segunda-feira, 14 de setembro de 2015

O BAIRRO NAGIB SALEM E A SAGA SÍRIO-LIBANESA NO JARDIM SÃO LUIZ/SP

A SOCIEDADE DE ASSAD ABDALLA & NAGIB SALEM

Hoje os olhos do mundo voltam-se para a região geográfica da Síria onde é travada uma guerra civil de um morticínio sem precedentes, sendo que o sofrimento humano obriga a população a decisões desesperadoras onde vidas são ceifadas sem explicações, apenas por uma ideologia qualquer. Sem o mérito de quem está com a razão o sofrimento da população civil é imenso.



O IMPÉRIO BRASILEIRO E OS ÁRABES

Houve outros tempos em que os sírios libaneses foram recebidos no Brasil por convite do então imperador Dom Pedro II e que mais tarde perpetuou essa amizade no período republicano. A imigração para o Brasil iniciou-se em 1880 com a chegada simbólica de Youssef Mussa ao Rio de Janeiro.
No Brasil popularizou-se a chamar “turcos” todos os árabes que chegavam ao país, mas na realidade esses “turcos” eram sírios e libaneses, coisas bem distintas na história. Isso se deve ao fato de que por longo tempo a Síria e o Líbano estavam sob a dominação da Turquia, e estes imigrantes que vinham para o Brasil possuíam passaporte Império Otomano[1].

OS “PRIMOS” SÍRIO-LIBANESES

Desembarcavam no Rio de Janeiro, então capital do Brasil, e em São Paulo[2], onde se fixaram na região da Sé e Santa Ifigênia, entre as ruas 25 de Março, Cantareira e Avenida do Estado com lojas de tecidos a varejo e armarinhos. Saiam a “mascatear”, vender com uma caixa pesada sobre os ombros com tecidos e artigos de costura e atavios femininos.

Nestas vindas chegaram ao Brasil em 15 de dezembro de 1895 dois primos, Assad Abdalla e Nagib Salem, naturais da cidade Homs, na Síria, solteiros e com muita vontade de “vencer na vida”.  Ambos persistentes assumiram com dedicação e muito trabalho o que está no sangue árabe: a arte de comercializar.
  Vendedores ambulantes 
1) Quitandeiro; 2) Vendedor de vassouras e cestas; 3) Vendedor de cebolas; 4) Padeiro; 5) Doceiro; 6) Vendedora de bugigangas; 7) Mascate - (http://www.novomilenio.inf.br/santos/h0300g10.htm)

Começaram primeiramente a mascatear  pelos bairros próximos do centro de São Paulo carregando às costas as grandes caixas, cheias de armarinhos com tudo que era peculiar a costura e uma gama de tecidos. A escolha do comércio de tecidos e armarinhos deu-se devido à menor concorrência, pois alemães, italianos e portugueses já dominavam um mercado específico e deste modo, os sírio-libaneses passaram a controlar boa parte do ramo têxtil de São Paulo. Começa então as primeiras referências das casas de comércio nas mãos de sírio-libaneses, que se iniciavam aos poucos no varejo.

No início, sem muitos recursos financeiros, residiam em pensões baratas, vilas com muitas casas pequenas localizadas nas imediações ou em porões de velhos sobrados (comumente chamados de cortiços) dessa antiga região da cidade.

Amealharam, com o tempo, algum ganho com economias feitas que lhes deram condições de, mais tarde, comprarem seus próprios estabelecimentos para venda de mercadorias por atacado, ampliando, deste modo, os negócios no  ramo têxtil. Mais tarde voltaram-se para a indústria, havendo implantado em seu “país de adoção”, uma série de grandes estabelecimentos empresariais.



Assad e Nagib empreitaram-se no comércio de tecidos e armarinhos, estabelecido na Rua Vinte e Cinco de Março, no número 141, atualmente nº 595. A firma Assad Abdalla & Nagib Salem tornou-se a principal distribuidora de algodãozinho cru com a “Marca 141”, que entregavam em todo o Brasil. Em 1912 os sócios investiram parte dos ganhos em imóveis, por exemplo, na região do Tatuapé na região da Fazendinha, local que hoje sedia o Parque São Jorge do clube Corinthians Paulista e adquirida à época pelo clube dos referidos sócios.

A loja de Assad Abdalla & Nagib Salem (AA&NS) na Rua Vinte e Cinco de Março, número 141, era dirigida pelos dois primos onde Abdalla cuidava dos negócios viajando para o Rio de Janeiro, que era o centro comercial do país, para comprar mercadorias nacionais e importadas, somando a isto mais três viagens feitas a Europa entre 1908 a 1912 para abastecer a loja com mercadorias estrangeiras conseguidas nas fontes produtoras um melhor preço, enquanto que Nagib Salem ficava administrando a loja.
Nagib Salem
O movimento de importação, segundo o "Relatório da Repartição de Estatística do Estado", em 1909 dos principais portos era:
Portos de procedência com valor superior a um mil réis:
Portos
Peso em quilos
Valor em Réis
Rio de Janeiro
29.726.809
12.118:823$000
Pernambuco
16.950.779
6.494:603$000
Rio Grande (R.G.S.)
15.917.836
4.985:449$000
Santos (S.P.)
1.688.441
2.763:532$000
O principal produto da AA & NS eram roupas brancas e pretas estas últimas usadas por uma viuvez precoce ocorrida por doenças tropicais e por partos mal sucedidos. Por essa altura dos negócios ambos davam provas de grande competência, revelando-se hábeis negociantes no ramo proposto.

