quarta-feira, 21 de dezembro de 2022

A HISTÓRIA DO BAIRRO SANTO AMARO/SP E SEUS 463 ANOS NO ANO DE 2023: Duas “inverdades” contadas 2000 vezes, não se tornam verdades absolutas, apenas são mentiras contadas há muito tempo!

O “BAIRRO” DE SANTO AMARO NÃO FOI EDIFICADO EM 1552 E SIM EM 1560, COMO FREGUESIA E O PADRE ANCHIETA NÃO “REZOU” MISSA ALGUMA ANTES DE 1566, POIS ANTES DESSA DATA NÃO ERA “PADRE”!

Em 12 de agosto de 1560, perante o tabelião público judicial, Pedro Dias, foi lavrado o termo da posse de Santo Amaro, feito por doação pelo capitão Francisco de Moraes, para o provincial da Companhia de Jesus, padre Luiz de Grã, representante dos jesuítas do “colégio” São Paulo de Piratininga. O padre Luiz de Grã, enviou o irmão da ordem Gregório Serrão (que passou a cuidar de aldeias daqueles campos) para essa ocasião, dessa parte da sesmaria de Geribatiba. Como testemunha dessa doação participou Francisco Pires e Fernão D’Albernaz. Assim ficou fixada em termo oficializado a parte de terra na margem esquerda do rio Geribatiba, uma aldeia (em Portugal, um pequeno foco de habitantes, ainda hoje se denomina por aldeia) com administração dos jesuítas onde estavam os índios Guaianazes, do aldeamento Virapuera do cacique Caá-ubi.

A faixa de terra de Santo Amaro (640 km2)  recebeu várias corruptelas de nomes indígenas como: Birapuera, Ibirapoera; Jeribatiba; Santo Amaro de Ibirapuera, até que definitivamente assumiria o nome atual de Santo Amaro. 


A escritura da “capela curada” de Santo Amaro (Mauro) foi feita por ordem de Dom José de Barros Alarcão (1634-1700): bispo da Diocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, que São Paulo reportava-se) em 14 de janeiro de 1686, que assinou o documento assumindo como primeiro vigário o padre João de Pontes, irmão de Belchior de Pontes.

A MISSA QUE ANCHIETA NÃO FEZ


O noviço José de Anchieta não presidiu uma missa oficialmente na aldeia que ficou conhecida como Santo Amaro (santo cristão, do século 6º, também denominado Mauro, antes de sua ordenação! Santo Amaro é considerado protetor dos agricultores, carroceiros e carregadores) sendo 15 de janeiro, o dia e mês em que se faz a comemoração deste abade beneditino.


José de Anchieta tornou-se padre a partir de 1566, quando foi ordenado, podendo assim fazer os santos ofícios religiosos da igreja católica a partir dessa data de sua consagração sacerdotal!



p.s.: Verbalizar sem provar não é documento histórico!

Faz-se necessário averiguar as oitivas, daquilo que
 se ouviu e se repetiu diversas vezes e nada foi investigado para se ter certeza ser verdadeiro.

Se porventura encontrarem em "arquivos oficiais" documentos comprovatórios sobre o exposto nessas duas questões, seremos os primeiros a nos retratar, em nome da historiografia e por mais ninguém!

 

 

 

Vide:

O “Santo” da Igreja de Santo Amaro, a “Banda do Além” e a genealogia dos Aguilar, Rodrigues, Paes e Borba Gato

http://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2018/06/o-santo-da-igreja-de-santo-amaro-banda.html 

Datas comemorativas e intervenções em Santo Amaro, São Paulo

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2018/06/datas-comemorativas-e-intervencoes-em.html

 

Referências:

Mitra Diocesana de Santo Amaro: Av. Mascote, 1171 - Vila Mascote, São Paulo - SP, 04363-001

http://diocesedesantoamaro.org.br/historia-da-diocese-de-santo-amaro/#

https://www.catholic-hierarchy.org/bishop/bbarala.html

https://catedral.com.br/historia/

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