RESUMO DE COMO FOI IDEALIZADO O ASILO COLÔNIA DA SUCURSAL DO JUQUERY DO HOSPÍCIO DE ALIENADOS DE SÃO PAULO E NOSSA INCURSÃO EM SUAS DEPENDÊNCIAS
O projeto do Juquery foi de responsabilidade dos arquitetos Emílio Olivier e Ramos de Azevedo. Suas obras foram iniciadas em 1895, tendo sido reservado um crédito de 1.000:000$000 de réis para as obras em um terreno de 600 mil metros quadrados, com edificações, que eram divididas em alas masculinas e femininas e contava inicialmente com 800 leitos. O hospital se tornou referência nacional em psiquiatria, apesar de a especialidade naquela época representar um grande mistério para a medicina.
O Asilo de Alienados do Juquery foi inaugurado pelo doutor Francisco Franco da Rocha em 18 de maio de 1898 e encerrou as atividades em 1 de abril de 2021, com a transferência dos nove últimos pacientes que ali viviam, neste é um capítulo triste da história com fechamento de todos os manicômios de internação permanente existentes no Brasil.
("Lei Antimanicomial" n. 10216/2001, que redireciona o modelo de assistência em saúde mental, para tratamento em meio aberto, diverso dos ditos "hospícios" e assim o SUS criou, os CAPS "Centros de Atenção Psicossocial")
HOJE 03 DE MARÇO DE 2026 FOMOS VISITAR O LOCAL
O QUE TEM MEDO O ESTADO DE MANTER TANTA VIGILÂNCIA NESSE COMPLEXO?
RESPOSTA: ABANDONO!
A pesquisa histórica não está na cadeira por trás de um computador de uma escrivaninha em uma sala com ar-condicionado!
Pegamos o trem da CPTM de São Paulo para Jundiai e desembarcamos em Franco da Rocha para conhecer esse complexo hospitalar do Juquery desativado.
No terminal tomamos o ônibus Linha 200, que não cobra pela tarifa, e desembarcamos próximo a farmácia onde o governo estadual concede remédio a população, e há de se dizer que dentro desse complexo o atendimento médico nos parece aceitável, ao menos é o que nos disseram as pessoas que se servem desse benefício, mas não é esse o intuito que nos levou a esse local, e sim a história desse local!
Existe o Museu Osório Cesar, nas dependências do complexo, mas infelizmente fechado!
Continuamos a caminhar e vimos ao longe que os seguranças estavam preocupados com nossa presença, inclusive uns avisando aos outros.
Conseguimos furar um bloqueio onde não havia a “vigilância de proibição” e não usei minha câmera fotográfica, mas sim o celular para chamar menos atenção!
Registramos alguns galpões antigos, parecendo mais prisão do que um hospital até que um descuido nosso, um dos vigilantes nos obstruiu a passagem e nos disse que não deixaria continuarmos nossa excursão pelo complexo. Acatamos depois de questionar o porquê de não ser permitido registrar, pois não estávamos delapidando o patrimônio. Retrucou que recebia ordens e nós teríamos que voltar, pelo mesmo mato alto que entramos.
Registramos alguns galpões antigos, parecendo mais prisão do que um hospital até que um descuido nosso, um dos vigilantes nos obstruiu a passagem e nos disse que não deixaria continuarmos nossa excursão pelo complexo. Acatamos depois de questionar o porquê de não ser permitido registrar, pois não estávamos delapidando o patrimônio. Retrucou que recebia ordens e nós teríamos que voltar, pelo mesmo mato alto que entramos.
Para evitar conflito acatamos, pois ele recebe ordens superiores internas, e isso faz parte do serviço dele!
Fica as perguntas:
De quem partiu a ordem de não se permitir registros históricos do maior manicômio que se construiu no Brasil?
Afinal qual é o medo do Governo paulista?
Assim retornamos para a cidade de Franco da Rocha e votamos para casa, em São Paulo, com algumas imagens que conseguimos com alguma pericia em nome da historiografia, por demais proibida pelos órgãos de poder!













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