São Paulo somente viria a tornar-se um centro comercial importante após a primeira grande guerra (1914-1918) crescendo ainda mais com as dificuldades de cambio, quebra da Bolsa de Nova York (1929) e ainda com o conflito interno da Revolução de 30 que culminou com o levante paulista da Revolução Constitucionalista de 1932. São Paulo já dava sinais da efervescência de grande pólo industrial, consistente que poderia competir com outros mercados internos e até do exterior.

Neste ano de 1932 também chegava ao fim a sociedade solida de longos anos dos primos Assad Abdalla e Nagib Salem cada um assumindo negócios próprios com os filhos.

A empresa antiga passou a ser denominada “Assad Abdalla e Filhos” expandida para outros segmentos sendo fundada a Indústria York S.A.[3] para produção de produtos cirúrgicos. Em 1956 compraram a “Plásticos York” em Santo Amaro, São Paulo, e em 1977 uniram a têxtil Assad Abdalla S.A. (TAASA) com as duas empresas York resultando o “Grupo York S.A. Indústria e Comércio”, dividida em duas empresas: uma em São Paulo (Tatuapé) com produtos de saúde e higiene e outra em Salto (SP) de artigos de laminados sintéticos. A empresa Dural, da família Abdalla permanece na Rua Vinte Cinco de Março, em São Paulo, número 595 (antigo 141)

Nagib Salem e Fuad Salem, depois de findada a sociedade com Assad Abdalla, formaram a "Nagib Salem e Filho" com sede em São Paulo, a Rua Vinte e Cinco de Março, número 553, antigo número189, para a compra e venda, por atacado, de tecidos e armarinhos constituída por escritura particular de 26 de dezembro de 1936. 
LOCAL HOJE
Mais tarde se ampliou recebendo a denominação "Nagib Salem S/A Indústria e Comércio de Tecidos” com o objetivo de ampliar a sociedade fomentando a indústria, comércio, importação, exportação e representação de todos os gêneros de tecidos, e de tudo o mais correlato a este ramo fabril especifico.

Na década de 20, Nagib Salem havia comprado uma área na Avenida Paulista, número 98, depois 1.313, e lá construiu sua residência com projeto dos engenheiros Malta e Guedes, marcado pela monumentalidade, com vitrais coloridos,  mármores, madeiras nobres, muita pintura, teto e sancas em gesso com acabamento em ouro.



LOCAL DO PALACETE HOJE

Os jardins foram criados por João Dierberger[4] e a decoração das paredes pelo pintor-artesão italiano Bernardino Ficarelli. Em 1971, a família Salem vendeu o terreno da Avenida Paulista para a FIESP e o SESI abrigarem a nova sede institucional.










FUAD SALEM E O BAIRRO "JARDIM NAGIB SALEM"

O comendador Fuad Salem, nasceu em São Paulo, em 04 de dezembro de 1905, filho de Nagib Salem. Estudou em São Paulo na Escola Anglo Brasileira, passando depois para o Mackenzie College, formou-se em advocacia na Universidade de Cambrigde na Inglaterra. Implantou junto com seus pais e outros participantes da colônia Síria o Hospital Sírio Libanês. Incentivou a formação do Orfanato Sírio, hoje denominado Orfanato São Jorge. Fixou residência à Avenida Brigadeiro Luiz Antonio, número 2759, região da Paulista.









Formou sociedade com seu pai Nagib Salem e outros compatriotas e mais tarde tornou-se industrial e ainda se dedicou ao setor imobiliário, implantando o Jardim Nagib Salem, no extremo sul de São Paulo, região de Santo Amaro, pequena vila, bem estruturada com uma centena de residências de companhia, com duas ruas distintas, Rua Guimarães de Tavares e Rua José da Mata Cardim, antiga Lacerda Franco, com entrada pela Avenida Maria Coelho Aguiar, bairro encravado no Distrito do Jardim São Luiz, entre o Centro Empresarial de São Paulo e o que foi a antiga empresa Pirâmides Brasília S.A., hoje os antigos galpões são alugados para pequenas e médias empresas.

Fuad Salem foi agraciado pelo rei Paulo da Grécia por atitudes beneméritas, vindo a falecer nesta Capital, em 23 de março de 1977. Foi reconhecido pela câmara paulista que o homenageou com a Rua Comendador Fuad Salem, no Jardim Wanda, São Paulo - SP, Brasil.

