse desafio capitaneado pelo arquiteto e professor (FAUUSP) Fábio Mariz Gonçalves.

Depois de vários estudos a partir de 17 de outubro de 1992, inicia-se as obras em Campo Limpo, região do extremo sul, de São Pulo, local de instalação da nova Catedral, às margens do córrego Pirajussara, em terreno de 5720 metros quadrados.

Em 29 de junho de 1997, com a instalação do altar, uma estrutura que requereu determinada logística por possuir um peso de algumas toneladas, por fim acontece o rito de consagração da Catedral, justamente no dia em que se comemora os baluartes da fé cristã, colunas da Igreja, São Pedro e São Paulo.

Neste mesmo ano estava à frente do curso de teologia o padre beneditino Dom Veremundo Toth, (Vide a crônica “Beneditinos da Hungria, a Vila Anastácio (Lapa) e o Morumbi, em São Paulo":  http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2015/10/beneditinos-da-hungria-vila-anastacio.html) sendo o seu mentor e responsável pela elaboração do currículo do referido curso, e que hoje recebe o nome de Instituto de Teologia Veremundo Toth.

Toda amplitude do projeto aos poucos criava forma mudando com uma estrutura arquitetônica no espaço urbano local, onde antes era parte da vegetação.

No início foi colocada à frente do frontispício da catedral uma imagem singela da Sagrada Família, que a devoção popular por fezes colocava velas para agradecer alguma intenção.

As vigas de concreto armado protendido (mestras) chegavam já moldadas sendo aos poucos montadas toda estrutura física, sobrepostas umas sobre as outras, (como um lego infantil) criando a forma desejada, em vão livres próximos dos 40 metros.

Assim no espaço físico era completada toda obra de engenharia civil, embelezada em seu espaço interno com painéis laterais de Claudio Pastro[1], que representam a família de Nazaré, ganhando vulto de requinte o enorme painel central do presbitério, perfazendo quatorze metros e meio de altura por três metros e 30 centímetros de largura, arte sacra de grande envergadura e beleza.

Depois de concluída a parte de engenharia civil, mais adiante foi elaborado um grande campanário na lateral do frontispício da Catedral, que comportam cindo grandes sinos de bronze, provenientes de fundição italiana.

Muitas outras obras estão sendo acrescidas nestes 25 anos de árduo trabalho, agora acompanhando desde 2008, o atual bispo, Dom Luís Antonio Guedes.

Aos poucos a Catedral ganha toda majestade de beleza Divina, e congratulamo-nos neste jubileu de prata da Diocese Sagrada Família, no Campo Limpo, São Paulo!!!

 

 

 

 

 

 

 

 

 Vide também:

Transição de Paróquia à Catedral de Santo Amaro / São Paulo

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2014/11/transicao-de-paroquia-catedral-de-santo.html

DEMOCRACIA, UM NOME BANALIZADO!!!

Da Grécia Antiga aos os governos atuais todos reivindicam o termo democrático, mesmo quando usam a força do poder!

