terça-feira, 3 de março de 2026

O HOSPÍCIO DO JUQUERY/SP

RESUMO DE COMO FOI IDEALIZADO O ASILO COLÔNIA DA SUCURSAL DO JUQUERY DO HOSPÍCIO DE ALIENADOS DE SÃO PAULO E NOSSA INCURSÃO EM SUAS DEPENDÊNCIAS



A comissão de Higiene do Estado de São Paulo estudou a implantação de um segundo hospital de Alienados em substituição ao Hospital da Várzea do Carmo, em São Paulo. Essa comissão era formada pelo engenheiro Teodoro Sampaio, o médico Francisco Franco da Rocha e o botânico Alberto Loefgreen.
O projeto do Juquery foi de responsabilidade dos arquitetos Emílio Olivier e Ramos de Azevedo. Suas obras foram iniciadas em 1895, tendo sido reservado um crédito de 1.000:000$000 de réis para as obras em um terreno de 600 mil metros quadrados, com edificações, que eram divididas em alas masculinas e femininas e contava inicialmente com 800 leitos. O hospital se tornou referência nacional em psiquiatria, apesar de a especialidade naquela época representar um grande mistério para a medicina.
O Asilo de Alienados do Juquery foi inaugurado pelo doutor Francisco Franco da Rocha em 18 de maio de 1898 e encerrou as atividades em 1 de abril de 2021, com a transferência dos nove últimos pacientes que ali viviam, neste é um capítulo triste da história com fechamento de todos os manicômios de internação permanente existentes no Brasil. ("Lei Antimanicomial" n. 10216/2001, que redireciona o modelo de assistência em saúde mental, para tratamento em meio aberto, diverso dos ditos "hospícios" e assim o SUS criou, os CAPS "Centros de Atenção Psicossocial")

HOJE 03 DE MARÇO DE 2026 FOMOS VISITAR O LOCAL
O QUE TEM MEDO O ESTADO DE MANTER TANTA VIGILÂNCIA NESSE COMPLEXO?
RESPOSTA: ABANDONO!
A pesquisa histórica não está na cadeira por trás de um computador de uma escrivaninha em uma sala com ar-condicionado!
Pegamos o trem da CPTM de São Paulo para Jundiai e desembarcamos em Franco da Rocha para conhecer esse complexo hospitalar do Juquery desativado.
No terminal tomamos o ônibus Linha 200, que não cobra pela tarifa, e desembarcamos próximo a farmácia onde o governo estadual concede remédio a população, e há de se dizer que dentro desse complexo o atendimento médico nos parece aceitável, ao menos é o que nos disseram as pessoas que se servem desse benefício, mas não é esse o intuito que nos levou a esse local, e sim a história desse local!
Existe o Museu Osório Cesar, nas dependências do complexo, mas infelizmente fechado!


Observamos que o local é extremamente vigiado, e nosso primeiro contato com a vigilância, foi dito que não poderíamos tirar fotos, pois o local era “um patrimônio histórico”!
Continuamos a caminhar e vimos ao longe que os seguranças estavam preocupados com nossa presença, inclusive uns avisando aos outros.
Conseguimos furar um bloqueio onde não havia a “vigilância de proibição” e não usei minha câmera fotográfica, mas sim o celular para chamar menos atenção!










Registramos alguns galpões antigos, parecendo mais prisão do que um hospital até que um descuido nosso, um dos vigilantes nos obstruiu a passagem e nos disse que não deixaria continuarmos nossa excursão pelo complexo. Acatamos depois de questionar o porquê de não ser permitido registrar, pois não estávamos delapidando o patrimônio. Retrucou que recebia ordens e nós teríamos que voltar, pelo mesmo mato alto que entramos.
Para evitar conflito acatamos, pois ele recebe ordens superiores internas, e isso faz parte do serviço dele!
Fica as perguntas:
De quem partiu a ordem de não se permitir registros históricos do maior manicômio que se construiu no Brasil?
Afinal qual é o medo do Governo paulista?
Assim retornamos para a cidade de Franco da Rocha e votamos para casa, em São Paulo, com algumas imagens que conseguimos com alguma pericia em nome da historiografia, por demais proibida pelos órgãos de poder!

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