quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

Santo Amaro "Paulistano": 465 ANOS em 15 de janeiro de 2025, o resto é um “conto-da-carochinha”!

(FOTOS DA MISSA DE 15 DE JANEIRO DE 2025)

Em 15 de Janeiro é comemorado o Dia do “Santo” Amaro (ou Mauro)!
O “Registro de assentamento” do atual Bairro de Santo Amaro Paulistano ocorreu em 12 de agosto de 1560!
TERRAS DE SANTO AMARO (Não confundir com a Capitania de Santo Amaro!!!)
O atual bairro de Santo Amaro recebeu muitos nomes ao longo do tempo, com Jeribatiba, Santo Amaro de Virapuera, e finalmente o nome atual de Santo Amaro.
O caminho da aldeia dos índios guaianases à beira do rio Jeribatiba, na aldeia do cacique Caá-ubi foi fundada a cidade de Santo Amaro, ligando-se à Trilha do Ouro e Prata Inca, do litoral pela Serra do Mar ou como era conhecido pelos portugueses, na parte mais baixa, como Serra do Facão.
O PRIMEIRO REGISTRO DE TERRAS NA REGIÃO DATA DE 12 DE AGOSTO DE 1560
Duas léguas de terras na margem esquerda do rio (atual Rio Pinheiros) então chamado de Jeribatiba, doadas aos padres jesuítas. Data-se desta época a denominação Santo Amaro, homenagem dos jesuítas que trouxeram de Portugal uma imagem do Santo!
JOSEPH DE ANCHIETA E A PRETENSA MISSA QUE NÃO HOUVE NA “ALDEIA” DE SANTO AMARO
O “venerado irmão” Joseph de Anchieta, chegou ao Brasil, Bahia, em 1553, e, portanto, não poderia presidir nenhuma missa em 1552, data oficiosa da aldeia de Santo Amaro, antes de sua ordenação sacerdotal ocorrida 1566, podendo a partir de então fazer os encargos dos ofícios litúrgicos!
A FREGUESIA DE SANTO AMARO DEPOIS DO FAKE NEWS
Em 14 de janeiro de 1686 a capela de Ibirapuera foi elevada à categoria de Freguesia de Santo Amaro pelo Bispo do Rio de Janeiro, Dom José de Barros Alarcão, secular que assumiu a mitra em de 19 de agosto de 1680 com posse em 1681 até 06 de abril de 1700.
Em de 06 de setembro de 1746 foi criada a Diocese de São Paulo, representado com a criação do bispado paulista. O primeiro bispo foi Dom Bernardo Rodrigues Nogueira, que veio de Portugal em 1695 para tomar posse da diocese. Para que ele subisse a Serra do Mar, foi melhorado o Caminho do Cubatão, que os proprietários das sesmarias antigas chamavam Caminho do Padre José. Era entrada nos "sertões" atravessando o Geribatiba (Rio Pinheiros), indo para as terras de Butantã, de Afonso Sardinha, avizinhadas com as terras de Carapicuíba, em direção a Piratininga.





























terça-feira, 3 de dezembro de 2024

“Instituto de Educação Ministro Costa Manso”, o "Costinha", do bairro Itaim Bibi, São Paulo!

...antes havia elevada "formação", hoje há muita "informação"!

Hoje encontrei-me com meu passado estudantil, pois o colégio onde estudei na juventude está localizado onde foi demolido o antigo Mappin, no Itaim Bibi!

Recebi neste “local sagrado” o saber necessário, aquela formação que carrego até os dias presentes, de nível alto transmitido pelo quadro de Mestres, sim, “Mestres”, que nos dirigiu para a vida.




 Em 1964 foi instalado novas dependências à Rua João Cachoeira, no Bairro Itaim Bibi, situado próximo ao Córrego do Sapateiro, que desce a Avenida Juscelino Kubitschek, na época canal aberto em direção ao Rio Pinheiros e vizinho ao depósito do Mappin, esquina da Avenida Juscelino Kubitschek. 

Antes usava as dependências da Escola Estadual Aristides de Castro, situado à Rua Leopoldo Couto de Magalhães Jr.

Hoje a região do Itaim Bibi é um dos lugares mais valorizados da cidade de São Paulo, mas antes eram áreas de chacareiros e criadores de vacas leiteiras.

 O “Colégio Estadual Ministro Costa Manso”, posteriormente denominado “Instituto Estadual”, era de nível elevado, estando sobre a responsabilidade do diretor, Professor Athos da Silva Ferreira, ladeado por professores de formação acadêmica invejável, Como Maiomone, de ciências, Mirtes, de história, Tonica, de canto, Irene e Moreau, ambos de francês, Tabir Pirajá, geografia, Lessa, de trabalhos manuais, e tantos outros que sem dúvida alguma formaram a base para estruturar nosso caráter, nossas vidas.





Do bom momento de adolescência, das aulas, das provas temidas, das matérias que estudávamos pouco, dos jogos esportivos, dos companheiros, fogem nomes entre os recordados: Nicolai, Sergio Porto, Carlos Miranda, Lessa, filho do professor Lessa, Alfio.

Nosso uniforme azul marinho garboso, completado por camisa branca onde do lado esquerdo estava bordado o símbolo de uma tocha com as iniciais C.E.M.C.M. (quando tornado instituto trocou-se o primeiro C pelo I) que em tempos de inverno era coberto por espessa japona pesada. As atividades físicas estavam presentes e a participação era obrigatória para formar "mente sã em corpo são" de todos os alunos e alunas, havendo classes (salas de aulas) distintas!