O termo democracia está no contexto de muitos países. As mulheres, os escravos, os não atenienses (Atenas, cidade grega) eram alijados de participar a escolha de seus representantes da cidade, pois não possuíam “bens na cidade” e por isso não eram o que hoje denominamos cidadãos que eram o que tinham direito a escolher um representante na Ecclesia (assembleia) na vida da cidade (polis)!
A cidadania ateniense passou a ser limitada aos filhos de pai e mãe atenienses. Através da Eclésia, a Assembleia Popular, aumentou-se a participação da população ateniense considerada cidadã (homens, maiores de 18 anos, nascidos em Atenas de pai ateniense, excluídos mulheres, escravos, estrangeiros, pobres, artesãos, comerciantes). A votação das leis na Eclésia era a palavra final nas decisões políticas da cidade.
Quem é o pai da democracia? Uns dizem Péricles, outros, Sólon, e há ainda quem a quem diga que foi Clístenes. O certo é que a mãe foi a cidade de Atenas! Segue-se a velha máxima popular: A mãe sempre é certa, o pai incerto!
Hoje parece que todos os países reivindicam o termo, mesmo o regime ditatorial, ou o de um Império, ou apenas uma tribo remota, falam em democracia e que foram escolhidos pela maioria, mesmo que ela não tenha esse contexto! Para todos os povos há a visão de seu país ser democrático, mesmo quando impera no poder, por longos anos o mesmo político!
O JAPÃO É DEMOCRÁTICO
A RÚSSIA É DEMOCRÁTICA
OS ESTADOS UNIDOS É DEMOCRÁTICO
A GRÃ-BRETANHA É DEMOCRÁTICA
A VENEZUELA É DEMOCRÁTICA
A ARÁBIA SAUDITA É DEMOCRÁTICA
O IRÃ É DEMOCRÁTICO
O BRASIL É DEMOCRÁTICO
A BOLÍVIA É DEMOCRÁTICA
AS CORÉIAS SÃO DEMOCRÁTICAS
ENFIM...TODOS SOMOS DEMOCRÁTICOS...MESMO SENDO PARA POUCOS! (Quando mandas em mim é ditadura, quando eu mando em você é democracia!!!)
Uma Nação só pode ser respeitada se seus dirigentes forem igualmente respeitados.

terça-feira, 21 de junho de 2022

Paróquia São Luiz Gonzaga, Bairro Jardim São Luiz/SP: Dia do Padroeiro, 21 de Junho!

Comemoração do dia do Padroeiro: Hoje, 21 de junho!

O bairro Jardim São Luiz não possuía paróquia e sim uma capela, e as provisões religiosas vinham do Capão Redondo, pertencente, à época, à Arquidiocese de São Paulo. Nesta época, a administração religiosa do Jardim São Luiz estava subordinada ao Capão Redondo, região localizada nas imediações da Estrada de Itapecerica da Serra.
Em 16 de junho de 1957 a primeira missa campal no Jardim São Luiz foi presidida pelo padre Germano Jutter. Durante a missa, o padre recebeu a imagem de São Luiz Gonzaga. Essa imagem fora emprestada pelo Seminário Verbo Divino, da Chácara Santo Antônio.
A capela provisória recebeu o andor que continha a imagem de São Luiz Gonzaga, ornado para acolher todo o povo do local e dos arrabaldes. Nos festejos participou até uma das mais tradicionais bandas de Santo Amaro, a Corporação Musical de Santo Amaro, com “uma alvorada de fogos de estouro”. Consta em ata lavrada pelos membros de comissão:
“A imagem de São Luiz foi comprada à prestação no valor de um mil e trezentos cruzeiros, sendo quinhentos cruzeiros de entrada e o restante em pequenas prestações mensais de trezentos cruzeiros (acesso ao livro de atas da Igreja São Luiz Gonzaga)”.
Na ata de 10 de dezembro de 1957 consta: “comissão pró construção da Paróquia São Luiz Gonzaga, bairro do Jardim São Luiz em Santo Amaro, Paróquia Capão Redondo, sendo ofertados pela população tijolos para erguer as primeiras paredes”.
As missas na capela provisória eram mensais e os fiéis dependiam de um padre que sempre viria do Capão Redondo.

Providências foram feitas pela Comissão criando a “Campanha para a construção da Igreja de São Luiz Gonzaga”.
]Na ata do dia 21 de agosto de 1958 constava o pedido para se demolir a capela provisória.
Em 1959, a comunidade, a comissão e a Sociedade Paulistana de Terrenos, que loteou o bairro São Luiz, prontificaram-se arrumar a escadaria da igreja para facilitar o acesso dos moradores e paroquianos.
A igreja firmava-se como condição prioritária no desenvolvimento do bairro e os padres Joel Ivo Catapan, do Seminário Verbo Divino, na Chácara Santo Antônio e Fabiano S. Cochel da Paróquia Capão Redondo assumiram a causa apoiados por uma comissão bem estruturada.
Em 1960 o bispo auxiliar de São Paulo, Dom Paulo Rolim Loureiro, comunicava que a igreja do Jardim São Luiz seria elevada à categoria de paróquia.
A partir de 1964 à frente da Paróquia São Luiz Gonzaga assumiu o padre Edmundo da Mata, que se familiarizou com o bairro em desenvolvimento.
A Paróquia São Luiz Gonzaga, que possui atualmente construção civil de porte, iniciada por comissão de paroquianos no final de década de 70, pertence hoje à Diocese de Campo Limpo, que foi constituída em 1989, sendo seu primeiro bispo Dom Emílio Pignolli e atualmente, o bispo é Dom Luís Antônio Guedes.


