Regozijos devem sentir muitos pelo auspicioso momento, embora tantos não terão o prazer de ver o retorno do “Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico” previsto para agosto de 2010, talvez, sendo reinaugurado em 21 de agosto, data em que foi feito em 1929 a pompa de instalação do “Memorial” na esquina das Avenidas De Pinedo com João(Ribeiro)de Barros e que muito representaram naquele momento.
Um Largo próximo a uma Capela foram aos poucos sendo habitado por uma necessidade da aproximação da Serra do Mar, com o porto de Santos, por onde afluíram os primeiros colonos. O local por muito tempo sofreu a carência e o abandono do poder público e sem saneamento e critérios de ocupação o local foi perdendo sua vegetação natural e as belezas que encantaram a tantos brasileiros e estrangeiros.
A continuidade do Objetivo:
Werena Çukurs; Hilda G. Sterchele; Neuza Meneghello; Edmundo Manzini; Vilton e Estanislau
A divina providência um dia deu-te o nome que merecias “Capela de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro”, de incessante e constante “luta perpétua” em “busca de socorro”.
Muitos levantaram a bandeira da indignação, não deixando que pisassem nela sem respeito ao local. Na década de 60 foi criada a “Sociedade Amigos do Socorro” que muito representou pela causa da preservação do local e mais tarde pelo que simbolizava a história, exigiam o retorno do Monumento aos Heróis da Travessia do Atlântico. Seu presidente José Fonseca Lima, com outros moradores da região, sempre atentos as transformações locais, requeriam dos administradores a infra-estrutura básica de ocupação e também, mais tarde, pela restituição do Monumento, e justamente no ano de sua volta, acontece seu passamento, ficando registrado o réquiem de uma luta.
Silenciosos colaboradores, esquecidos do poder público, estavam atentos as transformações, mas viam com tristeza o desrespeito com um “lugar tão bonito”, a Represa de Guarapiranga.


Por vezes havia ondas enormes formando marolas que todos precisavam ancorar as embarcações pela força dos ventos.
Aos poucos alguns proprietários de glebas de terras resolveram lotear a região em grandes lotes e aos poucos a ocupação tornou-se desenfreada e clandestina, terrenos vendidos sem nenhum controle e sem averbação municipal, com grileiros apossando-se da bacia que abastecia 30% da reserva de água natural da capital. Deste modo a represa começou a perder seu encanto, e sua característica foi agravada pela falta de saneamento básico que contivesse detritos provenientes de uma população cada vez mais numerosa. As reportagens da década de 60 que continham sugestões de “apreciação de arvoredos” e atração turística internacional com águas plácidas, passa a combater o desordenado modelo sem um plano de ocupação planejada, que competiam ao poder público omisso.

Daquela data até o presente nada ou pouco foi feito. Até que o homem se cansou e em 1994 pousou para sempre o seu amigo “Seabee” no hangar, a “Abelha do Mar” parava sua missão após decolar por mais de 50 mil vezes. Via-se escassear os turistas pela degradação local, afinal ninguém em sã consciência vive as margens da sujeira de lixo e excrementos lançados a vazão de 1000 litros por segundo. 

Até os peixes foram embora e seguiram-nos as aves, pois o alvorecer e o crepúsculo tornaram-se fétido.



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UM MERO ESQUECIMENTO OU IMPROBIDADE ADMINISTRATIVA?
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