Pela acolhida do Brasil e pela amizade firmada ao longo do tempo foi construído pelo povo sírio-libanês o “O Monumento Amizade Sírio-Libanesa”, de Ettore Ximenes, atualmente situado na Praça Ragueb Chohfi, (outro pioneiro) no final da Rua Vinte Cinco de Março, no Parque Dom Pedro II, próximo ao terminal de ônibus.


O furto da história no Brasil: Socorro!

Curiosidades da onomástica árabe citada e outras:
Salem: intacto, limpo e seguro, de coração puro e correto
Fouad: coração espiritual
Assad: muito feliz, que desfruta de felicidade perfeita

O CEDRO DO LÍBANO: O cedro do Líbano é mais que uma árvore, ele é o símbolo do Líbano. O cedro foi escolhido como emblema da bandeira libanesa por simbolizar força e imortalidade. Embora existam muitos tipos de cedros, o Cedro do Líbano ou Cedrus libani é a espécie mais velha e mais forte, podendo viver ao longo de centenas anos.  Veja como o Cedro do Líbano marcou sua presença ao longo da história:
• Os fenícios empregavam sua madeira na construção de embarcações, utilizadas para a navegação no Mar Mediterrâneo e no Oceano Atlântico.
• O papiro de Unamon, datado do século XI a.C. testemunha o intercâmbio comercial entre o Líbano e o Egito. Unamon narra que foi encarregado pelo Grande Sacerdote do Deus Amon, de Tebas, para procurar os cedros a fim de construir um barco consagrado à divindade.
• Segundo a Bíblia, o Rei Salomão construiu seu famoso templo com a madeira dos cedros libaneses.
• A madeira do cedro era perfumada e utilizada pelos faraós do Egito para mumificar os mortos.


*Aguarda-se a crítica da crônica, sujeita a revisões posteriores, para a fidelidade da identidade local.

Referências:
TRUZZI, Oswaldo M. S. De mascates a doutores: sírios e libaneses em São Paulo. São Paulo: Ed. Sumaré, 1991.

TRUZZI, Oswaldo M. S. Sírios e Libaneses e seus descendentes na sociedade paulista. In: FAUSTO, Boris (Org.). Fazer a América. 2 ed. São Paulo: Edusp, 2000.

TRUZZI, Osvaldo M. S. Patrícios: Sírios e Libaneses em São Paulo. São Paulo: Ed. Hucitec, 1997.

TRUZZI, Oswaldo M. S. O lugar certo na época certa: sírios e libaneses no Brasil e nos Estados Unidos – um enfoque comparativo. Estudos Históricos, Rio de Janeiro, n. 27, 2001.





Plásticos York: depoimento de Jose Luiz Moraes Dias (família Dias)

KHOURI, Juliana Mouawad. Pelos Caminhos de São Paulo: A Trajetória dos Sírios e Libaneses na Cidade. São Paulo, 2013-Trabalho Científico.

LESSER, Jeffrey. Negociando a Identidade Nacional: Imigrantes, Minorias e a Luta pela Etnicidade no Brasil. São Paulo: Editora Unesp, 2001.

ABUMRAD, Carlos. Libaneses e sírios que fazem o Brasil. São Paulo: Editora CLC, 2012

Família Salem. Grandes Famílias que construíram o Brasil. Canadá: 2012


“Impressões do Brazil no seculo vinte: Sua historia, seo povo, commercio, industrias e recursos” e vários autores  assinavam a obra a saber: Reginald LloydWalter FeldwickL. T. DelaneyJoaquim EulalioArnold Wright, tendo como editor a  Lloyd's greater Britain publishing Company, Limited.1913.



[1] O Oriente Médio, do Mar Negro ao Egito, da Arábia Saudita à Tunísia foi submetido a uma dominação turca que duraria 400 anos. Em 3 de Julho de 1908 culmina com a Revolução dos Jovens Turcos e a dissolução do Império Otomano. Pelo Tratado de Lausanne (1923) foram criados 40 novos países a partir dos antigos territórios otomanos (incluindo a República Turca de Chipre do Norte). O sultanato foi abolido a 1º de Novembro de 1922.
[2] O massacre dos drusos de 1860, seita mulçumana da Pérsia (território compreendido na atualidade ao Irã) em quase todo o Líbano, também foi fator importante para explicar o processo imigratório e o contingente maior de cristãos, ortodoxos do Líbano, os melquitas, da Síria, (Litúrgica, teológica e espiritualmente vinculada à ortodoxia da fé cristã segundo a Tradição Oriental, com vínculo ao Bispo de Roma, o Papa)  Palestina e Egito (de rito Bizantino), os coptas do Egito (Cristãos de origem egípcia ortodoxos em comunhão de Igrejas que se separaram do resto do Cristianismo depois do concílio de Calcedônia, no século 5 d.C.) e os protestantes.