O patrono da juventude, São Luiz Gonzaga, comemorado em 21 de junho, teve a data de sua celebração oficializada pela Câmara Municipal de São Paulo, em 10 de junho de 1997, por iniciativa do vereador por São Paulo e médico, doutor Mário Dias.
A partir de 3 de julho de 2022 assumirá as funções sacerdotais da Paróquia São Luiz Gonzaga o padre Luciano Borges Basílio em substituição ao padre Edmundo da Mata, a quem a comunidade em geral sempre teve grande apreço, por tudo que representou como sacerdote e assumindo os interesses do bairro Jardim São Luiz!
Obrigado
padre Edmundo da Mata e
parabéns
São Luiz Gonzaga neste 21 de junho!

quarta-feira, 15 de junho de 2022

Grupo York S.A. Indústria e Comércio, em Santo Amaro/SP

A empresa York sucessora da Dias & Cia., foi pioneira do setor plástico na região de Santo Amaro, pertencente à família Dias, empresa situada entre as Avenidas Rio Branco e Rua Tenente Coronel Carlos Silva Araújo, (entrada da empresa) e na lateral da Rua Amaro André. A empresa Dias & Cia Ltda., foi desmembrada da Plásticos Estrela, saindo do bairro da  Penhinha, no distrito Jardim São Luiz, instalando-se próxima ao antigo Mercado Municipal de Santo Amaro.(hoje Casa de Cultura de Santo Amaro, na Praça Dr. Francisco Ferreira Lopes, na Avenida João Dias)

Esta empresa foi uma separação da empresa “Plásticos Estrela”, posteriormente Plásticos Dias Ltda., administrada por Antonio Dias da Silva e seu filho Plínio Dias.

 


A empresa era administrada pelo irmão do empresário Antonio Dias da Silva, José Dias da Silva e seus demais irmãos (João, Arthur, Cândido e Mário, seus cunhados Virgílio e Olavo) e posteriormente administrada por seus filhos  José, Gabriel, Ary, Paulo e Fernando. Em maio de 1958  a empresa foi transferida à família Abdala[1].

A empresa passou a ser denominada “Assad Abdalla e Filhos” expandida para outros segmentos sendo a Indústria York S.A. diversificada para produção cirúrgica. Em 1977 uniram à têxtil Assad Abdalla S.A. (TAASA) resultando o “Grupo York S.A. Indústria e Comércio”, dividida em duas empresas: uma em São Paulo (Tatuapé) com produtos de saúde e higiene e outra em Salto (SP) de artigos de laminados sintéticos. 

O Escritório comercial e loja inicialmente sediada à Rua José Bonifácio nº 43, posteriormente foram transferidos para a Avenida Brigadeiro Luís Antônio, onde atualmente localiza-se a faculdade de Turismo. A administração e vendas foram transferidas para a Rua 25 de março, no Ed. Abdalla e mais a frente para a unidade fabril na Penha.

Hoje o atual prédio situado em Santo Amaro está em vias de demolição, mais um capítulo das empresas de Santo Amaro que muda sua característica de  produção industrial para serviços, uma tendência da cidade de São Paulo como um todo, aonde esses terrenos espaçosos dessas antigas empresas são adquiridos para a expansão do setor imobiliário.


Obs: crônica sujeita a alterações e/ou acréscimos.