O nível era elevado, a média bimestral era com notas sete (7,0) para evitar o exame final, podia-se “repetir de ano” sem essa condição das notas, e se repetisse duas vezes era “jubilado”, não estudava mais nesse colégio!!!

Eram os alunos a matéria prima a lapidar pela eficiência dos mestres. Nossa escola era pintada de azul e branco e essas cores prevaleceram por muito tempo, hoje "amarelou"...como o ensino!!!




sábado, 30 de novembro de 2024

Centro Empresarial de São Paulo, CENESP, no Bairro Jardim São Luiz, São Paulo

 O Grupo Bunge y Born iniciou suas atividades no Brasil em 1905. Em meados dos anos 70, a corporação decidiu construir uma sede para centralizar as operações de suas empresas no País, entre as quais a S.A. Moinho Santista e Tintas Coral.




 O projeto do novo empreendimento foi confiado a João Henrique Rocha e idealizado pela Lubeca S.A. e construído no bairro Jardim São Luiz, no morro do Elizeu, em São Paulo, na Avenida Maria Coelho Aguiar, 215

O Centro Empresarial de São Paulo é um complexo de escritórios de empresas de médio e grande porte que foi planejado e administrado pela LUBECA S.A. EMPREENDIMENTOS E ADMINISTRAÇÃO em uma área de 23 hectares (230 mil metros quadrados. A LUBECA era associada à S.A. Moinho Santista, sendo o projeto iniciado em 1974.


O Centro Empresarial de São Paulo teve sua primeira etapa concluída em 1977 totalizou com seis blocos de oito andares de escritórios perfazendo uma área de 350 mil metros quadrados, sendo que os blocos possuem altura máxima de 55 metros circundados com 175 metros quadrados de paisagismo.



 A primeira empresa a se instalar no empreendimento foi a multinacional francesa Rhodia, em 1977.

 O Centro Empresarial de São Paulo está localizado a 17 quilômetros do centro da cidade de São Paulo, entre as avenidas Guido Caloi e Maria Coelho Aguiar.


 Foi inaugurado em 1977 de quase 500 mil metros quadrados de construção, onde circulam 20 mil pessoas diariamente. O projeto ficou a cargo da Construtora Alfredo Mathias, em 1973, com a assinatura da parte civil do engenheiro João Henrique da Rocha e o paisagismo sobre responsabilidade de Victor Del Mazo.

O conjunto composto em seis espigões foi construído para comportar empresas de renome internacional, lojas, agências bancárias, lanchonetes e restaurantes, centro de convenções, farmácias e correio. O restaurante Belvedere possuía visão panorâmica e ocupava a parte de trás do Morro do Eliseu, como era conhecida toda esta área, oposto a atual Avenida Maria Coelho Aguiar que também já se denominou como Avenida São Luiz. A responsável para a construção do Centro Empresarial de São Paulo, LUBECA, era um braço do Grupo Santista e foi constituída para construir o Centro Empresarial que à época estava orçado em 230 milhões de reais.

 

A Moinho Santista estava associada a Bunge Y Born o maior grupo empresarial de Argentina, fundada em 1884 por Ernesto Bunge y Jorge Born, com ramificações em várias partes do mundo no ramo de alimentos, ingressando no Brasil no setor algodoeiro. A S.A. Moinhos Santista, a Sociedade Algodoeira do Nordeste Brasileiro (SANBRA) e a Moinho Fluminense S.A. estavam na composição acionária da empresa LUBECA.

 

A LUBECA também possuía o interesse em um grande projeto urbanístico denominado Panambi, na antiga Estrada do Morumbi, onde hoje está sendo construído o complexo viário da ponte Itapaiúna, numa área total de 484 mil metros quadrados de vegetação natural. Á época a LUBECA planejava instalar no local 35 edifícios de alto padrão, residencial, 12 comerciais e 2 parques, área de lazer, um hotel 5 estrelas do grupo HYATT e um centro gastronômico.



 Por razões de cunho empresarial a LUBECA passou a ser denominada Panamby Empreendimentos e Participações Ltda.

A Panamby participa com 29,3% do condomínio do Centro Empresarial, que é integrado por fundos de pensão, a maioria estatais, e empresas que mantêm sede no local.


Orestes Quércia, governador de São Paulo de 1987 A 1991, adquiriu em 2002 a Panamby Administração e Participações Ltda., que controla o Centro Empresarial de São Paulo.

A Sol Invest Administrações e Participações, holding imobiliária do ex-governador, comprou do grupo argentino Bunge, a administradora do Centro Empresarial, na marginal de Pinheiros, zona sul de São Paulo, sua participação, tornando-se acionista do Centro Empresarial, (conhecido pela sigla CENESP).

 

Ref.

http://mzcast.mz-ir.com/webcast/bcfund/html/2018-11-08/cenesp_finalizado.mp4

https://pt.wikipedia.org/wiki/Centro_Empresarial_de_S%C3%A3o_Paulo

 

https://centroempresarial.com.br/nossa-historia/

https://carlosfatorelli27013.blogspot.com/2016/01/o-morro-do-elizeu-e-o-centro.html