[3] Esta empresa é sucessora da Dias & Cia., com fábrica na rua ao lado do mercado de Santo Amaro, cujo prédio lá ainda se encontra. 


Esta empresa é uma separação da empresa “Plásticos Estrela”, posteriormente Plásticos Dias Ltda., administrada pelo Antonio Dias da Silva e seu filho Plínio Dias.
A empresa Dias & Cia Ltda., foi desmembrada da Plásticos Estrela, saindo da Penhinha, no Jardim São Luiz, instalando-se próxima ao Mercado Municipal de Santo Amaro, administrada pelo irmão do Antonio, José Dias da Silva e seus irmãos (João, Arthur, Cândido e Mário, seus cunhados Virgílio e Olavo), posteriormente administrado somente com seus filhos  José, Gabriel, Ary, Paulo, e Fernando, sendo vendida em 1958  para a família Abdalla, passando a chamar-se Plásticos York. O Escritório comercial e loja inicialmente sediada à Rua José Bonifácio nº 43, posteriormente foram transferidos para a Avenida Brigadeiro Luís Antonio, onde atualmente localiza-se a faculdade de Turismo, a partir da venda da empresa, a administração e vendas foram transferidas para a Rua 25 de março, no Ed. Abdalla e mais a frente para a unidade fabril na Penha.
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[4] A Firma Dierberger Arquitectura Paisagística Ltda. da família Dierberger, com sede na capital do estado de São Paulo, idealizou grandes obras paisagísticas na elaboração e execução de jardins, praças e parques no período do final do século XIX até a década de 1960 em outros estados e cidades do interior paulista.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Os Cocheiros, os taxistas, o Uber e o poder regulamentador

Mercado da livre concorrência: 1910 e 2015

A história jamais se repete, veste-se com outra roupagem através do tempo e espaço.

Sempre que há algum fato novo que ocorre mudanças na estrutura instituída, haverá resistência de quem detém o monopólio do sistema.  Isso ocorre em todos os campos de trabalho, sendo sempre aquele que presta o serviço considerado injustiçado por uma condição moderna que se habilita a participar de uma parte do filão daquela atividade.

O sindicato dos taxistas da cidade de São Paulo agrega participação efetiva de seus membros e são protegidos por normativas municipais conquistadas ao longo do tempo. Sempre detiveram parte do nicho do transporte particular urbano. Temos que somar a isso ainda o controle das cooperativas que são estruturadas em empresas e sobre-alugam (féria) seus taxis para motoristas que não possuem veículos próprios.

Uma alusão do passado

Vejamos um pouco desta história entre os cocheiros do início do século 20, detentores do sistema do transporte privado, que com o advento da produção dos veículos automotores massificou-se nas grandes capitais mundiais os taxis-autos, acabando assim com todo o monopólio dos cocheiros que detinham essa prerrogativa.

Surgiu na época, mais precisamente no ano de 1913, um compêndio[1] de 1079 páginas que dá uma percepção daquilo que acontecia na cidade.

TÁXIS EM FRENTE AO TEATRO MUNICIPAL DÉC. 1910

Em 1º de setembro 1910 foi fundada a empresa “Companhia Auto-Taxímetros Paulista” que deteria o controle do transporte privativo na capital paulista. A companhia possuía uma frota de 62 automóveis-taxímetros(ou taxi-autos), além de grande número de automóveis de luxo. Num total de 78 automóveis, onde figuram Berliets, Renaults e Panhards, com luxuosas e cômodas carrocerias, veículos novos para prestar serviço na cidade de São Paulo e que representa a introdução de uma idéia nova e o seu completo êxito. Os choferes da empresa são de uma cortesia que muito a recomenda. A garagem e oficinas da companhia ficam à Rua Conselheiro Nébias, 55 e 70, havendo, além disso, uma agência à Rua de São Bento, 21.

Disputa entre os coches e taxi-autos
COCHES NA SÉ-SÃO PAULO

Em 25 de agosto de 1911 o jornal O Estado de São Paulo publica o entrevero que houve entre Antonio de Luca (cocheiro) contra o “rival” Francisco Cunha, que culmina com este baleado pelo cocheiro, pois que fora contratado como segurança para garantir a integridade da companhia dos automóveis que estava revolucionando o sistema de transporte particular da cidade de São Paulo. Tudo isto porque o gerente da Companhia Nacional de Auto-Transportes, Frederico Zanardini, havia sido anteriormente agredido por cocheiros. Esta Empresa possuía taxi-autos na Rua Mauá, próxima a Estação da Luz.

Cia. Nacional de Auto-Transportes: oficinas e garagens

A Companhia Nacional de Auto-Transportes foi constituída como oficina para consertos em automóveis e aos poucos adquiriu seus carros, de modo que, um ano depois de sua inauguração, em fevereiro de 1911, tinha 20 “landaulets”[2] em serviço ativo além de 6 ônibus automóveis e 4 caminhões, com capacidade para 3 toneladas. A companhia receberia mais 20 carros de diversos modelos para engrossar sua frota. A intenção da empresa era estabelecer na cidade de São Paulo um bem organizado serviço de táxis.