Vide ainda:

O BAIRRO NAGIB SALEM E A SAGA SÍRIO-LIBANESA NO JARDIM SÃO LUIZ/SP

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2015/09/o-bairro-nagib-salem-e-saga-sirio.html

AS INDÚSTRIAS E A DESINDUSTRIALIZAÇÃO EM SANTO AMARO

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2010/11/as-industrias-e-desendustrializacao-em.html

BORBA, Vitor Antunes Martinelli. História da Cidade de São Paulo: Santo Amaro, Suas Indústrias e a Especulação Imobiliária. USP, 2019 (Disponível em PDF, Internet)

https://lemad.fflch.usp.br/sites/lemad.fflch.usp.br/files/2019-12/SANTO%20AMARO%2C%20SUAS%20IND%C3%9ASTRIAS%20E%20A%20ESPECULA%C3%87%C3%83O.pdf (acesso 15-06-2019)



[1] A empresa Dural, da família Abdalla permanece à Rua Vinte Cinco de Março, em São Paulo, número 595 (antigo 141) em franca atividade.

 

quinta-feira, 2 de junho de 2022

Bandeira de Santo Amaro: Se houver semelhança é apenas mera coincidência!!!

Crédito do primeiro desenho da bandeira de Santo Amaro: Alexandre Fatorelli (in memoriam)

 Sabe quem idealizou em 2013 essa bandeira de “Santo Amaro CRUZ PÁTEA”, encimada com o Brasão de Armas de Santo Amaro, feito por José Wasth Rodrigues?

 Meu filho, Alexandre Fatorelli, que infelizmente não está mais aqui neste mundo de “Fake News”.

 Houve a ideia preliminar da representação simbólica de uma bandeira para Santo Amaro, no Itaim Bibi, (essa do Itaim foi elaborada por Bernardo Muylaert Tinoco e oficializada em Lei 15.013/09, a Câmara Municipal de São Paulo) que apresentou seu pavilhão à época na região, em evento local, onde estava presente o amigo Mário Lopomo. Levei a ideia de uma bandeira para Santo Amaro para a diretoria do CETRASA de então, e ganhei o aval da presidência com anuência de todos que estavam presentes.

 Nesse ínterim entrei em contato com meu filho, Alexandre Fatorelli, insistindo para que fizesse a bandeira de Santo Amaro. Detalhe: Ele fez porque pedi, pois, ele não vivia disso, era engenheiro civil e designer e não houve nenhum subsídio nisso!!!)

 Foram feitos dois projetos, um deles com a CRUZ DA ORDEM DE CRISTO, mas optamos por não o apresentar. Guardei-o, está em meu computador e apresentei ao então presidente do CETRASA, Alexandre Moreira, e a diretoria, um projeto somente, que hoje é a BANDEIRA de SANTO AMARO assemelhada e usada em vários eventos locais.

 Registrei o fato no blog de história em 15 de janeiro de 2014 para não cair no esquecimento, pois não houve participação da mídia em momento algum.

Pode acessar no link abaixo e ver o tanto que pesquisamos para chegar em um consenso!

Por um tempo não se falou em bandeira nas reuniões e um belo dia, ei-la hasteada com pompa aos presentes.

Nessa época alteraram (sujeito indeterminado!) o cromático da bandeira, um amarelo e um azul com tonalidades mais fracas e nunca se pronunciaram a respeito, não dando o devido crédito e respeitando o idealizador da Bandeira de Santo Amaro, Alexandre Fatorelli!!!

 Faço agora essa colocação, pois, irão perpetuar como algo subjetivo de alguém da entidade. Fiquei silenciado até o presente, mas não se coloca o nome do criador dessa bandeira no ostracismo, usando como algo que “nasceu de chocadeira”, mas que levou tempo para ser definida, não foi geração espontânea, não apareceu do nada.

À época sugerimos que oficializassem a Bandeira de Santo Amaro, como ocorreu com o Itaim Bibi, mas até a presente data isso não ocorreu. Senhores egrégios ainda é tempo de fazê-lo, basta requererem a oficialização em ofício, pois o prefeito e o presidente da Câmara Municipal, representam os políticos da região.



 Comparem o formato de ambas, uma é cópia pálida da outra!

