De repente nos vimos cercados de informações de suma importância da oralidade simples mais fiel ao acontecimento, dito por amigas ou familiares que aos poucos descortinava um saber adormecido no subconsciente. Fomos recebidos com o calor humano, adentrando em um dos muitos lares da Capela do Socorro, na Rua Lido, número 318, uma rua que sai da conhecida Ipanema, da Avenida Rio Bonito, completada pela Rua Olivia Guedes Penteado, antiga Rua Manoel Preto, a rua das boiadas e do campo de futebol do Bandeirante, hoje ocupado por galpão industrial, próximo do clube desportivo e recreativo dos funcionários do Serviço Federal de Processamento de Dados, Serpro, ou da casa antiga do seu Juvenal já “condenada” pelo progresso ou o templo japonês uma das primeiras construções locais.
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Os filhos Marcel e Valdir participam dos debates orais recordando fatos da Avenida Atlântica, nome referência aos moradores antigos, reflexo do feito histórico acontecido da década de 20 e a primeira travessia do Atlântico, ou ainda as dificuldades da guerra e o racionamento do pão. Bate-se e rebate-se em acaloradas conclusões, do uso do trem da FEPASA que descia para a baixada santista, indo para Itanhaém, e que possuía sua estação sob a ponte da Capela do Socorro e os escassos ônibus que após o termino dos bondes a CMTC fazia seu ponto final na Rua Victor Manzini obrigando os moradores atravessar para a outra margem do Rio Pinheiros. 

Animais "descansando" ao lado da "nova" ponte do Socorro 1964
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Os dois filhos completam as informações provenientes de uma mãe orgulhosa em declarar o passado do pai Carmelo Jacinto da Silva, que constituiu família com Mertila Luiza Sterchele da Silva, onde as recordações sobre um tropeiro lapidado pela lida do oficio com muares e cavalos de raça, coberto com capa de pelerine, uma espécie de estola de pele de animal, protegendo o corpo das intempéries e que serviu também na construção da estrada da Serra do Mar.
Da estirpe dos Sterchele temos declaração de dona Hilda Guimarães, que por muito tempo participou da organização com seu esposo Antonio Amir Sterchele, diretor social dos concorridos dos bailes da Brahma, obrigatório traje social dos cavalheiros e longos para as damas, em Santo Amaro na Rua João Alfredo, apoiado por Antonio Cordeiro Filho seu presidente.
No auge das declarações completa-se com as recordações do juiz de paz Mario Branco do cartório da Rua dos Italianos, hoje a Amaro Luz, ou do farmacêutico Jeremias, ainda na ativa, e a farmácia do senhor Wilson, que com o receituário do doutor Albecir medicava como clínico geral, na Rua Manoel Preto entre a Atlântica e a De Pinedo. Hoje o posto de gasolina dos “turcos” Aref e Joed, que antes abasteciam os poucos veículos locais estão sem as bombas e não possui a pompa de outrora dos Ford bigodes que acorriam para a barragem para usufruir das benesses da represa, nas escadas do paredão atrás do Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico.

No auge das declarações completa-se com as recordações do juiz de paz Mario Branco do cartório da Rua dos Italianos, hoje a Amaro Luz, ou do farmacêutico Jeremias, ainda na ativa, e a farmácia do senhor Wilson, que com o receituário do doutor Albecir medicava como clínico geral, na Rua Manoel Preto entre a Atlântica e a De Pinedo. Hoje o posto de gasolina dos “turcos” Aref e Joed, que antes abasteciam os poucos veículos locais estão sem as bombas e não possui a pompa de outrora dos Ford bigodes que acorriam para a barragem para usufruir das benesses da represa, nas escadas do paredão atrás do Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico.



1 comentário:
Carlos Fatorelli,
Passei minha infância na Capela do Socorro.
Por conta de um trabalho, estava em busca "do que foi feito" da rua Manoel Preto, e eis que encontro seu blog, com preciosas informações da região, que me é tão cara na memória.
Obrigada!
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