Deste modo duas empresas de taxi-autos, a Paulista e a Companhia Nacional, estavam preparando o novo modelo para  a locomoção na cidade de São Paulo em detrimento aos antigos coches que muito serviram no passado, mas os tempos eram outros e as transformações inevitáveis.

O jornal O Estado de São Paulo na década de 1910 mencionou 536 vezes o termo cocheiro e no decênio seguinte era apenas mencionado 50, até sumirem por completo sendo substituído pelo termo “chauffeur” (motorista de praça, taxis).  

Disputa entre taxis e Uber

Na atualidade apareceu despretensiosamente o aplicativo denominado Uber, uma nova tecnologia que torna eficiente e menos oneroso ao usuário do sistema deste tipo novo de uso de transporte particular urbano. São Paulo e outras cidades brasileiras terão que se adaptar ao modelo que já acontece em vários países, em suas mais importantes capitais.

A concorrência faz parte do mercado liberal e se há lacunas legislativas que se criem normas para que todos possam usufruir o direito de trabalhar e possuir renda. A Câmara Municipal paulistana em 9 de setembro de 2015 vetou o Uber com muita pressão da classe de taxistas. Se necessária for a regulamentação do ofício que se cumpram, por parte da vereança, as normativas básicas para haver o consenso entre as partes.



PALÁCIO ANCHIETA E OS TAXISTAS DE SÃO PAULO: O Estado de São Paulo-10 set 2015

Deste modo a história mantém-se viva na disputa do espaço de sobrevivência existindo sempre dois lados de interesses: um que se acha prejudicado com as novas tendências e outro abarcando pela livre concorrência o mercado de trabalho atuando para prestar um serviço de interesse público a Cidade de São Paulo.








[1] “Impressões do Brazil no seculo vinte: Sua historia, seo povo, commercio, industrias e recursos” e vários autores  assinavam a obra a saber: Reginald LloydWalter FeldwickL. T. DelaneyJoaquim EulalioArnold Wright, tendo como editor a  Lloyd's greater Britain publishing Company, Limited.

[2] Pequena carroceria fechada de automóvel com capota em fole sobre o compartimento reservado aos passageiros.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Bernardo Vicente Xavier e o Bairro Jardim São Luiz, São Paulo

Identidade e pertencimento local

Bernardo Vicente Xavier, natural da Ilha da Madeira, Portugal, nasceu em 22 de setembro de 1939. Veio para o Brasil 1954, juntamente com seus pais sr. Antonio e dona Conceição e a irmã Celeste sendo que a família fixou-se na Região de Santo Amaro, no Bairro incipiente do Jardim São Luiz, onde permaneceu por longos 46 anos.

 ILHA DA MADEIRA-FUNCHAL

Em 1956 quando ainda trabalhava na Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos, CMTC fundada em 1947, elaborou abaixo assinado, encaminhando-o ao então governador do Estado de São Paulo, senhor Jânio da Silva Quadros, requerendo uma delegacia para o Jardim São Luiz. O pedido foi atendido tornando-se uma sucursal da 11ª delegacia de Santo Amaro, sendo construída uma sede provisória na Rua Vinte Um, na atual Rua Arlindo Fraga de Oliveira.



Av. Maria Coelho Aguiar

Casou-se com a senhora Maria Mendonça Xavier em 1960, sendo que a família recebeu com alegria a vinda de suas duas filhas, Bernadete e Margarete, e no hodierno com o ramo de genealogia crescente com mais três netos, amplia-se a família.

Trabalhou na indústria Bicicletas Monark S/A, Chácara Santo Antonio, São Paulo, e mais tarde, com o tino comercial da família Xavier, montou seu próprio negócio comercial no bairro do Jardim São Luiz em 1960, à Rua Geraldo Fraga de Oliveira.

A família Xavier começava deste modo a ser conhecida e respeitada como alguns patrícios que vieram para a mesma localidade na década de 1950 e que montaram vários empórios de gêneros alimentícios.

PRÉDIO DO "EMPÓRIO XAVIER" HOJE
 
RUA UM, ATUAL RUA GERALDO FRAGA DE OLIVEIRA EM 1966

Todo desenvolvimento da Cidade São Paulo foi acompanhado de perto e deste modo os acontecimentos mais relevantes da cidade de São Paulo foi observado pelo senhor Xavier como a construção das rodovias Castelo Branco, Bandeirantes e Fernão Dias; além da importante obra do novo Aeroporto Internacional de São Paulo, em Cumbica, município de Guarulhos.

Teve muita participação e grande relação social com a região de Santo Amaro como, por exemplo, com o digníssimo vereador José Diniz, que dirigia a farmácia onde muitos santamarenses procuravam amparo. Outro nome que possui relevância na família Xavier foi, sem dúvida, o médico que por muito tempo foi diretor na Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro, Doutor Mário Dias, que mais tarde se elegeu como vereador por Santo Amaro.