 

Vejam o link: 
Uma Bandeira para Santo Amaro Paulistano

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2014/01/uma-bandeira-para-santo-amaro-paulistano.html


terça-feira, 31 de maio de 2022

A Casa “Allemã” na Cidade de São Paulo e a Fábrica de Móveis Indústrias Paulus Ltda, em Santo Amaro: Um Elo Familiar

Alemanha e Brasil juntos

A família de Ernst Gustav Paulus[1], futuro arquiteto, nascido em 1868, sua mãe Lisette Ottilie (nascida Oehler) e seu pai, Heinrich Emil Paulus, decidiram se mudar de Kleve, no Baixo Reno, para Westphalia, onde Heinrich era gerente da propriedade florestal em Dickenhagen, perto de Altena, na Alemanha.

Os filhos Ernst Gustav e Paul Otto Paulus provavelmente saíram de casa cedo, pois a situação econômica era muito difícil.

Ernst Gustav Paulus começou a estudar na Royal Prussian Building Trades School em Nienburg an der Weser, escola técnica de Hanover, onde finalmente trabalhou nos departamentos em dezembro de 1888.

Graduado em Arquitetura e Engenharia Civil, em 1890, Paulus teve que cumprir seu serviço militar de três anos como "soldado do regimento ferroviário" em Berlim.

Em 1898 Ernst Paulus casou-se com  Katharina Antonie Mathilde Elisabeth “Elli” Schade (falecida 8 maio 1952), de onde vieram os filhos Ernst Günther Paul Friedrich Paulus, em 1898, Anneliese Paulus, em 1904, e Rolf Emil Paulus, em 1908.

Em 1901 tornou-se sócio do escritório  de arquitetos “Grisebach und Dinklage” dos fundadores Hans Grisebach e August Dinklage. Em 1904, juntou-se ao norueguês Olaf Lilloe. Por causa da situação econômica da Alemanha ao final da Primeira Guerra Mundial, Olaf Lilloe deixou o país em 1918 e voltou para a Noruega.

Em 1925, Ernst Gustav fundou um novo escritório de arquitetura com seu filho Günther, que estudara arquitetura em Karlsruhe e Berlim, recebendo seu doutorado em Darmstadt em 1924.

Ernst Gustav Paulus desde 1896 era membro da loja maçônica “Friedrich Wilhelm zur Morgenrote”. A chamada “Vila Heydenreich”, construída entre 1914 e 1916. O construtor, Adolf Heydenreich, era sócio da empresa “Heydenreich Irmãos” especializada em artigos de moda, e sócio limitado de uma loja de roupas sediada em São Paulo, Brasil, desde 1883. A residência ele a construiu para si, sua esposa Mathilde Plaeschke e filhos, imediatamente após retornarem do exterior.

Os laços da família foram perpetuados pelo matrimônio as duas filhas de Adolf Heydenreich Irmgard e Charlotte, na década de 1930 com os dois filhos de Ernst Paulus, Günther e Rolf.

A construção de uma igreja neste local foi originalmente planejada em 1911, paralizada pela 1ª guerra e finalizada em 1929, obra do escritório de arquitetura “Architekten Paulus”, que Ernst e Günther Paulus administraram juntos. A igreja (Kreuzkirche) é hoje um dos poucos monumentos sobreviventes da arquitetura expressionista desta época.

Ernst Günther Paul Friedrich Paulus casou-se em 6 de maio de 1933 com Irmgard Heydenreich em Berlin-Dahlem, de onde vieram os filhos, Klaus-Günther (6 de maio de 1933), Rolf Dieter Konrad Paulus (15 de abril de 1935), Gotz Hartmut Paulus (11 de junho de 1941) e Irmgard-Verena ( 22 de setembro de 1942)

Com o início da guerra em 1939, Günther Paulus foi convocado, servindo na Finlândia e Alemanha. Após o fim da guerra, em 1945, a família mudou-se para a Suíça, onde permaneceu encontrando um emprego na Schweizer Architekten Max Kopp, em Zurique. Em 1946, Paulus tornou-se assistente de desenhos de construção e arquitetura na Universidade Técnica Federal Suíça em Zurique, perto de Friedrich Hess. Neste mesmo ano a família emigrou para o Brasil. 

Em 1950, tornou-se diretor-gerente e coproprietário da “Galleria Paulista de Modas Ltda", antiga Casa Allemã, alterado o nome em 1942, sendo a primeira loja de departamento,  iniciada por Daniel Heidenreich, Traugott, Carl Andreas e Hermann com a razão social Heidenreich Irmãos & Cia, que era administrada pela família desde sua fundação em 1883.

Mathilde Plaeschke com Walter, Bruno, Erich, Irmgard e Charlotte. Mathilde Plaeschke era esposa do Adolf Friedrich Heydenreich, irmão de Daniel, Traugott, Carl Andreas e Hermann Heydenreich.(Crédito: Instituto Martius Staden)

Em 1953 inaugurou-se também em São Paulo a fábrica de móveis Indústrias Paulus Ltda, situada na Avenida João Dias, número, 2046, Santo Amaro, onde se localiza o atual Centro Universitário Ítalo Brasileiro. Em 1955 o escritório de arquitetura e construção Construtora Paulus.

A Indústrias Paulus, primeiramente focou sua produção no mercado interno e depois expandiu para outros países, com produção de móveis sobre encomenda.
Deste modo o showroom da empresa possuía sessões de mostruário de dormitórios, copas, salas de jantar e estar, cozinhas, especializando em modelos especiais para mobília infantil. Toda esta estrutura estava a cargo de Klaus e Gotz  Paulus, com atenta supervisão de Irmgard.



Em 1968 Günther Paulus retornou à Alemanha e se estabeleceu em Tegernsee, onde faleceu em 8 de setembro de 1976.


Referências: 

Alexander Ahrens (Seine_Jugend_war_hart_Der_Architekt_Ern.pdf)

https://www.gunde.de/genealogie/individual.php?pid=I2249&ged=scholz.GED

 

O Estado de São Paulo 9 de maio de 1952

Jornal do Brooklin, 24 a 30 de março de 1973

https://www.academia.edu/41574668/_Seine_Jugend_war_hart_Der_Architekt_Ernst_Paulus_Ein_in_Kleve_geborener_Baumeister_in_Berlin_in_Kalender_f%C3%BCr_das_Klever_Land_auf_das_Jahr_2020_Duisburg_2019_20_28

 

Quem, porventura, tiver informações ou imagens a respeito da referida crônica, favor contatar, para ilustrar o assunto.

 

 

 

Obs: Todos os direitos autorais, textos, imagens, obras ou criações de qualquer natureza disponibilizadas pertencem ao Projeto “A Fotografia como Concepção Histórica”  de pesquisa ou a terceiros que autorizaram o uso do material exposto ou plágio, mesmo com alterações sutis. É vedada quaisquer utilizações para uso comercial no todo ou em partes, sem citação da fonte utilizada. A violação destes direitos está prevista nas Leis 9.610/98 e 9.279/96 e no art. 184 do Código Penal Brasileiro, sujeito às penalidades legais como indenização pelos prejuízos causados.



[1] Ernst Gustav Paulus

Nasceu em 29 Agosto 1868, em Kleve, Rheinprovinz, Preußen

Esposa Irmgard Heydenreich Paulus

Filhos:

Ernst Günther Paul Friedrich Paulus 1898–1976

Anneliese Paulus 1904– (FILHA) casada com Fritz Dally

Rolf Emil Paulus 1908– (FILHO) casado com Charlotte Heydenreich Paulus

Faleceu em Berlin, Preußen, Deutsches Reich, a 25 Julho 1935 

 

quarta-feira, 25 de maio de 2022

As Duas Primeiras Escolas do Bairro Jardim São Luiz: A Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra e a Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva

“O bairro Jardim São Luiz possuía um grupo escolar, edificado como galpão de madeira, onde se ministrava o equivalente hoje ao fundamental I e a continuação que se denominava à época de ginásio, hoje equivalente ao fundamental II, não existia, tendo que se buscar esse recurso em Santo Amaro. Assim a educação básica era feita na única escola existente, o Grupo Escolar Jardim São Luiz.