Mantinha bom relacionamento com seu Tertuliano Dias Oliveira, proprietário da primeira “Panificadora São Luiz”, inaugurada em 1957 também na antiga Rua Um, onde se situava também o mercado de seu Xavier, na atual Rua Geraldo Fraga de Oliveira, no Jardim São Luiz. 
Rua Geraldo Fraga de Oliveira, ao fundo, à direita, a escola

Nesta mesma rua, em 1962, foi inaugurado o primeiro colégio de alvenaria a atual “Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva”, no governo de Carvalho Pinto, dando impulso maior para que o bairro do Jardim São Luiz ganhasse ruas asfaltadas e dar condições para que a “Empresa São Luiz Viação Ltda.”, (atualmente é representada pela Campo Belo, Consórcio 7) da família de José Ruas Vaz, também português de origem, ganhasse a concessão dos coletivos no bairro.




Como assíduo participante da comunidade e de grande religiosidade, Bernardo Vicente Xavier tornou amigo do pároco Edmundo da Mata, também português da Ilha da Madeira, dando impulso na construção da “nova” Paróquia São Luis Gonzaga que anteriormente era apenas uma capelinha até o início de 1960.
 Capela São Luís Gonzaga-1957
Primeira Paróquia São Luís Gonzaga-início década de 1960

Bernardo Vicente Xavier deste modo foi testemunha ocular da região e tinha orgulho de apesar ter nascido Além Mar, considerava-se um verdadeiro “cidadão santamarense” e deste modo foi laureado em 2013, com o “Troféu Botina Amarela”, pelo Centro de Tradições de Santo Amaro, sendo que passou a residir na Vila Cruzeiro a partir do ano de 2000, em Santo Amaro.


Seu passamento ocorreu em 19 de julho de 2015, deixando o exemplo de homem honrado para as futuras gerações, dando sua grande contribuição com participação ativa pelo Bairro do Jardim São Luiz, antigo sub-distrito de Santo Amaro.



Referências fornecidas pela família com dados e fotos da localidade creditadas nas mesmas. Fazer a crítica da crônica para que haja no relato acréscimos destes momentos da identidade local no confronto de fatos.   

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

BAIRRO JARDIM SÃO LUIZ, São Paulo/SP

Extremo Sul da Capital Paulista-SANTO AMARO/SP
1) O Bairro Jardim São Luiz, com Z: Decreto nº 3079 de 15 de setembro de 1938.
2) O Santo São Luís Gonzaga, é padroeiro do bairro e comemora-se em 21 de junho.
O bairro Jardim São Luiz, situa-se no município de São Paulo e foi criado de acordo pela lei nº 58 de 10 de dezembro de 1937, decreto nº 3079 de 15 de setembro de 1938. Loteamento inscrito sob nº 36, 11ª Circunscrição de Registro de Imóveis, localizado atualmente na Rua Nelson Gama de Oliveira, 235/365, na Vila Andrade, Região do Morumbi, São Paulo. 

Tornou-se assim o 30º subdistrito de Santo Amaro, subprefeitura de mesmo nome. Iniciava-se deste modo o loteamento pela “Sociedade Paulistana de Terrenos S/A” compreendendo uma área física relativamente pequena de 840.000 metros quadrados situada além da margem do Rio Pinheiros. Desta área total 590.000 metros quadrados foram implantados lotes de 250 a 300 metros quadrados e o restante distribuídos em arruamentos e áreas verdes reservadas para praças.


A autorização da venda de terrenos do bairro Jardim São Luiz coube a Sociedade Paulistana de Terrenos[1], estabelecida à Rua Brigadeiro Tobias, número 190, qualificação dada para o ato aos seus diretores Joaquim Fulgêncio do Amaral, o comprador da gleba e Antonio Pinto, empreiteiro, feito contrato, ajustaram por si, seus herdeiros e sucessores a compra e venda do lote de terra pertencente à vendedora, livre e desembaraçada de quaisquer ônus. O loteamento foi comercializado em Santo Amaro onde parava o bonde no “abrigo” da Avenida Adolfo Pinheiro, número 61, vindo da Praça da Sé e muitos que chegavam de São Paulo eram levados para conhecer o empreendimento que a “Sociedade Paulistana de Terrenos S/A” a vendedora, era então representada por seus diretores Luiz Lawrie Reid e K. D. Boyadjieff, este instituiu seu procurador o advogado Walter Nério Moreira Costa. Deste modo surge o bairro insipiente do Jardim São Luiz, no subdistrito de Santo Amaro, registrado no 11º Cartório de Registro de Imóveis.
A antiga Vila de Santo Amaro, que em 1935 tornou-se um bairro de São Paulo, abrangia vasto território com de mais de 640 quilômetros quadrados e era núcleo responsável pelo avanço do litoral para o interior, sendo após São Bernardo da Borda do Campo, considerada uma das mais antigas fundações não litorâneas do governo colonial português, embora não há registro documental nos anais históricos, carecendo de informação oficial desta sua referida fundação pela ordem jesuítica que avançou interior adentro na considerada “boca de sertão”.
As matas que estavam nas cercanias, somados aos rios, lagos e lagoas mostravam a pujança do local, mas que não eram demarcadas como um local especificamente de núcleo populacional sendo o lado oposto do Rio Pinheiros denominado em alguns mapas de época, com o nome de “Choruroca”. (talvez em referência as grandes várzeas, local da “morada” de sapos cururu)