O 3º Convênio Escolar, responsável pela maioria da construção de galpões de madeira, foi promulgado através da Lei Estadual nº 2.816, de 27 de novembro de 1954. O 3º Convênio foi extinto em 1959, longe de alcançar a qualidade que apresentou o 2º Convênio: enquanto o 2º Convênio Escolar construiu 52 escolas em 5 anos, o 3º construiu somente 17 escolas também em 5 anos de existência.

Durante sua vigência, as ações do 3º Convênio estiveram muito mais voltadas à construção de galpões de madeira, cerca de 500 galpões de madeira foram construídos para medir a demanda de uma determinada região, para, posteriormente, serem substituídos por edifícios de alvenaria. Esses galpões, porém, passaram a fazer parte da paisagem da cidade durante vários anos, inclusive no bairro do Jardim São Luiz.

A população reivindicava a construção de uma nova escola, pois o antigo de madeira não suportava mais a demanda de estudantes que era crescente no bairro.

Deste modo foi edificada uma nova escola, denominada “Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, construída pelo governador de São Paulo, Carlos Alberto Alves de Carvalho Pinto, que dirigiu o Estado na gestão de 1959 a 1963.

A demanda crescia na proporção direta do crescimento da cidade de São Paulo, mais especificamente na região de Santo Amaro que a partir da década de 1950, teve uma expansão industrial que afluíam uma mão de obra necessária para as indústrias locais crescentes.

Foi implantado então o Fundo Estadual de Construções Escolares (FECE) criado pelo governo do Estado para o planejamento da rede escolar, para atender à construção, ampliação e equipamentos destinados a escolas de ensino público, primário e médio do Estado, sendo, para isso, criada a LEI N. 5.444, DE 17 DE NOVEMBRO DE 1959.

Além disso através do IPESP-Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, contrataram arquitetos como Villanova Artigas, Paulo Mendes da Rocha e João Clodomiro Browne de Abreu,  arquitetos modernistas paulistas, sendo que o arquiteto e urbanista João Clodomiro foi responsável por aproximadamente 40 edificações escolares em São Paulo.


Foi deste modo que foi implantada a Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, situado à Rua Geraldo Fraga de Oliveira, número, 324, com início do ano letivo de1962 com alunos remanescentes do Grupo Escolar do Jardim São Luiz, hoje a atual Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra. A oferta de ensino foi ampliada, englobando o curso primário da antiga escola, hoje o curso fundamental I, indo até o ginasial, correspondendo atualmente ao fundamental II, e depois expandindo para o colegial, hoje ensino médio.

A partir de 1985 foi derrubado o antigo galpão de madeira e construído em seu lugar outra arquitetura em alvenaria, recebendo o nome de Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra[1], voltada para o ensino fundamental, localizada à Rua Hipólito Cordeiro, s/n no Jardim São Luiz”. 



[1] Nem a Diretoria, nem a Secretaria da Educação nem a direção da Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra, sabem informar sobre a história da escola, quem foi seu primeiro diretor (a), os professores (as), nem a data de "fundação" da escola!!!

 

terça-feira, 10 de maio de 2022

Amassando barro no "fim do mundo"!

 História ORIGINAL publicada no site de São Paulo Minha Cidade em 28/11/2013

Saímos da Vila Nova Conceição, na década de 50, para irmos “morar no mato”, pois assim falavam nossos parentes; mas o que poderia fazer meu pai Ernesto, um operário que como tantos outros eram “expulsos” para mais longe de São Paulo? Os recursos eram parcos, não se dava casa com as facilidades da atualidade, não havia “Minha Casa, Minha Vida”, existia somente a vida, nem bolsa disso ou daquilo, apenas uma “algibeira vazia de sonhos” de muita gente conduzida por uma garra enorme de tentar construir alguma coisa que poder-se-ia chamar de seu!

Meu pai já tinha vindo para a região de Santo Amaro de bonde e descido nas cercanias do Largo São Sebastião, atual Bonneville, onde ficavam corretores para apresentar os “jardins” que se formavam e foi através de um deles que meu pai conheceu o Jardim São Luiz, com “Z” mesmo, que havia sido regularizado no final da década de 30, mas ninguém ousava vir para “esse fim de mundo”. Hoje, está bem diferente, brinco que moramos também nos Jardins, mas que não é o Jardim Europa, nem América, mas sim o São Luiz!

O “véio” veio de lá todo entusiasmado com um bocado de promissórias nas mãos, eram as prestações de um terreno de dez metros de frente por trinta de fundos. Fez nele um barracão de madeira, bem aprumado, estilo daqueles que ele havia visto na divisa do Paraná com São Paulo, quando era moço e vivia a colher café pelas fazendas. Os banheiros eram do lado de fora, pois, a latrina era “direta e reta”, não tinha esgoto de concessionária, não tinha energia elétrica, não tinha “nada”.

O caminhão partiu lá da Vila Nova Conceição, com as tralhas de minha mãe Elza, uma bicicleta de meu pai, comigo e a mãe na boleia e meu pai na carroceria. O Fordeco velho gemia no caminho da velha estrada de Santo Amaro, comia poeira amarelada que misturava com o enfumaçado do caminhão e rasgava o tempo todo um caminho esburacado. Diante de nossos olhos parecia um “mato grosso” todo fechado, que até a luz do sol pedia licença para entrar e chegando próximo ao destino dava para vislumbrar uma ponte da Light que ligava os extremos do Rio Pinheiros, ainda de águas límpidas ou próximo disso.

Quando entramos pela rua principal avistavam-se morros para todos os lados, o meu pai tinha adquirido um terreno “que dava até para pegar o Céu com a mão” e cercado por mata verdejante, não havia na época cinquenta casas no lugar, era “bem” longe de São Paulo, e não havia nem transporte coletivo, isso era artigo de luxo, pois passava uma linha que ligava Itapecerica da Serra até Santo Amaro da viação Emílio Guerra, que passava um dia “talvez” e outro dia “jamais”!

Era ali que nós “iriamos fazer nossas vidas”, sem bolsa família sem bolsa gás, porque nem precisava, cozinhava-se na lenha. O chão da cozinha era terra dura batida, o quarto tinha assoalho de madeira, em tempo frio era quentinho e no calor fervia. O banheiro tinha chuveiro “moderno”: era um balde, amarrado em uma corda, onde havia sido soldado um chuveiro com um registro, ensaboava-se todo o corpo e depois enxaguava tudo de um só vez, e se a água não desse saia ensaboado mesmo. O sabão era feito de gordura com soda cáustica, misturado com cinzas, falavam que era pra branquear roupa, mas nelas se usava pedra de anil para o mesmo feitio, não dava para entender essas práticas, eu aceitava e acabou, morria o assunto, não havia muitas perguntas.

A “bufunfa”, ou seja, o dinheiro, era curta, mas não podia faltar para a prestação do bem mais precioso, que era o terreno, assinado por compromisso de compra e venda, que se pagava na “cidade”, na Rua Brigadeiro Tobias, para a Sociedade Paulistana de Terrenos.

Foi assim o começo de muita gente que se enveredou por esse “mundão afora de São Paulo”, não se invadia nada, tudo era comprado com dinheiro “minguado” e era pago “religiosamente”. Hoje, pode tudo, meu pai iria até gostar de ganhar um terreno, uma casa, água encanada, pois a nossa foi de sarilho em poço de 35 metros cavado no barranco onde estava a casa e a fossa para detritos era um buraco de seis metros, que se esgotava de tempos em tempos, nada da “massa” ir para o Rio Pinheiros.

Agora, no século 21, o “edil” quer cobrar “caro” o imposto, algo realmente “imposto, na marra”, mas ele não tinha nem nascido e muita gente já amassava barro na lama das ruas dos incipientes bairros paulistanos, pois nem havia asfalto.

Assim nasceram muitos bairros afastados da periferia de São Paulo e se há semelhança é mera coincidência pela periferia paulistana!