O bairro Jardim São Luiz pertencia ao subdistrito de Santo Amaro, e era marcado pela fé, pois em sua entrada situava-se a capela Nossa Senhora da Penha, no Bairro da Penhinha, festejada em 8 de setembro como padroeira do Município de São Paulo, e festejada por tropeiros que vinham com gado das regiões rurais das cercanias para o Matadouro Municipal de Santo Amaro. 

Era a última etapa antes de atravessarem o Rio Pinheiros, de águas cristalinas, com uma vista panorâmica privilegiada da cidade de São Paulo, em franca expansão industrial. Depois pelo fervor a Bom Jesus de Pirapora, era o local era parada obrigatória nas romarias por ocasião dos festejos de 6 de agosto, onde faziam uma oblação a Nossa Senhora da Penha para agradecimentos de ida e volta da jornada.
Predominava no Bairro as chácaras que plantavam hortaliças, legumes, frutas que abasteciam um comércio local nas feiras livres espalhadas pela região. 

Com usava-se as ruas nas adjacências o prefeito Faria Lima instituiu as feiras cobertas, e, o Jardim São Luiz foi agraciado com uma dessas obras tendo início a construção em 1968 e já no ano seguinte a “Construtora Sergus Engenharia” entregava a obra finalizada. 

Na década de 1990 necessitava de manutenção, como todo equipamento que está exposto as intempéries. O governo municipal ao invés de conservar o que era útil a toda a população, com interferências políticas derrubou o Feirão, como era conhecido e barganhou este espaço para se implantar o batalhão da polícia militar de São Paulo e uma praça!Neste local anteriormente corria a mina d’água que abastecia uma pequena lagoa na Rua 21, atual Rua Arlindo Fraga de Oliveira onde se lavavam roupas e deixavam quaradas para secar em um grande gramado.

Os primeiros ônibus foram da Viação Columbia, depois na década de 1960 foram substituídos pela Viação São Luiz, com garagem na Avenida João Dias, dando origem a atual empresa Campo Belo com garagem na Estrada de Itapecerica, 1290. 

O bairro carecia de infra-estrutura como iluminação elétrica, escola de nível médio (antes denominado de colegial), pois o único que existia era o Grupo Escolar Jardim São Luiz, de construção de madeira, hoje é a Escola Estadual Marechal Eurico Gaspar Dutra, voltada para o ensino fundamental, localizada à Rua Hipólito Cordeiro. 



Em 1962 foi implantado o “novo colégio que ganhou o nome de Escola Estadual Professor Luiz Gonzaga Pinto e Silva, situado à Rua Geraldo Fraga de Oliveira, 324.
O marco principal e portão de entrada do bairro Jardim São Luiz era a capela de Nossa Senhora da Penha, situada no “Bairro Penhinha”, mas que depois de demolida em maio de 1973, deu origem a Empresa de Pavimentação, denominada como “ENPAVI”, sucedida depois pelo clube aquático The Waves, e por último implantado o supermercado Extra, que era do Grupo Pão de Açúcar e na atualidade pertence ao grupo Frances Casino.

Onde era o “Morro do Eliseu”, foi implantado na década de 1970 o Centro Empresarial de São Paulo, com a frente voltada para a Avenida Maria Coelho de Aguiar, número 215, que no inicio do loteamento era denominada de Rua “A”, depois recebeu o nome de Avenida São Luiz, continuada pelo nome indígena de Tuparoquera, onde um pedaço detém esta referência ainda.
A primeira “indústria” dentro do Bairro Jardim São Luiz, sem contar a olaria existente onde se situa no hodierno o Bairro Jardim Celeste, foi feita por iniciativa de senhor Geraldo Mayer, que fabricava tubos para poços de água, que antes da Sabesp monopolizar o fornecimento eram comuns em toda a região, de solo rochoso, onde as profundidades podiam chegar próximo dos 40 metros, muitas vezes “dinamitados” para encontrar o “veio d’água”.

Depois foram implantados indústrias de transformação de matéria prima onde a Plásticos Dias era anterior a qualquer empresa e na Penhinha foi a pioneira. Na Avenida Maria Coelho de Aguiar construíram-se a Fundição Eletro-Alloy, que na década de 1980 mudou-se e no local foi feito o galpão que deu início aos grandes sacolões locais e hoje é uma empresa de material reciclável. Uma indústria que absorveu grande parte da mão de obra local foi a PIRAESPUMA, de colchões e embalagens plásticas. Depois de algum tempo nestes mesmos galpões foram implantadas a indústria de brinquedos Balila.
Esta capela em homenagem a Nossa Senhora da Penha que foi demolida em maio de 1973 possuía a imagem referida santa que é a Padroeira da Cidade de São Paulo e o sino do campanário fabricado pela Fundição Estrella em 1904, peça fabricada há 111 anos e que tem se encontra na Paróquia São Luís Gonzaga, fiel depositária deste passado, situando-se à Rua Antonio da Mata Junior, 80, no Bairro do Jardim São Luiz, distante quase 20 quilômetros da Praça da Sé, “marco zero” de São Paulo. Não confundir o pequeno bairro do Jardim São Luiz com o atual distrito que possui 24,7 quilômetros quadrados. O Cartório do distrito está localizado na Estrada de Itapecerica, nº. 305, São Paulo.
A Paróquia São Luís Gonzaga foi iniciada através de uma comissão em 27 de abril de 1957, quando foi lavrada ata para a construção da mesma. Como na época não havia sacerdote local os mesmos vinham da Rua Verbo Divino, na Chácara Santo Antonio. 

A construção da “nova” paróquia foi feita a partir de 1961 quando se elevou a mesma a essa categoria. Em outubro de 1964 o Bairro do Jardim São Luiz recebeu o novo vigário, Padre Edmundo da Mata, que permanece á frente da paróquia até na atualidade, que recebeu nova estrutura arquitetônica.
O atrativo para o lúdico dos fins de semana estava voltado para o futebol onde confrontos internos eram confrontos locais com os times de então: Esporte São Luiz, Vila das Belezas, Portuguesinha, Vasquinho, Grêmio, Vermelhinhos do Ritmo, Brasília e tantos outros que deram origem a muitos da atualidade.
Atas documentadas de 1957 a 1961 contêm a iniciativa da construção da Igreja do patrono da juventude, São Luiz Gonzaga, cujo dia das festividades comemora-se em 21 de junho e ficou oficialmente instituído com aprovação da Câmara Municipal de São Paulo em 10 de junho de 1997, por iniciativa do então vereador Dr. Mário Dias, que foi diretor e médico da Santa Casa de Misericórdia de Santo Amaro.
As decisões administrativas dos bairros emergentes partiam da subprefeitura de Santo Amaro, na Praça Floriano Peixoto, São Paulo.
Existiam bairros já instituídos, como o Capão Redondo, em 1912, fundado por iniciativa de John Like e John Boehm, que também haviam fixado lá as bases do Instituto Adventista de Ensino em 1915. A denominação “Capão” provém de um local com mata natural onde se dirigiam caçadores que usavam o alto de colinas um descampado para a prática da caça, farta na região.
Participação popular na Sociedade Amigos do Bairro(1959)

Em 1956, no bairro Jardim São Luiz implantou-se a “Sociedade Amigos do Jardim São Luiz ”, situada na atual Rua Caetano Dias Pereira, 28, que recebeu políticos e até presidenciáveis, tendo papel importante na época, pelas benfeitorias requeridas para o desenvolvimento deste bairro da periferia de São Paulo.
Antiga Rua "A" e depois Av. São Luiz: Atual Avenida Maria Coelho Aguiar
 Canalização do Córrego do Cortume
 Córrego do Cortume na Antiga Rua 7 (Sete): atual Adauto Batista Lima
 Antiga Rua 4(Quatro): atual Antonio da Mata Junior
                                             Antiga Rua 2(Dois): atual Satulnino de Oliveira
Antiga Rua 1(Um): atual Geraldo Fraga de Oliveira

Ainda hoje há ainda um árduo trabalho a ser realizado no “Jardim”, trabalho este que depende da sensibilidade de cada um para com o espaço social e o bem estar da população que “fez” o Bairro.


[1] Um dos funcionários da Sociedade Paulistana de Terrenos S/A. foi o senhor Jose Carlos Baptistão, que trabalhou na sociedade responsável pelo loteamento no período de 1958 a 1972, no setor de cobranças onde atendia junto com a colega Lucy, na Rua Brigadeiro Tobias, número 190, todos os compromissários que mensalmente pagavam as prestações dos terrenos comprados no bairro do Jardim São Luiz. A empresa possuía corretores assíduos aos finais de semana, como os senhores Victor Silvério e Walter encarregados da equipe de vendas que atendiam no local do loteamento. A liquidante da Sociedade Paulistana de Terrenos foi a senhora Arluzia Helena Reid Junqueira casada com o rotariano Mário dos Reis Junqueira.
FAZER A CRÍTICA DA CRÔNICA PARA ESTABELECER A HISTORIOGRAFIA COM OUTRAS CONSIDERAÇÕES!